WWDC 26: Melhorias no Liquid Glass e recursos de IA que não me interessam

A abertura da WWDC 26 (vídeo), evento anual da Apple para desenvolvedores e palco de apresentação das atualizações dos sistemas operacionais da casa, foi a mais curta em muito tempo. Teve apenas 1h19min.

Achei isso ótimo. Do que vi, pouca coisa me chamou a atenção. O que também é ótimo. Assisti ao comercialzão da Apple com um sentimento oposto ao das duas edições anteriores.

Ao contrário do que faz todo ano, desta vez não vimos blocos dedicados a cada sistema (iOS, macOS, watchOS etc.). A divisão do exíguo tempo foi feita da seguinte maneira:

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Confirmando os rumores, o vindouro iOS 26.4 deverá trazer criptografia de ponta a ponta para mensagens trocadas entre iPhone e Android pelo padrão RCS. E não só: como esse recurso está vinculado a uma versão mais recente do RCS, a 3.0, outros muito bem-vindos deverão chegar também: edição e exclusão de mensagens enviadas, reações sem duplicar mensagens e respostas a mensagens específicas.

iOS 26 ainda patina para ganhar espaço entre usuários de iPhone  cultofmac.com

Ed Hardy encontrou um dado interessantíssimo nos números do StatCounter:

[…] Cerca de quatro meses após o lançamento [do iOS 26], em meados de setembro, apenas ~15% dos usuários de iPhone têm alguma versão do novo sistema instalada. Isso segundo dados de janeiro de 2026 da StatCounter. Em vez disso, a maioria dos usuários permanece em versões anteriores.

A título comparativo, em janeiro de 2025, cerca de 63% dos usuários de iPhone tinham alguma versão do iOS 18 instalada.

A curva de adoção do iOS 26 é atípica, e por uma larga margem. Anos anteriores (2023, 2022) entregaram números mais parecidos com os de 2024, do iOS 18.

Agradeço a todos os amigos que seguem firmes no iOS 18. Eu não resisti e atualizei o meu e, embora ache o Liquid Glass do iOS o menos pior entre todos os dispositivos com que tive contato, ainda assim é a versão mais esquisita desde que comecei a usar iPhone, há mais de uma década.

Espero que esses números acendam um alerta no departamento de design da Apple.

Atualização (17h10): É possível, embora não confirmado, que uma alteração no “user-agent” do Safari esteja causando distorções nos números do StatCounter. Outras fontes, porém, reforçam a suspeita de adoção mais lenta do iOS 26, mesmo que numa intensidade menor.

“Pix das mensagens”, ou um plano para destronar o WhatsApp no Brasil

RCS é o “SMS 2.0”, um sistema de mensagens com recursos avançados/modernos e atrelado às operadoras em vez da propriedade de uma empresa. O Android é compatível com o RCS há vários anos; a Apple, por pressão de órgãos reguladores mundo afora, só adotou o formato em 2024 e a conta-gotas, dependendo da boa vontade das operadoras de cada país.

Tudo indica que o iOS 26, que deve ser lançado em setembro ou outubro, liberará o RCS para o iPhone no Brasil. Pode ser uma janela de oportunidade.

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Uma olhada no iPhone 16e fabricado no Brasil

Estava na casa dos meus pais no feriado da Páscoa quando topei com um iPhone 16e. Pedi licença à dona para dar uma olhada mais de perto no sucessor espiritual do melhor iPhone. Que responsabilidade!

Apesar do novo nome e de fazer parte da família do “iPhone do ano”, o iPhone 16e é, para todos os efeitos práticos, um novo iPhone SE: um celular-Frankenstein, composto de partes de versões antigas (a base é o iPhone 14), algumas coisas do modelo mais recente (chip A18 e 8 GB de RAM) e recursos ausentes graças à Apple e suas táticas mesquinhas de upselling (antes era o modo noturno na câmera; agora, nada de MagSafe).

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Cadê o RCS para iPhone no Brasil?

O MacMagazine perguntou às operadoras que atuam no Brasil o estado do RCS no iPhone, o sucessor moderno do SMS. O recurso foi liberado no iOS 18, em setembro de 2024, mas ainda não está disponível aqui.

Claro e TIM estão se preparando para liberar o RCS; Algar não tem previsão; e Vivo não respondeu.

Talvez a Algar esteja certa e não valha o esforço mesmo. Na terra do WhatsApp, a pesquisa mais recente do Mobile Time/Opinion Box descobriu que apenas 7% dos brasileiros envia SMS todos os dias. O que é bem mais do que eu imaginava!

A Vivo, por sua vez, acabou com o SMS ilimitado em todos os planos. São 100 mensagens por mês e R$ 0,10 por mensagem adicional.

Acho que o RCS só interessa mesmo ao mercado corporativo, que poderá mandar spam com imagens de alta qualidade… O que é uma pena, ainda mais após o anúncio de que o padrão ganhará suporte à criptografia de ponta a ponta.

Desativar atualizações automáticas = maior duração da bateria?

Usar o iPhone SE, com sua bateria pequenininha e um monte de apps e o próprio iOS mais ineficientes a cada atualização, tornou-me um observador obsessivo, digo, atento ao consumo de energia do celular.

Encare esta observação com um pé atrás, pois absolutamente informal: sinto que desativar as atualizações automáticas do sistema e aplicativos, incluindo os avisos da disponibilidade de novos pacotes, estende um tanto a duração da carga. Em repouso, praticamente não observo gasto energético.

Isso, claro, se soma a outras medidas como limitar atualizações em segundo plano. E entendo o risco de abrir mão dos avisos e atualizações automáticas. Abrir a App Store uma ou duas vezes por mês para ter bateria nos momentos em que precisar vale o esforço. (Como se eu já não fizesse isso antes, com as atualizações automáticas ligadas; a quem eu quero enganar!?)

Pode ser efeito placebo ou outro fator em que não reparei.

O sucessor do querido iPhone SE, o recém-anunciado iPhone 16e, tem preço sugerido no Brasil começando em R$ 5,8 mil.

O novo celular da Apple junta a carcaça do iPhone 14, especificações do iPhone 16 e limitações da finada linha SE (a câmera solitária na parte de trás, ausência de MagSafe), além de marcar a estreia do modem “da casa”, o Apple C1, no lugar dos fornecidos pela Qualcomm.

IMG_0001

Câmeras digitais, incluindo as de celulares, nomeiam os arquivos das imagens seguindo um padrão simples, do tipo IMG_XXXX, onde XXXX é um número sequencial.

Entre 2009 e 2012, o iOS tinha um sistema nativo de envio de vídeos ao YouTube. Isso resultou em uma infinidade de vídeos sem edição de momentos mundanos salvos no serviço do Google. (É provável que muita gente nem tenha se dado conta dos envios.) / ben-mini.github.io (em inglês)

Inspirado no post acima, Riley Walz criou um robô que encontrou +5 milhões de vídeos do tipo e um site simples que permite vê-los aleatoriamente. Clique/toque no controle remoto para começar a sessão. / walzr.com

A ideia não é nova, mas sempre interessante de se revisitar. O projeto ao lado é de 2012 e ainda funciona. / astronaut.io (sem https mesmo)

O padrão do nome dos arquivos muda de câmera para câmera. No link ao lado tem uma lista de algumas marcas mais populares — no caso das fotos, o Flickr é um bom lugar para buscá-las por esses nomes de arquivos. / news.ycombinator.com