Um Raspberry Pi gigante (e que funciona) e outros links legais
Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.
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Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.
O escândalo do Facebook Papers não foi capaz de abalar a maioria das métricas importantes do Facebook/Meta, como geração de receita, lucro e tamanho da base de usuários. Mas teve uma métrica em específico que, ao que parece, sofreu: o moral dos funcionários. Na última edição da pesquisa de satisfação dos funcionários, realizada todo ano pela Glassdoor, o Facebook/Meta despencou para a 47ª posição. Foi a pior classificação da empresa em todas as edições da pesquisa.
A título de contexto, em 2020 o Facebook/Meta havia ficado em 11º lugar. E em três edições, foi eleito o melhor lugar para se trabalhar nos Estados Unidos. Via Bloomberg (em inglês).

O aplicativo Locket, para iOS, é uma mini rede social privada de fotos comprimida em um widget.
Após instalá-lo, você coloca o widget na tela inicial e adiciona até cinco amigos. As fotos enviadas pelo widget ficam visíveis em todos os celulares da rede — e devem ser tiradas na hora; não dá para acessar a biblioteca de fotos. É quase um “melhores amigos” do Instagram, mais direto e menos ambicioso.
Matthew Moss, programador norte-americano, criou o Locket para uso próprio, quando sua namorada foi estudar em outra cidade e o namoro deles passou a ser à distância. Seis meses mais tarde, quando Matt decidiu lançar o Locket na App Store, foi um sucesso instantâneo: nos Estados Unidos, é o app mais baixado da categoria redes sociais e um dos mais populares entre os gratuitos.
No Brasil, onde o apelo é menor, pois é uma rede/app exclusivo para iPhones, o Locket é o 5º mais baixado em redes sociais e está no top 60 dos gratuitos na manhã desta sexta (14).
Daquelas pequenas ideias geniais que ressignificam elementos de interface para fins diversos. Via TechCrunch (em inglês).
— Stuart Russell, professor da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA), especialista em inteligência artificial e autor do livro Inteligência artificial a nosso favor: como manter o controle sobre a tecnologia (Companhia das Letras), em entrevista ao jornal O Globo.
Desde que a Honor foi separada da Huawei, muito pouca coisa se sabe do que realmente os novos donos esperam da empresa, agora que não tem mais a Huawei como marca-mãe. Com a semana dominada pelo Honor Magic V, esta entrevista do Xataka com Pablo Wang, VP da empresa para a Europa, ganha importância porque, afinal, a nova Honor veio para disputar mercado e não mais ser uma sub-marca, e isto inclui disputar no topo de linha, lançar uma linha de acessórios etc e tal.
Por falar em Honor Magic V, lançado na segunda, é bem como a Honor quer ser vista: uma competidora de Apple e Samsung, no caso, competindo com o Fold 3; é o primeiro dobrável com Snapdragon 8 Gen 1 e, pelo menos à primeira vista, parece menos desconfortável para usar. Sem previsão para sair da China, afinal ambição sem base é sonho, e a Honor ainda está montando sua base internacional.
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O Manual do Usuário é reflexo da minha curiosidade e vivências. Por isso, os produtos e serviços de tecnologia que uso no dia a dia, para fazê-lo e para outros fins, têm um impacto considerável no site.
Daí veio a ideia de fazer um raio-x anual do que estou usando, para dar mais contexto ao que é publicado aqui. Tipo… Por que falo de aplicativos para macOS, um sistema que pouquíssima gente usa no Brasil? E esses projetos de código aberto, só divulgo ou uso eles para valer? Com sorte, este post te ajudará a entender algumas decisões e características do Manual.
A App Annie, consultoria especializada no mercado de aplicativos, divulgou um relatório que apontou o Brasil como o país que mais usa apps do mundo. Em 2021, passamos em média 5,4 horas por dia grudados na tela do celular. O número é 12,5% maior que a média global do período (4,8h) e representa um salto de 31,7% em relação à nossa média em 2019 (4,1h), salto que provavelmente se explica pela pandemia — dos 17 países que lideram o ranking, apenas em dois o tempo gasto em apps diminuiu de 2020 para 2021 (Argentina e China).
O levantamento da App Annie traz outros dados curiosos e números enormes para 2021 (dados globais):
Há ainda dados e insights separados por categorias — e o Brasil se destaca em várias delas, como finanças e games. Via App Annie (em inglês).
A Comissão Federal de Comércio (FTC na sigla em inglês, espécie de Cade dos Estados Unidos) conseguiu convencer a Justiça norte-americana de que a acusação antitruste contra o Facebook, devido às aquisições do Instagram (2012) e WhatsApp (2014), tem fundamento e, assim, seguirá adiante.
É a segunda vez que a FTC tenta emplacar a acusação. Na primeira tentativa, no final de 2020, o juiz federal James Boasberg não se convenceu, mas deu à agência uma segunda chance. Desta vez, ele classificou a nova argumentação “muito mais robusta e mais bem detalhada”. O processo deverá se estender por um bom tempo. A FTC alega que o Facebook detém um monopólio em “redes sociais pessoais” e demanda que a empresa se desfaça do Instagram e do WhatsApp. Via O Globo, Platformer (em inglês).
O Twitter suspendeu a conta de Luciano Hang, empresário dono da Havan e negacionista da pandemia. No lugar do seu perfil aparece a mensagem de que ele foi suspensa por violar os termos de uso da rede social. Ao G1, porém, o Twitter informou que a suspensão se deu por ordem judicial. Em meados de 2021, outro perfil de Luciano no Twitter havia sido bloqueada, esta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito das fake news.Em nota ao G1, a assessoria do empresário disse que a nova suspensão foi motivada pelo compartilhamento de um vídeo do neurocientista José Augusto Nasser falando sobre a vacinação de crianças. Via G1.
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.
A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).
Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.
Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.
É só o primeiro passo, mas um importante. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2270/21, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que impede a inclusão do Serpro e do Dataprev no Programa Nacional de Desestatização (PND), ou seja, de serem privatizados. O PL tramita em caráter conclusivo, ou seja, com deliberações apenas nas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara. Via Telesíntese, Agência Câmara de Notícias.
Cerca de 80 agências de checagem de fatos do mundo inteiro — incluindo duas brasileiras, Aos Fatos e Lupa — enviaram uma carta aberta a Susan Wojcicki, CEO do YouTube, cobrando medidas mais assertivas no combate à desinformação na plataforma de vídeos do Google. (Leia a carta na íntegra.) O pedido se desdobra em quatro demandas:
As agências rejeitam o modo de atuação vigente, que gira em torno da exclusão ou não de vídeos, e esperam reunir-se com Susan em algum momento para debater o problema. Via Aos Fatos, Folha de S.Paulo, Lupa.
Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo
Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:
Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.
No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.
É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?
Uma década depois do último tablet que lançou no Brasil, o péssimo Xoom, a Motorola vai tentar outra vez. O novo modelo é o Moto Tab G70, com preço sugerido de R$ 2,4 mil (ou R$ 2,6 mil, com conexão móvel). Curiosa a escolha da marca (alusão ao Moto G). O espírito do tablet é de experimentação, tentando surfar a pandemia. “Não temos vergonha de não lançar mais nenhum modelo se esse não der certo, mas queremos experimentar esse mercado”, disse Thiago Masuchette, gerente de produtos da Motorola no Brasil. Via Estadão.