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Stoop, app de newsletters, para de funcionar e prejudica escritores e leitores

Uma das vantagens da newsletter é o contato direto que se estabelece entre quem escreve e quem lê. Por isso, sempre torci o nariz para aplicativos e serviços que se colocam como intermediários com a promessa de organizar ou melhorar a experiência de leitura.

Uns anos atrás, o Stoop despontou como promessa no setor. O aplicativo fornecia um endereço de e-mail para cadastros em newsletters, sugestões de publicações para se inscrever e um leiaute moderno. “Como um app de podcasts, mas para newsletters”, promete ainda seu site oficial.

Em 2019, troquei umas ideias com Tim Raybould, fundador do Stoop. Expressei minha preocupação com o aplicativo agindo como intermediário. E se ele saísse do ar, o que aconteceria com os inscritos?

Na época, Tim pediu um voto de confiança. Argumentou que o Stoop era uma caixa de entrada, e não um feed, e que acreditava que as pessoas gostariam de separar o e-mail pessoal do recebimento de conteúdo.

Corta para 2024. Dias atrás, o leitor Alexandre se recadastrou na newsletter do Manual e disse, na mensagem anti-robôs, que estava fazendo isso porque “o Stoop está morto”. Curioso com a informação, pedi detalhes.

“A ferramenta parou de funcionar, simplesmente não loga, nem no mobile nem na web. E simplesmente sumiu da Play Store.”

O link para baixar o aplicativo do Android, que ainda consta no site, dá erro. A versão para iOS segue no ar, com a última atualização publicada há três anos.

Tentei retomar a conversa com Tim, sem sucesso. Das breves mensagens que trocamos, não acredito que ele tenha agido de má-fé. Apenas fico imaginando quantas relações foram rompidas pela quebra do Stoop.

Jogos viciantes que prometem dinheiro no Telegram

Se no Brasil as bets e o “jogo do tigrinho” tem causado estragos na cabeça e nos bolsos da população, no Irã o problema é o Hamster Kombat, um jogo vinculado a uma criptomoeda que roda dentro do Telegram.

Coincidência ou não, nessa semana Pavel Durov, fundador e CEO do Telegram, exaltou outro jogo do tipo, o TapSwap, segundo ele com 56 milhões de usuários “alcançados em apenas alguns meses sem qualquer publicidade”. Parece que o Telegram encontrou seu modelo de negócio.

Quem poderia imaginar que jogos de azar viciantes que prometem grandes fortunas sem esforço seriam contagiantes, não? Via Associated Press (em inglês).

É uma bola 

Este aplicativo é uma bolinha vermelha que vive no Dock do macOS e pode ser “tirada” dali e jogada de um lado a outro da tela. “É uma bola. É divertida. É uma bola”, explica Nate Parrott, criador da obra.

Modernizando a estrutura do código do AntennaPod 

Até 2021, o AntennaPod, popular app de podcasts para Android, era um emaranhado baseado em dois módulos apenas. Num esforço enorme, os desenvolvedores “quebraram” os dois módulos em vários, facilitando a manutenção, testes e adição de novos recursos. O vídeo acelerado da evolução do código, de 2012 até hoje, é hipnótico.

Primeiro vislumbre do Thunderbird para Android

O Thunderbird para Android está ganhando forma. Na última atualização mensal do projeto, publicada na quarta (8), apareceu uma imagem da versão do aplicativo com tons azuis e o logo do Thunderbird. Veja.

Em dezembro de 2023, anunciaram a decisão de manter em paralelo o K-9 Mail, base do Thunderbird para Android (lembra?). Na prática, ambos serão o mesmo app, apenas com detalhes estéticos diferentes.

O lançamento do Thunderbird para Android deve ocorrer em 2024, ainda sem data exata.

Domando apps do tipo “para ler depois”

Quando os celulares modernos se popularizaram, surgiu uma categoria de aplicativos para conciliar o desconforto da tela pequena e a natureza móvel do dispositivo, que nos deixa em contato permanente com conteúdos interessantes.

Apps do tipo “para ler depois”, como Instapaper e Pocket, são repositórios privados de textos que catamos por aí e que, por qualquer motivo, não queremos ou não podemos ler no momento.

Eu sempre tive um desses instalado em meu celular, desde o primeiro capaz de lidar com tais apps. E, daquela época até hoje, jamais havia conseguido segurar o contador de leituras pendentes.

Alguém consegue? (mais…)

Atalho do iOS para salvar anotações em arquivos de texto

Em 2019, afirmei que “todo mundo precisa” de um app de anotações. Corta para 2024 e… talvez não? 👀

Eu não tenho precisado. Sempre escrevo textos maiores no computador, em um teclado de verdade. No celular, preciso no máximo de um “guardanapo digital” para anotar, temporariamente, um telefone, uma ideia ou qualquer coisa do tipo.

Em vez de instalar dois apps — um no celular e outro no computador — para ter acesso a esses rascunhos, mantive os arquivos de texto soltos (*.txt) no computador e criei um atalho no app homônimo para criar notinhas no celular.

Ao disparar o atalho, uma caixa de texto aparece junto ao teclado. Escrevo, dou “ok” e o texto é salvo em um arquivo intitulado com a data e hora do momento direto na Mesa, via iCloud Drive. (Dá para substituir por Dropbox, Google Drive, OneDrive…)

Assim.

O atalho pode ser baixado neste link. As regras dele são simples de entender, o que abre margem para alterações e personalizações.

Se quiser um app que lide com texto puro (e várias sintaxes de linguagens de programação), o Runestone é a melhor pedida do momento.

HyFetch é a alternativa ao Neofetch, oficialmente encerrado

O projeto do Neofetch, popular aplicativo de linha de comando que exibe estatísticas do sistema, foi arquivado no GitHub, sinal de que o app já era. Foi só o prego no caixão — a última atualização saiu em 2020.

O Omg! Ubuntu indica o fork HyFetch como alternativa. Por padrão, ele mostra o logo da distribuição Linux em cores LGBTQ+. Para exibir a saída na cor de destaque da distro, como o velho Neofetch, rode o comando neowofetch.

Mensagens de texto, a interface universal?

Tenho pensado em como aplicativos de mensagens de texto, como WhatsApp e Telegram, se transformaram na UI/UX dominante para resolver problemas, organizar eventos, dialogar com empresas e outras interações sociais.

Há muitos méritos nesse paradigma; o maior deles, acho, a acessibilidade. Por outro lado, será que não estaríamos melhores lidando com mais interfaces, cada uma adequada à demanda em questão?

Ligações telefônicas, por exemplo, são mais humanas e mais eficientes para resolver mal-entendidos e pequenos gargalos no dia a dia. E-mail, fóruns baseados em tópicos, sites bem feitos para e-commerce… tudo isso caiu em desuso ou perdeu muito espaço para balões de texto e grupões no WhatsApp.

Zoom Workplace

https://www.youtube.com/watch?v=Gp_Q6XrNWSU

Cheio de IA e com um app novo, o Zoom lançou sua nova plataforma, Zoom Workplace, mais um passo na tentativa de deixar de ser apenas um app de videochamadas no imaginário popular e tornar-se um rival à altura de Google e Microsoft para o ambiente corporativo. Será que cola?

A beleza do código aberto e do software livre

A beleza do software de código aberto e livre (FOSS, na sigla em inglês) é a possibilidade que isso abre para futuros melhores a projetos abandonados ou estragados.

Aconteceu recentemente com o Simple Mobile Tools, para Android. Após o criador dos apps vendê-los para uma empresa com intenções opostas às do projeto, alguém fez um “fork” do código para continuar o desenvolvimento orientado aos preceitos originais.

Mais dois exemplos recentes de que soube pelo último relatório semanal da F-Droid.

O ótimo Geometric Weather, app de previsão do tempo, parou de ser desenvolvido e foi aposentado da loja em meados de março, já com a promessa de que um substituto, um fork baseado no app original, estava a caminho.

Ele chegou. Chama-se Breezy Weather e tem quatro versões distintas, da mais purista (com fontes de dados também livres) à tradicional. Há uma página detalhada, no repositório do projeto, a respeito dessas versões.

O outro aplicativo, o teclado para Android OpenBoard, estava abandonado havia dois anos. Isso está bem longe do ideal, mas menos mal que um grupo adotou o projeto e, agora, o relançou com outro nome e uma série de melhorias e correções. Chama-se HeliBoard.