Bluesky levanta US$ 15 milhões em rodada liderada pela Blockchain Capital

O Bluesky tem sido a plataforma mais beneficiada com o expurgo da cracolândia digital (o X, antigo Twitter) promovido pelo próprio dono, Elon Musk. Nesta quinta (24), a startup chegou à marca de 13 milhões de usuários. / bsky.social (em inglês)

A equipe aproveitou a oportunidade para anunciar uma rodada de investimento série A, de US$ 15 milhões, liderada pela Blockchain Capital.

Prevendo reações negativas do público, o texto esclarece que:

Isso [a entrada da Blockchain Capital] não muda o fato de que o aplicativo Bluesky e o Protocolo AT não usam blockchains ou criptomoedas, e que não vamos “hiperfinanciarizar” a experiência social (por meio de tokens, trading de cripto, NFTs, etc).

No mesmo parágrafo é anunciada a entrada de Kinjal Shah, sócio da Blockchain Capital, no conselho administrativo do Bluesky.

Do outro lado do balcão, no site da Blockchain Capital, a conversa é um pouco diferente. / blockchaincapital.com (em inglês)

O texto, assinado por Kinjal, já começa informando que “investimos em blockchain desde 2012”. Embora ele não diga que pretende enfiar a tecnologia no Bluesky, há alguns trechos capazes de levantar sobrancelhas no céu azul:

O Bluesky é o principal aplicativo construído em cima do protocolo AT, que qualquer desenvolvedor pode acessar. É interoperável com protocolos de internet existentes e sistemas baseados em blockchain, abrindo as portas para uma experiência social mais conectada e menos isolada. […] E a melhor parte de tudo isso? Ao construir em cima do protocolo AT, esses desenvolvedores têm acesso aos 13 milhões de usuários da Bluesky em todo o mundo.

Há uma tensão evidente entre os comunicados à imprensa do Bluesky e da Blockchain Capital. Lamento dizer aos refugiados do Twitter que escolheram o Bluesky para abrigarem-se, mas isso não tem como dar certo. (E, talvez, apenas talvez, Jack Dorsey tenha razão em seu desencanto com o Bluesky…?)

Em outro canto da internet, Eugen Rochko, fundador do Mastodon:

O Mastodon é financiado por pessoas em vez de capital de risco [VC], não porque desconhecemos a existência do capital de risco, não porque não temos contas para pagar e não porque o capital de risco não esteja disposto a dar dinheiro a novas plataformas sociais. Os VCs não querem um negócio sustentável, eles querem uma grande saída. Toda empresa com financiada por VCs entra em uma contagem regressiva para entregar resultados ou morrer. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

A Aliança FIDO está trabalhando em uma especificação para padronizar a transferência chaves-senhas (passkeys) entre apps/plataformas. No anúncio, revelou que 12 bilhões de contas digitais já podem ser acessadas por elas. / fidoalliance.org (em inglês)

O Bluesky ganhou mais de 1,2 milhão de novos usuários em dois dias após o X de Elon Musk avisar que o bloqueio não impedirá mais alguém de ver as postagens de perfis públicos e alterar os termos de uso na maciota para treinar inteligências artificiais com o conteúdo da plataforma. É como alguém disse por lá: o Bluesky é engraçado porque é a única plataforma cujo crescimento está condicionado ao ódio coletivo contra uma pessoa. / @bsky.app/Bluesky (em inglês)

O mercado de tecnologia empurra soluções capengas e baratas como substitutas às reais. Por que, por exemplo, falar com um ser humano no atendimento de empresas se robôs podem fazer o mesmo serviço custando menos, ainda que sejam piores?

A IA segue a mesma lógica.

Na quinta (10), tempestades solares “baixaram” a aurora boreal, trazendo o show de luzes natural a regiões onde ele não costuma ser visto. / g1.globo.com

No Threads, o perfil da Meta sugeriu, a quem perdeu o espetáculo, que “fizesse o seu próprio com [imagens artificiais d]a Meta AI”. O texto é acompanhado por algumas feitas pela IA. Um dos posts mais deprimentes da história dos posts ruins de marcas (todos) em redes sociais. / @meta@threads.net

Soube que Denise Tremura, a @detremura do Twitter, concorreu a uma vaga de vereadora em São José do Rio Preto (SP) no pleito do último domingo (6). / @jupa.bsky.social/Bluesky

Fazia muito tempo que não ouvia falar dela. Em meados da década passada, @detremura dominava os trending topics do Twitter com mobilizações do tipo “sdv” (segue de volta). Escrevi uma matéria a respeito em 2016.

Com apenas 173 votos, Denise fracassou em sua tentativa de ingressar na política. Talvez em 2028?

Alguém descobriu que o LinkedIn usa o conteúdo publicado na plataforma para treinar inteligências artificiais generativas. Tem um botão enterrado nas configurações que, promete o LinkedIn, bloqueia o seu conteúdo de ser usado para esse fim. Siga por aqui para acessá-lo.

Não sei se esse botão é novo, só sei que o uso de conteúdo para treinamento de IA não é de agora. Em março, publiquei no próprio LinkedIn:

Não que seja surpreendente, mas desanimei em saber que o LinkedIn está usando tudo que escrevo aqui para treinar IA. Coisa chata, parece que agora tem alguém bisbilhotando tudo, o tempo todo e em todo lugar.

Talvez o melhor a se fazer seja parar de escrever no LinkedIn.

Curtas

Notícias e curiosidades que me chamaram a atenção durante a semana.

Começou na segunda (9), nos EUA, o segundo julgamento contra o Google por práticas monopolistas, desta vez no negócio de publicidade digital. No anterior, por monopólio do mercado de buscas online, o Google perdeu. / oglobo.globo.com

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O melhor anúncio do evento do iPhone 16 não foi um novo produto, mas sim a conversão dos AirPods Pro 2 em um aparelho auditivo. Foi um feito tanto técnico quanto político: governos eleitos que bateram de frente com um cartel que cobrava caro por dispositivos especializados e era blindado pela agência reguladora estadunidense do setor. Matt Stoller contou esta história em sua newsletter. / thebignewsletter.com (em inglês)

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A história do Flappy Bird foi uma bela (e curta) tragédia que, como toda propriedade intelectual nesses tempos esquisitos em que vivemos, não pôde ser deixada em paz. Dez anos após sumir da App Store, o jogo será relançado em 2025 maior e mais complexo. / 9to5mac.com (em inglês)

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O povo do Linux Mint vai dar um trato no tema padrão do Cinnamon, o ambiente gráfico feito por eles. Como o Mint usa um tema próprio, diferente, o padrão do Cinnamon acabou meio esquecido e, apesar disso, é usado por outras distros sem modificações. (Facilitaria se trabalhassem em um só, não?) / omgubuntu.co.uk (em inglês)

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A lista de alternativas ao Twitter fracassadas aumentou com o aviso de que o Cohost fechará as portas em breve. O serviço se junta ao Post.News e ao T2/Pebble — em comum, todos eram fechados/proprietários. / cohost.org (em inglês)

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O Mastodon liberou geral a vinculação do autor de posts aos cartões de links espalhados na plataforma. (Antes, um domínio precisava da bênção dos desenvolvedores.) Por ora, o recurso está limitado às versões de testes do Mastodon 4.3, que já roda na .social. Veja um exemplo: é aquele “Mais de Rodrigo Ghedin” ali. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

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A Meta liberou uma URL fixa para mandar aos teimosos, que insistem em usar o Threads em vez do Mastodon, quando pedirmos a eles para habilitarem a federação (leia-se: compatibilidade com o fediverso/Mastodon/etc.). Anote aí: https://www.threads.net/settings/account/fediverse. Espalhe! / techcrunch.com (em inglês)

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A Sony anunciou o PlayStation 5 Pro, com preço sugerido (lá fora) de US$ 699. Juro que tentei, mas é difícil encontrar as diferenças para o PS5 convencional nos vídeos comparativos. Nenhuma palavra sobre Brasil, por enquanto. / blog.playstation.com (em inglês)

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A OpenAI lançou um novo LLM, chamado o1, o primeiro capaz de “raciocinar” usando uma “cadeia de pensamentos”. O anúncio coincide com a notícia de que Sam Altman está tentando levantar +US$ 6,5 bilhões, o que, tenho absoluta certeza, é uma mera coincidência. / openai.com, pivot-to-ai.com (ambos em inglês)

FadCam faz vídeos com discrição no Android

A maioria das pessoas usa o aplicativo de câmera nativo do sistema do celular. Há situações, porém, em que algo como o FadCam vem bem a calhar.

O FadCam faz vídeos em segundo plano, até mesmo com a tela do celular desligada. Há diversas opções para personalizar a gravação: resolução, marcas d’água dinâmicas e geolocalização, por exemplo.

Com a tela ligada, o app exibe informações úteis, incluindo o tempo restante de gravação de acordo com a memória disponível.

O desenvolvedor está ciente dos usos questionáveis que uma ferramenta do tipo possibilita, e avisa: “Este app se destina apenas para usos éticos, como segurança pessoal, monitoramento ou a gravação de eventos importantes de maneira privada e discreta.”

O FadCam é um aplicativo para Android, gratuito e de código aberto, que *não* está na Play Store do Google. Baixe-o na F-Droid ou direto do repositório do projeto, no GitHub.

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Novidades e atualizações

[Web] Audon é uma espécie de Twitter Spaces do fediverso: autentique-se com sua conta do Mastodon ou Pleroma e entre em uma das salas para conversar por voz. / audon.space

[Android, iOS, Web] O Bluesky ganhou vídeos na versão 1.91. O processo de twitterização está completo. (Li dia desses alguém chamá-lo de “Bluitter” e ri.) / @bsky.app/Bluesky

[iOS] Doppi 5.1, meu tocador de *.mp3 favorito, ganhou um recurso para compartilhar coleções de músicas entre dispositivos próximos. / apps.apple.com

[macOS] O macOS precisa de um app como o MediaMate para livrar a pessoa que o usa de componentes visuais de alteração de volume e brilho que ocupam o pior lugar possível da tela. / wouter01.github.io

[Android] mpvKt é uma implementação bonitona do mpv, o player em linha de comando popular no Linux. / f-droid.org

[Android, iOS] O Plex está testando um aplicativo dedicado a fotos. / forums.plex.tv (em inglês)

[Linux, macOS, Windows] O VirtualBox 7.1 ganhou uma repaginada no visual (leve, mas atualizada para o Qt 6) e suporte aos chips ARM da Apple (M1, M2 etc.). / virtualbox.org (em inglês)

Redes sociais, celulares e “a geração ansiosa”

Sucesso de vendas nos Estados Unidos e no Brasil1, A geração ansiosa, livro do psicólogo e professor da Universidade de Nova York, Jonathan Haidt, alega ter provas de que celulares modernos (“smartphones”) e redes sociais são responsáveis por “reconfigurar” o cérebro e destruir a saúde mental de crianças e adolescentes.

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Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Segunda, 26/8

O Google iniciará, na próxima segunda (2/9), a construção de um centro de engenharia em São Paulo, dentro da Cidade Universitária da USP. A previsão é de que a obra fique pronta em 2026. / folha.uol.com.br

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Terça, 27/8

A Anatel espera implementar, ainda este ano, o programa “Origem Verificada”, que identificará “chamadores frequentes”, como bancos e operadoras, em ligações ao celular do consumidor. São dois objetivos: reduzir o incômodo e os golpes. / oglobo.globo.com

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Quarta, 28/8

Após ser preso no último sábado (24) ao desembarcar de seu avião na França, Pavel Durov, CEO do Telegram, foi solto após pagar fiança com a condição de não deixar o país, que o acusa de não colaborar com investigações criminais. / g1.globo.com

A Automattic anunciou a intenção de migrar mais de meio bilhão de blogs do Tumblr para a infraestutura do WordPress. Segundo a empresa, será “uma das maiores migrações técnicas da história da internet”. Sem prazo para conclusão. / automattic.com (em inglês)

O Bluesky liberou uma rodada de recursos “anti-tóxicos” aos usuários. Tem várias coisas legais, como remover o post de outro que o cita (“quoted”). / bsky.social (em inglês)

A Meta continua liberando, a conta gotas, a integração do Threads ao fediverso. Desta vez, respostas a posts de outros usuários vindas do fediverso passaram a ser visíveis a todos. / techcrunch.com (em inglês)

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Quinta, 29/8

Trabalhadores do Serpro entraram em greve nesta semana. Eles pedem reajuste salarial. / convergenciadigital.com.br

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Sexta, 30/8

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou bloquear o acesso ao X (antigo Twitter) no Brasil após o empresário Elon Musk descumprir a determinação de indicar um representante legal no país. / g1.globo.com

A ANPD liberou a Meta para coletar dados dos usuários brasileiros para treinar IA, após a empresa adequar sua conduta, com mais transparência e uma maneira facilitada aos usuários de negar esse uso de seus dados. / gov.br

Cadê você?

Novas ondas da tecnologia de consumo geram novos hábitos, alguns deles estranhos. Quando a internet móvel em celulares se popularizou, por exemplo, muita gente achou divertido dizer ao mundo por onde passava em aplicativos como o Foursquare.

Embora os motivos para alguém não fazer isso sejam vários e óbvios e o Foursquare seja apenas uma sombra do que foi naqueles anos malucos, uma variação da prática continua muito viva e, para alguns, embrenhada no cotidiano.

Na newsletter de tecnologia da Bloomberg, Ellen Huet comentou a transformação do aplicativo Buscar, da Apple, em uma espécie de mini-rede social baseada em geolocalização.

Existem bons motivos para dividir com alguém a sua localização precisa e em tempo real, como combinamos de nos encontrarmos com alguém. O uso inicial era esse, explica Ellen, mas, hoje, ela diz que o compartilhamento “se transformou em um sinal de intimidade digital e confiança”. Para os mais novos, é ainda pior:

O hábito digital também se tornou mais popular entre as gerações mais jovens. Alguns na geração Z veem isso como um rito de amizade ou um marco indicando proximidade.

O Snapchat tem um recurso tão popular quanto o Buscar da Apple — ao menos nos Estados Unidos. A Meta, que oferece o mapa no WhatsApp, vem testando o recurso no Instagram, com uma abordagem menos utilitária, mais parecida com a do Snapchat.

Um pouco influenciado pela leitura (em andamento) de A geração ansiosa, em que Jonathan Haidt explica a fixação dos jovens pelo celular, em parte, pelo que chama de “segurismo”, um eufemismo bobo dele para a superproteção dos adultos, me peguei pensando se esse Big Brother com os amigos em um mapa digital não é mais um sintoma da solidão crônica que todos, independentemente da idade, enfrentamos nesses áridos anos 2020.

Números enormes

Números que ajudam a colocar em perspectiva o tamanho do setor de tecnologia — em vários sentidos.

De acordo com a Nielsen, o Brasil tem 10,4 milhões de influenciadores digitais. Para a consultoria, qualquer perfil com mais de mil seguidores é considerado influenciador. Esses números podem variar muito. Em 2022, a Adobe estimou esse número em 20,1 milhões — considerando quem tinha +5 mil seguidores e ganhava algum dinheiro com posts em redes sociais. / uol.com.br, news.adobe.com (em inglês)

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Pela primeira vez em 12 anos (!), o Medium fechou um mês no azul. Com mais de um milhão de assinantes pagantes (a empresa não revelou os números exatos), o TechCrunch fez as contas e estimou o faturamento anual em US$ 50–60 milhões. / techcrunch.com

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De acordo com o Banco Central, entre janeiro e maio deste ano os brasileiros mandaram US$ 7,3  bilhões em criptomoedas para o exterior — o mesmo valor gasto por brasileiros em viagens a turismo para fora do país. / investnews.com.br

A infernal vida em que todos precisam ser “influencers”

por Guilherme Felitti

Não é sempre, mas uma gota sozinha pode transbordar um balde. Abre aspas para a BBC Brasil:

Corre em livros de História a seguinte anedota sobre o então imperador Dom Pedro II: ao chegar ao baile que veio a ser o último do seu reinado e da monarquia, no dia 9 de novembro de 1889, tropeçou ao entrar no salão. Ao se reerguer, disse, brincando: “A monarquia tropeça, mas não cai.”

Se verdadeira, a piada carregava uma ironia que Dom Pedro II só conheceria mais tarde. A festa derrubou, de fato, a monarquia seis dias depois, em 15 de novembro de 1889.

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Notícias da semana

Curadoria das principais notícias de tecnologia da semana.

Segunda, 29/7

A Apple liberou a Apple Intelligence, seu conjunto de ferramentas de IA, nas versões de testes do iOS 18.1 e macOS 15.1. Deve chegar em outubro, mas só para quem usa o sistema em inglês. / 9to5mac.com (em inglês)

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Terça, 30/7

Foi disponibilizado o primeiro Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, com previsão de investimentos de R$ 23 bilhões até 2028. O texto prevê um supercomputador e um LLM brasileiro. / agenciabrasil.ebc.com.br

O Google começou a integrar o Pix em sua carteira digital, via parcerias com C6 e PicPay. A disponibilização será gradual. / mobiletime.com.br

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Quarta, 31/7

A Senacon publicou uma nota técnica com quase 100 exigências para plataformas sociais relacionadas à transparência da publicidade que veiculam. Elas têm até dezembro para se adequarem. / nucleo.jor.br

A Bending Spoons, empresa italiana que adquiriu o Evernote uns anos atrás, abriu a carteira outra vez e comprou o WeTransfer. O valor do negócio não foi divulgado. / techcrunch.com (em inglês)

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Quinta, 1º/8

A Intel vai demitir 15 mil funcionários como parte de um plano de corte de custos. / g1.globo.com

A Anthropic lançou o Claude, seu assistente de IA, no Brasil. A assinatura custa R$ 110/mês. / anthropic.com (em inglês)

A última rede social “good vibes”

Tenho a teoria de que o destino de toda rede social é se afundar em tretas. O que não deveria ser surpresa quando juntamos milhões de pessoas no mesmo ambiente e as estimulamos a opinarem sobre tudo.

O Posts.cv é a exceção que confirma a regra. Despretensiosa, com foco em design, arte digital e carreira e uma curadoria humana, os posts mais polêmicos que vi nos meses em que frequento o local são de gente frustrada com empresas que não retornam entrevistas de emprego. Mesmo esses são raros e o tom deles, ameno.

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Tirinha em preto e branco. Homem sentado à mesa, com um notebook, e a frase “Trocou sua foto de perfil e esperou pelos likes”.

Tirinha do Gabriel Pardal publicada no livro Canibal Vegetariano.