Relatório de transparência (agosto–setembro de 2023) dos comentários do Manual do Usuário

O relatório de transparência referente ao bimestre agosto–setembro de 2023, do comitê de supervisão do Manual do Usuário, pode ser baixado aqui (PDF).

Mais um bimestre tranquilo na moderação dos comentários do Manual do Usuário. Mesmo com um volume maior de comentários no bimestre outubro–novembro, os casos em que precisei interferir não aumentaram na mesma proporção.

No final de novembro e em dezembro, notei um fluxo maior de comentários e de novas pessoas chegando. Isso é muito salutar, sinal de que a moderação está funcionando, que a comunidade é receptiva e que o Órbita (em especial) está começando a correr com as próprias pernas.

No recesso de fim de ano (18/12–8/1/2024), o Órbita estará na capa do Manual. Eu seguirei acompanhando, ainda que não tão de perto. Estou curioso com o que acontecerá. Espero por coisas boas.

Novamente, agradeço à Cíntia, ao Emanuel e à Michele pelo ótimo trabalho que vêm desempenhando no comitê de supervisão. Obrigado!

Revisitando as previsões tecnológicas que fizemos para 2023

No final de 2022, eu (Rodrigo Ghedin), Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti nos reunimos no podcast Guia Prático para fazer previsões da tecnologia para o novo ano que se avizinhava.

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O Firefox para Android ganhou +450 novas extensões nesta quinta (14). Até então, apenas algumas selecionadas pela Mozilla estavam disponíveis no celular. Agora, qualquer desenvolvedor que sinalizar compatibilidade com o Android em sua extensão, terá ela disponibilizada. Via Blog da Mozilla (em inglês).

Quando a Meta lançou o Threads e anunciou que ele usaria o protocolo ActivityPub, para integrar-se ao fediverso/Mastodon, desconfiei.

Nesta quarta (13), quase seis meses depois do lançamento da rede, Zuck disse no Threads que estavam “testando a integração”. Continuei cético.

Hoje (14) pela manhã, abri o Mastodon e dei de cara com o perfil do Threads de Adam Mosseri, executivo à frente do Threads e Instagram, no meu feed, acessível pelo Mastodon (procure por @mosseri@threads.net).

Ainda estou cético, mas agora um pouco menos.

Começou a pré-venda do livrinho “Outros jeitos de pensar a tecnologia, Volume II”

Está aberta a pré-venda do livrinho Outros jeitos de pensar a tecnologia, Volume II, deste Manual do Usuário!

Para garantir o seu (a primeira tiragem é limitada), envie um e-mail ao Felipe Moreno ou DM no Instagram da editora Casatrês, informando quantas unidades deseja comprar e o endereço de entrega. Felipe retornará em seguida com a chave Pix para fazer o pagamento.

O preço do livrinho é R$ 40, já incluso o frete, e os envios começam no dia 21/12.

Se você ainda não tem o primeiro volume, preparamos um pacote com os dois a um preço promocional de R$ 65. O caminho é o mesmo — e-mail ou DM para o Felipe.

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iOS 17.3 trará modo para proteger iPhones após furtos e roubos

Finalmente a Apple deu atenção à epidemia de furtos e roubos de celulares. A primeira versão de testes do iOS 17.3, liberada nesta terça (12), traz um recurso chamado “Proteção do Dispositivo Roubado” (tradução livre).

Quando o recurso está ativado, algumas ações sensíveis, como alterar senhas, desativar o Modo Perdido e redefinir o iPhone, passam a exigir autenticação biométrica (Face ID ou Touch ID) se o celular estiver longe de locais familiares. Para ações cruciais, como mexer na Conta Apple, desativar a biometria ou trocar o código de acesso do iOS, além da biometria, é preciso esperar uma hora para ter acesso a eles.

Teria a Apple olhado para o caos que se instalou no Brasil? Na verdade, não. Entre fevereiro e abril deste ano (2023), o Wall Street Journal publicou reportagens (e vídeos) mostrando um esquema nos Estados Unidos em que iPhones eram furtados em bares.

Como sempre, é preciso que um problema se manifeste em casa para que a big tech tome providências. Por aqui, falamos desse assunto desde, pelo menos, junho de 2021. Via Wall Street Journal (em inglês), MacMagazine.

O novo livrinho do Manual e outras sugestões de presentes para o Natal

Ainda em dezembro, o Manual do Usuário e a Casatrês lançarão a segunda edição do livrinho Outros jeitos de pensar a tecnologia, com os melhores textos de opinião meus publicados entre meados de 2022 e meados de 2023.

Olha essa capa (ali em cima), mais uma vez ilustrada pela Vitória Cruz Monajem Fatheazam. Linda demais 😍

A pré-venda começa nesta quarta (13). Cada livrinho custará R$ 40, já incluso o frete.

Os envios começarão em 21/12, ou seja, dá tempo de receber antes do Natal. (Isto não é uma promessa, hein!)

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NewPipe, o melhor (?) aplicativo de YouTube para Android

Ícone do NewPipe: círculo vermelho com um triângulo/seta branca apontando à direita.

O Google subiu o tom de suas investidas contra bloqueadores de anúncios no YouTube. Boa sorte com isso, Google, porque no que depender daqueles que rejeitam o esquema de publicidade à custa da nossa privacidade, os métodos alternativos continuarão de pé por um bom tempo.

O NewPipe é um ótimo app para Android. Leve, de código aberto, sem anúncios e com foco em privacidade, os desenvolvedores ainda fazem um esforço para entregar uma experiência familiar, e melhorada, a quem vem do app oficial do YouTube.

Em outras palavras, o NewPipe é o que o YouTube poderia ser se o maior interesse do Google não fosse sugar até o último centavo dos usuários.

Dadas as suas características, não é surpresa que o NewPipe não está disponível na Play Store. Existem dois métodos para obtê-lo: baixando o instalador (arquivo *.apk) direto do site oficial, ou adicionando o repositório do NewPipe à F-Droid, uma loja de aplicativos Android muito maneira. Recomendo a segunda opção. Se tiver dúvidas, não hesite em perguntar ali nos comentários.

NewPipe / Android / Gratuito

Download (Site oficial) » / Download (F-Droid) »

A Apple liberou as versões 17.2 do iOS/iPadOS e 14.2 do macOS Sonoma nesta segunda (11). (E, também, atualizações para watchOS, tvOS e HomePod.) Os grandes destaques são o novo aplicativo de diário no iOS, Journal, e o suporte a múltiplos cronômetros simultâneos no macOS (finalmente!!!!).

É sempre uma boa esperar alguns dias antes de instalar uma atualização, como o recente desastre no Debian 12.3 nos mostrou, mas se você não se aguentar e instalar aí, conta para mim como ficou o app Journal — e os múltiplos cronômetros no macOS. Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Acompanhe o Manual do Usuário no fediverso (Mastodon)

O Manual do Usuário está de volta ao fediverso (Mastodon). Para acompanhar os posts e podcasts lá, coloque feed@manualdousuario.net na pesquisa e siga o perfil.

(Se correu tudo bem, este post já deve estar lá.)

Quando juntei todas as contas que tinha no fediverso (eram quatro) em um só perfil, minha ideia era usá-lo para falar groselha e também repercutir as coisas daqui.

Acontece que sou muito ruim de redes sociais, por isso o perfil acabou não tendo nem uma coisa, nem outra. (Posto pouco.)

Alguns dias atrás, dei uma nova olhada, desta vez com mais disposição, no plugin oficial do ActivityPub para WordPress.

Foi muito fácil configurá-lo no nosso staging (cópia do site para testes). Só havia um problema: por algum motivo, ele estava carregando um punhado de código para recursos que o Manual não usa. (Aos entendidos, uma parede de CSS inline relacionado aos blocos do Gutenberg e/ou FSE.)

O pessoal do suporte foi muito solícito e, na manhã desta segunda (11), apresentou uma solução. Era o que faltava para implementar o plugin aqui.

Então, é isso. Eu sigo com meu perfil no Mastodon e, agora, o site do Manual vira uma instância própria, publicando automaticamente todos os novos posts e podcasts no fediverso.

Dando nome aos bois, Mercado Livre e Amazon. E isso não é mera denúncia. Está tudo registrado em cartório, os anúncios que demonstram claramente como se tenta convencer o consumidor a comprar produto contrabandeado.

— Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Segundo a Abinee, a porta de entrada do mercado cinza no Brasil é o Paraguai. Em 2023, o país vizinho importou quase 8 milhões de aparelhos para uma população de 6,1 milhões de pessoas. A Xiaomi respondeu por ~75% dos celulares trazidos irregularmente. Via Convergência Digital.

Calendário de 2024 para imprimir, rodapés de sites e outros links legais


Este cara criou um aplicativo muito legal para iOS, decidiu não lançá-lo e, em vez disso, escreveu um “obituário” ilustrado (em inglês) mais legal que o app em si.

O pessoal que desenvolve o Ai Writer vai lançar, em breve, o Ai Writer in Paper (em inglês): um bloquinho de textos físico, de papel, de muito bom gosto. Não revelaram o preço, mas suspeito que será BEM caro.

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Em novembro, alguns usuários do Google Drive deram falta de arquivos — de alguns dias até um que perdeu tudo que foi adicionado depois de maio de 2023.

Era um bug na versão 84 do cliente do Drive. Dia desses o Google publicou um passo a passo para recuperar os dados perdidos, mas… há relatos de que ele não funciona. Digo, relatos onde possível, porque o Google está fechando tópicos nos fóruns de suporte, segundo o Ars Technica.

O Google Drive só tinha um trabalho: armazenar dados dos usuários na nuvem. Como confiar nesse negócio depois de uma catástrofe dessas? Via The Register, Ars Technica (em inglês).

EUA e aliados espionam usuários de celulares via notificações push

O senador norte-americano Ron Wyden enviou uma carta pública (leia na íntegra) ao Departamento de Justiça avisando a todos que Apple e Google entregam dados de notificações push associados a celulares de indivíduos a agências governamentais de outros países.

À Reuters, que deu esse furo, uma fonte anônima afirmou que agências dos EUA também pedem esses dados e que os outros países são “democracias aliadas aos Estados Unidos”.

A parte mais chocante é que, quando questionada pela agência de notícias, a Apple informou que a carta de Wyden deu a ela uma abertura para compartilhar mais detalhes de como governos monitoram notificações push.

“Neste caso,” disse a Apple em nota, “o governo federal [dos EUA] nos proibiu de compartilhar qualquer informação.”

Notificações push passam necessariamente por servidores da empresa dona da plataforma — no caso, Apple (iOS) e Google (Android). Em um texto de janeiro de 2023, o pesquisador francês David Libeau explicou por que “notificações push são um pesadelo de privacidade”.

Não bastasse serem um incômodo/gatilho de ansiedade e, a depender das circunstâncias, devorarem a bateria, notificações push agora são um risco à nossa privacidade.

Após a revelação do escândalo, a Apple atualizou as diretrizes para procedimentos legais nos EUA. O documento agora traz um tópico que diz:

Quando os usuários permitem que um aplicativo instalado receba notificações push, um token do Apple Push Notification Service (APNs) é gerado e registrado àquele desenvolvedor e dispositivo. Alguns aplicativos podem ter vários tokens APNs para uma conta em um dispositivo para diferenciar entre mensagens e multimídia.
O ID Apple associado a um token APNs registrado pode ser obtido com uma intimação ou maior processo legal.

O Google só libera esses dados com uma ordem judicial. A Apple poderia aprender isso com eles.

Passada a perplexidade dessa descoberta, ficam algumas perguntas. A principal é: o que mais o governo norte-americano proíbe a Apple e o Google de divulgarem em seus relatórios de (supostamente) transparência? Via Reuters, Washington Post (em inglês).

Mammoth 2

Ícone do Mammoth 2. O Mammoth é um aplicativos de Mastodon dos mais interessantes. Antes do oficial simplificar o cadastro (pré-selecionando um servidor/instância) e sugerir pessoas para seguir, o Mammoth já fazia isso. E é, até onde sei, o único que oferece um feed algorítmico, nos moldes do (e também chamado de) “For You” — com a vantagem de oferecer opções para personalizar o algoritmo.

Nesta quinta (7), foi lançado o Mammoth 2, “a maneira mais fácil de largar o Twitter e ingressar no Mastodon”, segundo co-fundador Bart Decrem.

Lançada um ano após a estreia do aplicativo, a segunda versão traz uma bela repaginada visual (incluindo um novo ícone/logo) e mais recursos para facilitar a adaptação de quem está chegando do Twitter, como “listas inteligentes” temáticas, com curadoria de usuários, integração com o braço editorial do Flipboard e com o Newsmast e Press.coop, que trabalham para levar conteúdo noticioso de fontes confiáveis ao fediverso.

Uma grande novidade “extra-app” é que ele agora tem o código aberto. O código está previsto para ser liberado nesta sexta (8).

O Mammoth 2 continua gratuito, só que agora oferece um plano pago (R$ 14,90/mês ou R$ 99,90/ano) que confere alguns benefícios aos assinantes, como ícones diferentes, acesso antecipado a novos recursos e participação nas decisões do projeto.

Vale lembrar que o Mammoth recebeu um investimento semente em seu início, em uma rodada liderada pela Mozilla. O valor levantado não foi divulgado.

Mammoth 2 / iOS, iPadOS / Gratuito

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