Usuários do Instagram estão se deparando com um pedido no app para criarem outra conta. Não é um dilema novo. Há alguns anos, a rede do Facebook (que agora se chama Meta) criou o recurso “Melhores amigos”, para restringir stories a pequenos grupos. A mensagem diz: “Mantenha contato com um grupo menor de amigos”, uma admissão do fracasso do Instagram em… ajudar a manter contato com um grupo menor de amigos.

O pedido institucionaliza um fenômeno espontâneo na rede, o das contas “finsta”, de “fake insta”, ou “Instagram falso”, que adolescentes criavam para poderem se expressar sem o escrutínio de muita gente, só para os amigos mais próximos.

Ao tentar ser tudo — rede social de contatos próximos, loja virtual, vitrine de celebridades, clone do TikTok, plataforma de marcas pessoais etc. —, o Instagram perde a sua identidade. É uma dor que redes focadas, como o HalloApp, podem remediar, mas que talvez seja mais fácil criar outra conta no mesmo Instagram. Via Wall Street Journal (em inglês).

A Microsoft começou a testar um botão único para alterar o navegador padrão do Windows 11 — o Edge. Desde o lançamento do sistema, era necessário clicar em vários botões para alterar o navegador padrão para diversos formatos de arquivos, uma piora considerável em relação às versões anteriores do sistema. A Microsoft chegou a desabilitar aplicativos de terceiros que facilitavam o processo, como o EdgeDeflector.

Ainda não se sabe quando o novo botão será disponibilizado na versão estável do Windows 11. Via The Verge (em inglês), Windows Central (em inglês).

O Signal lançou um programa de apoio recorrente (assinatura) para se sustentar. São três planos e, ao se tornar um apoiador, o(a) usuário(a) ganha um distintivo para exibir no app. Em reais, os planos custam R$ 15, 50 e 100 por mês. Via Signal (em inglês).

A Square, empresa de pagamentos do Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, mudou de nome e agora se chama Block, de “blockchain”, para refletir suas ambições, hoje maiores que as maquininhas de cartão de crédito. Semana cheia para Jack. Via Square/Block (em inglês).

Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença do Tidal no rol de apps da Square/Block, o streaming musical que já foi um dia do Jay-Z. A aquisição se deu em março deste ano, por ~US$ 300 milhões. Via New York Times (em inglês).

O Facebook lança no Brasil, nesta quinta (2), o Facebook Protect, programa de proteção adicional a usuários e administradores de páginas mais suscetíveis a ataques — em especial, gente envolvida com eleições.

Os principais aspectos do programa são:

  • Forçar a adoção da autenticação em dois fatores;
  • Dar maior atenção a tentativas de invasão dessas contas; e
  • Garantir a autenticidade de quem posta em páginas.

Não tem como se candidatar a ele; é o Facebook quem determina perfis elegíveis e envia uma notificação/convite para o Facebook Protect. Via Uol Tilt, Facebook.

Lembrete: autenticação em dois fatores não é exclusividade dessa iniciativa, está disponível para todos os usuários. É, de longe, a melhor medida que alguém pode fazer para proteger sua conta. Veja como ativá-la no Facebook.

Depois do Google/Android, hoje é a vez da Apple revelar os melhores apps das suas plataformas em 2021. O ganhador na categoria apps é Toca Life: World, uma espécie de ~metaverso infantil da desenvolvedora Toca Boca — que, lembra o TechCrunch, acabou de completar 10 anos de vida. O jogo do ano no celular da Apple foi League of Legends: Wild Rift. Na página da premiação estão os apps e jogos do ano para iPad, Apple Watch e macOS, e apps da “tendência do ano”: aqueles que nos unem. Via Apple, TechCrunch (em inglês).

Veja, também, as listas de apps mais populares (dois chineses no topo da de gratuitos) e a dos jogos (Free Fire segue líder).

O Snapdragon 8 Gen 1, novo chip topo de linha da Qualcomm para celulares Android, tem um recurso no mínimo controverso: câmera sempre ligada. A empresa diz que isso traz vantagens, como (des)bloquear o celular de acordo com a presença do usuário no enquadramento da câmera, mas é de se questionar se essa suposta vantagem compensa os riscos e a paranoia que uma câmera sempre ligada implica. Felizmente, o recurso pode ser desativado pelas fabricantes que adotarem o chip. Curioso para ver qual será a primeira que não fará isso. Via The Verge (em inglês).

O Edge, navegador web da Microsoft, ganhou um recurso pra lá de esquisito nos Estados Unidos: crédito para compras online. Quando alguém está prestes a realizar um pagamento, o Edge oferece um parcelamento de até quatro vezes em seis semanas, de valores que variam de US$ 35 a 1 mil. O serviço é oferecido por uma parceira da Microsoft, a Zip. Via Microsoft (em inglês).

Tudo bem que hoje navegadores fazem muito mais do que apenas renderizar páginas web, mas isso aqui é um pouco demais? O que vem depois? Carteiras de criptomoedas embuti… ops.

Toda quinta, na newsletter do Manual (cadastre-se gratuitamente), indico leituras longas/de fôlego (artigos, reportagens, ensaios) publicadas em outros sites.

Seria o máximo se esse trabalho fosse colaborativo, feito com a sua ajuda.

Indique nos comentários uma leitura longa da última semana, relacionada aos temas que costumam aparecer aqui no site, que você acha que deveria ser lida por mais gente. Vale em português ou inglês.

“É possível ‘piratear’ NFTs com o botão direito do mouse?”, pergunta Bruno Ignácio no Tecnoblog. Ele mesmo responde depois que, não, não é possível, porque embora as obras sejam arquivos digitais reproduzíveis por qualquer pessoa (expliquei aqui), “esse arquivo não possui nenhum valor e tampouco configura um ativo digital, com autenticidade garantida por um registro em rede blockchain”.

A resposta parte da premissa de que a rede blockchain é uma garantia absoluta e inquestionável de autenticidade apenas por registrar, de modo público, imutável e insubstituível, um certificado de autenticidade — que, sabemos, é um emaranhado de códigos que não tem muito a ver com a obra em si e que está sujeito à manutenção do servidor/da blockchain onde foi registrado.

Em momento algum essa premissa extremamente frágil é questionada, ainda que sejam dadas algumas pistas ao(à) leitor(a) mais atento. Por exemplo, Bruno reconhece que NFTs não têm respaldo legal e que podem ser exploradas por qualquer um, ou seja, a falta de regras dos criptoativas permite que alguém se aproprie do trabalho alheio e o venda como NFT. Parece maluco, mas já aconteceu.

“Se um caso desses chegar a justiça, por mais confuso que seja, o autor terá mais chances de provar a posse e autoria do arquivo, algo que não muda por um simples segundo clique do mouse”, escreve ele, sem explicar a parte “confusa”. Há jurisprudência nesse sentido? De que modo, juridicamente falando, a posse de um NFT ajudaria num caso desses?

Aqui, na minha ignorância (porque custo a entender essa bobagem), a pergunta a ser feita não seria a do título do artigo, mas sim por que alguém iria querer piratear um NFT — NFT que, reforço, não tem nada a ver com a obra em si, mas se trata apenas de um emaranhado de código colocado numa blockchain e que, só por isso, atribui “propriedade” e tem “valor”, segundo as pessoas que acreditam em NFTs. Sigo sem resposta. Via Tecnoblog.

O Twitter atualizou sua política de informações privadas* para coibir o compartilhamento de fotos e vídeos de indivíduos sem o consentimento deles. Quando posts do tipo forem reportados, eles serão removidos. A medida começa a valer nesta terça (30.nov) no mundo inteiro.

No anúncio, o Twitter explica que a medida é parte do esforço contínuo de atender a padrões de direitos humanos. Além disso, cita diversos “poréns”, ou exceções à regra, como figuras públicas, em posts de interesse público ou como parte de eventos noticiosos. E, mesmo nessas situações, há exceções às exceções — postar fotos de figuras públicas para assediá-las, intimidá-las ou silenciá-las infringe a política contra comportamento abusivo.

Embora as exceções à primeira vista pareçam equilibradas, o grande desafio será aplicar a nova regra. O Twitter “meio que” se garante ao tornar a aplicação reativa, ou seja, uma foto ou vídeo de alguém só será retirada da plataforma se a pessoa ou um representante legal solicitar a remoção. A conferir, na prática, como isso se dará. Via Twitter (em inglês).

* Até a publicação desta nota, a tradução para o português da política não havia sido atualizada. Leia a versão em inglês.

A cada semestre, o Facebook (agora chamado Meta) faz uma pesquisa interna junto aos funcionários, chamada Pulse, para saber a percepção deles em relação à empresa. O Insider obteve a última, divulgada internamente neste mês de novembro, e o moral está baixo nos domínios de Mark Zuckerberg.

Pouco menos da metade (49%) dos funcionários confiam na liderança da empresa, um tombo de 7 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre. Outro dado curioso é que a fatia dos funcionários que pretendem continuar trabalhando no Facebook segue caindo, agora é de 47%, queda de 2 pontos percentuais.

Respostas positivas em relação ao Facebook, como “otimismo” e “orgulho”, também caíram — “otimismo” capotou 11 pontos percentuais para 51% e orgulho, caiu 7 pontos para 55%.

Perguntas relacionadas a superiores diretos divergiram do padrão e receberam respostas bem positivas — 85% positivas para pessoal, 83% para colaboração e 85% para impacto das equipes. Via Insider (em inglês).

Todo ano o Google e os usuários de Android escolhem os melhores apps e jogos da plataforma. Em 2021, o Google escolheu o app de meditação Balance e o jogo Pokémon UNITE como os melhores. Já entre os usuários de Android, os escolhidos foram o app da Paramount+ (??) e o jogo Free Fire MAX. No Brasil, os jogos foram os mesmos, mas o app do Disney+ levou o prêmio do Google e dos usuários. Ano do streaming, aparentemente. Nos links ao lado há mais apps e jogos vencedores de categorias específicas. Via Google (em inglês), Play Store.

Até poucos dias atrás, havia um emoji animado da berinjela no Telegram. Agora, não mais. Segundo Pavel Durov, fundador e CEO do aplicativo de mensagens, a mudança foi a pedido da Apple, que achou a animação da berinjela um pouco… exagerada: a berinjela se move de maneira sugestiva e depois expele sementes e uma gosma branca na tela.

Não é de hoje que o emoji da berinjela foi ressignificado e passou a representar um pênis. Ninguém havia levado o novo significado tão longe quanto o Telegram, porém.

Digo… veja por si mesmo(a). (Cuidado, pode soar ofensivo.)

Em seu canal russo, Durov disse que a Apple exigiu que o Telegram removesse a animação da berinjela do app, o que foi prontamente atendido. Mas ele não parece satisfeito. Na mesnsagem há uma enquete com duas opções em que ele pergunta qual a melhor saída da inusitada situação:

  • Remover a berinjela ?
  • Tirar por completo o Telegram das plataformas da Apple.

Não é o primeiro constrangimento do Telegram envolvendo emojis nem do emoji da berinjela. Em 2015, o Instagram removeu a busca pela hashtag #? devido ao conteúdo impróprio que ela retornava. Em outro momento, o emoji do pêssego, que lembra um bumbum, ganhava um tapa na animação do Telegram. A exemplo da berinjela, ela não existe mais. Via @durov_russia/Telegram (em russo).

Jack Dorsey não é mais CEO do Twitter. Em seu lugar entra Parag Agrawal, até então CTO na empresa, onde está há uma década. Ele foi escolhido por unanimidade pelo conselho administrativo e já iniciou a semana no novo cargo. Jack também anunciou seu afastamento do conselho, mas ficará por ali até maio de 2022, quando vence seu mandato.

No e-mail de despedida, publicado por Jack em seu perfil no Twitter, o co-fundador e agora ex-CEO da rede social afirmou que a decisão partiu dele e que seu afastamento é importante para “dar o espaço que ele [Parag] precisa para liderar”. Parag, a quem Jack rasgou elogios, também tuitou sua resposta ao e-mail de Jack.

A carta trouxe indiretas a fundadores que não largam o osso mesmo quando a fase é extremamente ruim — o mais famoso desses, hoje, é Mark Zuckerberg, que mantém o controle absoluto da empresa que co-fundou, o Facebook, agora chamado Meta.

Segundo as agências Reuters e Bloomberg, a pressão para a saída de Dorsey vinha desde o ano passado, depois que o grupo investidor Elliott Management comprou 4% no Twitter e, com isso, ganhou poder na hora de indicar membros para o conselho da rede social.

“Acredito que é imprescindível que uma empresa se sustente sozinha, livre da influência ou direção do seu fundador”, escreveu Jack. Em outra parte, quando reafirma o seu amor pelo Twitter, onde estava há 16 anos, ele disse que “não há muitos fundadores que colocam suas empresas à frente do próprio ego”. Ai. Via @jack/Twitter (em inglês), @paraga/Twitter (em inglês), Twitter (em inglês).