O Nubank reagiu às quadrilhas “limpa contas” — criminosos que roubam celulares para transferir valores de bancos digitais pelo aparelho — ao anunciar, nesta quinta (13), o “modo rua”.

Ainda em testes, ele permite definir limites menores para transações (a princípio, Pix, TED e boletos) quando o celular estiver fora do alcance de uma rede Wi-Fi segura.

Os testes do “modo rua” começam nos próximos dias, com uma base selecionada de clientes. O Nubank não informou quando o novo recurso será estendido a toda a base de clientes. É um paliativo que pode ser útil em determinadas situações.

No mesmo comunicado à imprensa, o Nubank lista outras medidas de segurança sem informar se são novas. Ali tem duas que parecem mais úteis que o “modo rua”: o “aviso de golpe”, que detecta transações atípicas, e uma nova ferramenta de atendimento prioritário para golpes e roubos, furtos e coerções. Para clientes, é bom ter esses links salvos nos favoritos. Via Nubank.

A Apple foi condenada a pagar indenização de R$ 100 milhões pela Justiça de São Paulo por vender iPhones sem o carregador de parede na caixa.

A decisão do juiz Caramuru Afonso Francisco, da 18ª Vara Cível, ainda obriga a empresa a entregar um carregador a todos que adquiriram iPhones sem o carregador desde 13/10/2020, e a voltar a vender celulares com o carregador na caixa.

Na sentença, o juiz rechaçou a desculpa esfarrapada do meio ambiente que a Apple evoca para a remoção do carregador:

[…] ao se invocar a defesa do meio-ambiente para tal medida, demonstra a requerida evidente má-fé, a ensejar quase que uma propaganda enganosa, o que se revela, também, uma prática abusiva, visto que até incentiva e estimula o consumidor a concordar com a lesão de que está a sofrer com a cessação do fornecimento dos carregadores e adaptadores, o que deve ser coibido já que, nas relações contratuais, em especial as de consumo, deve prevalecer o princípio da boa-fé e da probidade.

Cabe recurso e a Apple já avisou que vai recorrer. A sentença na íntegra. Via G1.

A Netflix detalhou o seu novo plano com anúncios/publicidade. Chega no dia 3 de novembro e custará R$ 18,90 por mês.

A qualidade de imagem é HD (720p) e o upgrade também vale para o plano básico, de R$ 25,90 e que, até agora, oferecia uma inaceitável resolução de 480p. Alguns títulos não estarão disponíveis e não será possível baixar séries e filmes para consumo offline.

A Netflix exibirá de 4 a 5 minutos de anúncios por hora, na forma de spots “de 15 ou 30 segundos, exibidos antes e durante as séries e os filmes”. Os anunciantes poderão segmentar o público por país e gênero do filme (ação, drama, romance, ficção científica), e terão a opção de impedir que eles apareçam em conteúdos “não têm a ver com a marca”, como cenas de nudez ou violência.

Meio caro, né? Será que cola? Via Netflix.

 

A maioria dos olhos estavam voltados aos novos computadores da linha Surface, mas a Microsoft, em um evento paralelo nesta quarta (12), o Ignite, anunciou um punhado de novidades em software:

  • Microsoft Designer, espécie de clone do Canva com a capacidade de gerar ilustrações graças ao DALL-E 2.
  • Abas colaborativas (Workspaces) no Edge.
  • Fase final da mudança de marca do Office, que passa a se chamar Microsoft 365, com direito a ícone novo e tudo.
  • Um novo aplicativo para empresas, Places, para gerenciar ambientes de trabalho híbridos, com escritório e home office.

Sobraram alguns no evento do Surface, todos focados em Apple: Fotos do iCloud integradas ao aplicativo Fotos do Windows 11 e Apple Music para Xbox, e, em 2023, aplicativos do Apple Music e do Apple TV para Windows serão lançados. Via Microsoft (2) (em inglês).

Em novembro de 2020, escrevi um perfil de Tibor Kaputa e sua coleção de aplicativos para Android, Simple Mobile Tools. Corta para 2022: Kaputa começou a vender um celular baseado nos aplicativos que criou.

Batizado Simple Phone, o aparelho virá com os aplicativos da SMT pré-instalados e uma implementação própria do Android, chamada SimpleOS e criada por uma tal de Good Phone Foundation. O sistema é “degoogled”, usa o microG para manter compatibilidade com aplicativos dependentes das APIs do Google e traz a F-Droid como loja de aplicativos.

O Simple Phone é um aparelho simples, com chip da MediaTek, suporte a redes 4G e dois anos de garantia. A pré-venda está aberta apenas na Europa. Não vai chacoalhar o mundo, mas é sempre bom mais alternativas ao duopólio Apple/Google.

Foto lateral de uma mulher, sentada em sua escrivaninha, usando um Meta Quest Pro com três telas projetadas à sua frente.
Foto: Meta/Divulgação.

Na abertura da Meta Connect, conferência da Meta focada em metaverso, o foco de Mark Zuckerberg foi em aplicações para o corporativo.

O Meta Quest Pro, capacete de realidade mista mais avançado do mercado, foi anunciado com preço de computador topo de linha (US$ 1,5 mil), o tipo de coisa que só entusiasta e empresa tem disposição para comprar.

E por que uma empresa compraria isso? Já existem aplicações práticas em realidade virtual, ainda que de nicho. Em outra parte da apresentação, Satya Nadella, CEO da Microsoft, apareceu para anunciar uma grande parceria entre as duas gigantes.

Quem trabalhar com um Meta Quest Pro no rosto poderá acessar o Windows 365 e o Teams em versões virtuais.

O novo capacete tem um punhado de sensores para captar e reproduzir expressões faciais, o que é legal, mas a ideia de passar horas em reuniões com um capacete que, segundo Lauren Goode na Wired, ainda deixa uma marca profunda na testa — e ainda no Teams — não me soa agradável.

A propósito, acho curioso como todas as fotos de divulgação do Meta Quest Pro são como aquela ali em cima: mostram pessoas sozinhas usando o capacete. Vi um post engraçado no Twitter (perdi o link) em que alguém falava de como é legal voltar ao escritório presencial e interagir com os colegas e, anexa ao texto, uma foto de quatro pessoas num escritório usando esses capacetes. Estranho. Será que isso passou pela cabeça do Zuck? Via Meta, @Meta/YouTube, @CNET/YouTube, Wired (todos em inglês).

Post livre #338

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Rest of World publicou uma matéria detalhando a epidemia de spam no WhatsApp na Índia, maior mercado do aplicativo — são 550 milhões de usuários no país asiático. Usuários de lá relataram o recebimento de até dez mensagens não solicitadas por dia.

Fiquei intrigado. Já recebi/recebo mensagens do tipo — transacionais de empresas como Magazine Luiza e Mercado Livre e contatos não automatizados de funcionários de lojas e vendedores de planos de internet —, porém são raras. Sou sortudo ou é questão de tempo?

Ao que tudo indica, esse movimento na Índia está ligado à abertura da API na nuvem do WhatsApp e à necessidade da Meta de gerar mais receita com o WhatsApp, um aplicativo com bilhões de usuários e que, ao contrário dos outros do conglomerado, não veicula anúncios. E… bem, a Meta está ávida por dinheiro. Via Rest of World (em inglês).

A ressaca pós-pandemia do mercado de computadores bateu forte, com as vendas declinando 15% no terceiro trimestre deste ano. Há uma exceção, porém: a Apple.

Pela primeira vez, a Apple vendeu mais de 10 milhões de computadores em um trimestre. Enquanto todas as outras grandes fabricantes apresentaram quedas na casa dos dois dígitos, a Apple aumentou as vendas dos seus Macs em 40,2%.

Tudo bem que parte desse desempenho é mera compensação de gargalos logísticos que afetaram as vendas do primeiro trimestre. Ainda assim, é algo a ficar de olho. Via IDC (em inglês).

por Shūmiàn 书面

Uma das maiores empresas de telefonia celular tailandesas, a AIS, assinou um acordo de cooperação com a chinesa ZTE para criar um hub de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia 5G em Bangcoc, capital da Tailândia. As duas pretendem lançar tablets e smartphones conjuntamente, além de oferecer soluções para negócios e construir infraestrutura digital para a tecnologia 5G no país do sudeste asiático.

Pouco antes do anúncio do acordo, o The Japan Times publicou uma matéria sobre como as tecnologias disponibilizadas pela China na Rota da Seda Digital, sobretudo as de monitoramento com inteligência artificial, são temidas por ativistas e sindicalistas em países asiáticos: sob o argumento de aumentar a segurança pública, esse aparato seria usado para controle social, como é feito em locais politicamente sensíveis como Xinjiang e Tibete.

O Camboja, por exemplo, instalou aproximadamente 1.000 câmeras de vigilância fornecidas pela China na capital Phnom Penh, constrangendo a realização de manifestações na cidade e levantando debates sobre privacidade e transparência sobre os dados coletados.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

WeHashed: como a fintech Hash foi dos milhões às demissões

WeHashed: como a fintech Hash foi dos milhões às demissões, por Leandro Miguel Souza no Startups:

A história da Hash, fintech que surfou a onda de empolgação que tomou o cenário startupeiro do país nos últimos anos, causou impacto. A pergunta que ficou foi como uma startup que parecia tão promissora, que anunciou ter levantado portentosas rodadas de investimento (perto de US$ 60 milhões), chegou ao ponto de deixar de atender clientes, demitir sua força de trabalho e encerrar abruptamente suas operações? Como ela gastou tanto dinheiro?

Para tentar encontrar respostas, o Startups conversou com alguns ex-funcionários e fontes do mercado. E o que encontramos foi uma espécie de “cautionary tale” – um termo em inglês que não tem uma tradução específica em português, mas que indica uma história que serve de aviso para quem estiver interessado em ler e tirar suas conclusões.

A DappRadar, consultoria especializada em aplicações de blockchain, levantou alguns números intrigantes de duas startups de metaverso, a Decentraland e a The Sandbox: os picos de audiência diária nelas foram de 675 e 4.503 usuários, respectivamente. Elas são avaliadas em US$ 1,3 bilhão cada.

A contagem da DappRadar é meio estranha, só leva em conta usuários que transacionaram nas blockchains desses ambientes — a maioria não quer/não faz negócios, só está ali para interagir e socializar.

Ao Coinbase, porém, Sam Hamilton, diretor criativo da Decentraland, disse que a média de audiência diária do metaverso da startup é de 8 mil usuários. Pouco, né?

Sim, pouco, e talvez o cenário seja o mesmo em todos esses universos supostamente “revolucionários” de realidade virtual. O Horizon Worlds, metaverso líder da Meta (aquele do gráfico feião que nem os funcionários da Meta querem usar) tinha, em fevereiro, 300 mil usuários mensais. Via Coinbase (em inglês).

O melhor cliente de torrent (na minha modesta opinião) foi atualizado depois de um hiato de dois anos e meio.

Ainda em beta, o Transmission 4 traz muitas novidades. Destaque para as otimizações no código, que, em um teste de estresse com 25 mil torrents, apresentou um uso 50% menor de ciclos de CPU e 70% menos alocações de memória, e o suporte ao protocolo BitTorrent v2 e a torrents híbridos.

Para quem usa macOS, o Transmission 4 ganhou uma versão nativa para chips Apple e um novo ícone no padrão pós-Catalina.

Mesmo em beta, baixei aqui e pareceu-me bastante estável. Use-o por sua conta e risco. Não há previsão para o lançamento da versão estável. Clique aqui para o download e a lista completa de novidades.

Roupas pixeladas, trailer do filme do Mario e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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