Crie um atalho no iPhone para registrar a ingestão de água

No vídeo desta semana, falei do aplicativo Plant Nanny 2, uma abordagem lúdica e “gamificada” para condicionar o usuário a beber água. O app é divertido, mas tem um lado ruim — é muito pesado. No meu celular, um iPhone 8 de 2017, esse peso se fez sentir a ponto de, após quatro meses usando o Plant Nanny 2, me fazer buscar um substituto mais leve. Acabei com a coisa mais leve possível no iOS, que é não ter um app. Em vez disso, recorri a um atalho.

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Uma das coisas mais legais do macOS é o Quick Look (ou Visualização Rápida em português): no Finder, ao apertar a tecla Barra de espaço com um arquivo selecionado, ele é exibido rapidamente em um pop-up com algumas opções acessíveis na borda da janela. Serve para imagens, áudios, PDF e outros tipos de arquivos.

Um aplicativo gratuito e de código aberto, o QuickLook, traz esse recurso ao Windows. Ele parece bem alinhado à identidade visual do Windows 10, é compatível com vários formatos de arquivos e seu desenvolvimento está ativo.

O QuickLook pode ser baixado na Loja do Windows, mas talvez seja uma boa baixá-lo direto do repositório oficial — a versão da Loja não funciona nas janelas de abrir e salvar arquivos, provavelmente por alguma restrição da Microsoft.

Com as novas variantes do coronavírus e as descobertas da ciência, hoje a recomendação dos especialistas é para que usemos máscaras PFF2/N95. O site PFF para Todos, criado coletivamente por dois perfis no Twitter sobre o assunto, reúne muitas informações. Vale a pena conferi-lo para tirar dúvidas, saber onde comprar máscaras no seu estado e pegar este infográfico para compartilhar em grupos de WhatsApp.

Você ainda usa Instagram (eu larguei)? O Barinsta é uma boa alternativa de código aberto para Android. Transcrevo a descrição do projeto:

Se você não publica posts ou stories no Instagram, mas ainda tem que usá-lo para manter contato com pessoas e conteúdos, agora existe uma alternativa: o Barinsta é um belo aplicativo para usar o Instagram, removendo a maioria das chateações [do app oficial] (anúncios, sugestões, abas inúteis) e te dando mais controle sobre os seus dados.

É possível usá-lo até sem conta/fazer login, embora assim a experiência fique mais limitada. Além de não permitir postagens, outra limitação sinalizada pelos desenvolvedores é a impossibilidade de se criar “threads” nas mensagens diretas.

O Barinsta é gratuito e está disponível na loja de apps F-Droid (não conhece? Leia isto).

Aplicativos alternativos não costumam ser bem vistos pelo Instagram, então use o Barinsta por sua conta e risco. Os desenvolvedores pedem apenas para que ele não seja usado com VPNs, porque o Instagram vê variações no IP como ação de robôs. Tudo indica ser um app seguro (caso contrário não o divulgaria aqui), mas vale sempre o aviso: use-o por sua conta e risco.

O app Watomatic (Android, gratuito e de código aberto) ajuda a tornar a saída do WhatsApp menos dolorosa. Com ele, é possível configurar uma mensagem automática que é enviada toda vez que alguém manda uma mensagem para você pelo WhatsApp — vale para grupos também. O Watomatic age a partir das notificações; para ele funcionar, o WhatsApp precisa estar instalado e com permissão de exibir notificações no Android. Segundo o criador do app, ele está quase todo traduzido para o português. Dica de um leitor anônimo.

Em março de 2020, publiquei neste Manual uma reportagem sobre a falta de privacidade das ferramentas de newsletter. O assunto voltou à tona agora, com mais força, graças a três fatores: o serviço de e-mail pago Hey (que bloqueia pixels espiões por padrão), esta reportagem da BBC e a campanha No To Spy Pixels lançada por Dave Smyth — todos, coincidentemente, britânicos.

Pixels espiões também são usados em e-mails um-para-um, para avisar o remetente quando o destinatário abre sua mensagem.

A renovada atenção a esse assunto ainda não tem força para fazer um Mailchimp ou Substack da vida rever suas políticas e configurações padrões, mas colocou em destaque alguns remédios.

O principal e mais simples deles é bloquear o carregamento de imagens remotas nas mensagens. O Fastmail, por exemplo, publicou um post informando que há anos protege seus usuários dessa maneira. Apps de e-mail não executam JavaScript, o que inviabiliza métodos tradicionais na web de monitoramento do usuário. O método padrão para aferir estatísticas nos e-mails, então, consiste em inserir na mensagem uma imagem minúscula e invisível, o tal “pixel espião”, que ao ser requisitada pelo aplicativo de e-mail ao servidor, “avisa” que a mensagem foi aberta e transmite outros dados, como o endereço IP (que expõe a localização aproximada do usuário).

Bloquear o carregamento de imagens remotas é uma solução básica e funcional, mas pode ser imperfeita por ser do tipo “8 ou 80”, ou seja, ou carrega todas as imagens (incluindo o pixel espião) ou nenhuma. O já citado Hey tem uma lista de bloqueio inteligente que bloqueia apenas os pixels espiões, mantendo o carregamento de outras imagens. Essas passam por um proxy, para que ao serem carregadas não revelem o IP do usuário. Fastmail e Gmail (!) também funcionam assim.

Para quem usa webmail, existem extensões de navegador que bloqueiam pixels espiões, como a Trocker (Chrome, Firefox), PixelBlock 2 (Chrome, apenas para Gmail) e Ugly Email (Chrome e Firefox, apenas para Gmail). O Mail, aplicativo padrão do macOS, tem um plugin gratuito que bloqueia pixels espiões, o MailTrackerBlocker.

O Telegram, por padrão, notifica o usuário quando algum contato dele ingressa no aplicativo. Não é todo mundo que gosta disso. Para desativar essa notificação, entre nas configurações do app, depois na área Notificações e Sons, e desmarque o seletor Novos Contatos.

Muitos sites recorrem a CDNs, grandes redes globais de distribuição de arquivos via internet, para carregar bibliotecas e códigos necessários para que sejam exibidos corretamente. Nessa, “avisa” essas redes e grandes empresas, como Google e Microsoft, dos locais onde você está navegando na web. A extensão LocalCDN detecta, intercepta e substitui essas requisições por cópias locais das bibliotecas (mais de 100) e CDNs (27) mais comuns. Na prática, ou seja, na janela do seu navegador, não muda nada, e a extensão dispensa qualquer configuração para surtir efeito. Para Firefox (recomendado) e Chrome (extraoficial e com menos recursos).

Com tantos dados pessoais correndo por aí, o Registrato do Banco Central fica ainda mais importante. Trata-se de um serviço que exibe, num único extrato, todas as suas contas, empréstimos, financiamentos, chaves Pix e transferências internacionais que você já fez. Este vídeo explica bem.

O cadastro no Registrato exige um PIN, que é gerado pelo app do seu banco (deve ter uma opção “Registrato” no menu dele). O único contra, até onde sei, é que o serviço não comunica alterações, ou seja, é preciso acessá-lo vez ou outra para ver se houve alterações.

Ah, e a página de cadastro do Registrato está com algumas instabilidades no momento, não carregando. Paciência. Dica do r/investimentos.