Facebook encerrará seu metaverso na realidade virtual, o “Horizon Worlds”

por David Gerard

A Meta, antigo Facebook, está obcecada com IA e gastando o máximo de dinheiro que pode nisso.

Antes ela tinha outra obsessão, o metaverso! Realidade virtual! Mark Zuckerberg amava tanto o metaverso que chegou a mudar o nome do Facebook para Meta.

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Rede de robôs de IA Facebook compra rede de robôs de IA Moltbook

por David Gerard

Existe uma rede social. Digo, ela se considera uma rede social. É cheia de agentes de IA. Eles ficam o dia todo postando lero-lero uns para os outros. Algumas das contas são humanas, aparentemente? Mas é basicamente um grande circulador de lero-lero.

Essa rede se chama Facebook, e ela acabou de comprar a Moltbook.

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Voltei a usar o Instagram (bastidores). Notei que os anúncios nos stories raramente são de comércios locais. Para mim, tem aparecido apenas golpes, digo, serviços de IA e golpes, digo, serviços para homens básicos (calvície, atividades físicas etc.). Fico na dúvida: o algoritmo não me entende (o que é ótimo) ou o Instagram virou um roteador de golpes e picaretagens pagas?

A diretora de alinhamento de IA da Meta se deixa levar pelo OpenClaw

por David Gerard

Summer Yue é a diretora de alinhamento de IA na Meta. Ela se juntou à empresa quando a Meta comprou 49% da Scale AI e trouxe qualquer pessoa da Scale que valesse a pena contratar.

“Alinhamento de IA” é um ótimo termo para colocar em um título. Foi inventado pelos doidinhos apocalípticos da IA de Eliezer Yudkowsky. Significa um robô realmente inteligente que é controlável o bastante para que possamos usá-lo como nosso escravo.

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Este app emite um alerta quando detecta os óculos com câmera da Meta perto de você

Com o sucesso dos óculos com câmera da Meta, criou-se o risco de ser gravado sem consentimento nem conhecimento e acabar exposto em um vídeo tosco no TikTok ou Instagram. A piauí tem uma boa reportagem do assunto, assinada por Victor Calcagno.

As empresas fabricantes alegam que um discreto pontinho luminoso na armação desses óculos indica quando eles estão filmando. Nem sempre é fácil perceber a luz e, de qualquer forma, é trivial desabilitá-la.

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A nova versão do Nova Launcher, popular “launcher” para Android, trouxe uma novidade indesejada: rastreadores de publicidade de Meta e Google. No Exodus, plataforma de auditoria de apps sem fins lucrativos, dá para ver as mudanças da versão anterior (8.1.6) para a nova (8.2.4).

O Nova Launcher foi comprado pelos suecos da Instabridge alguns meses após o criador do launcher deixar a Branch, empresa que comprou o aplicativo em 2022 e fez a promessa de abrir seu código — o que nunca ocorreu. A Instabridge confirmou que está testando a inserção de publicidade no Nova Launcher e que não exibirá anúncios para quem tem o Nova Prime (versão paga).

É possível viver sem WhatsApp no Brasil?

Vamos direto ao assunto: viver sem Instagram, Facebook e Threads (risos) é fácil. Os únicos contratempos que me ocorrem são a privação dos rolos no marketplace do Facebook e o apagão de informações de restaurantes, cafés e clínicas que insistem em reduzir a presença no digital ao Instagram. Inconveniente, mas contornável.

No Brasil, o “chefão” de quem decide se livrar da Meta é o WhatsApp. E como não seria? Algumas pesquisas de hábitos no celular apontam que até 99,1% dos brasileiros maiores de 16 anos usam o app de mensagens. Por aqui, ele é onipresente; o meio de comunicação padrão de muita gente e empresas.

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Tentei criar um bot no WhatsApp. A Meta me baniu antes que ele saísse do papel

por Alessandro Feitosa Jr

Parte da jornada de aprendizado da maioria das pessoas que começam a meter a mão em código é tentar criar projetos que, com sorte, possam virar algo útil para si e para os outros. Em maio, quis entender melhor a API do WhatsApp. Configurei meu ambiente local, loguei na plataforma de desenvolvimento da Meta e comecei a mexer aqui e ali.

Peguei um número de testes que a própria plataforma ofereceu, mandei um “Hello World” e testei alguns comandos básicos da arquitetura que estava desenhando. Poucas semanas depois, precisei deixar o projeto de lado.

Ao tentar retomar essa ideia há algumas semanas, me assustei com a mensagem na página de desenvolvedor da Meta:

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Facebook e Instagram são paraísos para golpistas, revelam documentos internos da Meta

A Reuters jogou luz no lucrativo negócio da Meta baseado na venda de anúncios fraudulentos em suas plataformas — Facebook e Instagram. Documentos internos da empresa obtidos pela agência de notícias mostram que 10,1% da receita da Meta em 2024, ou US$ 16 bilhões, veio de anúncios fraudulentos, de golpes digitais.

Um documento de dezembro de 2024 mostra que a Meta veicula em média 15 bilhões de anúncios fraudulentos por dia. Eles se somam a 22 bilhões de conteúdos suspeitos “orgânicos”, aqueles sem impulsionamento/pagamento, que vão de perfis hackeados oferecendo esquemas de criptomoeda à promessa de curas milagrosas em grupos, passando por anúncios falsos no Facebook Marketplace.

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“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil

RCS é o “SMS 2.0”, um sistema de mensagens com recursos avançados/modernos e atrelado às operadoras em vez da propriedade de uma empresa. O Android é compatível com o RCS há vários anos; a Apple, por pressão de órgãos reguladores mundo afora, só adotou o formato em 2024 e a conta-gotas, dependendo da boa vontade das operadoras de cada país.

Tudo indica que o iOS 26, que deve ser lançado em setembro ou outubro, liberará o RCS para o iPhone no Brasil. Pode ser uma janela de oportunidade.

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Revisitando o Facebook

Em março deste ano, num raro momento de sobriedade da droga “inteligência artificial”, um reformulado Mark Zuckerberg — correntona de ouro no pescoço, cabeleira rebelde — prometeu que o Facebook, ou uma parte dele, voltaria a tempos mais simples, quando a rede social era… bem, uma rede social. Uma época inocente, em que o próprio parecia um boneco de cera e não um dublê de rapper.

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Uma abordagem menos afetuosa da tecnologia

É quase impossível escapar do WhatsApp e muito difícil livrar-se do Instagram. Para muitos, é também indesejável. Amigos, parentes, pessoas queridas e toda a presença de muitos comércios só estão disponíveis em um ou outro (ou em ambos).

Em 2022, quando escrevi a respeito da “abordagem mais afetuosa” com a tecnologia, havia pouco tempo voltara a usar essas e outras plataformas comerciais. Baixei as defesas numa tentativa de estar mais presente, de participar mais.

O problema com empresas como a Meta é que toda concessão do nosso lado é explorada ao máximo.

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Este botão desativa o Meta AI e aumenta a privacidade em conversas no WhatsApp

Lembra quando o WhatsApp era só um aplicativo de mensagens levinho? Saudades. Hoje há tantas funções, tantos anúncios de novidades que, às vezes, algumas úteis passam batidas.

Por acaso, dia desses topei com a “Proteção avançada da conversa”, disponível nas opções de grupos e de conversas individuais. Foi lançada em abril deste ano.

Ao ser ativada, três coisas acontecem:

  • Desabilita a exportação da conversa. Isso dificulta o repasse das mensagens para terceiros e o processamento delas por IAs externas, como o klinsmann ensinou no Órbita.
  • Desabilita o download automático de mídias.
  • Por fim, desabilita o acesso à Meta AI, a irritante IA da Meta que, por padrão, pode ser invocada digitando @meta em uma conversa.

Infelizmente (mas não surpreende), não existe um botão geral para ativar a proteção avançada em todas as conversas; só dentro da opções de cada conversa.

Diante da impossibilidade de usar um aplicativo melhor, como o Signal, é uma boa opção para ativar quando assuntos sensíveis estão sendo debatidos.

Entre a Meta anunciando que sua IA, Meta AI, atingiu 1 bilhão de usuários e o Google que os AI Overviews são usados por 1,5 bilhão, fico curioso em saber quantas dessas pessoas fazem o uso intencional do recurso, ou que preferem-no àqueles que a IA substitui.

Os AI Overviews aparecem no topo das buscas, sem opção de desligamento. O Meta AI suspeito que muita gente aciona sem querer ao tocar naquele botão horrível no WhatsApp, nos resultados da pesquisa dos três apps ou ao tentar marcar uma pessoa em um grupo digitando uma arroba.

Muito fácil chegar a números enormes quando já se tem uma plataforma gigante. Acho que isso nem entra na discussão. A questão é alardeá-los como tais números fossem conquistados, e não impostos.

O julgamento que pode separar Instagram e WhatsApp da Meta

Os julgamentos de casos antitruste nos tribunais estadunidenses talvez sejam a maior contribuição do país à humanidade depois dos ovos beneditinos e da Hollywood dos anos dourados.

Nesta segunda (14), teve início um dos mais aguardados dos últimos tempos, em que a Federal Trade Commission (FTC, espécie de Cade dos EUA) acusa a Meta de monopolizar o mercado de redes sociais pessoais, barrando concorrentes em potencial com as aquisições bilionárias de Instagram e WhatsApp. Um dos possíveis “remédios” é o desmembramento da empresa, restabelecendo Instagram e WhatsApp como alternativas independentes e rivais do Facebook.

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