A Casio vai lançar um relógio de dedo — ou anel-relógio — funcional

Para celebrar os 50 anos do seu negócio de relógios, a Casio vai lançar um relógio de dedo — ou anel-relógio — funcional. (Juro que, a princípio, achei que se tratasse de uma piada.) O acessório, batizado Casio Ring Watch CRW-001, lembra relógios clássicos da marca, com mostrador digital e funções tais como cronômetro, fuso-horário alternativo e luz de fundo. Segundo o MacMagazine, a edição limitada sai em dezembro no Japão pelo preço sugerido de ¥ 19,8 mil (~R$ 750). / casio.com (em japonês), youtube.com/@CasioJapanOfficial

Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

Debian 12.8: As atualizações “ponto” do Debian são do jeito que eu gosto: apenas “correções para problemas de segurança, além de pequenos ajustes para problemas mais sérios”. / Linux / debian.org

Final Cut Pro 11: O editor de vídeo profissional da Apple ganhou novos poderes baseados em IA e a edição de “vídeos espaciais” (aqueles para serem vistos no Vision Pro, caso já tenha esquecido). Outros dois apps profissionais, Logic Pro e Final Cut Camera, também têm novidades. / iOS, iPadOS, macOS / apple.com (em inglês)

Google Gemini: O novo assistente de IA do Google agora tem um aplicativo exclusivo no iOS. (Já existia no Android.) / iOS / apps.apple.com

IronCalc: Um rival (e de código aberto!) para o Google Planilhas? No mínimo, vale uma olhada. Dica da Clarissa. / Web / ironcalc.com

Signal: As ligações e videochamadas do Signal ganharam links e podem ser organizadas independentemente de grupos no app. / Android, iOS, Linux, macOS, Windows / signal.org

VMware Fusion/Workstation: A Broadcom tornou essas duas versões do VMware totalmente gratuitas. / Linux, macOS, Windows / blogs.vmware.com (em inglês)

Half-Life 2 ganhou um tratamento de primeira da Valve em celebração dos 20 anos de seu lançamento, incluindo correções de falhas, melhorias gráficas, comentários dos desenvolvedores e até um documentário. / store.steampowered.com

O jogo, que custa ~R$ 32, está sendo distribuído de graça até terça (18). Difícil encontrar alguém que se interessa pelo tema que não o tenha ainda; se for o seu caso, aproveite. / store.steampowered.com

É o mesmo tratamento que a Valve deu ao Half-Life original, em 2023, na ocasião dos seus 25 anos. / half-life.com

Só é uma pena que o título não foi recompilado para sistemas de 64 bits, o que o torna incompatível com versões modernas do macOS.

Sill é um “Nuzzel do Bluesky e/ou Mastodon”

Em outra vida, existiu um serviço chamado Nuzzel que fazia uma varredura dos links compartilhados por quem você seguia no Twitter e entregava um e-mail bonitinho, todo dia, com os mais populares.

Em 2021, o então Twitter comprou e encerrou o Nuzzel. / daringfireball.net (em inglês)

O Sill, criado por Tyler Fisher, ressuscita a proposta do Nuzzel, só que usando o Bluesky e o Mastodon como motores. (Dá para combinar duas contas nos dois serviços.) Por enquanto, é gratuito. / sill.social (em inglês)

Incompreensível que o Bluesky, que se apresenta como plataforma descentralizada, tenha sofrido com instabilidades e indisponibilidade nesta quinta (14) diante do dia de maior tráfego da sua história, graças a uma nova leva de refugiados do X. / theverge.com, @dholms.xyz/Bluesky (ambos em inglês)

Se fosse no Mastodon/ActivityPub, isso não teria acontecido.

O jornal britânico The Guardian e o espanhol La Vanguardia anunciaram, nesta semana, que deixarão de interagir no X, a rede social do bilionário, troll e futuro secretário de “eficiência governamental” (rs) dos EUA, Elon Musk. theguardian.com (em inglês), lavanguardia.com (em espanhol)

Os motivos, você deve imaginar, giram em torno dos níveis elevados de teorias da conspiração, desinformação e conteúdo perturbador na plataforma, parte do chorume disseminada pelo próprio Musk.

Este Manual abandonou o então Twitter em dezembro de 2022.

Passo por uma fase menos ~ativista, priorizando a sanidade mental no lugar de comprar qualquer briga. Sinal mais forte disso foi a mudança recente do grupo de assinantes do Manual do Signal para o WhatsApp, plataforma de outro sociopata do Vale do Silício.

(Relato do front: o pessoal está curtindo o Zap. O lance de comunidades é confuso, mas funciona. As conversas estão frenéticas.)

O que me leva à reflexão do permanecer fora do X. Para além do meu desprezo por Musk, não é como se estivesse perdendo alguma coisa ao ignorar o X. Deixar aquela plataforma, hoje, é uma decisão muito mais pragmática que ideológica.

Quando a plataforma voltou ao ar no Brasil, após um mês suspensa por determinação do STF, loguei no meu perfil pessoal para… sentir o clima. Pareceu-me terra arrasada: virais apelativos, anúncios de golpes dos mais variados tipos a cada dois posts, maluquices para todos os gostos.

Ignorar é a melhor arma de que dispomos na guerra por atenção. Dito isso, vale o registro de que até mesmo jornalistas, os últimos crackudos de Twitter, estão abandonando o barco. Já não era sem tempo.

E fica a pergunta: qual será o primeiro grande jornal brasileiro que fará tal movimento?

O egoísmo na inteligência artificial

Neste comercial da Apple Intelligence1, a inteligência artificial generativa da Apple, vemos um pai recebendo presentes mambembes das duas filhas, e a mãe, na cozinha, alarmada por ter esquecido do aniversário e/ou do presente do marido.

A mãe pega o seu iPhone com Apple Intelligence e pede à IA para gerar um vídeo de memórias do pai com as filhas. Por fim, deixa celular com os três no sofá, hipnotizados e/ou emocionados com a obra artificial, enquanto ela caminha triunfante de volta ao que quer que estivesse fazendo, nos encarando como se fôssemos cúmplices da trapaça.

A Apple — que não é de hoje vem perdendo a mão com comerciais — apresenta a IA como um passe-livre de toda e qualquer demanda externa, incluindo as afetivas. Uma tecnologia tão poderosa que é capaz de distrair pessoas queridas com um conteúdo pasteurizado que você nem se dá ao trabalho de revisar.

Não é à toa que a IA generativa fascina tanto executivos e funcionários de grandes empresas, público que lida com toneladas de textos ruins, do tipo que ninguém lê porque quer — isso, quando lê.

O chamariz da Apple Intelligence extrapola essa dinâmica amalucada para os afetos mais profundos — no caso, o seio de uma família. Os presentes toscos das filhas, mas feitos de coração, passam a ser apenas toscos. A intenção não importa. O cliente ideal da Apple não tem coração.

(mais…)

Já pensou em fazer download das suas ideias e transformá-las em textos poderosos?

* Texto de responsabilidade do anunciante.

* Este é um post patrocinado.

Olás, olás!

Se essa saudação soa familiar, talvez você se lembre de mim. Sou a Jacqueline Lafloufa, do podcast Guia Prático, apresentado junto do Ghedin.

Voltei aqui — agora como anunciante! — para contar sobre a nova função que assumi desde então: me tornei ghostwriter, uma profissional da escrita especializada em ajudar pessoas e empresas a transformarem suas ideias em textos impactantes.

Já se perguntou como alguns especialistas conseguem fazer colunas e artigos de opinião tão bem escritos e convincentes? Pois bem, muitas vezes eles têm a ajuda de ghostwriters como eu.

Meu trabalho é captar suas ideias e conhecimentos e transformá-los em textos fluidos e de leitura fácil. Seja para artigos, colunas, relatórios, ebooks ou livros, organizo as ideias e transformo tudo em conteúdo que prende a atenção do leitor.

E o melhor: o texto continua com a cara e a voz da pessoa autora. Afinal, minha função é valorizar a expertise dos clientes, potencializando suas ideias e lapidando a forma como se expressam.

“Então você está fazendo colunas, relatórios e livros, é isso?”

Sim, mas não só! Costumo dizer que se tem letrinhas, eu posso ajudar a desenvolver. Vale para muita coisa:

  • Colunas e artigos que consolidam a visão de especialistas;
  • Roteiros para moderação de painéis, para conversas bacana diante de audiências qualificadas;
  • Narrativas de apresentações, ajudando a criar os famosos PPTs;
  • Relatórios que transformam dados e estudos em informações acessíveis e impactantes;
  • Livros que apresentam métodos ou histórias relevantes de forma agradável.

Se você ou alguém que conhece quiser experimentar, que tal a gente conversar? Agende um horário ou mande uma mensagem por WhatsApp ou email.
Vamos juntos pensar em como fazer você brilhar com seus textos!

Até a próxima!

Comentário do Filipe Saraiva ao meu pensamento alto sobre o modelo de desenvolvimento do KDE Plasma:

Respondendo ao teu post utilizando meu chapéu de dev/ex-dev do KDE.

Acho que a diferença do KDE Plasma para outros projetos e essa sensação de “reforma eterna” é porque:

  1. O KDE é transparente mesmo;
  2. O KDE escuta e atende a sua base de usuários; e
  3. O Nate é um cara que quer mostrar o tanto de serviço que é feito e dar crédito pra todo mundo.

Quando fazemos um software, no geral ele atende a uma demanda nossa bem básica. Após a disponibilização vão chegando relatos de bugs, inconsistências, pedidos de novas funcionalidades… essa dinâmica no mundo do software livre é frenética em projetos com muitos usuários e desenvolvedores, portanto as vezes aquela coisinha minúscula que ninguém dá atenção alguém foi lá e corrigiu/modificou/adicionou, e isso gera conteúdo.

Outro ponto da “reforma eterna” é que o Plasma 6 é recente (fev/2024), então ele ainda está em uma fase de muitas mudanças, com muitos ports de coisas do KDE 5/Qt 5 para o Qt 6. Soma-se a isso o atual estado do desktop Linux que está desenvolvendo e implementando toda uma pilha nova de protocolos de vídeo (wayland), áudio (Pipewire), integração com o kernel (systemd) e outros, então sempre tem muito o que mover.

Resumindo, essa sensação é apenas o acompanhamento de um projeto grande, sadio, e que está em contínuo desenvolvimento. É a dinâmica de uma comunidade Linux funcionando em pleno vapor e carga máxima! :)

Três fotos coladas mostrando uma tela flexível sendo dobrada e esticada de diferentes maneiras.
Foto: LG/Divulgação.

A LG demonstrou o protótipo de uma “tela elástica” capaz de aumentar seu tamanho em até 50% — um novo recorde; o anterior, de 2022, chegava a 20%. O desenvolvimento da tecnologia tem o apoio do governo sul-coreano. / lgdisplay.com (em inglês)