O sumiço dos celulares pequenos
O Bruno, de Florianópolis (SC), perguntou:
Ghedin, você acha que os celulares pequenos, que são bons de usar em uma só mão, viraram coisa de nicho? As grandes empresas largaram mão de fazer celular pequeno e só tende a crescer ou estabilizar nos tamanhos atuais?
Ótima pergunta! É quase um meme o fato de que, semana sim, semana também, alguém pergunta no Órbita se existe algum celular pequeno sendo vendido. Do meu lado, uma experiência recente e ruim com um celular gigante fez eu voltar a minha atenção a essa lacuna no mercado.
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Digamos que você queira ou precise de um celular novo. Leitor do Manual do Usuário, é provável que tenha um notebook próprio e/ou da empresa, arranjo que diminui a importância do celular, que pode ser reduzido às tarefas… móveis, como trocar mensagens em trânsito, fazer ligações, pagamentos, chamar um Uber ou te guiar pelo mapa.
Assistir a filmes? Ler um textão? Responder e-mails? O notebook está logo ali, com sua tela grande e teclado confortável.
Que tal um celular pequeno, do tipo que cabe no bolso e pode ser usado com apenas uma mão sem contorcionismo?
Se essa ideia lhe agrada, sinto informar que não existe celular pequeno no mercado brasileiro E que, mesmo lá fora, o cenário é desolador.
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Eu sabia que celulares modernos são grandes. Ainda assim, assustei-me com o tamanho do Galaxy A55, que comprei pela internet sem nunca tê-lo segurado (erro terrível) numa tentativa de ver o mundo móvel de outro ângulo, do lado de fora do cercadinho da Apple onde sou cativo há uma década, preso (e satisfeito) no momento a um iPhone SE de terceira geração.
O Galaxy A55 não é grande. É enorme! Fala-se das dimensões de aparelhos pelo tamanho da tela, uma medida que não reflete bem a realidade neste mundo de telas que ocupam toda a superfície frontal dos celulares. Por isso, quero tratar do assunto em duas dimensões, pegando altura e largura.
Começando pela comparação que me é mais óbvia, entre o iPhone SE e o Galaxy A55:

O celular da Samsung é quase um tablet perto do acanhado iPhone SE, que poderia ser ainda menor não fossem seu queixo e testa avantajados, indícios explícitos de um projeto quase tão antigo quanto a minha relação com a Apple. (Tive três iPhones desde 2015, todos com o mesmo corpo: iPhone 6S, iPhone 8 e este iPhone SE.)
A opção pelo Galaxy A55 deu-se pelos mesmos motivos que, acredito, guiam boa parte dos consumidores que não estão com dinheiro sobrando. É um projeto moderno, com especificações razoáveis, a promessa de atualizações do software por vários anos e a chancela de uma grande fabricante.
No papel, é difícil encontrar defeitos. Na prática, usar o Galaxy A55 causava-me dor física. Seu peso e tamanho exigem muito das minhas mãos já maltratadas por anos de digitação e arrastando o mouse. Outro problema foram os bolsos das minhas calças, alguns curtos para acomodar o celular gigante. Talvez a indústria têxtil esteja em conluio com as fabricantes de celulares?
No fim, voltou o cão arrependido ao seu bom e velho iPhone de botão. Chega um momento em que é preciso admitir a derrota.
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Se eu pudesse voltar no tempo e priorizar o conforto no manuseio, quais opções de celulares eu teria?
Poucas.
O site GSMArena tem um “descobridor de celulares” com diversos filtros, um ótimo ponto de partida na busca pelo celular perfeito ou o mais próximo disso.
Tomando por base o familiar iPhone SE (138,4×67,3 mm), fiz uma pesquisa por aparelhos lançados nos últimos dois anos com dimensões máximas de 140×70 mm.
A pesquisa retornou cinco resultados de marcas de que nunca ouvi falar, como Ulefone e Doogee, e que não operam no Brasil.
Não esperava resultado diferente. Decidi, então, alargar a definição de “pequeno” em se tratando de celulares.
“Celulares lançados nos últimos dois anos com dimensões máximas de 150×75 mm”.
Agora são 12 resultados, quatro deles lançados no mercado nacional: o Zenfone 10, da Asus, e o Galaxy S25 e seus dois antecessores. E todos os iPhones “padrões” desde sempre, que omiti da pesquisa porque, afinal, é uma busca por alternativas à Apple.

Alguns anos atrás, a Asus emplacou uma bem-sucedida campanha de marketing para posicionar o Zenfone como um celular pequeno. O que sempre achei estranho, visto que tinha o mesmo tamanho de um iPhone e de um Galaxy S comum, celulares que não são tidos como “pequenos” por… bem, ninguém?
O que o marketing da Asus talvez não soubesse é que, na real, pouca gente quer um celular pequeno. Parece que não porque esse grupo, no qual me incluo, não perde a chance de lamentar a escassez de celulares pequenos.
O Zenfone enquanto último bastião dos celulares “pequenos” durou três gerações. No Zenfone 11, a Asus abraçou os celulares gigantes e apresentou um aparelho avantajado.
Antes dela, a toda-poderosa Apple ouviu o chororô de gente como eu e lançou uma versão mini do iPhone. Durou duas gerações, e creio que o iPhone 13 mini só existiu porque essas coisas são decididas com muita antecedência e quando o iPhone 12 mini se revelou um fracasso de vendas, era tarde demais para abortar os planos do seu sucessor.
Dito isso, alguém que queira um celular pequeno hoje, no Brasil, precisa de duas coisas: fazer uma generosa concessão no conceito de celular “pequeno” e ter dinheiro, porque só sobraram os topos de linha de Apple e Samsung em tamanho “pequeno”.
Não aguentei duas semanas com o Galaxy A55, mesmo tendo gostado de revisitar o Android em um celular pessoal após tantos anos. Voltei ao iPhone SE, já de olho numa troca de bateria (detonada após três anos de uso) e com um cuidado redobrado daqui em diante para preservá-lo o maior tempo possível.
Talvez as telas dobráveis atendam a esta demanda.
O celular fica grosso mas, pelo menos, fica mais estreito.
Celular com tela dobrável é mais frágil. Se você usar muito, vai durar um ano, no máximo dois.
Eu uso pouco celular, espero que ele dure pelo menos 4 anos, talvez 6.
Eu comprei um Motorola Edge 50 neo. Uma gracinha. Pequeno e leve!
Por causa da minha mão, podre de tanto batucar no teclado e sustentar celular na altura dos olhos (pra preservar a cervical arruinei a mão), com 2 meses de uso ele escapou da minha mão, foi ao chão e a tela se espatifou. Voltei para o velho motog 52 que é maior e eu aumento mais com a capinha. Além do trauma no bolso, estou com medo de tentar novamente o mesmo aparelho por ser leve demais pra minha mão prejudicada, por ter uma resistência ridícula (a tela já tinha um risquinho. dois meses) e, principalmente, porque chegando aos 50 anos não acho que vou conseguir usar tela pequena por muito mais tempo.
Moto edge 50 neo é o único android no brasil que tem uma tela de um tamanho razoável. 6.4. Eu peguei um, deve chegar logo.
Tendência de mercado é celullar com 6.6 ou mais.
Outra alternativa seria um xperia, mas eu teria que importar, e é um pouco mais caro.
Me-ni-na esse gracinha, pequeno, leve atiçou o capeta do “passa o cartãozinho” aqui mais ainda, tô namorando a cor latte há meses…
Só bota capa e película e talvez aquela cordinha…
Se souberem de alguém que compra celular quebrado me avisem! Me cobraram R$ Moto G84 novo pra consertar a tela.
Atualmente eu tenho um Moto Edge 20 Pro, e considero ele um aparelho grande demais (163 x 76 x 8 mm). Nunca tinha tido um aparelho grande como ele, e confesso que acho desconfortável. Meus dedos nunca chegam no alto da tela e no bolso fica estranho.
Adorava o tamanho do meu antigo Moto X4 (148.4 x 73.4 x 8 mm), se a Motorola continuasse a fazer aparelhos desse tamanho eu ficaria felizão.
PS: tenho birra com a interface da Samsung e o quanto de bloat que vem ali.
Não tenho muito a acrescentar além do relato de uso pessoal:
Também sou refém (?) do iPhone, gosto da simplicidade do sistema, e acompanhei a evolução, uso desde 2011 feliz em geral, exceto pelo preço, mas não troquei com muita frequência (3GS>5s>6s>x>13pro>13mini), média de 3 anos.
Até o iPhone X eu achei o aumento da tela desejável e não impactou muito no meu dia a dia, mas no salto para o 13 pro eu senti a diferença: no peso de 174g para 204g, esses 30g a mais ficam até hoje gritando, aparecem no cansaço que sinto após um tempo manuseando. Também tive tendinite no primeiro mês pelo aumento do tamanho da tela, e tive de reaprender a usar o smartphone, mudando pra duas mãos com frequência, coisa que não acontecia no X. Esse ano achei um 13 mini reembalado e como sempre tive vontade de ter estava com uma grana sobrando e comprei. O irmão menor do meu “grandão” é excelente em quase tudo: tamanho, peso, reduz adicção do uso, e compartilham o mesmo chip processador, diferindo na memória ram que é menor, noto que segura menos apps em suspenso que o pro.
O único contra que percebi é a bateria, mesmo pegando ele com 100% de saúde, ela dura quase o mesmo tempo que meu 13 pro com mais de dois anos de uso (que antes eu ficava facilmente mais de 24 sem tomada).
Tenho usado basicamente na rua ou em casa quando quero usar pouco, porque ficar lendo muito tempo nele cansa, não é natural, e envelheci nesses anos, a vista começa a pedir mais conforto. O Pro por ter as câmeras melhores, a tela de 120hz e maior espaço, uso mais em casa agora, ou ocasiões fora de casa que exijam menos atrito com o teclado ou esses recursos a mais que ele possui. Fico intercalando o tempo entre os dois e é bem conveniente, a integração do iOS é ótima, tudo que faço em um continuo no outro.
Definitivamente o limite de tamanho pra mim parou no modelo X, além disso acho um exagero.
Meu último “celular pequeno” foi um Galaxy S9. Era um aparelho feito “com capricho”, inclusive com funções descontinuadas ao longo do tempo: scanner de retina, medidor de batimentos. Infelizmente, o tempo passou, a performance foi ficando pra trás e a bateria foi pro espaço.
Depois, permaneci na linha S, com o S21 FE. Senti bastante a diferença, mas ainda era um celular fino e leve (7,9mm e 177g) comparado com os A54 e A34, que estabeleceram a tendência de celular pesadão presente no A55 e seus 213g.
Quando precisei trocar de dispositivo, optei pelo menor disponível nos mid-range (ainda que não fosse o mais fino): o Moto Edge 50 Neo. É um dispositivo charmoso, leve e “pequeno” para os padrões do mercado, já com Android 15. É o meio termo entre iPhone SE e o A55 em termos de peso.
Acho que o celular pequeno de verdade não volta mais. Mas fico satisfeito de ver marcas apostando em dispositivos mais leves.
O A55 é a prova de que especificação pura nem sempre se traduz em boa experiência de uso.
A conclusão que chego é que o tempo dos smartphones pequenos já era. Agora a corrida é por devices finos e leves. Minha esposa tem um iPhone 13 mini comprado na “bacia das almas”. Hoje em dia, numa eventual troca, o que teria a melhor relação custo x portabilidade é o iPhone 16e (na casa R$3.800).
Tenho mãos grandes… logo acho engraçado o debate! 😀
Quanta saudade eu sinto do Sony Xperia Z3 Compact que tive em 2014/2015. Era um aparelho incrível para a época, 127.3 x 64.9 x 8.64 mm, 129 g.
Sou louco para sair algum assim, compacto, leve e bom conjunto de hardware e software. Uma utopia eu acredito, mas vai que…
Observe que o Android que você pegou é fraco em processamento e qualidade em geral. Tenho um S23 e amanhã chega o S25, é o limite de tamanho pra mim, ainda que eu esteja ameaçado pela mão invisível do mercado hihihihi
Tenho zero reclamações em relação a desempenho do Galaxy A55.
Bacana o tema!
Recentemente adquiri um Iphone 15 pro max.
Não aguento o peso dele, que compromete a tendinite causada pelo uso prolongado de mouse/teclado no trabalho. É bom para os olhos, mas é pesado, salta no bolso e esteticamente não curto aqueles 3 círculos de câmeras.
Tenho procurado o Iphone SE de 3a Geração, que tem 5g, mas a qualidade/preço/bateria do usado deixam a desejar nas pesquisas que tenho feito.
Sou PCD, tenho as mãos pequenas. Quando percebi que os celulares estavam ficando enormes, me desesperei. Ainda estou desesperada haha
Meu celular atual, um moto G84, já me causa muita tendinite. Hoje uso ele apoiado num suporte com uma caneta pra celular. Quando não posso usar no suporte, tento passar menos tempo possível. Quando escrevo, o celular fica caindo da minha mão. É horrível!
Fico muito triste. Eu gostava de fotografar e filmar com o celular. Editar vídeos e imagens. Mas não consigo mais.
Estou pensando em comprar uma câmera pequena pra voltar a gravar e fotografar. Procurar alternativas ao celular.
Também estou começando a pensar em ir para o iPhone. Não queria ter que investir tanto num celular :(
Eu tenho um Galaxy s10e, q é o S10 encolhido e c menos memória(s). A bateria ainda tá boa, mas ele tá ficando lento pra algumas coisas e a câmera tá dando uns problemas. Eu já pensei em mudar pra um novo algumas vezes, mas desisto porque não quero um telefone enorme nem que custe mais que 2500. Mas simplesmente não existe!
Até pensei em simplesmente aceitar que o próximo celular que eu comprar vai ser enorme, mas esse texto me desanimou kkkkk Agora tô pensando se não vou ter que simplesmente aceitar que eu vou ter q pagar um rim num s20 e alguma coisa.
O LineageOS oferece suporte oficial ao Galaxy S10e. Uma custom ROM com microG faz milagres para o desempenho e a longevidade da bateria, e pode ser uma boa alternativa a comprar um novo. Rodo em um Moto G7 Play de testes e a diferença para o Android do Google/Motorola é chocante.
Interessante, vou dar uma olhada. Muito obrigada! O problema da câmera é de hardware, então o lineageOS não vai resolver, mas se ficar menos lento, já é vantagem.
Invertendo a questão: se você tivesse um orçamento apertado e fosse obrigado a escolher um único dispositivo para acessar a internet, ler noticias, ver videos, comprar online, jogar, fazer pix no banco, conversar por texto, fazer chamada de video, tirar fotos etc. Só pode escolher um. Qual seria? Um notebook? Um tablet? Um celular pequeno?
Suspeito que para a grande maioria das pessoas essa é a pergunta relevante.
E a escolha racional é um celular gigante. O phablet é um pato: voa, nada e anda na terra. Voa pior que uma águia, anda pior que um gato, nada pior que um peixe. Mas voa, nada e anda.
Nem todo mundo pode se dar ao luxo de ter ao mesmo tempo um notebook, um tablet, um telefone pequeno, um ereader, um console etc. Cada um desses dispositivos funciona bem para algumas coisas e mal para outras.
A oferta se adaptou à real necessidade das pessoas.
Pronto, furei a bolha!
Tenho um s24 base, contudo o melhor telefone para tarefas como essa na minha opinião é algo como o S24 FE.
Ser grande é bom para os olhos e para a bateria. Ruim mesmo é o peso..
Pensando nisso, um FE ou um Plus tem tamanho ideal para ser único dispositivo na minha opinião.
É isso mesmo, Vitor. O celular grande reina porque é o melhor dispositivo “tudo-em-um”. Só é uma pena que sejamos, os privilegiados com notebook e celular, tão insignificantes para as fabricantes de celulares 🥲
Furou a bolha? Fiquei meio confuso…
O próprio texto fala exatamente dessa questão de podendo ter outros dispositivos não existir opções e o próprio texto chega a mesma conclusão.
Essa bolha já tá furada a algum tempo por aqui.
Meu comentário final não foi adequado, tem razão.
Cada consumidor tem um tipo de necessidade. Às vezes ele só quer um aparelho pro uso mais básico justamente porque tem acesso a outros meios pra executar atividades que um smartphone também poderia executar, mas prefere fazê-lo em outro dispositivo, seja lá por qual motivo for. Por outro lado existem os consumidores que precisam de um “pato-phablet”, seja por necessidade ou por opção, pelo motivo oposto. Ou seja, o “pato-phablet” será o único dispositivo que ela terá pra executar todas as atividades das quais precisa no dia a dia.
Num cenário ideal haveria espaço pra esses dois perfis de consumidores. Mas celular virou commodity e as fabricantes não tem mais o que inventar pra justificar cobrar mais caro pelo aparelho (dobrável ainda é um nicho pra poucos e do meu ponto de vista IA não é algo que vá fazer a pessoa optar por um aparelho mais caro só por causa dela), então a saída é investir no que dá mais retorno.
Vocês usam algum recurso de hardware ou software para contornar isso, como aqueles “PopClip”? Sempre me pareceu um trambolho, mas posso estar enganado a seu respeito.
Tenho um Redmi 9 (163.3 x 77 x 9.1 mm) e sempre achei horrível. Na MIUI / Android há uma configuração de gestos em que fica uma barra fina no rodapé da tela; ao deslizar para baixo, o topo da janela do app fica mais ou menos na metade da tela, para “alcançarmos” com uma mão.
É um recurso legal, mas a própria largura e peso do aparelho dificultam o movimento, precisando dar uma de “equilibrista”.
Em alguns teclados virtuais tem aquele modo de uma mão, mas padece do mesmo problema supracitado.
Eu uso um desses popclips mas o meu é um suporte de plastico para posicionar um dedo permitindo uma melhor adesão no manuseio. Costuma ser útila para por o celular deitado sob mesas e evitar cair durante uso enquanto adormece.
No segundo celular uso um outro que é só uma fita que passa por dentro da capa e garante o efeito de melhor manuseio.
Em certos momentos de necessidade uso os dois ao mesmo tempo pra consumir conteúdo como streaming e leitura de grupos. (combo paisagem + retrato)
Já vi fotos de ambos, mas nunca testei. Vou ficar de olho. Para evitar o celular de cair na cara é uma boa mesmo, hehehe. Obrigado pelas dicas!
eu me mantenho na apple por pura preguiça, mas fico satisfeita de saber q é o celular q sobrou com o tamanho razoável.
eu sempre acho q o problema do iphone mini ter flopado é q o publico alvo é justamente alguém q não troca de celular o tempo todo (as pessoas q gostam de pequeno tvz sejam as mesmas q mantém o aparelho por anos?), então não seriam grandes vendas… eu teria comprado um mini se precisasse trocar enquanto os minis existiram, mas isso não chegou a acontecer.
Curioso esse seu comentário. Penso que se houvessem mais opções de smartphones com dimensões menores talvez as pessoas não se “apegassem” tanto aos que têm e trocassem com mais frequência. E considerando que aparelho com dimensões grandes virou o “novo normal”, não vai ser lançando 2 ou 3 gerações de aparelhos com dimensões menores que vai fazer o consumidor ter “garantia” que vai poder trocar de aparelho quando sentir necessidade, porque, creio eu, é justamente essa “escassez” de opções que faz a pessoa passar o maior tempo possível com um aparelho com dimensões menores.
Todos nós temos nossas pequenas obsessões. Wanderley Luxemburgo tem uma com o tamaho dos campos de futebol. O Ghedin tem com o tamanho dos celulares. Eu gostaria de uma solução mágica: um aparelho que eu pusse carregar no bolso e quando chegfasse em casa poderia usar como computador ou tablet. O mais perto disso hoje em dia é o um Samsung fold que tenha DEX. Não tenho dinheiro e, ainda que tivesse, a solução de dobrar e do DEX ainda são “desengonçadas” demais pra mim., Mas seguiremos na nossa luta (e nas nossas obsessões).
Galaxy S também tem DeX. E essa semana android avisou que vai sair o nativo.
Eu tenho um iPhone SE (2020), que é o meu xodó, mas a bateria já não tá lá essas coisas e já me deixou na mão em um momento crítico. Acabei comprando um Redmi Note 12S em 2023 e é o mesmo caso que o seu, Ghedin: no papel é um aparelho incrível, mas o manuseio é horrível.
Vira e mexe eu me pego mexendo no iPhone, vendo se consigo otimizar uma coisa ou outra para aumentar a duração da bateria. Talvez eu dê uma chance novamente, agora que não uso mais redes sociais pelo telefone e esses aplicativos costumavam consumir uma boa parte da bateria.
Se tiver uns trocados sobrando, talvez trocar a bateria? Como é um celular antigo (presumo), a bateria deve estar bem degradada. Se for o caso, uma nova pode dar vida nova ao dispositivo.
É, acredito que vou precisar fazer isso mesmo.
Há uns 2 anos e pouco troquei a bateria do meu iPhone 11, logo que o aumento de preço foi anunciado (mas antes de entrar em vigor).
Foi bem tranquilo, numa autorizada na minha cidade. Não foi nada barato, algo como 4 ou 5x o preço de baterias “paralelas”, mas deu uma boa sobrevida ao aparelho, com o qual sigo até o presente momento (e novamente vem dando sinais de que precisa ser substituído, mas estou com ele desde o lançamento).
Se pretende ficar algo como 2-3 anos com o aparelho, acho que vale muito à pena.
PS: optei pela bateria original ante a experiência de amigos que trocaram por baterias de origem duvidosa. No primeiro mês funcionou bem, entre o 2º e 3º mês parecia a antiga e daí pra frente foi pior que a bateria velha…
Trieste realidade
Como só tive celulares gigantes, as 6.1″ do Galaxy S23 caíram na medida certa pra minha mão. Menor que isso talvez fosse desconfortável pra leitura, mas Deus me livre de um maior de novo.
Me sinto extremamente orfã de opções para mãos pequenas, espero que meu iPhone 12 mini ainda dê um caldo. Talvez eu troque no futuro por um 16e já que não tenho grandes pretenções com câmera além de tirar fotos de gatinhos, pois sei que se eu quiser uma grande câmera vou ter que levar um tablet tijolão pra casa.
Eu estava conversando com um colega sobre isso, ele pegou o iPhone 15 Pro se não me engano porque era um celular pequeno. E perto dos meus dois modelos da Samsung, um M21 e um A05 realmente o celular é pequeno. Poderia ser até um pouco menor, pena que desse tamanho só os modelos que você já citou e todos custam um rim.
Me interessei por aqueles dobráveis como Razr 40/50 e o Samsung Flip justamente porque quando estão dobrados eles são bem pequeno e possuem a tela externa, mas novamente caro demais… Enfim, permaneço com o meu A05 muito triste por esse celular ser enorme e relativamente desengonçado.
Eu ando muito de bike pra resolver coisas do coisas do cotidiano, nas quais as pessoas usam carro pra tudo (supermercado, academia, boteco). Eu geralmente consigo andar com o meu S20 FE dentro do bolso do short tactel super folgado que uso, mas to cogitando comprar um dobrável da Motorola. Porém, as experiências passadas com bateria e as da minha irmã (placa e bateria) me afastam da ideia o tempo todo. Parece que a Motorola usa baterias de baixa qualidade, o que faz com que os telefones comecem a ter problemas de autonomia e desligamento repentino com 30 ou 15% muito cedo. O meu atual eu comprei em 2021 e troquei a bateria no ano passado, simplesmente pq eu detesto dar carga mais de 2x em um dia. A troca me custou R$ 270,00 na autorizada, o que achei um valor muito bom tendo em vista o atendimento (cheguei e esperei 1h até que o serviço fosse todo concluído), além da sobrevida que o telefone teve, pois é um aparelho com processador que ainda bate muito intermediário que está sendo lançado hoje. Provavelmente eu parta para algum aparelho da linha S (s24 ou 25) pela questão do tamanho e pós-venda. Os relatos de problemas na tela e dobradiça dos Razrs são bem desanimadores.