A Comissão Europeia (CE) apresentou, nesta quinta (23), uma proposta de padronização de conectores de recarga em celulares e outros dispositivos eletrônicos. Com o objetivo de reduzir a produção de lixo eletrônico e inconveniências aos consumidores, o bloco europeu quer obrigar as fabricantes a adotarem um padrão, o USB-C, a partir de 2024. No caso dos celulares, a maioria já usa o USB-C, com uma notável exceção, a Apple, que há quase uma década usa o conector Lightning em seu iPhone e alguns acessórios, como os AirPods.

A proposta da CE, válida para diversas categorias de produtos (tablets, câmeras, fones de ouvido etc.), ainda prevê a interoperabilidade entre padrões de recarga rápida, a quebra da venda de carregadores dos produtos que eles recarregam e mais informações aos consumidores. Via Comissão Europeia.

A Apple não pareceu animada com a proposta. Em um comunicado enviado à Reuters, a empresa disse que “segue preocupada que regulações rígidas que obrigam apenas um tipo de conector inibem a inovação em vez de encorajá-la, o que acabará prejudicando os consumidores na Europa e no mundo inteiro”. Via Reuters (em inglês).

Enfim, podemos comprar celular como se compra geladeira

O ritual anual de lançamento do iPhone segue movimentos previsíveis: a esteira de rumores por meses a fio; o convite da Apple enviado à imprensa no início de setembro; o evento de apresentação do novo modelo em meados de setembro; os reviews norte-americanos que saem uma semana depois; e, afinal, o início das vendas no fim do mês — lá fora, pelo menos. É quase enfadonho, e isso é uma ótima notícia para nós, consumidores.

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Para dispositivos elegíveis, já estão disponíveis as versões finais do iOS 15, iPadOS 15 e watchOS 8. Via Apple (2) (3) (em inglês).

A versão final do macOS 12 Monterey, anunciado no mesmo dia dos sistemas acima, ainda não tem data de lançamento.

Na sexta-feira (17), Apple e Google cederam à pressão do governo da Rússia e removeram das suas lojas oficiais o aplicativo do oposicionista Alexei Navalny. O app, chamado Smart Voting, informava aos eleitores quais candidatos tinham mais chances de derrotar os apoiados pelo governo de Vladimir Putin nas eleições legislativas do último fim de semana. Alexei lidera a oposição a Putin e está cumprindo pena de 2,5 anos de prisão. Via Associated Press (em inglês).

Em agosto, a Apple garantiu que seu sistema de varredura de celulares por fotos de abusos infantis não poderia, de maneira alguma, ser instrumentalizado por pressão de algum governo autoritário. Como se vê, na prática essa garantia não vale muita coisa.

É, sim, você já sabe: o iPhone 13 custa caro no Brasil

Se existisse um gerador de apresentações de iPhone baseado nas anteriores, ele provavelmente cuspiria algo muito similar ao que a Apple fez nesta terça-feira (14), na apresentação do iPhone 13 e mais um punhado de quinquilharias. Mas para nós, brasileiros, o comercialzão da Apple teve algo de diferente este ano: soubemos, no mesmo dia, os preços locais dos produtos, detalhe que a empresa costumava soltar meses depois. (Quanto às datas de lançamento, só deus sabe.)

Desde 2013, o Manual do Usuário analisa a evolução do preço do iPhone à luz da sempre dura — às vezes mais que a média, como agora — realidade brasileira. Em 2021, não faríamos diferente, mesmo com o iPhone do ano se tornando, versão após versão, produto (ainda) mais distante da realidade de… bem, da maioria. Se em algum momento esse levantamento teve um caráter de serviço, hoje o faço quase que por esporte, tipo os acalorados debates do que alguém faria com o prêmio da Mega-Sena. (Comprar um iPhone, talvez?) Claro, numa dessas, de repente isto ainda pode ser útil a algum(a) leitor(a) mais abastado(a). (Se for o seu caso, apoie o Manual!)

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A embalagem do iPhone 13 não virá protegida por plástico. Com essa singela mudança, a Apple deixará de consumir 600 toneladas (!) de plástico por ano cuja única utilidade era criar um efeito sonoro ~satisfatório em consumidores deslumbrados e youtubers de unboxing. Via Apple (em inglês).

A Apple anunciou um monte de novos produtos na tarde desta terça-feira (14):

  • iPhone 13, com entalhe menor, bateria maior, novo chip A15 Bionic, armazenamento mínimo de 128 GB e posicionamento de câmeras diferente apenas porque sim.
  • iPhone 13 Pro, com as mesmas novidades da linha “simples”, mas câmeras melhores (e uma extra) e opção de 1 TB. É o primeiro iPhone com tela de 120 Hz.
  • iPad mini, com novo design similar ao do iPad Pro, tela de 8,3 polegadas e porta USB-C.
  • iPad de 9ª geração, com visual antigo, Touch ID, agora com o chip A13 Bionic e o mesmo preço do anterior (lá fora).
  • Apple Watch Series 7, que visual novo que não tem nada a ver com os dos “vazamentos”.
  • Apple Fitness+ chega ao Brasil, mas os vídeos não serão dublados, só terão legendas. Mindfulness com legenda, baita conceito.

Fotos bonitas e mais detalhes na sala de imprensa, link ao lado. Via Apple (em inglês).

Saiu a decisão da Justiça dos Estados Unidos no processo movido pela Epic Games contra a Apple (ouça o nosso Guia Prático desse tema). A juíza Yvonne Gonzalez Rogers, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, determinou que a Apple não pode impedir que aplicativos incluam links e botões que levem os usuários a outros meios de pagamento. Pelas regras vigentes da App Store, aplicativos que têm sistemas de pagamentos próprios não podem sequer anunciá-los em seus apps para iOS — o único sistema que eles podem usar é o da própria Apple, que cobra uma taxa de até 30% do valor bruto pago pelo usuário.

Outras demandas da Epic Games, como obrigar a Apple a abrir o iOS para lojas de aplicativos alternativas, não foram acatadas. A Apple comemorou a decisão; a Epic Games disse que vai recorrer.

A implementação da alteração determinada pela Justiça ainda é uma incógnita. Ao mencionar botões e links externos que “direcionem os consumidores a mecanismos de compra em adição às compras in-app”, fica a cargo da interpretação de quem lê (ou de um esclarecimento da juíza Yvonne) se isso significa que os apps poderão processar pagamentos por meios alternativos ou se apenas poderão levar os usuários para seus sites. A conferir. Via O Globo, The Verge (em inglês)

A Apple adiou a liberação (que só ocorreria nos Estados Unidos) das novas ferramentas de proteção contra abusos infantis que liberaria no iOS 15. “Com base nas opiniões de consumidores, ativistas, pesquisadores e outros, decidimos dedicar mais tempo nos próximos meses para coletar dados e fazer melhorias antes de liberar esses recursos importantes de segurança infantil”, alegou em um comunicado à imprensa. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, um desses recursos consiste em analisar fotos armazenadas em celulares e tablets (iOS, iPadOS) atrás de assinaturas de imagens que batam com as de imagens de abusos infantis conhecidas das autoridades, algo sem precedente na indústria.

No iOS 15, a Apple perguntará aos usuários se eles desejam que os anúncios da App Store seja segmentados. Hoje, essa configuração vem ativada por padrão e não há qualquer aviso ao usuário de que ela existe.

Os anúncios personalizados da Apple não estão ativos no Brasil, segundo a tela de configuração do iOS 14 (Ajustes, Privacidade, Publicidade da Apple). De qualquer maneira, nos lugares onde o recurso existe, a atuação da Apple é no mínimo contraditória considerando todos os entraves que a empresa impõe a aplicativos de terceiros em seus sistemas na coleta e personalização de anúncios. Via 9to5Mac (em inglês).

Como seriam as lojas de apps com sistemas de pagamentos alternativos?

A Coreia do Sul fez história nesta terça-feira (31). O país asiático aprovou a primeira lei do mundo que obriga grandes lojas de aplicativos, como a App Store da Apple e a Play Store do Google, a se abrirem a sistemas de pagamentos alternativos para compras “in-app”, ou seja, realizadas dentro dos apps. Como seria um ecossistema de aplicativos com essa regra valendo?

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O Nubank enfim liberou suporte ao Apple Pay em seus cartões de crédito. Sobrou algum bancão ou fintech popular que ainda está fora desse sistema? Via Nubank.

A Coreia do Sul aprovou a primeira lei do mundo que obriga grandes lojas de aplicativos, como as de Apple e Google, a permitirem sistemas de pagamento alternativos. A empresa que descumprir a lei, que ainda depende da sanção do presidente Moon Jae-in, poderá ser punida em até 3% do seu faturamento no país.

No Android (Google) e no iOS (Apple), desenvolvedores de aplicativos só podem receber dos usuários pelos sistemas de pagamentos nativos, das donas do sistemas operacionais. Pela conveniência, Apple e Google/Alphabet cobram 30% do valor pago. Elas alegam que esse arranjo garante mais segurança aos usuários, um argumento cada vez mais difícil de colar mundo afora. Em vários lugares, as duas empresas estão na Justiça se defendendo de tentativas de abrir suas lojas para sistemas de pagamento alternativos, como o movido pela Epic, de Fortnite, contra a Apple nos Estados Unidos. Via Wall Street Journal (em inglês, com paywall).

A Apple adquiriu o streaming de música clássica Primephonic. O valor do negócio não foi informado. De imediato, o Apple Music ganhará playlists e conteúdo exclusivo do Primephonic e, em 2022, um novo aplicativo será lançado. Já o app/serviço independente do Primephonic será encerrado já no próximo dia 7 de setembro. Os atuais assinantes receberão seis meses de gratuidade no Apple Music. Via Apple (em inglês).

A música clássica tem toda uma organização de meta dados própria, que em muitos aspectos é estranha ou incompatível com a da música popular. Nesta matéria de 2019, que destaca Primephonic e um serviço rival, o Idagio, o New York Times explica tais particularidades:

Para a maior parte das músicas no Spotify ou Apple Music, uma listagem do artista, faixa e álbum funciona bem. Mas críticos do status quo [os serviços de streaming especializados] argumentam que a estrutura básica do gênero clássico — com compositores não performáticos e trabalhos compostos por múltiplos movimentos — não é adequada ao sistema construído para o pop.

A Apple confirmou que não analisa fotos ou backups do iCloud contra imagens de abuso infantil (CSAM, na sigla em inglês), mas que, desde 2019, faz essa verificação em anexos de mensagens enviadas e recebidas pelo e-mail do iCloud. Via 9to5Mac (em inglês).

Relembrando, no início do mês a Apple anunciou que passará a analisar, no próprio iPhone ou iPad, as assinaturas de imagens marcadas para serem enviadas ao iCloud contra um banco de dados de assinaturas de imagens de abusos infantis. O recurso deve chegar no iOS 15 e, a princípio, estará limitado aos Estados Unidos. Houve forte reação de especialistas em segurança e privacidade, que pedem para que a Apple desista do recurso sob o temor de que ele seja explorado por governos autoritários para fins menos nobres.

Em nota relacionada, pesquisadores da Universidade de Princeton revelaram um estudo, iniciado há dois anos, de um sistema similar ao que a Apple está prestes a lançar. A conclusão deles é de que a tecnologia é muito perigosa: “Nosso sistema poderia facilmente ser remanejado para vigilância e censura”, escreveram o professor assistente Jonathan Mayer e a pesquisadora e candidata ao doutorado Anunay Kulshrestha. “O processo de correspondência de conteúdo poderia gerar falsos positivos e usuários maliciosos poderiam manipular o sistema para sujeitar usuários inocentes a escrutínios.” Via Washginton Post (em inglês).