Melhore um bocado o “copiar e colar” do seu computador

Antes da dica, uma breve explicação: “área de transferência” (ou “clipboard”, no inglês) é um espaço na memória do computador ou celular que armazena temporariamente algo copiado ou recortado.

Por padrão, a maioria dos sistemas operacionais só lida com um item por vez na área de transferência. Você provavelmente está acostumado(a) a essa limitação. Só que existem aplicativos, chamados gerenciadores de área de transferência, que guardam o histórico e recuperam itens copiados/recortados a qualquer momento.

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O Telegram ganhou mais uma rodada de novidades. Destaques para o gerenciador de downloads completo e a compatibilidade com aplicativos de streaming, como OBS Studio e XSplit Broadcast, que coloca o Telegram na arena de serviços de streaming, como Twitch e YouTube. Via Telegram.

O Vanced, um aplicativo para Android que permite acessar vídeos do YouTube sem anúncios e com outros recursos inexistentes ou exclusivos da versão paga do app oficial, encerrou suas atividades.

Na mensagem publicada no Twitter, a equipe do Vanced não especifica o motivo. Especula-se que tenha sido por pressão dos advogados do Google/YouTube.

Em outra mensagem, o perfil diz que a atual e última versão do Vanced continua funcionando muito bem, e continuará “até ficar datada em mais ou menos dois anos”.

O perfil ainda indica uma alternativa: o YouTube Premium (pago; R$ 20,90 no Brasil). É uma opção. Outra é o New Pipe. Via @YTVanced/Twitter (2) (3) (em inglês.)

O iMovie, editor de vídeos super simples da Apple, ganhará dois novos recursos em abril: Magic Movie e Storyboards. O primeiro lembra muito as Memórias do Fotos, presente desde o iOS 10. Ele meio que monta o vídeo automaticamente a partir de vídeos e fotos carregados no projeto. No Fotos, é um negócio mágico. Demorou para aparecer no iMovie, onde ele parece ser mais poderoso, com 20 opções de estilos de vídeo.

Stodyboards são modelos de tipos de vídeos para auxiliar a produção pelo usuário. Parece uma variação mais manual do Magic Movie.

Apesar da boa novidade, não foi desta vez que o iMovie ganhou uma opção de GC (gerador de caracteres) livre. É algo básico, mas ausente no aplicativo e de maneira alguma suficiente para fazer alguém pagar R$ 1,7 mil no Final Cut Pro, o “iMovie Pro” da Apple. Via Apple, Apple Insider (em inglês).

O Substack lançou seu esperado aplicativo para leitura de newsletters, cumprindo promessa feita no final de 2020. É um erro — se não para o próprio Substack, certamente para a maioria das newsletters hospedadas lá, seus donos e leitores/inscritos.

Newsletters vivem no e-mail, um local onde as pessoas estão habituadas a ir e que lhes dá controle. É exatamente isso que as diferencia de outros locais como a web, redes sociais e aplicativos. O eterno “renascimento” das newsletters é, em parte, reflexo da ressaca de estímulos que esses outros locais, que dependem de engajamento, despejam em nós. O Substack mostra-se como mais um desses.

“O framework do Substack tem crescido com base no e-mail e na web, mas agora novas coisas são possíveis”, diz o anúncio. Soa como a uma ameaça.

Newsletters já têm um aplicativo. Chama-se “e-mail”.

Por ora, o aplicativo (do Substack) só está disponível para iOS. Android deve vir em seguida. Via Substack (em inglês).

Atualização (14h36): Por padrão, o aplicativo do Substack interrompe o envio de e-mails das newsletters. O Substack declarou guerra ao e-mail.

A Mozilla libera nesta terça (8) o Firefox 98. A nova versão não traz muitas novidades. O destaque é uma revisão no fluxo de downloads, que não exibe mais a janela perguntando se o usuário deseja baixar ou abrir o arquivo prestes a ser baixado. Agora, o Firefox baixa o arquivo automaticamente — como todos os outros navegadores modernos.

Mais importante que esta grande versão foi uma menor, lançada na última quinta-feira (5), que corrigia duas falhas graves do tipo “dia zero” (códigos CVE-2022-26485 e CVE-2022-26486) e que já estavam sendo exploradas em situações reais. As versões Firefox 97.0.2, Firefox ESR 91.6.1, Firefox para Android 97.3.0 e Focus 97.3.0 corrigem-nas e se o seu estiver configurado para receber novas versões automaticamente, já deve estar atualizado. Via OMG! Ubuntu! e Mozilla (ambos em inglês).

O Google Docs agora tem uma opção “sem páginas”, que troca a metáfora de páginas de papel físicas, tipo a do Microsoft Word, por uma tela em branco infinita.

Para ativá-la, clique no menu Arquivo, depois em Configuração da página e selecione a opção Sem páginas. Via Google (em inglês).

Essa novidade parece uma resposta a novos produtos de edição de texto, como o Notion, que rompem por completo com a metáfora de folhas de papel. A Microsoft também tem explorado esse caminho, mas com uma estratégia diferente: em vez de mexer no Word, lançou um produto novo, o Loop.

A Uber lançou nesta quarta (16) uma atualização em seu app para permitir que os usuários passageiros vejam detalhes da sua nota no aplicativo. Na nova Central de Privacidade, é possível ver os volumes totais de avaliações — quantos motoristas te deram cinco, quatro, três, duas ou uma estrelas.

As avaliações não são atualizadas em tempo real, a fim de previnir que o usuário possa associar avaliações aos motoristas.

A Uber diz que o recurso está disponível no mundo inteiro, a todos os usuários. A Central de Privacidade fica nas configurações do aplicativo. (Aqui, ainda não apareceu.) Via Uber (em inglês).

Dois prints do Apollo, lado a lado. O da esquerda mostra as configurações, com a opção “Infinite Scrolling” desmarcada e destacada. O da direita, uma tela do feed, no final de uma página, com o link “Load Page 2” destacado.
Imagem: Manual do Usuário.

Sempre bato na tecla de que o design dos aplicativos e sistemas que usamos tem um peso grande no nosso comportamento durante o uso desses apps e sistemas. Costuma ser em sentido negativo, mas, ainda que mais raros, existem bons exemplos de design anti-vício e pró-usuário.

Vide esta opção do Apollo, um (ótimo) cliente extraoficial do Reddit para iOS. Nas configurações do app, é possível desativar a rolagem infinita (Infinite Scrolling; o app não está traduzido).

Ao fazer isso, o feed do Reddit, que quem usa sabe ser um poço de matar tempo, fica paginado. Para mim, tem sido muito útil. Em vez de ficar muito tempo ali, encerro as sessões ao bater no final da primeira ou segunda página.

A maneira mais fácil de começar e manter um diário digital

Manter um diário é tipo comer salada e praticar exercícios físicos: todo mundo sabe que faz bem, mas poucos praticam. A gente já falou disso em um podcast, mas hoje quero dar uma dica prática para quem já tentou e não conseguiu e para quem nunca se dispôs a manter um diário.

(Você pode escrever em um diário analógico também, papel e caneta e tal, e tudo bem. Funciona da mesma forma.)

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A Holanda virou uma espécie de ensaio do que poderá ser a abertura da App Store para sistemas de pagamentos de terceiros em compras dentro de aplicativos. (O país obrigou a Apple a permitir que aplicativos de namoro cobrem de seus clientes pelos meios de pagamento que quiserem em seus apps para iOS.)

A Apple aquiesceu, mas, num novo documento publicado na quinta (3), informou que cobrará uma taxa de 27% desses pagamentos.

A título comparativo, um pagamento convencional, pelo sistema de pagamento da Apple, custa 30% ao desenvolvedor, ou 15% em alguns cenários de exceção — a partir do segundo ano de assinaturas, por exemplo. A reação dos desenvolvedores, como era de se imaginar, foi péssima. Via 9to5Mac (2) (em inglês).

O LibreOffice 7.3 continua o trabalho da Document Foundation de aperfeiçoar a compatibilidade da suíte com os formatos do Microsoft Office e facilitar a migração de usuários. Desta vez, temos melhorias no monitoramento de alterações em textos e tabelas, no desempenho ao abrir arquivos *.docx e *.xlsx/*.xlsm grandes e/ou complexos e em filtros de exportação. Via Document Foundation (em inglês).

Até agora, o HalloApp (Hallo o quê?) vinha replicando recursos popularizados pelos rivais mais famosos. Não mais: seu novo recurso, os posts em áudio, tem um quê de novidade. Ele lembra as mensagens de áudio do WhatsApp (que o HalloApp também tem), mas os posts são publicados no feed.

(A bem da verdade, o Twitter fez uns testes um tempo atrás com posts de áudio no iOS. Não parece ter feito muito sucesso.)

“É um recurso que não vemos em outros aplicativos de redes sociais ou plataformas de mensagens”, explica o co-fundador Neeraj Arora, “e o motivo é porque a voz é uma expressão íntima, algo que normalmente só nos sentimos à vontade de compartilhar com nossos amigos mais próximos e familiares.” Via HalloApp (em inglês).

Na primeira atualização de 2022 do aplicativo, ele ganhou novas reações: ?, ?, ?, ? e ?. Para vê-las, o administrador do canal ou grupo precisa ativá-las. (Implementei uma delas no canal do Manual.) As animações das reações foram suavizadas (mas basta segurar o dedo sobre uma para fazer estardalhaço) e agora há indicadores nas conversas quando elas são usadas em mensagens suas.

Outro destaque é o editor fácil de figurinhas animadas, que permite criá-las a partir de qualquer vídeo. Mais detalhes aqui. Via Telegram.

1Password recebe investimento de US$ 620 milhões para focar em clientes corporativos

O 1Password anunciou nesta quarta (19) uma rodada de investimento série C de US$ 620 milhões, avaliando a empresa em US$ 6,8 bilhões. Parte da base de usuários, porém, está preocupada com o novo direcionamento da empresa, que até pouco tempo atrás nunca havia recebido investimento externo e, mesmo assim, sempre fora lucrativa. Via 1Password (em inglês).

Com os novos investimentos, o 1Password parece estar mudando o foco para clientes corporativos com o objetivo de tornar-se um unicórnio e/ou abrir capital em algum momento futuro. (Esta página do “futuro” do 1Password dá uma boa ideia.)

Duas decisões controversas nos últimos meses abalaram a reputação até então imaculada do 1Password, ao menos entre clientes individuais:

  1. Trocar a base do aplicativo para macOS, plataforma onde o 1Password surgiu, de código nativo para Electron — a mesma usada nas versões para Linux e Windows.
  2. Ocultar e desincentivar a compra única e o uso de cofres no formato de arquivos acessíveis localmente em favor do modelo de assinatura baseado em nuvem.

Note que o 1Password sempre foi um negócio lucrativo, mas a julgar pelo comunicado assinado pelo CEO Jeff Shiner, isso não é mais suficiente:

É verdade que parece peculiar para uma empresa consistentemente lucrativa aceitar financiamento externo. Mas, assim como da última vez [US$ 100 milhões em julho de 2021], estas parcerias nos permitem desenvolver e dimensionar soluções de segurança centradas no ser humano para todos.

O caminho que o 1Password pretende seguir lembra o do Dropbox, que nasceu como um aplicativo simples, rápido e eficiente para pessoas comuns sincronizarem arquivos entre múltiplos dispositivos, e hoje oferece uma série de serviços, com um aplicativo pesado e invasivo (também feito em Electron), com foco em clientes corporativos.

Os insatisfeitos com o novo rumo do 1Password têm migrado para soluções de código aberto — Bitwarden e KeePassXC.