No site oficial da Novi, carteira digital da Meta, há um anúncio dizendo que o programa piloto, lançado nos Estados Unidos e na Guatemala, será encerrado em 1º de setembro.

O nome Novi foi anunciado em maio de 2020, substituindo o anterior (Calibra). Originalmente, a Novi trabalhava com a Libra/Diem, criptomoeda da Meta/Facebook que foi descontinuada em janeiro. Com o fim da criptomoeda própria, a Meta passou a atrelá-la a uma “stablecoin” (USDP). No meio do caminho, David Marcus, que liderava os esforços da Meta em criptomoedas, saiu da empresa.

O encerramento da Novi significa o fim, também e por ora, dos planos da Meta para criptomoedas, mas não para criptoativos. A empresa tem apostado forte em dar suporte a NFTs no Instagram e no Facebook. Via Bloomberg (em inglês).

A Meta, holding dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, deu um tempo no seu grande esforço de “homenagear” o TikTok em seus próprios aplicativos para copiar os recursos e o visual de outro app, o Discord.

A empresa anunciou uma reformulação dos grupos do Facebook. Na nova versão apresentada, eles ficam muito, mas muito parecidos com os servidores do Discord.

(A Meta escolheu um grupo de games para exemplificar o novo formato dos grupos e o roxo como cor de realce, a mesma cor principal do Discord. Com certeza é mera coincidência.)

Uma porta-voz da Meta disse ao site norte-americano The Verge que o Discord, digo, a nova experiência de grupos do Facebook será liberada aos usuários “nos próximos meses”. Via Meta, The Verge (ambos em inglês).

Um memorando da Meta assinado por Tom Alison, responsável pelo Facebook, e vazado pelo The Verge, revelou a próxima grande mudança prevista para o Facebook: mais conteúdo recomendado de perfis e páginas que o usuário não segue. Sem surpresa, a rede social original da empresa ficará mais parecida com o TikTok.

O que poderia dar errado?

Outra novidade, também inspirada no TikTok, é trazer de volta o Messenger para o aplicativo principal do Facebook. (Há oito anos, numa decisão controversa, a empresa separou as duas áreas em aplicativos distintos.)

Nem o memorando, nem Tom especificam quando as mudanças chegarão ao Facebook, mas a julgar pela urgência da Meta em transformar os aplicativos da casa numa tentativa desesperada de conter o avanço do TikTok, não deve demorar muito. Via The Verge (em inglês).

De acordo com duas agências de publicidade ouvidas pelo Insider, a Meta está desenvolvendo um formato de anúncio focado em privacidade para o Facebook. O trabalho ainda está em estágios iniciais.

Chamado internamente de “Anúncios básicos”, o novo formato não usaria o baú de dados pessoais que a Meta tem de seus usuários para determinar onde os anúncios são veiculados.

Motivo? Aliviar a pressão de reguladores (em especial na Europa) e da opinião pública e contornar as limitações impostas por recursos pró-privacidade, como a Transparência no Rastreamento em Apps (ATT, na sigla em inglês) do iOS 14.5, da Apple. Via Insider (em inglês).

Sheryl Sandberg, diretora de operações (COO) da Meta e braço direito de Mark Zuckerberg, anunciou sua saída da empresa nesta quarta (1º), após 14 anos de serviços prestados. Ela manterá seu assento no conselho de administração.

Sheryl profissionalizou o então Facebook e estruturou a máquina multibilionária de publicidade segmentada baseada na devassa de dados pessoais dos usuários. Nos últimos anos, absorveu muito da carga negativa decorrente dos sucessivos escândalos em que o Facebook/a Meta esteve envolvido, o que desgastou sua relação com Zuckerberg, como relatado pelas jornalistas Cecilia Kang e Sheera Frenkel no livro Uma verdade incômoda.

Sheryl e Zuckerberg publicaram textões trocando elogios em suas páginas no Facebook. O co-fundador e CEO da empresa, que abriu o seu afirmando ser “o fim de uma era”, disse ainda que “não planeja substituir o cargo de Sheryl na estrutura existente”. Ele não tem certeza de que ela seja substituível e de que, no atual estágio da empresa, “faz sentido que os grupos de produto e negócios sejam mais integrados”.

Apesar disso, Javier Olivan, diretor de crescimento, assumirá as funções de Sheryl durante a transição. Ela deve se desligar do cargo no segundo semestre. Via CNBC, @sheryl/Facebook, @zuck/Facebook (todos em inglês).

Um ano depois de anunciar recursos baseados em áudio ao vivo e suporte a podcasts, o Facebook vai desativá-los todos.

Você talvez não lembre ou sequer tenha notado, mas em abril de 2021, quando a febre do Clubhouse já havia esfriado e a Apple ensaiava uma reformulação do seu produto de podcasts em resposta ao crescimento do Spotify, o Facebook decidiu entrar na onda do áudio.

A Bloomberg descobriu que a Meta enviou um e-mail a parceiros avisando do encerramento das iniciativas, a saber:

  • Podcasts começarão a ser removidos a partir de 3 de junho.
  • Salas de conversa ao vivo serão integradas às lives, ou seja, será possível fazer lives apenas de áudio.
  • “Soundbites” será descontinuado.

Via O Globo.

Quatro prints de comunidades distintas no WhatsApp, com imagens e grupos diferentes em cada um.
Imagem: WhatsApp/Divulgação.

O WhatsApp oficializou nesta quinta (14) o recurso de Comunidade. Segundo a empresa, as comunidades “permitirão uma melhor organização de grupos separados sob um ‘guarda-chuva’ principal com uma estrutura que funcione para as pessoas”.

A maneira mais fácil de entender as Comunidades é como se fosse um “grupo de grupos”: numa mesma tela, grupos relacionados poderão ser reunidos e administrados pelas mesmas pessoas. (Veja a imagem acima.)

O WhatsApp honrará a promessa feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não lançará as comunidades no Brasil, nem na fase de testes, até o final de outubro deste ano.

O WhatsApp confirmou uma série de pequenas novidades que já vinham sendo testadas e que funcionarão independentemente das comunidades: reações, exclusão de posts pelos administradores de grupos, compartilhamento de arquivos de até 2 GB e chamadas de voz em grupos de até 32 pessoas. Via WhatsApp, @zuck/Facebook (em inglês).

A Meta (ex-Facebook) quer estar vendendo “dezenas de milhões” de óculos de realidade virtual até o fim da década, e os primeiros modelos comerciais desse ambicioso plano devem chegar ao mercado em 2024.

Os detalhes foram revelados pelo The Verge, que obteve o cronograma da empresa.

Mark Zuckerberg, co-fundador, CEO e manda-chuva da Meta, encara os óculos de realidade aumentada como um “novo momento iPhone” e está disposto a arriscar bilhões de dólares e o futuro da empresa neles.

“O ego de Zuck está interligado [aos óculos]”, disse uma fonte anônima à reportagem. Via The Verge (em inglês).

O Centro de Combate ao Ódio Digital (CCDH, na sigla em inglês) analisou mais de 8.700 mensagens diretas recebidas por mensagem direta (DM) no Instagram de cinco perfis de mulheres famosas, incluindo a atriz Amber Heard. Em mais de 90% das mensagens abusivas da amostragem, o Instagram falhou em atender às denúncias feitas pela CCDH.

O estudo concluiu que essas mulheres estão expostas a uma “epidemia de abusos misóginos”. O Instagram, via porta-voz da Meta, contestou as descobertas. Via Washington Post (em inglês).

A Meta revelou, em seu último relatório trimestral de transparência (PDF, em inglês), que desmantelou uma rede de “comportamento inautêntico coordenado” relacionada à desinformação ambiental comandada por dois militares. Foi a primeira focada no tema descoberta pela empresa, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.

A pedido da Meta, a rede foi analisada pela Graphika, uma empresa de monitoramento de redes sociais, que validou as descobertas.

A rede dos militares propagava informações falsas e destorcidas, com ataques a ONGs e ativistas do meio ambiente e elogios ao trabalho do governo federal no combate ao desmatamento. A estratégia lembra muito a adotada pelo iFood para sabotar a articulação dos entregadores por melhores condições de trabalho, revelada pela Agência Pública na última segunda (4).

A Meta não divulgou os nomes dos militares envolvidos. O Exército, em nota ao Estadão, disse que “não fomenta a desinformação por meio das mídias sociais” e que solicitou mais detalhes à Meta. Via Estadão.

A interoperabilidade para aplicativos de mensagens vem aí

Uma das determinações do Digital Markets Act (DMA), a nova lei europeia gestada com o objetivo de conter o poder da big tech e restabelecer a competitividade no setor, e que deve entrar em vigor no final de 2022, é a exigência de interoperabilidade entre aplicativos de mensagens das empresas enquadradas como “gatekeepers”, aquelas com valor de mercado superior a € 75 bilhões ou que tenham faturamento anual de € 7,5 bilhões ou mais na União Europeia.

(mais…)

O Washington Post descobriu que a Meta, que antes se chamava Facebook, pagou uma consultoria republicana para orquestrar uma campanha difamatória contra o TikTok nos Estados Unidos.

O jornal revisou e-mails trocados por funcionários da consultoria, a Targeted Victory, uma das mais poderosas e que tem o partido Republicano como um dos seus principais clientes.

Nas mensagens, funcionários bolavam abordagens para pintar o TikTok como uma ameaça às crianças norte-americanas e à sociedade e, ao mesmo tempo, insuflar um suposto risco do fato de ser um aplicativo de origem chinesa.

Em nenhum caso havia menção ao investimento feito pela Meta ou à empresa em si. Via Washington Post (em inglês).

Vez ou outra, o WhatsApp GB, uma variante pirata/alternativa do aplicativo oficial do WhatsApp para Android, volta ao noticiário pelo risco que ensejam de banimento temporário da conta do usuário. Via Núcleo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1.

O assunto não é novo. Pelo menos desde 2018 já havia alertas relacionados ao WhatsApp GB, ou GBWhatsApp. E, antes disso, de outros aplicativos similares, como WhatsApp Plus e WhatsApp Holo.

O WhatsApp GB oferece “super poderes”, como ver mensagens e status apagados pelos remetentes, e alguns recursos menos polêmicos, mas inexistentes no aplicativo oficial, como temas visuais diferentes.

O problema é que o WhatsApp/Meta proíbe o uso de aplicativos alternativos para acessar a rede do WhatsApp e ameaça com suspensão aqueles que se arriscam a usá-lo. Deve ser uma dor de cabeça tão frequente que o WhatsApp GB é citado nominalmente na documentação do aplicativo a respeito de banimentos temporários.

Além do risco no uso, a obtenção do WhatsApp GB também é perigosa. O aplicativo não está disponível na Play Store, ou seja, é preciso baixá-lo de sites desconhecidos. Numa dessas, a pessoa interessada pode dar o azar e instalar um aplicativo adulterado/malicioso no celular.

Por tudo isso, e por mais tentador que sejam os recursos exclusivos do WhatsApp GB e de outros aplicativos alternativos, fica o conselho: evite-os.

Estamos trabalhando para levar NFTs ao Instagram a curto prazo. Não estou pronto para anunciar o que será isso exatamente, mas nos próximos meses [teremos] o recurso de trazer alguns dos seus NFTs para dentro [do Instagram], e depois tornar possível gerar novos NFTs dentro daquele ambiente.

— Mark Zuckerberg, em painel no South by Southwest.

A ideia de trabalhar com NFTs, já ventilada em 2021 por outros executivos da Meta, conecta-se com o alardeado metaverso. Em outro momento da conversa, Zuckerberg explicou que roupinhas de avatares no metaverso da companhia poderão ser geradas e negociadas como NFTs. Via O Globo, Engadget (em inglês).

A Meta abriu uma exceção à diretriz das suas redes sociais que proíbem conteúdo de incitação à violência. Na Rússia e em alguns países do seu entorno, usuários do Facebook e do Instagram agora podem desejar a morte de invasores russos sem que o conteúdo seja vetado pela moderação.

A diretriz também abre espaço para posts que se refiram à morte dos presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Alexander Lukashenko (Belarus), aliado do Kremlin e conhecido como o último ditador da Europa.

O e-mail interno, revisado pela Reuters, que deu a notícia em primeira mão, diz que a permissão só se aplica ao exército russo e no contexto da invasão da Ucrânia: “A política de Discurso de Ódio continua proibindo ataques aos russos.” Em nota à Reuters, um porta-voz da Meta reforçou esse aspecto da nova orientação.

A embaixada da Rússia nos Estados Unidos condenou a nova diretriz da Meta e exigiu que o governo de Joe Biden interfira e pare o que chamou de “atividades extremistas” da empresa de redes sociais. Via Reuters (2) (em inglês).