O undercut-f1 é um aplicativo de linha de comando (TUI) que exibe dados de corridas de Formula 1 — em tempo real ou em sessões de replay. Ele exibe tempos por setor com cores para melhores tempos pessoais e gerais, tipo de pneus, distância entre os pilotos e para o líder e informações da corrida. Além, óbvio, da classificação.
O 1600pr.sh é um gerador estático de fotologs baseado em um shell script. (Veja um fotolog criado por ele.) Difícil imaginar uma maneira mais simples de criar um fotolog — desde que você tenha um mínimo de familiaridade com a linha de comando. / github.com/andersju
Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.
O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.
Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.
Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.
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Novidades e atualizações
[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com
[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com
[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team
[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org
[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com
[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net
O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.
A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.
Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.
Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!
A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.
Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.
“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.
Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.
Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)
Por fim, rode o comando scrcpy.
Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.
Ok, mas…
É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.
O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:
Área de transferência compartilhada/universal;
Sincronia de notificações;
Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
Controles multimídia remotos;
Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
Modo de apresentação remota;
Executar comandos no computador a partir do celular; e
Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).
Tudo isso sem fios e de modo criptografado.
O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.
Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.
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Novidades e atualizações
[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)
[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com
[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com
Dia desses conheci o installation-birthday. Se você conhece um pouco de inglês, já deve ter sacado para que ele serve: dizer a data da instalação do sistema operacional.
No caso do meu humilde servidor doméstico, um mini PC rodando Debian 12 “Bookworm”, a resposta ao comando é:
I: Installation date: 2024-03-22
Se não funcionar de primeira aí, é porque o pacote não está instalado. (No Debian “minimal”, sem ambiente gráfico, não veio… o que faz sentido, certo?) Nada que um apt install installation-birthday (ou o comando correspondente da sua distro) não resolva.
Você conhece outros comandos nessa linha? Se sim, conte para mim.
HyFetch é a alternativa ao Neofetch, oficialmente encerrado
O projeto do Neofetch, popular aplicativo de linha de comando que exibe estatísticas do sistema, foi arquivado no GitHub, sinal de que o app já era. Foi só o prego no caixão — a última atualização saiu em 2020.
O Omg! Ubuntuindica o fork HyFetch como alternativa. Por padrão, ele mostra o logo da distribuição Linux em cores LGBTQ+. Para exibir a saída na cor de destaque da distro, como o velho Neofetch, rode o comando neowofetch.
O APT 3.0 (anúncio), vindoura versão do gerenciador de pacotes de distribuições Linux baseadas no Debian, vai ganhar um banho de cores e um leiaute mais legível, com espaçamento entre os blocos.
Essa nova versão deve pintar no Ubuntu 24.10, previsto para outubro deste ano.
Em algum momento do passado, indiquei na newsletter do Manual o prose.sh, um serviço de blog atualizado por SSH. O pessoal responsável por ele expandiu o leque de serviços baseados no mesmo paradigma e batizou a oferta de pico. (Tem até um pico+, com recursos extras.)
Uma dificuldade que tive no Linux foi encontrar um bom aplicativo de RSS que sincronizasse com o Miniflux, o serviço do tipo do PC do Manual disponível para assinantes do Manual.
Depois de muito pesquisar, cheguei à coisa mais simples que poderia existir (depois de usar o Miniflux pelo navegador mesmo, que é ótimo, aliás): o Newsboat, um agregador de feeds RSS que roda no terminal.
A configuração, sem surpresa, é feita editando arquivos de configuração no diretório ~/.newsboat. É ali, por exemplo, que você insere os dados da instância do Miniflux para conseguir acessá-los pelo Newsboat.
Com tudo configurado (a documentação ajuda muito aqui), basta digitar newsboat no terminal para abrir o app.
Toda a navegação é por teclas de atalho, algumas bem óbvias (R, por exemplo, atualiza os feeds), outros, menos. Não é preciso decorá-las todas de uma vez; basta apertar ? para exibir os comandos.
A qualidade da leitura vai depender de como o terminal está configurado. É possível abrir os itens em um navegador (tecla o) e links dentro de um item, pela numeração (a partir do décimo link, toque em # antes de digitá-lo).
O protocolo Open Graph é quase onipresente na web: tags que são lidas por redes sociais, aplicativos de mensagens e outros, que se convertem em cartões mais bonitos que o link cru (subjetivo; eu prefiro links crus).
Existem diversas maneiras de verificar as tags OpenGraph. O aplicativo ogpk (de “opengraph peek”), criado por Alasdair Monk, é uma delas: com ele, é possível visualizar tais tags pelo terminal, incluindo a imagem (og:image).
A sintaxe é bem simples:
ogpk [link]
Caso queira exibir a imagem na saída, adicione o parâmetro --p, assim:
ogpk [link] --p
Também é possível criar um arquivo *.json com os resultados: