A quem ainda está no Twitter, ou X, a nova política de privacidade do serviço começou a valer nesta sexta (29). Ela prevê a coleta de dados biométricos, histórico profissional e de formação dos usuários, além do uso de mensagens diretas (DMs) não criptografadas. Todo o conteúdo passa a poder ser usado para treinar modelos de inteligência artificial.
Notas
Um dos receios dos especialistas acerca da inteligência artificial (IA) é o antropomorfismo: a tendência que temos de “humanizar” o que não é humano.
Daí que, nesta quarta (27), na abertura do evento Connect, da Meta, Mark Zuckerberg anunciou 28 IAs com rostos de celebridades norte-americanas, como Snoop Dogg, Tom Brady e Paris Hilton, que “interpretam” personagens especialistas em certos domínios, como esportes, RPG e moda, e podem ser invocadas nos apps de mensagens da empresa. Eles têm até perfis no Facebook e Instagram! Via Meta (em inglês).
O Spotify vai “dublar” podcasts, com a ajuda de inteligência artificial para manter a voz dos apresentadores, em outros idiomas. O projeto começa com episódios de três podcasts em inglês, dublados para o espanhol e, depois, francês e alemão. Não deve demorar muito para estar ao alcance de qualquer pessoa interessada. Via Spotify (em inglês).
Sempre é um bom dia para experimentar o Mastodon, mas hoje é um especial: foi lançada nesta quinta (21) a versão 4.2, com busca textual completa, melhorias no fluxo de cadastro e em outros detalhes que costumam afugentar curiosos. Via Mastodon (em inglês).
De todas as empresas ocidentais que tentam recriar aqui o modelo chinês do WeChat, de “super app”, o WhatsApp é o melhor posicionado para tornar isso realidade.
Nesta quarta (20), a Meta anunciou o “Flows”, uma ferramenta para grandes empresas — clientes da API Business do WhatsApp — que permite criar formulários personalizados para transações das mais diversas, de escolher o assento ao comprar uma passagem de avião a fazer reservas em restaurantes, sem contar o bom e velho varejo. Será que vinga?
Ganhei acesso aos canais do WhatsApp e, para minha surpresa, a criação já está liberada. Subi o canal do Manual no WhatsApp e… bem, vamos ver como isso funciona. (Se flopar, nunca aconteceu.)
A Apple liberou a versão final do iOS 17 nesta segunda (18). Entre os recursos, há uma nova imagem em tela cheia para ligações (espero que o pessoal do telemarketing curta a minha) e um modo “Em Espera” que transforma o celular em um monitor bonitão que não verei, pois estarei dormindo quando (se?) ele for ativado. De todos os recursos, o que mais gostei é dos mais simples: finalmente é possível ativar dois ou mais timers ao mesmo tempo. Via Apple.
Quem tem uma conta gratuita no Manual do Usuário (crie a sua) ganhou duas novas áreas no site: uma que lista todos os comentários feitos e outra com todas as conversas publicadas no Órbita. Elas estão no novíssimo menu principal, que foi consolidado e simplificado.

Agradecimentos à Clarissa Mendes, que desenhou e programou o novo menu, e ao Renan Altendorf, que desenvolveu as páginas de comentários e posts. Todo o código das novidades é aberto e já está nos nossos repositórios (Órbita, tema Dez)
Com grande orgulho e satisfação soube que, mais uma vez, o site não está entre os finalistas do Prêmio iBest. Continuarei trabalhando para manter o projeto fora da grande final.
O Libreddit, “casca” alternativa para acessar o Reddit com mais privacidade e velocidade, foi descontinuado no PC do Manual, nosso servidor de aplicações web de código aberto.
Outras instâncias têm sofrido com as mesmas instabilidades que estávamos enfrentando, todas elas decorrentes de limitações artificiais impostas pelo Reddit.
Jojo já havia avisado do problema, e eu mesmo passei a topar com erros no Libreddit. Nos últimos dias, ele estava mais fora do ar do que de pé, aí tomamos a decisão de puxar o fio da tomada.
Desculpem o transtorno. Seguimos com Nitter, Miniflux e, em breve (já está em testes), Linkding (conheça o projeto).
A Amazon fez um barulhão esta semana, com direito a evento presencial em São Paulo, para lançar seu cartão de crédito. Ele dá “cashback” em pontos que só podem ser gastos na própria Amazon e parcelamento a perder de vista. O que me chamou a atenção foi a cobertura da imprensa. Não me recordo de outro cartão de loja (convenhamos, é disso que se trata) que tenha atraído tanto a atenção dos colegas.
O Asahi Linux, que tenta adaptar o Linux aos chips M1/M2 da Apple, tem uma nova “casa”: o Fedora passa a ser a nova distribuição oficial do projeto.
O trabalho, desenvolvido desde o início de 2022, tem sido feito em estreita colaboração com os desenvolvedores do Fedora, com as adições e mexidas do Asahi “subindo” para os repositórios oficiais da distro (“upstream”).
A princípio, o Asahi Linux será distribuído em um “sabor” à parte da distro oficial/padrão do Fedora — o Fedora Asahi Remix. No longo prazo, o objetivo é que esse “Remix” seja incorporado ao Fedora oficial/padrão. A primeira versão pública do Fedora Asahi Remix será lançada no final de agosto. Via Asahi Linux, Fedora Magazine (ambos em inglês).
X (antigo Twitter), a rede social de Elon Musk, processou o Center for Countering Digital Hate (CCDH), uma organização sem fins lucrativos que analisa e publica relatórios sobre discurso de ódio, extremismo e comportamento nocivo em redes sociais. A empresa alega que o grupo de pesquisadores viola seus termos de uso ao coletar dados para análise e, sem provas, de que são financiados por governos estrangeiros e empresas concorrentes da X.
Desde que Musk assumiu o controle do Twitter/X, o CCDH publicou vários relatórios apontando pioras em indicadores da rede, como o aumento do discurso de ódio anti-LGBT+ e do negacionismo climático.
Dado o histórico recente de Musk e a postura da X em relação a temas delicados — como restaurar a conta de alguém que compartilhou imagens de abuso sexual infantil —, acho que já é seguro colocar a X no mesmo balaio de outras redes extremistas, como Gab, Truth Social e Gettr. Via Associated Press (em inglês).
A BBC lançou uma instância própria do Mastodon do jeito que muitos vinham pedindo às empresas de mídia: própria, fechada e com validação do domínio. Por enquanto, é só um experimento com data de validade (seis meses), mas se vingar, pode se tornar um paradigma para que outras empresas do setor invistam no fediverso. Via BBC Research & Development (em inglês).
O projeto Fairwork divulgou a segunda edição do relatório de trabalho plataformizado no Brasil. Em 2023, foram analisadas dez plataformas de diferentes segmentos, das quais apenas três pontuaram — AppJusto, iFood e Parafuzo.
O número é igual ao da edição 2022, mas com outros nomes (à exceção do iFood) e uma nova nota máxima, de 3/10 pontos, obtida pelo AppJusto, estreante na pesquisa. Em outras palavras, ainda há muito a ser feito para assegurar condições justas de trabalho a quem depende das plataformas digitais.
O relatório também chamou a atenção ao lobby intenso que as plataformas têm feito no país para “convencer a opinião pública sobre seu ponto de vista, muitas vezes de maneira sutil ou como washing — ou seja, tentativa de limpar a imagem”.