O Proton Mail ganhou um aplicativo para macOS e Windows. (A versão Linux ainda está em beta.) Parece uma boa notícia, mas… será? Trata-se de mais um app feito em Electron, ou seja, é o site do Proton Mail empacotado com uma cópia do Chromium. Talvez seja mais negócio continuar usando o Proton Mail no navegador. Via Proton (em inglês).

RunCat coloca um gatinho na barra de menus que acelera junto com a CPU

GIF animado do gatinho do RunCat correndo na barra de menus do macOS.

O RunCat, app de Takuto Nakamura, coloca um gatinho corredor na barra de menus do macOS. Até aí, tudo bem — engraçadinho, né?

O mais legal é que a velocidade do gatinho corresponde ao uso da CPU do sistema. Quanto mais trabalho o processador tem, mais rápido o gatinho corre.

Outra surpresa bacana aparece ao clicar no ícone: um painel cheio de informações técnicas do sistema, como uso da memória, percentual da bateria e dados de rede.

Não curte gatos? Existe uma loja inteira de ícones alternativos, incluindo outros animais, seres humanos e objetos inanimados (porém todos são animados… você entendeu). O aplicativo em si (e o gatinho) são gratuitos; você só paga, se quiser, pelos ícones alternativos.

Usa Windows? Tem uma versão mais simples para o sistema da Microsoft, não vinculada ao processador.

RunCat / macOS / Gratuito

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A Apple permitirá que europeus baixem aplicativos para o iOS direto dos sites dos desenvolvedores. Outra mudança, anunciada nesta terça (12), é a de que desenvolvedores mantenham lojas apenas para distribuir seus próprios apps. Não é tão difícil assim, né? Basta (a Apple) querer. Apesar disso, as novidades, que chegam no verão do hemisfério Norte, valerão apenas para países da União Europeia. Via Apple (em inglês).

Noto: App de anotações simples e bem feito para Android

Ícone do Noto: “N” branco contra um fundo azul e verde, em degradê.

Não é porque existem muitos aplicativos em uma categoria que todos são bons ou mesmo seja fácil encontrar um que seja bom.

Tome, por exemplo, a dos editores de texto simples, ou de anotações. Difícil achar um bem feito, apesar da farta oferta.

No Android, o Noto, desenvolvido por Ali Albaali, é uma ótima opção. Gratuito, bem otimizado, com um visual moderno e agradável (já adaptado ao Material You 3) e vários detalhes bacanas, é uma escolha fácil para quem procura por um editor simples sem integração com a nuvem.

Há até algumas opções avançadas, como organização por etiquetas, senhas e lembretes por notificações.

O código é aberto e não há anúncios. Ali diz que o Noto é parte do seu portfólio, ou seja, que serve para “demonstrar suas habilidades no desenvolvimento de software”.

Noto / Android / Gratuito

Indie App Sales, edição de março de 2024

O Indie App Sales, evento de descontos em aplicativos para plataformas Apple, lançou uma edição agora em março. São +250 aplicativos em promoção somente nos dias 12 e 13 de março.

Google Play: Pix chega à loja de apps e amplia opções de pagamento

O Google Play, loja de aplicativos Android do Google, agora aceita pagamentos por Pix:

Ao realizar uma compra e selecionar “Pix” como forma de pagamento, você recebe um código de pagamento ou o QR code, que tem validade de quatro dias. É só copiar o código ou escanear o QR code e pagar no banco de sua preferência. Após a conclusão do pagamento, pode levar até 10 minutos para que o pagamento seja processado e os itens comprados fiquem disponíveis.

Detalhe importante presente na documentação: o Pix só pode ser usado para compras únicas, ou seja, não funciona para assinaturas.

Apps voltam a ser vendidos em compra única, só que com preços salgados

Lembra quando a App Store era um universo de aplicativos geniais e baratinhos? Depois, ali por volta de 2015, veio a fase das assinaturas. Agora, tenho notado uma espécie de retorno às origens, só que com preços… não tão baratinhos.

Tomemos o recém-lançado Simple Scan, para iOS, que expõe um recurso muito legal nativo do iOS — a digitalização de documentos — que, por padrão, fica um pouco escondido nos apps Arquivos e Notas.

O Simple Scan é comercializado via assinatura (R$ 24,90 por ano) ou em compra única de R$ 99,90. A única diferença é que, agora, as licenças perpétuas são chamadas de “lifetime”.

Alguns apps que uso e que aderiram a esse modelo de negócio:

  • O Daylio, que já comentei aqui, custa R$ 14,90 por mês ou compra única de R$ 149,90.
  • O 1Blocker custa R$ 12,90 por mês ou R$ 199,90 em compra única.
  • O KeepPassium custa R$ 4,90 por mês, R$ 49,90 por ano ou R$ 249,90 em compra única (app alternativo, KeePassium Pro).

E tem muitos outros exemplos por aí.

Talvez seja melhor manter os apps de mensagens separados

Todos os dias, faço uma curta peregrinação digital: passo por cinco ou seis aplicativos de mensagens para saber das novidades e responder pessoas. Seria ótimo se fosse um só, não?

Eu achava que sim, e mais gente — que sabe programar e/ou tem recursos — também. Embora os principais aplicativos de mensagens do mercado não trabalhem com rivais, soluções como Beeper, Texts e Element One conseguem, ainda que na base da gambiarra, juntar as mensagens do WhatsApp, Signal, Telegram e outros, todos sob um único ícone na tela do celular.

(mais…)

Onde estão os bons apps de e-mail?

Será que estou mal acostumado ao Apple Mail? Ou apenas acostumado a ele? Afinal, é quase uma década usando-o diariamente. Após passar por vários outros aplicativos de e-mail no último fim de semana, fiquei com a impressão de que não fazem mais bons apps de e-mail, ou comparáveis ao Apple Mail.

Tive essa revelação enquanto configurava o Fedora 39 em um desses “mini PCs”, para ficar mais próximo do sistema e usá-lo vez ou outra. E não é como se eu quisesse algo elaborado, certamente nada que envolva “IA” nem que processe meus e-mails em servidores alheios. (E que não custe US$ 30/mês, rs.) Tudo que peço é um app com interface e atalhos que fazem sentido e que converse com os protocolos IMAP e SMTP. É pedir muito?

Antes de enveredar pelo Linux, aproveitei que o Windows 11 veio pré-instalado no computador para dar uma olhada no “novo” Outlook, a rendição da Microsoft ao elefante na sala, o webmail.

Se você usa Windows e ainda não teve a infelicidade de topar com o novo Outlook, é apenas uma casca em torno do Outlook da web, aquele acessível pelo navegador. Bom para a Microsoft, para os 766 parceiros dela que recebem dados dos usuários, e só. Não, não é bom para você.

Windows superado, instalei o Fedora padrão, com o ambiente gráfico Gnome, e iniciei a minha via crucis pelos clientes de e-mail no Linux. Primeira parada: Thunderbird.

Mesmo com a repaginada visual em curso, o Thunderbird continua… esquisito. São muitos botões, atalhos estranhos ao sistema, visual fora do lugar. Vários desses problemas são comuns ao Firefox, mas, por motivos que não consigo articular, o Firefox não me passa essa sensação. Poderia usá-lo? Sim, meio a contragosto. Funciona. Vamos testar outros apps antes de bater o martelo.

O próximo da lista foi o Evolution, uma espécie de equivalente ao Thunderbird para o ambiente Gnome: lida com e-mail, calendário, listas de tarefas, notas. (Só faltou mensagens via Matrix, coisa que o Thunderbird incorporou não faz muito tempo.) Com um pouco de paciência dá para tirar os excessos de botões e barras e deixar o Evolution mais agradável, ou menos feio. Não num nível ideal, porque tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas ok, não é de todo ruim.

Continuei os testes. O aplicativo seguinte, Geary, é o que mais se parece com o Apple Mail. Simples, focado em e-mail, atalhos no teclado ok, funciona mais ou menos dentro do que se espera de um app moderno.

O problema é que o Geary padece de alguns defeitos injustificáveis a essa altura. O pior deles é o das colunas fixas.

Por motivos que talvez nem Deus explique, não é possível redimensionar as colunas de pastas/filtros, lista de mensagens e mensagem aberta. Para piorar, a coluna da lista de mensagens tem quase a mesma largura da da mensagem, mesmo em telas enormes.

A situação é essa desde abril de 2021. O histórico do Geary é acidentado, com longas lacunas de baixa ou nenhuma manutenção. Esse defeito, porém, é uma regressão. Não era assim e não poderia ter ficado assim, jamais.

Cheguei ao extremo de testar o Claws antes de dar por encerrado meu giro por apps de e-mail. Gosto e só escrevo e-mails em texto puro (text/plain), logo, por que não? Talvez eu me adaptasse com dedicação e paciência para arrumar a configuração padrão, um tempo que não quero gastar com isso.

Será que a maioria já migrou para o webmail em computadores, aplicativo só no celular? Para quem usa app de e-mail no computador: qual? Esqueci de testar algum? Sou todo ouvidos.

O Authy costuma aparecer nas recomendações de leitores do Manual quando pedem por aplicativos de OTP. Aos que usam o app, atenção: a versão para computadores (Linux, macOS e Windows) será descontinuada em agosto de 2024. Via Central de ajuda do Authy (em inglês), que também será fechado, só que na próxima segunda (15).

NewPipe, o melhor (?) aplicativo de YouTube para Android

Ícone do NewPipe: círculo vermelho com um triângulo/seta branca apontando à direita.

O Google subiu o tom de suas investidas contra bloqueadores de anúncios no YouTube. Boa sorte com isso, Google, porque no que depender daqueles que rejeitam o esquema de publicidade à custa da nossa privacidade, os métodos alternativos continuarão de pé por um bom tempo.

O NewPipe é um ótimo app para Android. Leve, de código aberto, sem anúncios e com foco em privacidade, os desenvolvedores ainda fazem um esforço para entregar uma experiência familiar, e melhorada, a quem vem do app oficial do YouTube.

Em outras palavras, o NewPipe é o que o YouTube poderia ser se o maior interesse do Google não fosse sugar até o último centavo dos usuários.

Dadas as suas características, não é surpresa que o NewPipe não está disponível na Play Store. Existem dois métodos para obtê-lo: baixando o instalador (arquivo *.apk) direto do site oficial, ou adicionando o repositório do NewPipe à F-Droid, uma loja de aplicativos Android muito maneira. Recomendo a segunda opção. Se tiver dúvidas, não hesite em perguntar ali nos comentários.

NewPipe / Android / Gratuito

Download (Site oficial) » / Download (F-Droid) »

A Apple liberou as versões 17.2 do iOS/iPadOS e 14.2 do macOS Sonoma nesta segunda (11). (E, também, atualizações para watchOS, tvOS e HomePod.) Os grandes destaques são o novo aplicativo de diário no iOS, Journal, e o suporte a múltiplos cronômetros simultâneos no macOS (finalmente!!!!).

É sempre uma boa esperar alguns dias antes de instalar uma atualização, como o recente desastre no Debian 12.3 nos mostrou, mas se você não se aguentar e instalar aí, conta para mim como ficou o app Journal — e os múltiplos cronômetros no macOS. Via Apple (em inglês), MacMagazine.

Mammoth 2

Ícone do Mammoth 2. O Mammoth é um aplicativos de Mastodon dos mais interessantes. Antes do oficial simplificar o cadastro (pré-selecionando um servidor/instância) e sugerir pessoas para seguir, o Mammoth já fazia isso. E é, até onde sei, o único que oferece um feed algorítmico, nos moldes do (e também chamado de) “For You” — com a vantagem de oferecer opções para personalizar o algoritmo.

Nesta quinta (7), foi lançado o Mammoth 2, “a maneira mais fácil de largar o Twitter e ingressar no Mastodon”, segundo co-fundador Bart Decrem.

Lançada um ano após a estreia do aplicativo, a segunda versão traz uma bela repaginada visual (incluindo um novo ícone/logo) e mais recursos para facilitar a adaptação de quem está chegando do Twitter, como “listas inteligentes” temáticas, com curadoria de usuários, integração com o braço editorial do Flipboard e com o Newsmast e Press.coop, que trabalham para levar conteúdo noticioso de fontes confiáveis ao fediverso.

Uma grande novidade “extra-app” é que ele agora tem o código aberto. O código está previsto para ser liberado nesta sexta (8).

O Mammoth 2 continua gratuito, só que agora oferece um plano pago (R$ 14,90/mês ou R$ 99,90/ano) que confere alguns benefícios aos assinantes, como ícones diferentes, acesso antecipado a novos recursos e participação nas decisões do projeto.

Vale lembrar que o Mammoth recebeu um investimento semente em seu início, em uma rodada liderada pela Mozilla. O valor levantado não foi divulgado.

Mammoth 2 / iOS, iPadOS / Gratuito

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Onrise

Ícone do Onrise: dois círculos brancos, um pontilhado (externo) e outro grosso, contra um fundo preto. O Onrise é um aplicativo simples, gratuito e sem anúncios, para acompanhar e/ou forjar novos hábitos.

Ele é baseado no método “hábitos atômicos”, do escritor James Clear. A interface é simples, e conseguiram até colocar uma espécie de Pomodoro sem polui-la.

Não sei qual é o truque, se é que há algum, para o Onrise ser gratuito e sem anúncios. A política de privacidade é bem ok, e informa que dados são compartilhados com a Amplitude, uma empresa de estatísticas para software. Os dados coletados são anonimizados.

E mesmo sem modelo de negócio e tendo sido lançado em 2021, o Onrise continua recebendo atualizações — a mais recente foi há cinco meses.

Onrise / iOS (iPhone) / Gratuito

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Ansel

Ícone do Ansel: um diafragma de câmera semi-aberto.

Pessoas que fotografam por profissão ou hobbistas usam aplicativos especializados em edição e organização de imagens — como o Lightroom, da Adobe, ou o Photomator.

Entre os de código aberto, o Darktable talvez seja o mais robusto e conhecido. Só que nem todos estão satisfeitos com ele, a começar por Aurélien Pierre, desenvolvedor e designer que, desde 2018, contribuía com o código do Darktable.

Pierre ficou tão irritado com os rumos do projeto que decidiu criar um “fork”, ou seja, um novo projeto a partir do Darktable. Nasceu ali o Ansel.

Ele ficou, tipo… realmente irritado. Neste textão, Pierre explica os motivos do seu desencanto e por que o Ansel é melhor. Eu não sei, mas a justificativa faz sentido e ele parece se importar.

Ansel / Linux (Appimage) e Windows / Gratuito

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