O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

Uma pequena polêmica emergiu na App Store semana passada. Aplicativos há muito não atualizados passaram a ser removidos da loja da Apple a menos que o desenvolvedor atualizasse-o, uma medida, segundo a Apple, para manter o nível de qualidade dos aplicativos oferecidos a seus usuários.

A Apple mira “apps que deixaram de funcionar conforme o esperado, que não seguem as orientações atuais de análise ou que estão desatualizados”, mas a nova política acabou afetando aplicativos perfeitamente funcionais, mesmo sem atualizações há anos, o que gerou algumas reclamações em redes sociais.

Em resposta, a Apple esclareceu que a política só se aplica a aplicativos que não foram baixados ou “baixados pouquíssimas vezes” nos últimos 12 meses, e estendeu o prazo para contestação de 30 para 90 dias. Via Macrumors, Apple (ambos em inglês).

Enquanto certas empresas parecem ter batido no teto, outras dão a impressão de que o céu é o limite. Nesta quinta (28), a Apple divulgou seus resultados do segundo trimestre fiscal de 2022. Foi um recorde para o período e o terceiro melhor trimestre da história, com receita de US$ 97,3 bilhões, alta de 9%.

Dois dados se destacam. Primeiro, a quantidade de “assinantes”, ou consumidores que geram receita recorrente. Já são 825 milhões, crescimento de 25% em um ano. Analistas estimam que daqui a 15~16 meses a empresa chegará ao bilhão de clientes pagantes.

O outro é a renascença do Mac, impulsionada pelos chips M1, desenvolvidos pela própria Apple, que começou a substituir os Intel em novembro de 2020.

A Apple faturou US$ 10,4 bilhões em computadores no período. Tim Cook, CEO da empresa, disse que “os últimos sete trimestre do Mac estão no ranking dos sete melhores trimestres da história do Mac”.

E parece haver potencial para mais. Na conferência com acionistas, Luca Maestri, CFO da Apple, disse que metade dos Macs vendidos no período foram comprados por gente que não usava computadores Apple anteriormente.

Outro dado: de acordo com a consultoria Counterpoint Research, o mercado global de computadores encolheu 4,3% no primeiro trimestre do ano. A Apple foi uma das poucas exceções, com crescimento de 8% no período. Via 9to5Mac, @asymco/Twitter (2), Macrumors, Counterpoint Research (todos em inglês).

Lançado em 2020, os Shorts são a resposta do Google/YouTube ao fenômeno TikTok. Os vídeos curtos não tinham anúncios até agora, mas isso está prestes a mudar.

Philipp Schindler, diretor de negócios, disse a investidores que os primeiros testes com o formato têm sido bem sucedidos: “Ainda estamos no começo, mas encorajados com os primeiros feedbacks e resultados dos anunciantes.”

Em outro momento, Sundar Pichai, CEO do Google, disse que os Shorts têm em média 30 bilhões de visualizações por dia, número quatro vezes maior que o de um ano atrás. Via Bloomberg, TechCrunch (ambos em inglês).

As saídas de Neil Young e Joni Mitchell do Spotify, em protesto ao discurso negacionista do podcaster Joe Rogan, exclusivo da plataforma, não abalaram o crescimento da base de usuários pagantes do serviço de streaming.

O Spotify fechou o primeiro trimestre com 182 milhões de assinantes premium, ou seja, pagantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior.

O número já considera as perdas com a saída da empresa da Rússia.

Ao todo, a empresa contabiliza 422 milhões de usuários, entre pagantes e gratuitos, no mundo todo. Via Spotify (em inglês).

Ao aceitar a proposta de aquisição hostil de Elon Musk, na segunda (25), o Twitter colocou uma cláusula que impede o bilionário de achincalhar a empresa e seus representantes durante o processo.

Um dia depois, na terça (26), Musk fez exatamente isso. E aumentou a dose no dia seguinte (27).

O alvo dos tuítes de Musk é a executiva de políticas públicas do Twitter, Vijaya Gadde. Como era de se imaginar, ela entrou na mira de hordas de ataques de seguidores de Musk.

A cláusula do acordo entre Twitter e Musk, e o fato de as ações da Tesla terem derretido em 1/5 do seu valor desde que o executivo tornou público seu interesse pelo Twitter, levaram alguns analistas, como Lauren Silva Laughlin e Gina Chon, da Reuters, a ponderarem que talvez ele esteja tentando desistir do negócio. Via Engadget@elonmusk/Twitter (2), Reuters (todos em inglês).

O LineageOS 19, uma ROM alternativa do Android que leva novas versões do sistema a aparelhos diversos, incluindo aqueles já abandonados pelas fabricantes, chegou. Esta versão é baseada no Android 12, lançado em outubro pelo Google.

Como de praxe, o LineageOS traz a última versão do Android com alguns extras e diferenciais criados pela comunidade. Desta vez, porém, há uma má notícia: uma alteração no kernel do Android 12 tornou bem difícil adaptar o LineageOS 19 para aparelhos antigos. A lista de compatíveis, pois, diminui um pouco. Via LineageOS (em inglês).

Confirmando os rumores, o Twitter aceitou a oferta de Elon Musk e foi vendido ao bilionário nesta segunda (25). Musk pagará US$ 54,20 por ação, o que significa uma aquisição de quase US$ 44 bilhões. Após a conclusão do negócio, prevista para o final de 2022, o Twitter voltará a ser uma empresa de capital fechado.

O que será do Twitter? A essa altura, ninguém sabe. Em nota, Musk disse:

A liberdade de expressão é a base de uma democracia funcional e o Twitter é a praça digital da cidade onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade. Também quero tornar o Twitter melhor do que nunca, melhorando o produto com novas funcionalidades, abrindo o código fonte dos algoritmos para aumentar a confiança, acabando com os robôs de spam e autenticando todos os seres humanos. O Twitter tem um potencial tremendo — estou ansioso para trabalhar com a empresa e com a comunidade de usuários a fim de desbloqueá-lo.

Via PR Newswire (em inglês).

O Parlamento Europeu e os países-membros da União Europeia chegaram a um “consenso político” no sábado (23) em torno do Digital Services Act (DSA), nova lei que quer responsabilizar as empresas digitais pelo conteúdo ilegal e danoso que veiculam.

O DSA deverá obrigar as grandes plataformas (+10% de usuários no bloco europeu, +45 milhões de pessoas hoje) a agirem mais rápido na remoção de conteúdo ilegal e a tornarem seus algoritmos de recomendação mais transparentes.

Em caso de descumprimento das regras, as plataformas poderão ser multadas em até 6% da receita global ou até mesmo serem banidas da União Europeia, em caso de reincidência.

Apesar do nome parecido, o DSA é diferente do Digital Markets Act (DMA), que passou por este mesmo estágio no final de março. O DMA tem por objetivo aumentar a competitividade e impedir absusos de poder entre as empresas de tecnologia.

O acordo libera caminho para o DSA começar a valer, o que deve acontecer 15 meses após as últimas formalidades — finalização do texto legal e votação — ou janeiro de 2024, o que vier mais tarde. Via Comissão Europeia, The Verge (ambos em inglês).

Depois de assegurar o dinheiro necessário para honrar a proposta de aquisição do Twitter — US$ 25,5 bilhões em empréstimos bancários e US$ 21 bilhões do próprio bolso —, Elon Musk está cada vez mais próximo de alcançar seu objetivo.

De acordo com fontes da Reuters, o conselho do Twitter se reuniu na manhã de domingo (24) e decidiu recomendar a venda para o bilionário da Tesla.

O anúncio da recomendação de venda pode ser feito ainda nesta segunda (25), mas “é sempre possível que o acordo colapse no último minuto”, segundo uma fonte. Via Reuters, CNBC (ambos em inglês).

O Android tem inúmeras vantagens sobre o iPhone. Uma delas, aplicativos capazes de gravar ligações telefônicas, está com os dias contados.

Esses aplicativos usavam uma API de acessibilidade para gravar as chamadas, ou seja, uma deturpação do intuito da API. O Google fechará essa brecha em 11 de maio, quando todos os aplicativos disponíveis na Play Store não poderão mais usar a tal API e, portanto, perderão a capacidade de gravar ligações.

Não está claro, ainda, se quem já tem esses aplicativos baixados perderá o acesso a eles.

A investida do Google não afeta os sabores de Android que já vêm com gravador de chamadas nativo, como a MIUI (Android da Xiaomi) e o Android do Pixel, do próprio Google. Via 9to5Google (em inglês).

Existem vários aplicativos para iPhone que prometem gravar ligações, mas, como não existe uma maneira oficial segura de fazer isso, todos confiam em um método potencialmente arriscado: uma “ligação a três”, em que o terceiro é um servidor que grava a conversa das partes e disponibiliza a gravação posteriormente.

Adam Mosseri, diretor responsável pelo Instagram na Meta, anunciou algumas novidades para a plataforma. A principal? Conteúdo original terá maior peso no algoritmo do feed.

Com a mudança, o Instagram mira os vídeos do TikTok repostados no Reels, nome que o recurso clonado da rede chinesa ganhou no Instagram.

E a ironia dessa história, talvez você já tenha sacado, é que a cópia do TikTok está menos tolerante com conteúdo copiado do TikTok. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

O Google lançou emblemas para extensões que atendam a certos critérios na Chrome Web Store. O objetivo, segundo a empresa, é facilitar aos usuários a descoberta de ótimas extensões e dar reconhecimento a quem as cria.

São dois emblemas: o de destaque (“featured”), concedido a desenvolvedores que seguem boas práticas de programação e as diretrizes de apresentação da loja, e o de editor estabelecido (“established publisher”), concedido a quem tem a identidade verificada pelo Google e um bom histórico de relacionamento com a empresa.

O Firefox já oferecia essa funcionalidade há tempos. Via Google (em inglês).

Parece que todo mundo resolveu virar as costas ao AMP, o cavalo de Troia do Google para dominar a web. Brave e DuckDuckGo anunciaram que vão bloquear páginas AMP e redirecionar os usuários às versões convencionais dos sites que ainda usam a tecnologia.

É uma boa medida, ainda que tardia. O próprio Google meio que desistiu do AMP no final de 2020, quando o formato deixou de ser condição para um site ter destaque nos resultados do buscador. Desde então, várias grandes publicações abandonaram o barco.

Para quem usa Firefox ou Safari, existem extensões para ignorar as páginas AMP — Redirect AMP to HTML (gratuito) para o Firefox, e Amplosion (R$ 16,90) e Overamped (R$ 10,90) para o Safari. Se você usa Chrome, deveria considerar outro navegador. Via WP Tavern (em inglês).

Nos últimos dias, três unicórnios brasileiros demitiram em massa.

O QuintAndar, que em agosto de 2021 levantou US$ 120 milhões na mesma rodada que em maio havia injetado US$ 300 milhões na empresa, mandou embora 4% da sua força de trabalho, segundo a própria empresa em resposta a rumores de que 20% dos funcionários haviam sido demitidos.

Na segunda (18), foi a vez da Loft, que atua no mesmo setor e concorre com o QuintoAndar. A empresa, que levantou US$ 425 milhões em março de 2021 — um recorde brasileiro à época —, demitiu 159. Em nota, a empresa afirmou que as demissões foram consequência da integração com a CrediHome, adquirida pela Loft oito meses antes.

E a Facily, uma plataforma de e-commerce social que em dezembro levantou US$ 135 milhões, demitiu em massa também. O número exato ainda não é conhecido, mas já rola no LinkedIn uma planilha com informações de contato dos profissionais mandados embora que, até o momento, contém 85 nomes. Via Estadão, InfoMoneyNicole Oliveira/LinkedIn.

Atualização (12h05): Segundo o Startups, 30% dos funcionários da Facily (260 pessoas) foram demitidos.