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Bloco de notas 20#19: Zuckerberg escolhe o lado do Facebook na história — o lado errado

Uma curadoria semanal de notícias, curiosidades e esquisitices da tecnologia pessoal.


🗞 Notícias

Funcionários do Facebook foram ao Twitter reclamar publicamente da decisão de Mark Zuckerberg de manter intacto um post do presidente norte-americano, Donald Trump, incitando violência estatal contra manifestantes após o assassinato de George Floyd, um homem negro, por um policial branco. O argumento do CEO, de que não quer que a rede social seja um “árbitro da verdade”, não convence nem a seus subordinados. [Bloomberg, em inglês]

Na segunda-feira (1º), funcionários do Facebook organizaram um “protesto virtual” — afinal, a maioria está trabalhando de casa —, cruzando os braços contra o posicionamento de Zuckerberg e de outros executivos da empresa. [New York Times, em inglês]

Na terça (2), Zuckerberg falou diretamente aos funcionários. Ele defendeu a decisão de não mexer nos posts de Trump, mas concedeu que a empresa pode criar novas regras se a temperatura no país não baixar. A tentativa de colocar panos quentes não convenceu os funcionários, segundo alguns que participaram da reunião. [The Verge, em inglês]

Ilustração com uma mãozinha depositando uma moeda em uma caixa com o logo do Manual do Usuário em uma das faces, segurada por dois pares de mãos. Ao redor, moedas com um cifrão no meio flutuando. Fundo alaranjado.

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Ainda na segunda, representantes de grupos de defesa dos direitos civis também falaram com Zuckerberg e outros executivos do alto escalão do Facebook. Saíram decepcionados do encontro. “O que ficou evidente é que Mark não tem a compreensão real da história ou do atual impacto da supressão de votos, do racismo ou da discriminação”, disse Rashad Robinson, um dos líderes presentes. “Ele vive em uma bolha e defendeu cada decisão que tomou”. [Washington Post, em inglês]

Na quarta (4), uma carta aberta bastante crítica, assinada por dezenas de ex-funcionários do Facebook, foi publicada. Eles acusam Zuckerberg e a atual direção da empresa de trair seus ideais e condenam o posicionamento de não moderar políticos, em especial Trump. A carta foi traduzida e publicada no Manual do Usuário.

O Serpro anunciou uma parceria com a Amazon para revender serviços de nuvem da AWS. A estatal também negocia o mesmo esquema com outras empresas do setor, como Microsoft e IBM. Por que uma estatal brasileira está revendendo nuvem de empresas estrangeiras para entes públicos no Brasil? [Baguete]

A Grow, dona das marcas Grin e Yellow, demitiu metade dos funcionários da operação brasileira. A situação é crítica: falta caixa para pagar as multas rescisórias das demissões. Há quem diga que a startup esteja com os dias contados. [MobileTime]

Por outro lado, a Tembici recebeu um investimento de US$ 47 milhões para expandir sua operação e entrar no mercado de bicicletas elétricas. A Tembici, mais antiga que a Grow, parece estar se dando melhor por apostar em parcerias institucionais (a mais famosa, com o Itaú) e em um modelo baseado em estações, em vez de deixar as bicicletas jogadas na rua. [Brazil Journal]

A Microsoft está demitindo dezenas de jornalistas nos Estados Unidos e Reino Unido que, até então, trabalhavam editando os portais de notícias da empresa, como o MSN.com e o app Microsoft News. A empresa está substituindo os humanos por robôs para selecionar e montar as páginas. [The Verge, em inglês]


📷 Uma imagem

Homem pardo de máscara e com uma mochila de aplicativo de entrega arremessando uma pedra durante manifestação.
Foto: Nelson Almeida/AFP.

O Brasil resumido em uma foto. [@gil_alessi/Twitter]


📱 Apps

O Mastodon começou a desenvolver um sistema de mensagens diretas com criptografia de ponta a ponta. Trabalho ainda incipiente, mas o primeiro passo para algo muito requisitado e que aumentará a confiança na plataforma. [GitHub, em inglês]

O Signal ganhou um recurso para borrar rostos de pessoas em fotos. Não é coincidência que isso tenha aparecido no aplicativo, que em alguns lugares como Estados Unidos teve um salto gigantesco no número de downloads, em meio a ondas de protestos globais. Lembrando sempre que o WhatsApp é do Facebook, logo… [Signal e Recode, em inglês]

Em breve, o Zoom terá criptografia de ponta a ponta — desta vez, pra valer. Só que o recurso, que em vários apps é obrigatório, no Zoom será restrito a usuários pagos. A justificativa para não estendê-lo aos gratuitos é controversa: facilitar a colaboração com autoridades policiais. [The Next Web, em inglês]

O Facebook lançou um novo recurso que facilita aos usuários remover e esconder posts antigos. A ferramenta, chamada Gerenciar Atividade, também permite fazer edições em lote e mantém os posts excluídos recuperáveis por até 30 dias. Chega primeiro aos celulares. Uma alternativa mais fácil e rápida, porém, é excluir sua conta no Facebook. Veja como. [Facebook]

Um app: Concertino, um cliente para o Apple Music focado em música clássica. Feito no Brasil, o trunfo do app é apresentar as obras da maneira correta, que, no caso, não é igual à de músicas populares, que se baseiam em álbuns e playlists. Somente para iOS, o app é gratuito, mas exige uma conta ativa do Apple Music. [MacMagazine]


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