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O escritório em casa do analista de qualidade Renaldo Freire

Mesa de trabalho, com uma cadeira de cozinha. Sobre a mesa, um notebook, dois monitores, acessórios espalhados.

Durante a pandemia do SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a seção de mochilas será convertida em escritórios domésticos. Faz mais sentido, certo? Vale para os recém-chegados ao home office e para quem já está nessa há tempos. Mande o seu seguindo estas instruções. Todo o texto abaixo é de autoria do Renaldo.


Sou Analista de Qualidade e presto serviço para uma empresa de tecnologia que por motivos de força maior não posso revelar o nome. Basicamente, minhas atividades visam garantir que os atendimentos sejam realizados de acordo com os procedimentos recomendados. Tenho 30 anos, e em meio a uma recente crise existencial decidi estudar para mudar de área, tenho como objetivo ser desenvolvedor Backend. Escolhi JavaScript, pois além de estar em todo lugar, sinto que a internet anda meio mal das pernas, e precisa de pessoas com pensamentos diferentes, principalmente quando o assunto é privacidade. Dicas para Devs iniciantes com mais 30 serão muito bem-vindas. Aproveito para agradecer meu amigo Gustavo, que trabalha na área e sempre me incentiva muito.

  • Mesa Tecno Mobili ME4109 e cadeira. Não dá pra esperar muito de uma mesa que foi menos de R$ 200. Eu queria algo com um comprimento generoso, na época foi o melhor custo-benefício que encontrei. A cadeira foi roubada da cozinha, está duro comprar cadeira decente com preço bom ultimamente.
  • Lenovo ThinkCentre M720 Tiny e Monitor TFT de 19,5 polegadas. Na ponta esquerda fica o setup fornecido pela empresa para trabalhar durante a pandemia. O desktop possui um Core i5 de nona geração, 8 GB de RAM e SSD de 500 GB. É bem robusto e compacto. Funciona muito bem para o meu trabalho, que envolve basicamente planilhas, web e comunicadores.
  • MacBook Pro 13″ (mid 2012). Meu guerreiro, com quase sete anos no batente. Ao longo desse tempo, tive que trocar a bateria que acabou estufando. Recentemente fiz uma limpeza completa e troquei a pasta térmica dele. Fui displicente, eu sei. Não façam isso com seus computadores!
Placa de um MacBook Pro bastante empoeirada; processador com excesso de pasta térmica.
Imagem forte. Foto: Arquivo pessoal.
  • Uma curiosidade é que não uso o macOS. Acho o macOS o sistema mais bonito que existe, mas me sinto meio “preso” nele. Aquele monte de aplicativos que nunca vou usar que já vem pré-instalado, o código fechado e proprietário também me deixava insatisfeito (viva o Software Livre!). Outro ponto que pesou foi o desempenho. Meu Core i5 de terceira geração e GPU integrada já não performam tão bem. Ao longo do tempo, fiz alguns upgrades e hoje está assim: Intel Core i5 3210M (3,1 GHz), SSSD de 120GB + 1TB e 16 GB de RAM (saudade dessa época dos “macbooks modulares”). Meu sistema atual é o Arch Linux com Gnome. Usei por muito tempo o Fedora, e com objetivo de aprender um pouco mais de Linux, decidi ir para o Arch. Ele meio que me obriga a procurar e entender soluções para possíveis erros do sistema lendo os logs e a documentação. Penso que esse hábito irá me ajudar como um futuro desenvolvedor 😁. O desempenho do meu MacBook de quase oito anos de idade é excelente no Arch.
Tela do terminal com detalhes da instalação do Arch Linux usada pelo Renaldo.
Mais detalhes do sistema. Imagem: Arquivo pessoal.
  • Xiaomi Mi 6. Usei meu smartphone para tirar a foto da mesa. Sempre busco comprar produtos que possam durar muito. É um desafio com a obsolescência programada praticada pelas grandes empresas. O Mi 6 possui excelente desempenho, uma câmera mediana e me trouxe um aprendizado: eu não compro mais celular sem conector P2. Apesar de ter dois fones Bluetooth, queria ter a opção de usar meus fones cabeados sem depender de adaptadores. Não duvido que a Xiaomi tenha removido o conector P3 por inspiração excessiva na empresa na Apple. Uso nele o LineageOS com Android 10.
  • Microfone Fifine. Procurava uma opção USB com bom custo-benefício. Cheguei neste microfone chinês. Ele se sai muito bem e possui boa construção.
  • Suporte Articulado F80 ELG. Falando do monitor da direita. Uso esse suporte que já foi postado aqui em mesas anteriores, e foi justamente daí que me surgiu o interesse na compra. A ideia era ter mais espaço na mesa. Deu certo.
  • Monitor Samsung T22A300. É um monitor bem antigo. Também possui entrada para TV, mas não uso para este fim. No futuro, penso em trocá-lo por um monitor ultrawide, mas por enquanto está me atendendo.
  • Bose QC35. Este headphone já tem uns três anos. Foi bem caro na época, mas é aquela compra que tem a tendência de durar por muito tempo e acabando valendo a pena. O som em si é ok, o que me agrada mesmo é o seu cancelamento de ruído que faz grande diferença na hora da leitura ou estudos.
  • Blitzwolf BW-FYE7. É incrível o quanto esse fone Bluetooth consegue entregar no quesito qualidade sonora. Faço algumas modificações no áudio do meu smartphone usando o Viper4Android FX e a qualidade fica ainda melhor. Quem busca um bom custo-benefício para fone true wireless, fica essa dica.
  • Rapoo MT750. Clone chinês do Logitech MX. Brincadeiras à parte, tenho uma história com essa marca de mouse. Antes do MT750, tive um modelo mais simples. Essa versão simples aguentou tanta queda e durou tantos anos (na verdade, ele ainda funciona, mas está aposentado), que me decidi por um modelo bluetooth com melhor ergonomia e que fosse da mesma marca. Foi aí que optei por este. Ele consegue se conectar com até três dispositivos diferentes, é Bluetooth, acompanha um dongle pra conexão USB e alcança até 3200 DPI. Vi que a Rapoo lançou o modelo MT750S.
  • Teclado mecânico Anne Pro. Este teclado é 60%. Keycap PBT e switches CherryMX azuis. Ele pode ser usado por Bluetooth também, e se conecta com até três dispositivos simultaneamente. Possui várias combinações de LEDs diferentes. Uso há uns dois anos; nesse meio tempo, foi lançada uma versão atualizada dele (Anne Pro 2). Estou querendo trocar de teclado, não por ele ser de má qualidade, mas porque após todo esse tempo não me acostumei totalmente com um teclado 60%. Preciso fazer certos malabarismos para usar algumas teclas ou atalhos. Assim que possível trocarei por um modelo com 87 teclas.
  • Garrafa térmica Xiaomi (Viomi). Essa garrafa já foi completamente preta. Acabou descascando e o aço inoxidável ficou evidente. Outro dia resolvi colocar café e foi difícil tirar o cheiro. Hoje uso apenas com água.
  • Luminária portátil Blitzwolf BW-LT16 e carregador BW-PL5. Ainda nessa pegada fanboy da Blitzwolf, na minha mesa tem a luminária da marca. Ela funciona na bateria e oferece três tonalidades de luz, além de um LED na base. A bateria dela não dura muito, mas o cabo que a acompanha pode ser ligado em uma porta USB. O carregador é o BW-PL5, possui uma entrada QuickCharge e 3 outras comuns. O hub USB é de alumínio e muito bem construído, porém não recordo o modelo.
  • Canetas e lapiseira uni-ball e caderno Cicero. A lapiseira é uma Kuru Toga 0.5, ela possui uma qualidade muito boa. Uso esse kit aqui pra tomar algumas notas/tarefas usando a metodologia Bullet Journal. Vou citar aqui o meu Kindle, que não saiu na foto, mas está sempre presente na minha mesa.

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo por volta das 16h.

Edição 20#25

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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7 comentários

  1. Só queria comentar que você está muito correto em relação à importância de aprender a procurar soluções de erros nas documentações hahaha.

    Sério, tem gente que associa saber programar com procurar menos nos fóruns e afins, quando eu entendo que é justamente o contrário. Um bom programador sabe quando e como recorrer a documentação e fóruns, é simplesmente uma constante especialmente se você está aprendendo e não estagnado.

    Conhece o podcast do Hipsters da Alura? Acho ele legal para quem está começando, especialmente porque Javascript tem um ecossistema muito grande e complexo, então ajuda para saber que direção você deve ir para aprender o que te interessa.

    1. Sim! Percebi que a maioria das dúvidas pode ser sanadas com uma rápida pesquisa ou lendo a documentação. Conheço sim o Hipsters! Pode ter certeza que além dos estudos tenho seguido/ouvido tudo que encontro relacionado a tecnologia. Hahaha.

  2. Se estiver interessado em web apps, dá uma olhada no Blazor. Óbvio que dá pra fazer com JavaScript, mas gosto de C#, então acabo olhando pra esse lado.

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