Twitter sem BBB ou Termo/Wordle? É possível

Nesta segunda (17) começa o Big Brother Brasil 22, reality show da Globo que, nos últimos anos, tem dominado as redes sociais no período em que é exibido. Ótimo para quem curte, nem tanto se não é o seu tipo de entretenimento. A boa notícia é que, pelo menos no Twitter, é possível silenciar palavras e, assim, escapar da avalanche de posts sobre o BBB.

A dica vale para qualquer assunto, aliás. Se os posts matinais com resultados do Termo ou do Wordle têm te incomodado, por exemplo, é possível silenciá-los também. Não aguenta mais ler posts da celebridade do momento? É só silenciar seu nome.

Vejamos como fazer isso. O passo a passo abaixo foi feito com base no Twitter web, mas também funciona nos aplicativos oficiais para Android e iOS.

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Um Raspberry Pi gigante (e que funciona) e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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O escândalo do Facebook Papers não foi capaz de abalar a maioria das métricas importantes do Facebook/Meta, como geração de receita, lucro e tamanho da base de usuários. Mas teve uma métrica em específico que, ao que parece, sofreu: o moral dos funcionários. Na última edição da pesquisa de satisfação dos funcionários, realizada todo ano pela Glassdoor, o Facebook/Meta despencou para a 47ª posição. Foi a pior classificação da empresa em todas as edições da pesquisa.

A título de contexto, em 2020 o Facebook/Meta havia ficado em 11º lugar. E em três edições, foi eleito o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Via Bloomberg (em inglês).

É preciso banir todas as armas que localizam, selecionam e atacam alvos humanos sem supervisão de um ser vivo responsável, ou seja, as autônomas letais. E banir a pesquisa, a criação, o desenvolvimento e o uso.

— Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), especialista em inteligência artificial e autor do livro Inteligência artificial a nosso favor: como manter o controle sobre a tecnologia (Companhia das Letras), em entrevista ao jornal O Globo.

Um pouco mais da nova Honor

por Cesar Cardoso

Desde que a Honor foi separada da Huawei, muito pouca coisa se sabe do que realmente os novos donos esperam da empresa, agora que não tem mais a Huawei como marca-mãe. Com a semana dominada pelo Honor Magic V, esta entrevista do Xataka com Pablo Wang, VP da empresa para a Europa, ganha importância porque, afinal, a nova Honor veio para disputar mercado e não mais ser uma sub-marca, e isto inclui disputar no topo de linha, lançar uma linha de acessórios etc e tal.

Por falar em Honor Magic V, lançado na segunda, é bem como a Honor quer ser vista: uma competidora de Apple e Samsung, no caso, competindo com o Fold 3; é o primeiro dobrável com Snapdragon 8 Gen 1 e, pelo menos à primeira vista, parece menos desconfortável para usar. Sem previsão para sair da China, afinal ambição sem base é sonho, e a Honor ainda está montando sua base internacional.


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O que eu uso (2022)

O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.

Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.

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A App Annie, consultoria especializada no mercado de aplicativos, divulgou um relatório que apontou o Brasil como o país que mais usa apps do mundo. Em 2021, passamos em média 5,4 horas por dia grudados na tela do celular. O número é 12,5% maior que a média global do período (4,8h) e representa um salto de 31,7% em relação à nossa média em 2019 (4,1h), salto que provavelmente se explica pela pandemia — dos 17 países que lideram o ranking, apenas em dois o tempo gasto em apps diminuiu de 2020 para 2021 (Argentina e China).

O levantamento da App Annie traz outros dados curiosos e números enormes para 2021 (dados globais):

  • Baixamos 230 bilhões de aplicativos;
  • Gastamos US$ 170 bilhões com eles;
  • Dispensamos 3,8 trilhões de horas somadas.

Há ainda dados e insights separados por categorias — e o Brasil se destaca em várias delas, como finanças e games. Via App Annie (em inglês).

A Comissão Federal de Comércio (FTC na sigla em inglês, espécie de Cade dos Estados Unidos) conseguiu convencer a Justiça norte-americana de que a acusação antitruste contra o Facebook, devido às aquisições do Instagram (2012) e WhatsApp (2014), tem fundamento e, assim, seguirá adiante.

É a segunda vez que a FTC tenta emplacar a acusação. Na primeira tentativa, no final de 2020, o juiz federal James Boasberg não se convenceu, mas deu à agência uma segunda chance. Desta vez, ele classificou a nova argumentação “muito mais robusta e mais bem detalhada”. O processo deverá se estender por um bom tempo. A FTC alega que o Facebook detém um monopólio em “redes sociais pessoais” e demanda que a empresa se desfaça do Instagram e do WhatsApp. Via O Globo, Platformer (em inglês).

O Twitter suspendeu a conta de Luciano Hang, empresário dono da Havan e negacionista da pandemia. No lugar do seu perfil aparece a mensagem de que ele foi suspensa por violar os termos de uso da rede social. Ao G1, porém, o Twitter informou que a suspensão se deu por ordem judicial. Em meados de 2021, outro perfil de Luciano no Twitter havia sido bloqueada, esta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito das fake news.Em nota ao G1, a assessoria do empresário disse que a nova suspensão foi motivada pelo compartilhamento de um vídeo do neurocientista José Augusto Nasser falando sobre a vacinação de crianças. Via G1.

Post livre #300

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.

A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).

Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.

Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.

É só o primeiro passo, mas um importante. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2270/21, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que impede a inclusão do Serpro e do Dataprev no Programa Nacional de Desestatização (PND), ou seja, de serem privatizados. O PL tramita em caráter conclusivo, ou seja, com deliberações apenas nas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara. Via Telesíntese, Agência Câmara de Notícias.

Cerca de 80 agências de checagem de fatos do mundo inteiro — incluindo duas brasileiras, Aos Fatos e Lupa — enviaram uma carta aberta a Susan Wojcicki, CEO do YouTube, cobrando medidas mais assertivas no combate à desinformação na plataforma de vídeos do Google. (Leia a carta na íntegra.) O pedido se desdobra em quatro demandas:

  1. Exercer a transparência sobre como a desinformação trafega na plataforma e divulgar publicamente suas políticas para abordá-la;
  2. Concentrar-se em fornecer contexto em vez de excluir vídeos. Isto pode ser feito estabelecendo uma colaboração significativa e estruturada com organizações de verificação de fatos e investindo no trabalho delas;
  3. Agir contra infratores reincidentes que produzem conteúdo constantemente sinalizado como desinformação e impedir que seus vídeos sejam recomendados ou promovidos pelos algoritmos da empresa;
  4. Ampliar esses esforços a idiomas diferentes do inglês, e fornecer dados específicos de cada país e idioma, bem como serviços de transcrição eficazes.

As agências rejeitam o modo de atuação vigente, que gira em torno da exclusão ou não de vídeos, e esperam reunir-se com Susan em algum momento para debater o problema. Via Aos Fatos, Folha de S.Paulo, Lupa.

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo

Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:

Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.

No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.

É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?