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Qual a maneira de ver a previsão do tempo que consome menos memória do computador?

Em um post no blog Windows Latest, Abhijith M B alerta que o aplicativo de previsão do tempo do Windows 11 consome até 1,2 GB de memória (RAM) do computador. É bastante, sim. Para situar esse excesso, ele o compara ao do macOS, cujo aplicativo equivalente consome em média 20% do do Windows.

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O undercut-f1 é um aplicativo de linha de comando (TUI) que exibe dados de corridas… 

Terminal exibindo a classificação de uma corrida de Formula 1.

O undercut-f1 é um aplicativo de linha de comando (TUI) que exibe dados de corridas de Formula 1 — em tempo real ou em sessões de replay. Ele exibe tempos por setor com cores para melhores tempos pessoais e gerais, tipo de pneus, distância entre os pilotos e para o líder e informações da corrida. Além, óbvio, da classificação.

Vincular ao celular

Alguns leitores chamaram a minha atenção ao aplicativo Vincular ao Celular, do Windows, em resposta à dica do scrcpy, um app de código aberto para espelhar celulares Android em computadores.

O Vincular ao Celular tem essa função, mas — segundo a Microsoft — ela é restrita a alguns modelos Android da Samsung e Honor.

Para todos os demais, os recursos do Vincular ao Celular lembram os do KDE Connect, como acesso a mensagens, ligações, notificações e fotos pelo computador Windows. O mesmo vale para o iPhone.

Nos comentários do post original, o Victor deu uma dica legal para o scrcpy: usando o parâmetro -S, ou seja, scrcpy -S, a tela do celular não fica ligada no espelhamento.

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Novidades e atualizações

[Android, iOS, web, Windows] Repaginada no Copilot, que ganhou voz, visão e uma estética mais “calma”, herança da startup Inflection, adquirida pela Microsoft. / theverge.com

[iOS] Croissant é um novo app que permite postar no Bluesky, Mastodon e Threads ao mesmo tempo. / croissantapp.com

[macOS] Daily é um novo app de listas de tarefas baseado em datas e cheio de atalhos no teclado. Ah, e é gratuito. / dscp.team

[Linux, macOS, Windows] O Firefox 131 traz permissões temporárias para sites, miniatura de abas ao passar o mouse sobre elas e um novo ícone para a lista de abas. / mozilla.org

[Terminal] Kew é um player de música estiloso que roda na linha de comando. / github.com

[Android] Quer testar o Thunderbird para Android? A versão beta foi disponibilizada aos interessados. / blog.thunderbird.net

Espelhe a tela do Android no computador com o scrcpy

Ícone do scrcpy: a cabeça do boneco do Android dentro de um monitor de computador.

O macOS 15 Sequoia e o iOS 18 chegaram com uma nova integração: espalhamento do iPhone na tela do computador. É legal. Testei aqui e funciona bem.

A turma do Android não precisa ficar com inveja. Tem um equivalente bacana, o scrcpy (lê-se “screen copy”), de código aberto e tudo mais.

Embora o espelhamento não seja tão ~fluído como o nativo da Apple (durante o uso, a tela fica ligada e o celular desbloqueado, por exemplo), o scrcpy tem uma grande vantagem: funciona nos três principais sistemas operacionais, Linux, macOS e Windows. Ah, e não precisa instalar coisas no celular.

Fiz um teste aqui com um MacBook rodando o macOS 14 Sonoma e um Moto G7 Play com Android 13/LineageOS 20. E… funcionou!

A instalação varia de acordo com o sistema — os detalhes de cada um podem ser acessados no repositório. No celular, apesar da dispensa de apps, é preciso ativar as opções do desenvolvedor e, nelas, a depuração USB. Esta página do Android explica como fazer.

Com tudo pronto, conecte o celular ao computador por cabo USB, abra o terminal e digite scrcpy. Se estiver tudo certo, a tela do seu celular aparecerá espelhada em uma janela no computador.

“Mas na Apple é sem fios!” O scrcpy também permite isso. O comando, nesse caso, é scrcpy --tcpip.

Estando ambos os dispositivos na mesma rede, a conexão acontecerá magicamente. Se não funcionar, existe um método alternativo “manual”, mais chato, mas com maiores chances de funcionar.

Conecte novamente o celular via cabo USB e, no terminal, execute o comando adb tcpip 5555. Depois, desconecte o celular e, no terminal do computador, digite adb connect DEVICE_IP:5555, substituindo DEVICE_IP pelo IP local do Android. (Esse número, que geralmente começa com 192.168…, pode ser encontrado nas configurações de rede do Android.)

Por fim, rode o comando scrcpy.

Quando terminar, execute o comando adb disconnect para desconectar seu celular do computador.

Ok, mas…

É bem maneiro ver o celular espelhado na tela do computador e poder interagir por ali, mas não acho que seja o tipo de integração mais útil. Mesmo com dispositivos da Apple, prefiro outras integrações, como a área de transferência universal.

O Android tem um app para isso, o KDE Connect. Ele possibilita:

  • Área de transferência compartilhada/universal;
  • Sincronia de notificações;
  • Compartilhamento de arquivos e URLs (tipo o AirDrop da Apple);
  • Controles multimídia remotos;
  • Touchpad virtual (use a tela do celular como touchpad e/ou teclado);
  • Modo de apresentação remota;
  • Executar comandos no computador a partir do celular; e
  • Ler, responder e enviar mensagens de texto (SMS).

Tudo isso sem fios e de modo criptografado.

O KDE Connect demanda a instalação de um app no celular e outro no computador. Quem usa o ambiente gráfico Gnome no Linux pode optar pela extensão Gsconnect, que coloca uma “casca” GTK+ no KDE Connect, ou seja, deixa-o mais integrado ao Gnome.

Existe uma versão do KDE Connect para iOS, com limitações. A maior delas, e o que acho que inviabiliza seu uso, é que as interações só funciona com o iPhone desbloqueado e o app do KDE Connect aberto.

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Novidades e atualizações

[Linux, macOS, Windows] caniuse-cli é uma versão offline, em linha de comando, do ótimo site homônimo que indica a compatibilidade de recursos web com os principais navegadores do mercado. / bram.us (em inglês)

[iOS] O povo no fediverso anda inspirado: saiu outro app novo para Mastodon, o Sabertooth. / apps.apple.com

[Windows] Liberaram o código-fonte do Winamp clássico, aquele de 1997. Talvez o pessoal que faz o Spotify aprenda uma coisa ou outra sobre como fazer um player de música leve. / github.com

Comandos bobinhos no terminal do Linux

Eu adoro os detalhes da interface em linha de comando do Linux. Até dos mais bobos.

Já conhecia o uptime, que devolve o tempo em que o computador está ligado. Digite uptime no terminal, e a resposta será algo do tipo:

10:52  up 6 days, 18:33, 2 users, load averages: 1,41 1,59 1,71

Dia desses conheci o installation-birthday. Se você conhece um pouco de inglês, já deve ter sacado para que ele serve: dizer a data da instalação do sistema operacional.

No caso do meu humilde servidor doméstico, um mini PC rodando Debian 12 “Bookworm”, a resposta ao comando é:

I: Installation date: 2024-03-22

Se não funcionar de primeira aí, é porque o pacote não está instalado. (No Debian “minimal”, sem ambiente gráfico, não veio… o que faz sentido, certo?) Nada que um apt install installation-birthday (ou o comando correspondente da sua distro) não resolva.

Você conhece outros comandos nessa linha? Se sim, conte para mim.

HyFetch é a alternativa ao Neofetch, oficialmente encerrado

O projeto do Neofetch, popular aplicativo de linha de comando que exibe estatísticas do sistema, foi arquivado no GitHub, sinal de que o app já era. Foi só o prego no caixão — a última atualização saiu em 2020.

O Omg! Ubuntu indica o fork HyFetch como alternativa. Por padrão, ele mostra o logo da distribuição Linux em cores LGBTQ+. Para exibir a saída na cor de destaque da distro, como o velho Neofetch, rode o comando neowofetch.

pico 

Em algum momento do passado, indiquei na newsletter do Manual o prose.sh, um serviço de blog atualizado por SSH. O pessoal responsável por ele expandiu o leque de serviços baseados no mesmo paradigma e batizou a oferta de pico. (Tem até um pico+, com recursos extras.)

Leia feeds RSS no terminal com o Newsboat

Uma dificuldade que tive no Linux foi encontrar um bom aplicativo de RSS que sincronizasse com o Miniflux, o serviço do tipo do PC do Manual disponível para assinantes do Manual.

Depois de muito pesquisar, cheguei à coisa mais simples que poderia existir (depois de usar o Miniflux pelo navegador mesmo, que é ótimo, aliás): o Newsboat, um agregador de feeds RSS que roda no terminal.

A configuração, sem surpresa, é feita editando arquivos de configuração no diretório ~/.newsboat. É ali, por exemplo, que você insere os dados da instância do Miniflux para conseguir acessá-los pelo Newsboat.

Com tudo configurado (a documentação ajuda muito aqui), basta digitar newsboat no terminal para abrir o app.

Toda a navegação é por teclas de atalho, algumas bem óbvias (R, por exemplo, atualiza os feeds), outros, menos. Não é preciso decorá-las todas de uma vez; basta apertar ? para exibir os comandos.

A qualidade da leitura vai depender de como o terminal está configurado. É possível abrir os itens em um navegador (tecla o) e links dentro de um item, pela numeração (a partir do décimo link, toque em # antes de digitá-lo).

Newsboat / *BSD, Linux e macOS / Gratuito

Instruções para download »

ogpk (opengraph peek)

Ícone do Terminal do pacote de ícones Papirus.

O protocolo Open Graph é quase onipresente na web: tags que são lidas por redes sociais, aplicativos de mensagens e outros, que se convertem em cartões mais bonitos que o link cru (subjetivo; eu prefiro links crus).

Existem diversas maneiras de verificar as tags OpenGraph. O aplicativo ogpk (de “opengraph peek”), criado por Alasdair Monk, é uma delas: com ele, é possível visualizar tais tags pelo terminal, incluindo a imagem (og:image).

A sintaxe é bem simples:

ogpk [link]

Caso queira exibir a imagem na saída, adicione o parâmetro --p, assim:

ogpk [link] --p

Também é possível criar um arquivo *.json com os resultados:

ogpk [link] --json

ogpk / Linux, macOS / Gratuito.