Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

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O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

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A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

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O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

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A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

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O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

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A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

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A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

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A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

Se pagar não é possuir, piratear não é roubar.

— Louis Rossmann.

A frase é de um vídeo em que Rossmann comenta a decisão da Sony de remover conteúdos da Discovery, comprados via PlayStation, em 31 de dezembro por “arranjos de licenciamento com provedores de conteúdo”.

Esses materiais, aparentemente, não eram vendidos no Brasil. A lista do catálogo norte-americano que sumirá é extensa.

(Em inglês — “If paying isn’t owning, piracy isn’t stealing.” — soa mais legal. Preferi estragar o impacto dela e preservar o sentido na tradução.)

Confirmando rumores, nesta terça (29) a Sony anunciou novos planos para o PlayStation Plus, seu serviço de assinatura, a fim de concorrer com o Game Pass do Xbox/Microsoft. A nova oferta é composta por três planos:

  • PlayStation Plus Essential, que mantém os benefícios do atual PlayStation Plus, como dois jogos por mês e multiplayer online. Não haverá alteração no preço — no Brasil, a mensalidade é de R$ 34,90.
  • PlayStation Plus Extra, com tudo do Essential, mais ~400 jogos de PS4 e PS5 para download. No Brasil, a mensalidade será de R$ 52,90.
  • PlayStation Plus Premium, com tudo dos planos Essencial e Extra, mais 340 jogos de versões antigas do PlayStation, streaming na nuvem de jogos do PS original ao PS4 e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

O plano Premium só estará disponível em regiões onde o PlayStation Now existe, o que não é o caso do Brasil. Aqui, haverá um plano diferenciado, o PlayStation Plus Deluxe, com valor reduzido (R$ 59,90/mês) e os benefícios extras que não dependem do streaming — jogos clássicos para download e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

Os novos planos do PlayStation Plus serão liberados gradualmente, por regiões, começando pela Ásia. Segundo a Sony, o plano é finalizar a liberação em todos os locais onde a rede PlayStation existe até “meados de 2022”. Via PlayStation.Blog.

Capacete e controles em formato esférico, em preto e branco, do PlayStation VR2, da Sony.
Imagem: Sony/Divulgação.

A Sony divulgou imagens do PlayStation VR2, capacete de realidade virtual do PlayStation 5. Ele será capaz de exibir gráficos em 4K HDR e tem avanços ergonômicos em relação ao capacete original, do PlayStation 4, como saídas de ar para evitar que as lentes embacem e, apesar do desempenho melhor, um design mais leve. O PlayStation VR2 ainda não tem data de lançamento nem preço definidos. Mais fotos no link ao lado. Via PlayStation Blog.

Microsoft e Activision Blizzard: Consequências e risco antitruste no negócio de US$ 68,7 bilhões

Foto de um palco/estande da Activision, com um telão atrás com o logo da empresa, teto circular e luzes roxas. Em primeiro plano, silhuetas de várias pessoas.

Em novembro de 2021, à luz do enorme escândalo envolvendo denúncias de assédio sexual e misoginia na Activision Blizzard, o presidente da área de games da Microsoft, Phil Spencer, disse à Bloomberg que a empresa estava “avaliando todos os aspectos da nossa parceria com a Activision Blizzard e fazendo ajustes proativos contínuos”.

Corta para janeiro de 2022, ou dois meses depois, para o que parece ser o ajuste definitivo: nesta terça (18), a Microsoft anunciou a compra da Activision Blizzard, ainda imersa em escândalos, por US$ 68,7 bilhões a serem pagos em dinheiro.

(mais…)

Seis meses depois de anunciar sua retirada quase total do mercado brasileiro, a Sony voltará a vender câmeras, lentes e acessórios no país. O retorno será em parceria com a Merlin, distribuidora de equipamentos audiovisuais. É uma estratégia similar à que trouxe de volta os fones de ouvido da marca japonesa — nesse caso, em parceria com a Multilaser. Os produtos devem voltar à venda no Brasil até o fim do ano e, segundo Ana Malerbi, gerente de marketing da Sony, poderão ser afetados pela alta do dólar. Via Estadão.

A proliferação de serviços de streaming segue alta. No último post livre, perguntaram até onde isso vai, ou quantos serviços de streaming veremos serem lançados antes que eles comecem a fechar ou serem engolidos pelos maiores.

O nicho dos animes e mangás talvez ofereça uma visão antecipada do que pode acontecer a toda essa indústria. Nesta segunda (9), a Funimation, uma joint venture da Sony Pictures Entertainment e Aniplex, subsidiária da Sony Music Entertainment (pensa numa estrutura confusa), comprou o Crunchyroll, até então da AT&T, por US$ 1,175 bilhão. O negócio foi anunciado em dezembro, mas só foi fechado agora. Via Nasdaq (em inglês).

Quatro meses após anunciar sua saída do mercado brasileiro, a Sony, ou parte dela, retorna via parceria com a Multilaser: a brasileira distribuirá os fones de ouvido da japonesa. Por ora, todos os produtos serão importados. Via Estadão.

Nos últimos anos, esse tipo de parceria tem sido explorado por empresas daqui como a própria Multilaser (além dos fones da Sony, vende os celulares da Nokia/HMD Global e TVs da Toshiba), Positivo (notebooks Vaio) e DL (Xiaomi).

A propósito, a Multilaser abriu capital na B3 semana passada. Estreou valendo R$ 9 bilhões. Via Uol.

Já sabíamos, mas não deixa de ser triste ver a Sony saindo do país. No fim de março, a fabricante japonesa deixará de vender câmeras, TVs e equipamentos de áudio no Brasil. Por aqui, apenas as operações de games, cinema, música e soluções profissionais continuarão. Via @sonybrasil/Twitter.

Em tempo: a loja oficial da Sony está com alguns descontos dignos de queima de estoque.

A Justiça de São Paulo proibiu a Sony de bloquear permanentemente um video game PlayStation 5. A juíza Carolina Sayegh reconheceu que o proprietário do console infringiu as regras estipuladas pela Sony, e disse que não haveria problema em banir a conta dele ou suspender o video game temporariamente, mas bloqueá-lo para sempre “coloca o consumidor em desvantagem exagerada”, afinal é um dano ao seu patrimônio, e isso contraria o Código de Defesa do Consumidor. Via Folha.

Preciso me preocupar com vírus e invasões em Smart TVs?

Smart TV com Android TV pendurada na parede.

Em 2016, as Smart TVs se tornaram o tipo de TV mais vendido no Brasil. Conectadas à internet, elas facilitam o acesso a serviços de streaming (Amazon Prime Video, Netflix e YouTube, por exemplo), dispensando acessórios extras como Apple TV e Chromecast. O novo universo aberto pela internet trouxe mais do que o conteúdo sob demanda. De carona, vieram as ameaças típicas de outros dispositivos conectados, como smartphones e computadores. É preciso se preocupar com invasões e vírus na TV? (mais…)

IFA 2016: As coletivas de imprensa que antecedem a feira

Palco da coletiva de imprensa da Samsung, na IFA 2016.

por Emily Canto Nunes

Como bem sabemos, 31 de agosto de 2016 não foi um dia fácil no Brasil. Longe, em uma ensolarada Berlim, ele não foi exatamente difícil, porém bastante longo. Como ocorre em todo grande evento de tecnologia, os dias que antecedem a abertura da IFA, maior feira de tecnologia da Europa, foram preenchidos por coletivas de imprensa. O dia 31 foi marcado por coletivas espalhadas pela cidade; no dia seguinte, tivemos uma atrás da outra, todas já no local onde que acontece a IFA, o Messe Berlim.

A feira abre oficialmente hoje (2/9) e vai até o dia 7, mas as maiores novidades preparadas pelas empresas participantes já foram reveladas através daquelas coletivas e por visitas aos estandes, que também serviram de palco nas apresentações aos jornalistas. O Manual do Usuário participou de várias delas, transitou pelos espaços da IFA antes da sua abertura ao público e traz, agora, os principais destaques da feira. (mais…)

O novo smartphone premium

iPhone 4 de costas.

por Manual do Usuário

Por Emily Canto Nunes e Rodrigo Ghedin.

Existem termos que caem no gosto dos publicitários após funcionarem numa campanha e, em pouquíssimo tempo, são tão usados que perdem o significado. “Gourmet”, por exemplo. De cachorro-quente a varandas (?), ele está tão batido que quem diz que algo é gourmet, hoje, corre o risco de gerar aversão em vez de atrair o cliente. Ainda que num menor grau, o mesmo vem acontecendo com os smartphones premium. Modelos completamente diferentes em especificações, materiais e preços estão sendo chamados de premium pelas fabricantes, sem que um critério definido e objetivo explique essa escolha. Afinal, o que é premium? (mais…)

Smartphones no quarto trimestre de 2015: De cima, a Apple observa a ratoeira

Javier Bardem em 007: Operação Skyfall.

por Charles Arthur

Já assistiu a Skyfall? Lembra-se da cena em que vemos pela primeira vez Javier Bardem representando quem quer que seja o vilão? Relembremos:

Olá, James, bem-vindo. Você gostou da ilha? Minha avó tinha uma ilha. Nada para se gabar. Você poderia dar a volta nela em uma hora. Mas ainda assim, era um paraíso para nós. Num verão nós fomos visitá-la e descobrimos que o lugar estava infestado por ratos! Eles vieram em um barco de pesca e se banqueteavam de coco. Então, como é que você se livra de ratos em uma ilha? Minha avó me mostrou. Nós enterramos um galão de óleo e colocamos uma dobradiça, então amarramos coco à tampa como isca e os ratos vinham pelo coco e caíam no galão. Depois de um mês você já capturou todos os ratos. Mas o que você faz em seguida? Joga o galão no oceano? Queima? Não. Você apenas o deixa. E eles começam a ficar famintos. E um por um eles começam a comer uns aos outros até que haja apenas dois restantes, os dois sobreviventes. E então o quê? Você os mata? Não. Você os liberta. Mas agora eles não comem mais coco. Agora eles só comem rato. Você mudou a natureza deles. Os dois sobreviventes, é isso que ela nos tornou.

Guardem isso na cabeça. Nós voltaremos aqui. (mais…)

MWC 2016, dia 3: Tinha uma greve de metrô no meio do caminho

por Emily Canto Nunes

Nota do editor: A Emily, que você deve conhecer do iG Tecnologia e/ou do Guia Prático, está em Barcelona, na Espanha, para cobrir a MWC, uma das maiores feiras de tecnologia do planeta. Ela está compartilhando conosco os bastidores da feira — um ponto de vista muito interessante e que raramente sai dos círculos de jornalistas que cobrem eventos do tipo. Leia os relatos do primeiro e segundo dias.


Finalmente chegou o dia em que a Gran Fira abriu suas portas para o grande público da Mobile World Congress 2016! Depois de um fim de semana agitado pelos principais anúncios do evento, o primeiro dia de feira pra valer não poderia deixar de ser emocionante. (mais…)