Para o seu azar, Zuckerberg está fascinado com IA

Mark Zuckerberg está fascinado com inteligência artificial, o que talvez seja má notícia para os usuários do Facebook, Instagram e WhatsApp.

Na conferência com acionistas, quarta passada (24), Zuck deu um banho de água fria na audiência quando disse que os investimentos pesados em IA levarão anos para dar retorno.

Até aí, tudo bem — quem liga para acionistas. A questão é como a IA dará retorno. Fala do próprio (via The Verge):

Existem várias maneiras de construir um negócio enorme aqui, incluindo escalar [apps de] mensagens para empresas, introduzir anúncios ou conteúdo pago em interações de IA e permitir que as pessoas paguem para usar modelos de IA maiores e acessar mais poder computacional. E além disso, a IA já está nos ajudando a melhorar o engajamento do aplicativo, o que naturalmente leva a mais visualizações de anúncios e a melhorar os anúncios em si para oferecer mais valor.

Hoje, imagens de Jesus feito de camarões e garrafas pet geradas por IA já infestam o Facebook, mas ainda são pedidas por seres humanos. Nem quero imaginar o futuro dos usuários da Meta quando a IA tomar o controle.

Um dia antes do papo com acionistas, a Meta expandiu o Meta AI, seu rival do ChatGPT, para uma dúzia de países onde o inglês é predominante.

O Meta AI está na busca do WhatsApp e do Instagram, em grupos do WhatsApp, em grupos do Facebook. Em um grupo no Facebook de pais de crianças especiais, o chatbot despirocou e disse ser pai de uma (via X).

Nos grupos do Facebook, o Meta AI entra na conversa quando é invocado por um ser humano ou em posts que não recebem respostas até uma hora após a publicação — foi o caso da insanidade acima.

Nem os clientes da Meta — anunciantes — escaparam. Desde meados de março, campanhas automatizadas por IA, alardeadas como sendo do tipo “configure e esqueça”, estão torrando a grana alocada em anúncios até 10 vezes mais caros que a média e ninguém sabe o porquê.

HyFetch é a alternativa ao Neofetch, oficialmente encerrado

O projeto do Neofetch, popular aplicativo de linha de comando que exibe estatísticas do sistema, foi arquivado no GitHub, sinal de que o app já era. Foi só o prego no caixão — a última atualização saiu em 2020.

O Omg! Ubuntu indica o fork HyFetch como alternativa. Por padrão, ele mostra o logo da distribuição Linux em cores LGBTQ+. Para exibir a saída na cor de destaque da distro, como o velho Neofetch, rode o comando neowofetch.

EchoFeed 

O EchoFeed é um novo serviço para compartilhar feeds RSS, Atom e JSON em plataformas sociais alternativas. No momento, suporta Bluesky, Discord, GitHub, Mastodon, Micro.Blog, Webhooks e Webmentions. Grátis para um “echo”, US$ 25/ano para tudo ilimitado.

A mesa de trabalho do Rick Machado

Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.

Olá! Sou Rick Machado, atualmente trabalho como analista de suporte em uma escola, sou responsável por toda parte de infraestrutura, redes, servidores e um pouco mais de coisas, mas também tenho outras profissões dentro da área de tecnologia: sou designer de produtos digitais e UX designer, além de designer gráfico e, quando dá tempo, programador e especialista em segurança digital.

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Subpar Pool: sinuca + golfe com personalidade

por Fabio Bracht

Este post faz parte da série Jogos integrais. Saiba mais e descubra outros jogos recomendados.

Ícone do jogo “Subpar Pool”: bolinha sorridente contra fundo amarelo.

Depois de uma sugestão um pouco pesada na última coluna, desta vez quero trazer algo mais leve. O jogo da vez é Subpar Pool (criado pelo mesmo desenvolvedor de Holedown, o jogo de estreia da Jogos Integrais), uma mistura divertida de sinuca e golfe com um toque criativo: objetivos variáveis à escolha de quem joga, o que deixa tudo mais interessante.

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Não dá mais para confiar no Google

Logo do Google no topo de um prédio, com parte do céu à mostra. Foto tratada com efeito dithering, em preto e branco.

Uma das sacadas geniais de Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web e fundador do W3C, consórcio que define os padrões da web, foi “doar” sua criação à humanidade — sem patenteá-la nem cobrar royalties.

De pequenos empreendimentos excêntricos (eu!) à big tech, todos usufruímos da criação de Berners-Lee. É o ambiente digital mais democrático que já existiu.

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Aplicativos patrocinados no menu Iniciar do Windows 11

Com muita rapidez para os padrões da Microsoft, levou menos de um mês para que a implementação de apps patrocinados no menu Iniciar do Windows 11 fosse da divulgação à liberação para usuários finais (KB5036980).

Para desativá-los, entre em Configurações, depois Personalização e Iniciar, e desative a opção Mostrar recomendações para dicas, promoções de aplicativo e muito mais.

O Windows é um caso a ser estudado. O tanto de abusos que usuários que confiam ou dependem do sistema são capazes de tolerar vindos da fornecedora não é pouca coisa.

Google adia fim dos cookies de terceiros no Chrome pela terceira vez

Pela terceira vez (!), o Google adiou o fim dos cookies de terceiros no Chrome. O novo prazo é 2025. O original era Janeiro de 2020. Via Google (em inglês).

Lembrando sempre que você já pode ter esse recurso de privacidade usando virtualmente qualquer outro navegador web que não seja o Chrome.

Recarga sem fios de celular: conveniência em troca de eficiência

O iFixit analisou a eficiência energética de carregadores de celulares com fio e sem fio. Sem surpresa, os fios são mais eficientes: o MagSafe da Apple gasta ~36% mais energia em um dia típico de uso e modelos simples (da Amazon) e mal feitos (da Tesla), mais que o dobro.

Outro efeito colateral negativo da recarga sem fios é o aquecimento da bateria, que acelera a degradação da mesma. Via iFixit (em inglês).

Frequentadores assíduos deste site já sabem: sou do time dos fios.

Fedora 40

Foi lançado, nesta terça (23), o Fedora 40. A versão Workstation traz o Gnome 46 e o “spin” com KDE Plasma ganhou atenção especial devido ao Plasma 6. Esta é a primeira versão do Fedora em que os spins antes imutáveis passam a ser referidos como “atômicos”, mudança anunciada em fevereiro para, entre outras razões, evitar mal-entendidos com o termo agora em desuso. Via Fedora Magazine (em inglês).