IPO da SpaceX funciona como uma fraude de criptomoeda, porém com IA

por David Gerard

colaborou Amy Castor

Já vimos esse filme antes.

Antes da nossa guinada para IA, escrevemos sobre fraudes de criptomoedas. Uma oferta inicial de moedas criptográficas (ou “criptos”) começa com um white paper cheio de baboseiras impossíveis. Ninguém se importa porque toda a proposta de valor é “número que sobe”.

A cripto é lançada, o preço dispara e os insiders fazem uma puxada de tapete (“rug pull”), despejando suas participações nos otários e derrubando o preço, depois sumindo com o dinheiro. Os investidores iludidos terminam segurando a batata quente.

A SpaceX está fazendo uma fraude estilo criptos, mas no mercado de ações real. O documento S-1 é o white paper. O IPO, marcado para meados de junho, é a puxada de tapete.

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Cobrança de tokens no GitHub Copilot aumentará custos em até 150 vezes

por David Gerard

Há anos sabemos que os fornecedores de chatbots de IA operam com grandes perdas. A OpenAI gastava US$ 2,35 para cada US$ 1 de receita em 2024, e só piorou desde então. A Anthropic continua aumentando seus preços. Sabíamos que um dia os preços subiriam bastante.

Mencionamos em abril como a Microsoft estava migrando todos os clientes do GitHub Copilot para a cobrança por uso.

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Anomalia nos gráficos de consumo de dados do Vivo Easy foi corrigida; empresa alega “incidente”

A Vivo deu um retorno daquele problema com assinantes do Vivo Easy legado, em que o aplicativo da operadora mostrava um consumo de dados excessivo nos gráficos detalhados.

Tive notícia, primeiro, do atendimento da Vivo via WhatsApp, no dia 29 de abril. A pessoa atendente me disse ter recebido o retorno da área que fez a análise:

Foi identificado um incidente na tela de demonstração de tráfego do cliente no app Vivo Easy, que afetava a visibilidade correta do tráfego realizado, porém sem impacto no efetivo consumo da franquia de dados do cliente. O ajuste técnico foi realizado em 12/04 e, a partir desta data, a visualização do tráfego no app está regularizada.

Dois dias depois, atendendo a novo pedido meu por posicionamento da Vivo, a assessoria enviou a mesma resposta.

No atendimento, perguntei se havia detalhes desse “incidente”. Negativo. A área de atendimento não tem detalhes, só faz a demanda à responsável. Fiz o mesmo questionamento à assessoria e não recebi retorno.

Questionei também ao atendimento ao cliente se os gráficos dos meses anteriores seriam corrigidos. Fui informado de que “os dados retroativos dos gráficos não serão corrigidos” e que “não houve impacto no saldo de dados”.

A correção em si estaria disponível no próximo ciclo, o que deduzi (e depois confirmaram) tratar-se dos novos planos Easy Lite, com assinatura anual no cartão de crédito.

O meu plano é um legado, em que não há ciclos ou assinaturas; compra-se dados e eles são usados até o final, sem prazo de expiração. No meu aplicativo do Vivo Easy, os picos diários anormais cessaram a partir de 17 de abril. O maior gasto foi em 13 de maio, de 78 MB, que atribuo-o a aplicativos de caronas, como 99 e Uber. (Como são gastões, não?) Em outras palavras, parece ter sido normalizado.

Limites de uso do Claude Code: A Anthropic aperta os clientes

por David Gerard

A Anthropic — slogan: “somos vice porque pregamos o apocalipse da IA com mais força” — tem um ótimo negócio. Todo programador ruim e aspirante a programador ruim ama o Claude Code, seu amontoado de lixo vibe-codado favorito! A receita da Anthropic está nas alturas!

Exceto pelo pequeno detalhe de que a Anthropic vende o Claude Code com um prejuízo enorme. A Anthropic gasta de US$ 8 a US$ 13,50 para cada dólar que entra.

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Cadê os meus dados, Vivo?

Ainda uso o plano legado do Vivo Easy, aquele em que compra-se dados avulsos que nunca expiram. (Em 2025, a Vivo transformou o Easy em uma assinatura anual, para a tristeza da nação.) Tenho pouco mais de 100 GB acumulados, o que deve durar alguns bons anos antes de eu ter de me preocupar com outro plano.

Ou talvez dure menos…? Em fevereiro, alguns leitores no grupo de assinantes do Manual, também clientes do Vivo Easy antigo, notaram um possível gasto acelerado de dados, incompatível com o padrão de uso.

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Protege+ do BC / Galaxy Z TriFold / A tela LCD que parece a do Kindle

Neste podcast, eu comento dois ou três links selecionados da curadoria diária que faço no Manual do Usuário. Recomendo que você dê uma olhada no arquivo de links para descobrir mais links. É bem legal!

Protege+ do Banco Central, 1:01

BC Protege+: Banco Central lança serviço contra fraudes na abertura de contas, Banco Central.

Meu BC.

Galaxy Z TriFold, 3:23

Apresentando o Galaxy Z TriFold (vídeo).

A tela LCD que parece a do Kindle, 4:38

TCL Tab NXTPAPER 11 Gen 2 chega ao Brasil com tela que agrada fãs de Kindle TudoCelular.

Conversa no Órbita.

A era do vender-se em dobro

Mudanças comportamentais têm acontecido num ritmo tão veloz que padrões e premissas que eram comuns há uma ou duas décadas me escapam completamente. O artigo do W. David Marx me recordou de um deles: a aversão ao mainstream, ou a não ser um “vendido”.

Nas últimas três décadas, a cultura da juventude passou de um profundo ceticismo em relação ao comércio para uma defesa fervorosa do anti-anti-comércio, culminando em uma geração inteira de “criativos” que aproveitam o mercado comercial para… se envolver em ainda mais comércio.

Em qual momento virar vendedor no Instagram (leia-se: influencer) virou meta de vida, sonho de criança? Ou trabalhar na Globo e vestir a camisa com orgulho, ao melhor estilo Marcos Mion? Estaríamos traindo o movimento punk, véi? (Eu não lembrava do nível de insanidade desse vídeo. E, meu deus, “há 18 anos”…) Quando foi que o consumo totalizante de cultura enlatada, produzida em escala industrial (as “franquias”), sitiou o imaginário das massas?

Voltando ao artigo:

O tabu do século XX contra “vender-se” era, em sua essência, uma norma comunitária que recompensava jovens artistas que se concentravam na arte e punia aqueles que apropriavam a arte e a subcultura para o lucro vazio. Agora, a cultura é mais exemplificada por pessoas cujo objetivo parece ser o lucro vazio.

Hipóteses?

Depois de subir o preço do Google Workspace, chegou a vez do Google One, a assinatura para pessoas físicas que concede mais espaço na nuvem e alguns recursos exclusivos. Os reajustes variam entre 25% e 28,2% e, ao contrário do Workspace, não trazem o Gemini. (Só o plano AI Premium, que mantém o mesmo preço.)

O plano Lite (R$ 4,50/mês por 30 GB de espaço, sem recursos adicionais), lançado no final de 2024, não aumentou.

Via Tecnoblog.

O sucessor do querido iPhone SE, o recém-anunciado iPhone 16e, tem preço sugerido no Brasil começando em R$ 5,8 mil.

O novo celular da Apple junta a carcaça do iPhone 14, especificações do iPhone 16 e limitações da finada linha SE (a câmera solitária na parte de trás, ausência de MagSafe), além de marcar a estreia do modem “da casa”, o Apple C1, no lugar dos fornecidos pela Qualcomm.