StreetPass: encontre perfis verificados para seguir no Mastodon

Ícone do StreetPass: cubo roxo em visão isométrica com uma linha pontilhada branca no meio.

No Mastodon, a verificação de perfis é feita com o auxílio de sites/domínios. Se você tem ou está ligado a algum site (da sua empresa, por exemplo), basta inserir uma linha de código no site referenciando seu perfil para que o link desse site fique verde e com um tique no Mastodon.

(Veja o meu, com os links do Manual, do meu site pessoal e do meu blog verificados.)

Aproveitando-se dessa dinâmica, o engenheiro de software Tyler Deitz criou uma extensão que ajuda a encontrar perfis para seguir no Mastodon, a StreetPass.

O uso é dos mais simples. Instale-a (tem versões para Chrome, Firefox e Safari) e navegue normalmente. Nos bastidores, a StreetPass detecta quando um site visitado tem um perfil correspondente verificado no Mastodon e salva esse perfil.

Depois de um tempo, clique no ícone da extensão para ver a lista dos perfis detectados e, se for do seu interesse, segui-los.

Um detalhe importante é que nenhum dado jamais escapa do seu computador. Toda a coleta e processamento dos dados é feita localmente, no navegador. Aos curiosos (e/ou desconfiados), o código-fonte é aberto.

StreetPass / Chrome, Firefox e Safari / Gratuita

É certo que estamos longe de sermos perfeitos, mas enquanto nossos concorrentes estão conectando pedófilos, alimentando insurreições e recomendando propaganda terrorista, sabemos que o Snapchat faz as pessoas felizes.

Evan Spiegel
CEO e co-fundador do Snapchat.

Trecho de um memorando de Evan a toda a empresa. (Parece que alguém não é muito fã da Meta 👀)

O executivo acredita que estamos em à beira de uma nova “revolução” de dispositivos vestíveis, com os Spectacles tendo um papel de destaque (?), que as redes sociais estão mortas e que o Snapchat não faz parte desse grupo, apesar de ter cara, focinho e cheiro de redes social. Via Business Insider (em inglês).

Minhas expectativas — positivas e negativas — para 2024

A convite do Fernando Paiva, diretor editorial do Mobile Time, escrevi no final de 2023 quais eram as minhas expectativas — positivas e negativas — na tecnologia para o ano que se avizinhava.

Transcrevo-as abaixo, e deixo o convite a você para ler as dos outros colunistas do Mobile Time.

Qual tendência do mundo da tecnologia mais te entusiasma para 2024? Por quê?

Soluções não comerciais para comunicação via internet.

Coisas como o Mastodon e o protocolo que o move, o ActivityPub, não são novas, mas ganharam um impulso importante desde os primeiros rumores de que Elon Musk poderia comprar o Twitter, no início de 2022.

Sinto que, até pouco tempo atrás, protocolos abertos eram quase uma excentricidade. Hoje ainda são poucos que se aventuram nesse universo — o Mastodon, talvez o projeto de maior sucesso do tipo, tem ~2 milhões de usuários ativos —, mas ganhamos espaço no mainstream, uma barreira dificílima de transpor.

Seria ótimo se soluções do tipo — para redes sociais, mensageiros instantâneos e tantas outras aplicações — fossem dominantes, mas me darei por satisfeito se elas apenas se sustentarem como alternativas viáveis às comerciais.

Qual tendência do mundo da tecnologia mais te preocupa para 2024? Por quê?

O domínio da inteligência artificial no mundo do trabalho.

Arrisco dizer que, em 2024, o ritmo de inovação não será tão intenso quanto foi em 2023. Em vez disso, é provável que o novo ano seja de racionalização e “pé no chão”, de separar o que é realmente útil daquilo que é apenas curioso.

O “realmente útil” da minha previsão é o que me preocupa, porque o termo enseja uma questão vital: útil para quem?

Há mais de um século, novas tecnologias prometem futuros utópicos aos trabalhadores, de menos trabalho, mais lazer e a distribuição da riqueza excedente gerada pelas inovações. Na prática, até agora, essas promessas não se realizaram. Ao contrário: temos mais gente trabalhando mais do que antes e a riqueza ainda mais concentrada nas mãos de poucos.

Nada indica que com a IA será diferente. De inédito, apenas o perfil de profissional afetado — talvez pela primeira vez, os trabalhadores intelectuais, criativos.

A ver como essas disputas serão travadas.

O TSE divulgou minutas (rascunhos) das resoluções para as eleições municipais de 2024. A da propaganda eleitoral traz vários dispositivos relacionados à internet, com novas atribuições às plataformas/empresas de redes sociais, transparência e restrições a conteúdo “fabricado ou manipulado” (leia-se: por IA gerativa). Na íntegra (PDF).

Algumas coisas ali me pareceram bastante otimistas.

No dia 23 de janeiro, às 9h, será feita uma audiência pública híbrida do tema, com transmissão ao vivo pelo YouTube. Via TSE, Folha de S.Paulo.

Logo do Bluesky, uma borboleta azul, com o nome da rede ao lado.
Novo logo do Bluesky.

Há alguns dias, o Bluesky lançou a versão 1.60 do seu aplicativo com ótimas novidades gerais: um novo logo de borboleta (que, com a graça dos deuses, substituiu o ícone horroroso do aplicativo móvel), posts e perfis acessíveis sem login e, talvez o mais legal de tudo, feeds RSS para perfis. Via @bsky.app/Bluesky (em inglês).

Revisitando as previsões tecnológicas que fizemos para 2023

No final de 2022, eu (Rodrigo Ghedin), Jacqueline Lafloufa e Guilherme Felitti nos reunimos no podcast Guia Prático para fazer previsões da tecnologia para o novo ano que se avizinhava.

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Quando a Meta lançou o Threads e anunciou que ele usaria o protocolo ActivityPub, para integrar-se ao fediverso/Mastodon, desconfiei.

Nesta quarta (13), quase seis meses depois do lançamento da rede, Zuck disse no Threads que estavam “testando a integração”. Continuei cético.

Hoje (14) pela manhã, abri o Mastodon e dei de cara com o perfil do Threads de Adam Mosseri, executivo à frente do Threads e Instagram, no meu feed, acessível pelo Mastodon (procure por @mosseri@threads.net).

Ainda estou cético, mas agora um pouco menos.

Acompanhe o Manual do Usuário no fediverso (Mastodon)

O Manual do Usuário está de volta ao fediverso (Mastodon). Para acompanhar os posts e podcasts lá, coloque feed@manualdousuario.net na pesquisa e siga o perfil.

(Se correu tudo bem, este post já deve estar lá.)

Quando juntei todas as contas que tinha no fediverso (eram quatro) em um só perfil, minha ideia era usá-lo para falar groselha e também repercutir as coisas daqui.

Acontece que sou muito ruim de redes sociais, por isso o perfil acabou não tendo nem uma coisa, nem outra. (Posto pouco.)

Alguns dias atrás, dei uma nova olhada, desta vez com mais disposição, no plugin oficial do ActivityPub para WordPress.

Foi muito fácil configurá-lo no nosso staging (cópia do site para testes). Só havia um problema: por algum motivo, ele estava carregando um punhado de código para recursos que o Manual não usa. (Aos entendidos, uma parede de CSS inline relacionado aos blocos do Gutenberg e/ou FSE.)

O pessoal do suporte foi muito solícito e, na manhã desta segunda (11), apresentou uma solução. Era o que faltava para implementar o plugin aqui.

Então, é isso. Eu sigo com meu perfil no Mastodon e, agora, o site do Manual vira uma instância própria, publicando automaticamente todos os novos posts e podcasts no fediverso.

Mammoth 2

Ícone do Mammoth 2. O Mammoth é um aplicativos de Mastodon dos mais interessantes. Antes do oficial simplificar o cadastro (pré-selecionando um servidor/instância) e sugerir pessoas para seguir, o Mammoth já fazia isso. E é, até onde sei, o único que oferece um feed algorítmico, nos moldes do (e também chamado de) “For You” — com a vantagem de oferecer opções para personalizar o algoritmo.

Nesta quinta (7), foi lançado o Mammoth 2, “a maneira mais fácil de largar o Twitter e ingressar no Mastodon”, segundo co-fundador Bart Decrem.

Lançada um ano após a estreia do aplicativo, a segunda versão traz uma bela repaginada visual (incluindo um novo ícone/logo) e mais recursos para facilitar a adaptação de quem está chegando do Twitter, como “listas inteligentes” temáticas, com curadoria de usuários, integração com o braço editorial do Flipboard e com o Newsmast e Press.coop, que trabalham para levar conteúdo noticioso de fontes confiáveis ao fediverso.

Uma grande novidade “extra-app” é que ele agora tem o código aberto. O código está previsto para ser liberado nesta sexta (8).

O Mammoth 2 continua gratuito, só que agora oferece um plano pago (R$ 14,90/mês ou R$ 99,90/ano) que confere alguns benefícios aos assinantes, como ícones diferentes, acesso antecipado a novos recursos e participação nas decisões do projeto.

Vale lembrar que o Mammoth recebeu um investimento semente em seu início, em uma rodada liderada pela Mozilla. O valor levantado não foi divulgado.

Mammoth 2 / iOS, iPadOS / Gratuito

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Luciano Huck ameaçando processar Elon Musk porque o Twitter não tira do ar um anúncio caça-clique supostamente criado por ~inteligência artificial dele, Huck, vestido com uma fantasia tosca de presidiário entre dois policiais, com uma manchete sensacionalista e links que levam a sites golpistas aleatórios. Dei uma boa gargalhada aqui. Obrigado, IA e Elon Musk, nunca critiquei vocês! Via Notícias da TV.

Vemos isso todos os dias: o Twitter dificulta o debate, a busca pela verdade e o diálogo sereno e construtivo necessário entre seres humanos. Com suas milhares de contas anônimas e suas fazendas de trolls, a vida no Twitter é exatamente o oposto da vida democrática. Eu me recuso a endossar esse esquema maligno.

— Anne Hidalgo, prefeita de Paris, ao anunciar sua saída do Twitter.

Via @Anne_Hidalgo/Twitter.

Guia simples e direto para usar (e curtir) o Mastodon

Para muita gente, o Mastodon foi uma promessa que não se realizou. Em novembro de 2022, quando o desmonte do Twitter começou, o Mastodon era a solução perfeita: estava pronto, era só pegar e usar.

Eu já usava o Mastodon havia três anos àquela altura. Fiquei empolgado com a perspectiva de uma migração em massa. Ela aconteceu, ainda que menor do que poderia ter sido e sem efeitos duradouros.

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Na sexta (27), o ex-Twitter anunciou um plano “Premium+” de R$ 84/mês que remove anúncios. Nesta segunda (30) foi a vez da Meta revelar seus planos pagos para Facebook e Instagram na Europa, por € 9,99/mês. As duas plataformas se juntam ao YouTube, que remove anúncios por R$ 24,90/mês.

É bom que exista a alternativa paga e sem anúncios, mas isso não soluciona o problema. Poucos podem ou querem pagar. A oferta de serviços suportados por publicidade não é, a princípio, nociva. As práticas invasivas das big techs, que devassam a privacidade dos usuários para exibir anúncios segmentados, é que são.

O ano da destruição do Twitter

exatamente um ano, Elon Musk tornava-se o dono do Twitter. Literalmente. O empresário pagou US$ 44 bilhões pela empresa inteira e prometeu transformar a rede em uma espécie de “super app”, ou — como ele diz — um “everything app”.

Um ano é pouco tempo, é verdade, mas a essa altura era de se esperar pelo menos sinais de que uma virada positiva está em curso ou é possível. Os sinais existem, mas no sentido contrário.

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Twitter não serve mais como fonte de informação confiável

Na manhã do último domingo (8), Elon Musk indicou dois “bons” perfis de notícias de guerra para seus 150 milhões de seguidores no Twitter se informarem do conflito entre Israel e o Hamas.

As duas recomendações do bilionário são notórias fontes de desinformação. Em maio, elas espalharam o boato de que a Casa Branca havia sido bombardeada, por exemplo.

Ao se dar conta da gafe, Musk apagou o post. Antes disso, ele havia acumulado +11 milhões de visualizações.

Era apenas questão de tempo — e um evento dramático — para que a decadência do Twitter se revelasse da pior maneira possível. Ao longo de quase um ano, incentivos errados e decisões desastrosas em série de Musk transformaram a rede em um dos piores lugares para obter informações confiáveis.

Ativistas e especialistas em inteligência coletiva têm perdido um tempo precioso desmentindo imagens de video game e vídeos antigos, repostados no Twitter para direcionar narrativas e/ou gerar dinheiro com o programa de divisão de receita publicitária (mal) implementado por Musk.

Não é que a desinformação digital tenha surgido agora nem seja exclusividade do Twitter. É que, ali, ela está fora de controle.

Em quase um ano, Musk demitiu ~75% dos funcionários do Twitter, dispensou todos os milhares de terceirizados que moderavam conteúdo, desdenhou da imprensa, potencializou discursos extremistas, criou os piores incentivos para que a desinformação florescesse na plataforma.

A situação é tão grave e peculiar que Thierry Breton, comissário da União Europeia, enviou uma “carta urgente”, em tom duro, apontando infrações do Twitter ao Digital Services Act e exigindo providências de Musk em um prazo de 24 horas.

O Twitter, hoje, é o que todas as redes extremistas/alternativas — Gab, Truth Social, Parler — sempre sonharam em ser: um espaço frequentado por milhões de pessoas, controlado por um extremista e onde dinheiro e truculência falam mais alto em uma suposta “guerra cultural” que estaria em curso.

Muita gente boa continua no Twitter, entre outros (poucos) motivos, “para se informar”. Sinto dizer, mas o antigo Twitter não existe mais e o que sobrou em seu lugar não serve para isso.

Com informações da Associated Press e Wired (ambos em inglês).

Notícias para começar o dia

Nota do editor: Nas notinhas publicadas no início da manhã, pensei em fazer esse apanhado do dia anterior. Quando houver uma conversa correspondente no Órbita, incluirei um link direto para lá.

A partir de 1º de novembro, alguns serviços da Receita Federal só serão acessíveis por uma conta prata ou ouro do gov.br. [Receita Federal]

A Sony anunciou uma versão menor do PlayStation 5. Lá fora, chega em novembro. [Blog do PlayStation, comente no Órbita]

O Google vai estimular o uso de chaves-senha (passkeys) quando alguém fizer login em contas pessoais. [Google]

A Microsoft voltou atrás e não vai mais contar em dobro o espaço usado por imagens colocadas em álbuns no OneDrive. (É cada ideia…). [Microsoft]