Um ano depois de anunciar recursos baseados em áudio ao vivo e suporte a podcasts, o Facebook vai desativá-los todos.

Você talvez não lembre ou sequer tenha notado, mas em abril de 2021, quando a febre do Clubhouse já havia esfriado e a Apple ensaiava uma reformulação do seu produto de podcasts em resposta ao crescimento do Spotify, o Facebook decidiu entrar na onda do áudio.

A Bloomberg descobriu que a Meta enviou um e-mail a parceiros avisando do encerramento das iniciativas, a saber:

  • Podcasts começarão a ser removidos a partir de 3 de junho.
  • Salas de conversa ao vivo serão integradas às lives, ou seja, será possível fazer lives apenas de áudio.
  • “Soundbites” será descontinuado.

Via O Globo.

China deve aliviar pressão regulatória sobre big techs locais

por Shūmiàn 书面

Nem mesmo os planos de trocar a bolsa de Nova York por Hong Kong parecem estar dando certo para a DiDi. Quase cinco meses depois de anunciado, o plano não saiu do papel.

De acordo com esta reportagem do SCMP, a companhia apertou o freio após receber uma sinalização de que não atende aos pré-requisitos para a abertura de capital. Isso só aconteceria, de acordo com pessoas próximas ao assunto, depois de a DiDi fazer uma série de retificações para atender por completo aos parâmetros solicitados pelo administrador do ciberespaço da China.

Por outro lado, o Wall Street Journal publicou na semana passada que Pequim deve dar um tempo nas punições a empresas de tecnologia, alvos de uma forte onda regulatória iniciada no ano passado.

De acordo com o veículo, as autoridades devem se sentar nas próximas semanas para conversar com representantes das principais big techs, numa tentativa de chegar a acordos em um momento em que a economia chinesa se encontra em dificuldades pelo cenário da Covid-19.


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A japonesa Square Enix vendeu seus três estúdios do Ocidente (Crystal Dynamics, Eidos Montreal e Square Enix Montreal), junto com +50 franquias, incluindo algumas famosas e boas de vendas, como Tomb Raider, Deus Ex e Legacy of Kain, à editora europeia Embracer.

O valor do negócio — US$ 300 milhões — chamou a atenção. No início do ano, a Microsoft desembolsou US$ 68,7 bilhões na Activision Blizzard e, um mês depois, a Sony levou a Bungie, estúdio de um jogo só, por US$ 3,6 bilhões.

Mais estranho ainda é a motivação da Square Enix.

No anúncio da venda ao mercado, a empresa justificou a venda como uma “adaptação às mudanças em curso no negócio global de entretenimento, estabelecendo uma alocação de recursos mais eficiente”. Até aí, tudo bem. “Além disso, a transação permite o lançamento de novos negócios ao avançarmos em investimentos em áreas que incluem blockchain, IA [inteligência artificial] e a nuvem”. Boa sorte com isso. Via Ars Technica (em inglês).

Como aumentar vida útil das roupas e ajudar a salvar o planeta

Como aumentar vida útil das roupas e ajudar a salvar o planeta, por Bel Jacobs na BBC News:

[…] Está ficando cada vez mais difícil ignorar os prejuízos sociais e ambientais causados pela fabricação de roupas.

As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem falar na poluição e nos níveis de resíduos, enquanto as cadeias de fornecimento globais são marcadas pela exploração. E o setor é ainda responsável por uma parcela que varia de 2 a 8% do total das emissões globais de gases do efeito estufa, dependendo do estudo consultado.

São fatos impressionantes, considerando que, até certo ponto, trata-se de uma indústria de produtos não essenciais. Muito poucas pessoas nas capitais consumidoras de moda ao redor do mundo realmente precisam de mais roupas. Mesmo assim, são produzidas cerca de 80 a 100 bilhões de peças de roupa por ano – e esta estimativa é conservadora.

A Amazon atualizou uma página de suporte do Kindle que, agora, informa que o serviço de documentos pessoais consegue lidar com e-books em EPUB, o formato mais popular do mundo, até então sem compatibilidade com o e-reader mais popular do mundo.

Há relatos de que o serviço de documentos pessoais do Kindle já conseguia lidar com EPUB antes da alteração na página de suporte. (No último registro válido do Archive.org, de setembro de 2021, ainda não exibia a menção ao EPUB.)

Na página de suporte, a informação de que “[a] partir do final de 2022, os aplicativos do Serviço de documentos pessoais do Kindle serão compatíveis com o formato EPUB (*.epub)” aparece no tópico dos aplicativos, ou seja, não diz respeito ao envio por e-mail, que já traz o EPUB no rol de formatos compatíveis.

De qualquer maneira, não é como se a Amazon estivesse abraçando o EPUB. O serviço de documentos pessoais consiste em enviar um documento/arquivo à Amazon ou passá-lo via aplicativo para tê-lo disponível no Kindle. Nesse caminho, a Amazon converte o EPUB para um formato próprio. Se você conectar o Kindle com um cabo USB e arrastar arquivos EPUB, por exemplo, o Kindle não conseguirá abri-lo.

Outra mudança prevista para o final do ano é o fim do suporte a arquivos MOBI (*.azw, *.mobi) no serviço de documentos pessoais e a menção, da Amazon, de que ele “não é mais compatível com os recursos mais recentes do Kindle”. Via Amazon.

Após três meses de debate, a Wikimedia Foundation, que cuida da Wikipédia, decidiu interromper o recebimento de doações em criptomoedas. A fundação usava o serviço Bitpay e recebia doações em bitcoin, bitcoin cash e ether. A votação foi vencida com folga — 71,17% votaram a favor da proposta feita por Molly White, do (ótimo) Web3 os going great.

Na decisão, a Wikimedia Foundation deixou aberta a possibilidade de voltar ao assunto no futuro. Em janeiro, a Fundação Mozilla parou de receber doações do tipo. Leia-a na íntegra:

A Wikimedia Foundation decidiu descontinuar a aceitação direta de criptomoedas como meio de doação. Começamos a aceitar criptomoedas em 2014 a partir de pedidos dos nossos voluntários e comunidades de doadores. Estamos tomando esta decisão com base no recente feedback dessas mesmas comunidades. Especificamente, encerraremos a nossa conta no Bitpay, o que eliminará a nossa capacidade de receber diretamente crioptomoedas como método de doação.

Continuaremos monitorando esta questão, e agradecemos o feedback e a consideração destinada a este assunto em evolução por pessoas de todo o movimento Wikimedia. Manteremo-nos flexíveis e receptivos às necessidades dos voluntários e doadores. Mais uma vez, obrigado a todos os que deram contribuições valiosas a este tema cada vez mais complexo e mutável.

Via Coindesk, Wikimedia Foundation (ambos em inglês).

O Edge, navegador da Microsoft e padrão do Windows, ganhará uma VPN gratuita. O recurso, batizado Rede Segura do Microsoft Edge, será oferecido em parceria com a Cloudflare e integrado ao navegador. Por ora, está em testes.

A Apple oferece algo similar com Retransmissão Privada do iCloud (que poderá virar padrão no iOS 16) e a Mozilla tem um serviço pago de VPN, oferecido em parceria com a Mullvad e ainda indisponível no Brasil.

A oferta da Microsoft/Cloudflare é meio limitada, porém. Segundo a documentação do navegador, os usuários só contam com 1 GB de tráfego por mês. Via XDA-Developers (em inglês), Microsoft.

Uma pequena polêmica emergiu na App Store semana passada. Aplicativos há muito não atualizados passaram a ser removidos da loja da Apple a menos que o desenvolvedor atualizasse-o, uma medida, segundo a Apple, para manter o nível de qualidade dos aplicativos oferecidos a seus usuários.

A Apple mira “apps que deixaram de funcionar conforme o esperado, que não seguem as orientações atuais de análise ou que estão desatualizados”, mas a nova política acabou afetando aplicativos perfeitamente funcionais, mesmo sem atualizações há anos, o que gerou algumas reclamações em redes sociais.

Em resposta, a Apple esclareceu que a política só se aplica a aplicativos que não foram baixados ou “baixados pouquíssimas vezes” nos últimos 12 meses, e estendeu o prazo para contestação de 30 para 90 dias. Via Macrumors, Apple (ambos em inglês).

Marte em 8K e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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É hora de dar uma segunda chance ao Linux em computadores pessoais

Nos anos 1990, havia a expectativa de que o Linux tomaria conta do mundo e desbancaria o Windows, da Microsoft. Era o comunitário contra o proprietário, o aberto contra o fechado, o livre contra o corporativo.

Nos bastidores, o Linux venceu. Hoje, ao acessar este Manual do Usuário você está se comunicando com uma máquina Linux, e provavelmente usando um celular que roda o software básico do Linux (caso do Android).

Mas no palco principal, nos computadores pessoais e nos celulares, o Linux ficou para trás. O “ano do Linux” nunca chegou.

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Enquanto certas empresas parecem ter batido no teto, outras dão a impressão de que o céu é o limite. Nesta quinta (28), a Apple divulgou seus resultados do segundo trimestre fiscal de 2022. Foi um recorde para o período e o terceiro melhor trimestre da história, com receita de US$ 97,3 bilhões, alta de 9%.

Dois dados se destacam. Primeiro, a quantidade de “assinantes”, ou consumidores que geram receita recorrente. Já são 825 milhões, crescimento de 25% em um ano. Analistas estimam que daqui a 15~16 meses a empresa chegará ao bilhão de clientes pagantes.

O outro é a renascença do Mac, impulsionada pelos chips M1, desenvolvidos pela própria Apple, que começou a substituir os Intel em novembro de 2020.

A Apple faturou US$ 10,4 bilhões em computadores no período. Tim Cook, CEO da empresa, disse que “os últimos sete trimestre do Mac estão no ranking dos sete melhores trimestres da história do Mac”.

E parece haver potencial para mais. Na conferência com acionistas, Luca Maestri, CFO da Apple, disse que metade dos Macs vendidos no período foram comprados por gente que não usava computadores Apple anteriormente.

Outro dado: de acordo com a consultoria Counterpoint Research, o mercado global de computadores encolheu 4,3% no primeiro trimestre do ano. A Apple foi uma das poucas exceções, com crescimento de 8% no período. Via 9to5Mac, @asymco/Twitter (2), Macrumors, Counterpoint Research (todos em inglês).

Por que estas TVs da Samsung dão defeito logo após a garantia expirar?

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No geral, uma TV dentro dos parâmetros, tudo que ela tem é bom, o preço dela está ok. Gostei.

Acredito que a Samsung está com um dos melhores televisores de entrada, um dos mais consistentes.

Acho que essa linha atende a grande maioria das pessoas. A imagem é legal, é bacana; o som também não decepciona, acho que é legal.

Em junho de 2020, muitos sites e canais de YouTube dedicados à análise de produtos falaram da linha de TVs Samsung Crystal, modelo TU8000, a então nova aposta da fabricante sul-coreana no segmento de TVs de entrada com resolução 4K/UHD. (Os trechos acima são falas reais de análises da TV em canais de YouTube brasileiros.)

As análises concluíram que era uma boa TV, com qualidade de imagem e som na média do mercado e cheia de mimos, como múltiplos assistentes de voz e aplicativos de streaming. Para a maioria das pessoas, disseram os especialistas, era uma TV que valia a pena, um ótimo custo-benefício.

Nenhum desses canais e sites voltou a falar da TU8000 da Samsung quando, pouco mais de um ano depois, as TVs compradas por consumidores começaram a dar defeito num volume aparentemente maior que o normal.

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Lançado em 2020, os Shorts são a resposta do Google/YouTube ao fenômeno TikTok. Os vídeos curtos não tinham anúncios até agora, mas isso está prestes a mudar.

Philipp Schindler, diretor de negócios, disse a investidores que os primeiros testes com o formato têm sido bem sucedidos: “Ainda estamos no começo, mas encorajados com os primeiros feedbacks e resultados dos anunciantes.”

Em outro momento, Sundar Pichai, CEO do Google, disse que os Shorts têm em média 30 bilhões de visualizações por dia, número quatro vezes maior que o de um ano atrás. Via Bloomberg, TechCrunch (ambos em inglês).

As saídas de Neil Young e Joni Mitchell do Spotify, em protesto ao discurso negacionista do podcaster Joe Rogan, exclusivo da plataforma, não abalaram o crescimento da base de usuários pagantes do serviço de streaming.

O Spotify fechou o primeiro trimestre com 182 milhões de assinantes premium, ou seja, pagantes, aumento de 15% em relação ao ano anterior.

O número já considera as perdas com a saída da empresa da Rússia.

Ao todo, a empresa contabiliza 422 milhões de usuários, entre pagantes e gratuitos, no mundo todo. Via Spotify (em inglês).