Registre o seu domínio e consolide sua presença no digital

Nesta semana, o Manual do Usuário tem o patrocínio da Hostinger.

Registrar um domínio é essencial. Ele garante a propriedade exclusiva de um nome e endereço na web, fortalecendo a identidade da sua marca ou projeto online. Além disso, transmite mais credibilidade e profissionalismo, facilita o acesso e a memorização do seu site e te protege contra o uso indevido do nome por terceiros.

Se você vai abrir uma empresa ou colocar o seu portfólio na internet, registre um domínio (~R$ 30/ano) mesmo que não vá publicar seu site agora. E se quiser criar seu site o quanto antes, o mais indicado é contratar uma hospedagem (~R$ 200/ano), já que você ganha o primeiro ano de domínio, sem custo adicional.

A mesa de trabalho do Danilo

Olá pessoal! Me chamo Danilo, tenho 37 anos e moro em Jaboticabal (SP). Trabalho como analista de sistemas para uma consultoria parceira da Totvs; atuo no ERP Protheus. Atualmente trabalho 100% em home office e como sou portador da síndrome de Tourette, o home office tem me ajudado muito.

(Ignorem a modelo na foto…)

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Maestral: App alternativo para sincronizar arquivos com o Dropbox

Logo do Maestral: contorno branco de uma asa contra fundo verde escuro.

Lembra quando o Dropbox era um aplicativo pequeno, ágil e que só servia para sincronizar e guardar arquivos na nuvem? Saudades… Hoje, ele é um monstro pesado e cheio de funcionalidades corporativas. Talvez tenha sido necessário transformá-lo nisso, o que não consola quem só quer sincronizar arquivos e guardá-los na nuvem.

O Maestral é um cliente alternativo para Dropbox, de código aberto, escrito em Python e que promete ser leve. Segundo o site oficial, “ele fornece ferramentas poderosas de linha de comando, suporta padrões gitignore para excluir arquivos locais da sincronização e permite a sincronização de várias contas do Dropbox”. Bom demais!

Aos entendedores, além da linha de comando, o Maestral oferece apps com interfaces gráficas nativas (Cocoa no macOS, Qt no Linux). Com isso, os desenvolvedores conseguem chegar a um aplicativo ~90% menor que o oficial e que consome, em média, 80% menos memória do dispositivo. (Esse último dado, porém, varia muito de acordo com o espaço que seus arquivos ocupam no Dropbox.)

Dois alertas importantes para quem quiser dar uma chance ao Maestral:

  • Recursos avançados do Dropbox — a saber: Paper, gerenciamento de equipes e configurações de diretórios/pastas compartilhadas — não são suportados.
  • O Maestral usa a API pública do Dropbox, que não suporta transferências parciais de arquivos (“binary diff”). Isso acarreta em um uso mais intenso de dados.

E, claro, tenha em mente que é um app extraoficial.

Quem usa macOS pode baixar um instalador, contendo a interface gráfica (GUI) do Maestral. No Linux, existem dois caminhos menos amigáveis: via PyPI (GUI opcional) e imagem Docker (somente linha de comando). Todas as informações estão nesta página (em inglês).

Na ação em que a Justiça estadunidense decide qual “remédio” aplicar à Alphabet pela condenação por monopólio do mercado de buscadores, Eddy Cue, vice-presidente de serviços da Apple, disse que, em abril, o volume de pesquisas feitas via Safari encolheu pela primeira vez em na história, ou seja, em quase duas décadas.

Eddy atribui a queda à ascensão de assistentes de IA generativa que entregam resultados de busca mastigados, como Perplexity (com quem a Apple estaria conversando), ChatGPT e Claude.

As ações da Alphabet (Google) tomaram um tombo de 7,5% após a declaração do executivo da Apple, reportada pela Bloomberg. A empresa soltou uma nota contestando a informação, em que diz que “continuamos a ver o crescimento geral de consultas à Pesquisa [do Google]. Isso inclui um aumento no total de consultas provenientes de dispositivos e plataformas da Apple”.

Em quem acreditar? Não sei, mas se havia dúvidas de que uma mudança sísmica está curso, dados como esse ajudam a dissipá-las.

Eddy Cue disse também que a Apple cogita alterar o Safari para que o navegador receba assistentes de IA e que a perspectiva de perder os US$ 20 bilhões anuais, que o Google paga de “caixinha” para ser o buscador padrão do Safari, está lhe tirando o sono. Que pena.

O sumiço dos celulares pequenos

O Bruno, de Florianópolis (SC), perguntou:

Ghedin, você acha que os celulares pequenos, que são bons de usar em uma só mão, viraram coisa de nicho? As grandes empresas largaram mão de fazer celular pequeno e só tende a crescer ou estabilizar nos tamanhos atuais?

Ótima pergunta! É quase um meme o fato de que, semana sim, semana também, alguém pergunta no Órbita se existe algum celular pequeno sendo vendido. Do meu lado, uma experiência recente e ruim com um celular gigante fez eu voltar a minha atenção a essa lacuna no mercado.

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De saída do Mastodon: alguns comentários

por Rob Shearer

Texto publicado originalmente no blog do Rob Shearer em 10/4/2025.

Nota do editor: Embora eu seja afeito ao Mastodon e aposte no ActivityPub há muito tempo (o primeiro post do assunto aqui saiu em 2019), eles estão longe de serem uma solução perfeita. Não concordo com todos os argumentos do Rob, o que não os invalida. Pelo contrário: alguns verbalizam incômodos subjetivos que tenho com o protocolo e outros foram revelações desconfortáveis, mas importantes. Espero que a tradução do textão dele nos ajude na eterna busca por melhorias.

Estou desativando os robôs do Mastodon que usava para publicar os horários do nascer e pôr do Sol. O evento que precipitou isso foi que o administrador da instância que hospeda essas contas exigiu que elas se tornassem praticamente impossíveis de descobrir, mas o motivo subjacente é que ficou cada vez mais claro que o Mastodon não é, e nunca será, uma boa plataforma para “notificações efêmeras assíncronas de qualquer tipo”. Eu também argumentaria (de forma mais controversa) que simplesmente não é uma boa infraestrutura para redes sociais de qualquer tipo. Há muitas pessoas interessantes usando o Mastodon, e tenho certeza que ele continuará como um espaço satisfatório para certos nichos. Mas não há dúvida de que ele jamais oferecerá a diversão do Twitter em seus primórdios, muito menos a vivacidade do Twitter durante sua fase de crescimento. Já faz tempo que removi o Mastodon da minha tela inicial e migrei para o Bluesky para redes sociais focadas em texto.

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O criador do cURL, Daniel Stenberg, subiu barreiras contra a avalanche de relatórios de segurança produzidos por ou com a ajuda de inteligência artificial generativa. Além do volume, eles são inúteis: “Ainda não vimos um único relatório de segurança válido feito com a ajuda da IA.”

A maioria dos usos inadequados de IAs já era possível antes. O que muda com a IA é a escala da coisa.

O grupo de WhatsApp do Manual do Usuário

Um dos benefícios da assinatura do Manual é o acesso à nossa comunidade fechada no WhatsApp.

É possível estabelecer uma comunidade saudável num lugar que se tornou sinônimo de sobrecarga, estafa e desgosto? A julgar pelas reações e comentários de quem frequenta a nossa comunidade, eu diria que… sim?

Fiquei surpreso com a receptividade que a migração do grupo do WhatsApp teve, em comparação às passagens anteriores por apps como Telegram e Signal. Pensando no assunto, a única conclusão a que cheguei é que ter um grupo legal no WhatsApp ameniza o martírio de ter que lidar com outros grupos menos legais e demandas chatas.

O leitor e assinante Guilherme sugeriu que eu falasse da nossa comunidade no WhatsApp a quem ainda não é assinante. Para ele,

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Assim que você abre o site allow.webcam, ele pede permissão ao…

Assim que você abre o site allow.webcam, ele pede permissão ao navegador para acessar sua webcam. Se concedê-la, o site tira uma foto sua e mostra as de todas as outras pessoas que também deixaram se fotografar. Se não, contente-se com uma tela preta.

Saiu a programação da CryptoRave 2025, evento anual que reúne, em 24 horas, uma série de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede. (E mais uma festa no final!)

Neste ano, a CryptoRave acontece nos dias 16 e 17 de maio, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo (SP). A inscrição é gratuita e pode ser feita online ou no local (o link ao lado traz os detalhes, datas e horários).

Sem Instagram, sem privacidade

Ao nos transformarmos em divulgadores das nossas próprias vidas no digital, novos dilemas sociais emergem. (A essa altura não tão novos, mas ainda difíceis de lidar.)

Neste post solitário (é o primeiro e único do blog; em inglês), a pessoa reflete sobre a situação em que alguém publica fotos dela no Instagram e um terceiro, conhecido de ambas, fica sabendo da reunião delas:

Nos últimos meses, notei várias vezes como as pessoas sabem mais sobre a minha vida do que eu conto a elas ou do que provavelmente ouvem dos outros. Por exemplo: aonde viajamos no último fim de semana e com quem. Como elas sabem? Instagram. Uma postagem de um terceiro dessa viagem. Claro. Você não precisa estar no Instagram para estar no Instagram.

Como atender às expectativas de um público tão diverso, mesmo que composto por pessoas do seu convívio? Fotos de viagem ou de uma festa são interpretadas de maneiras diferentes por sua família, seus amigos, colegas de trabalho e chefe.

Acho eu que existem dois caminhos: ignorar as consequências (sociopatia?) ou “pasteurizar” o conteúdo para tentar agradar a todos (impossível, mas dá para chegar perto).

E, mesmo assim, não se escapa de outros dilemas:

Imagine um amigo com quem você foi foi viajar no fim de semana. Esse amigo conversa com outro amigo em comum. Esse amigo em comum poderia muito bem ido com vocês na viagem, já que você gosta dele, mas, devido a circunstâncias da vida, você não o convidou. Você provavelmente se sentiria desconfortável ao ver esse primeiro amigo falando sobre a viagem como se tivesse sido a melhor viagem de todas, onde todos se divertiram horrores e agora todos que estavam lá viraram melhores amigos para a vida toda.

No entanto, essa é a impressão que uma postagem ou história no Instagram geralmente evoca. É, provavelmente, o tipo de conteúdo que a maioria dos seguidores desse primeiro amigo adora ver. Exceto talvez por algumas pessoas que se perguntam por que você não as convidou para a viagem.

Ela propõe, como solução, uma nova etiqueta que desaprove postagens de reuniões sociais para além dos envolvidos. Em vez de um story para todos os seguidores no Instagram, restringir aos “melhores amigos” ou mesmo em um grupo no WhatsApp/Signal.

Dark Visitors ganha plano gratuito

O Dark Visitors, serviço de monitoramento e bloqueio de robôs de empresas de inteligência artificial, mencionado neste Manual em agosto de 2024, reformulou seus planos e, agora, oferece um gratuito bastante generoso, com um teto de 1 milhão de “eventos”.

Dá para usar no modo gratuito para sempre ou cadastrar o cartão e usufruir dos recursos pagos, sem pagar, desde que seu site não ultrapasse o teto de 1 milhão de eventos. Após isso, o custo é de US$ 0,00005 por evento.

Havia cancelado o uso do Dark Visitors aqui quando o período de testes expirou. Agora, reativei-o. É quase terapêutico ver o tráfego de não-humanos por aqui.

A era do vender-se em dobro

Mudanças comportamentais têm acontecido num ritmo tão veloz que padrões e premissas que eram comuns há uma ou duas décadas me escapam completamente. O artigo do W. David Marx me recordou de um deles: a aversão ao mainstream, ou a não ser um “vendido”.

Nas últimas três décadas, a cultura da juventude passou de um profundo ceticismo em relação ao comércio para uma defesa fervorosa do anti-anti-comércio, culminando em uma geração inteira de “criativos” que aproveitam o mercado comercial para… se envolver em ainda mais comércio.

Em qual momento virar vendedor no Instagram (leia-se: influencer) virou meta de vida, sonho de criança? Ou trabalhar na Globo e vestir a camisa com orgulho, ao melhor estilo Marcos Mion? Estaríamos traindo o movimento punk, véi? (Eu não lembrava do nível de insanidade desse vídeo. E, meu deus, “há 18 anos”…) Quando foi que o consumo totalizante de cultura enlatada, produzida em escala industrial (as “franquias”), sitiou o imaginário das massas?

Voltando ao artigo:

O tabu do século XX contra “vender-se” era, em sua essência, uma norma comunitária que recompensava jovens artistas que se concentravam na arte e punia aqueles que apropriavam a arte e a subcultura para o lucro vazio. Agora, a cultura é mais exemplificada por pessoas cujo objetivo parece ser o lucro vazio.

Hipóteses?

Relatório da moderação de comentários (abril de 2025)

Reparou que não tivemos relatório de moderação em março? Eu não esqueci. É que não tivemos ocorrências mesmo.

Não sei precisar os motivos. O volume de comentários está menor, o que pode ser um fator. Apesar disso, fevereiro teve ainda menos comentários e mesmo assim tivemos relatório, ainda que com apenas 1 (uma) ocorrência também.

De qualquer modo, fico contente que as conversas estejam amistosas. O Manual se propõe a ser um lugar legal na internet e, nessa missão, um ambiente amistoso e convidativo nos comentários é vital.

Parabéns a todos nós!

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End of 10: Troque o Windows 10 por uma distro Linux

O suporte ao Windows 10 termina no dia 14/10/2025, ou seja, daqui a alguns meses. Uma galera envolvida com distros Linux subiu o site End of 10 para ajudar aqueles que quiserem trocar o Windows pelo Linux em vez de seguir a orientação da Microsoft, que é descartar um computador funcional e comprar outro com Windows 11. O End of 10 reúne instruções e locais e eventos em que voluntários instalam uma distro Linux nos computadores de quem não tem familiaridade com o assunto.

Super iniciativa. Só falta agora traduzirmos o site para o português e cadastrarmos mais locais e eventos. (Até o momento, só tem um pessoal da USP de São Carlos na lista de locais.)