O Emojam é uma espécie de “pager moderno”, baseado em emojis…

O Emojam é uma espécie de “pager moderno”, baseado em emojis, fabricado pela Sega. Não entendi o vídeo (pois, em japonês), mas no site Creative Bloc, uma repórter emocionada diz que são +1,1 mil emojis, até 10 emojis por mensagens e que só dá para “adicionar” alguém conectando dois dispositivos fisicamente. O Emojam será lançado em 10/12, por ¥ 7.150 (~R$ 270). / youtube.com/@SegatoysChannel (em japonês), creativebloq.com (em inglês)

Eu amo que o primeiro assunto do novo grupo de assinantes no WhatsApp foi a exposição do número de telefone dos participantes. (Ou: como saber que você está entre leitores do Manual do Usuário sem que eles se identifiquem como leitores do Manual do Usuário.)

O KDE Plasma foi promovido de “spin” para “edition” no Fedora

O KDE Plasma foi promovido de “spin” para “edition” no Fedora. / pagure.io (em inglês)

Isso significa que o lançamento do Fedora 42 Workstation será dependente do KDE Plasma, da mesma forma que era, até então, do Gnome. Os dois ambientes gráficos passam a ter o mesmo status dentro do Fedora.

Existe uma proposta para inverter os papéis e rebaixar o Gnome a uma spin do Fedora. Ainda é só uma proposta. Muita calma nessa hora. / fedoraproject.org (em inglês)

O KDE Plasma está com muito prestígio desde a liberação da sexta versão, em fevereiro. (Ou talvez seja só uma impressão pessoal, reforçada pela semana que passei no Linux com KDE Plasma 5, em janeiro.)

Embora tenha saído daquela experiência satisfeito, ela não transcorreu sem alguns percalços. Até mesmo no breve teste do Plasma 6 topei com inconsistências e falhas. A maioria ignorável, mas em uma quantidade que não esperava em um projeto tão maduro.

Os posts semanais de correções e melhorias do Nate Graham são fascinantes e, ao mesmo tempo, me intrigam. É tanta coisa sendo mexida que passa a impressão de que o KDE Plasma está em eterna reforma. / blogs.kde.org, pointieststick.com (ambos em inglês)

O macOS está longe de ser perfeito, mas tenho a sensação de ter menos pontas soltas. Outros ambientes gráficos do Linux, como Gnome e Xfce, parecem mais consistentes e/ou com ritmos de desenvolvimento menos acelerados.

“Sensação”, “parece”, “intrigam”. Fica a dúvida: todo grande projeto de software é assim, mas o KDE Plasma explicita mais em um (bem-vindo!) exercício de transparência, ou o KDE Plasma é um ponto fora da curva?

De mudança para o WhatsApp (sim, o WhatsApp)

O balanço do uso do Signal para a nossa comunidade rendeu bons comentários (por e-mail!) de apoiadores.

A Patrícia disse:

O Telegram parecia mais animado #imho… (mais interações de assuntos mais diversos)

O Leandro manifestou a situação de — imagino — muitos que estão ali:

Meu único uso do Signal é o grupo do Manual, mas olhando de curioso na minha lista de contatos, estão os mais aleatórios possíveis: [lista de contatos aleatórios]

O comentário do Vinícius me levou a uma nova camada de reflexão:

Particularmente achei que a mudança do grupo para o Signal, embora entenda os motivos, tirou um diferencial da assinatura do manual. O grupo antes era bem movimentado, acessava sempre, com muitas conversas sobre cultura, comportamento, etc. Após o Signal ficou mais morno, com menor volume de mensagens e conversas mais nichadas em questões de programação/pessoal da TI. Acredito que muitas das pessoas, como eu, só instalaram o mensageiro pelo grupo do manual. Daí entro quando lembro, às vezes passo alguns dias e menos assim há poucas mensagens “atrasadas”, algumas dezenas.

Após ler o texto, agora, abri o app (que, pelos registros do meu celular, tinha aberto na segunda-feira — há 4 dias — e há 40 mensagens não lidas. Claro que quantidade não é um dado que indica muita coisa sozinho, o ponto é a diminuição mesmo na interação. O que, para mim, era um chamariz da assinatura, meio que morreu. Concordo que os rumos que o Telegram tomou são questionáveis e repito que entendo os motivos da mudança, mas para mim o resultado foi esse. =(

O “rumo questionável” que o Telegram tomou foi transformar o aplicativo em veículo para criptomoedas. É… uma pena.

Por fim, o do Paulo em resposta à edição de domingo da newsletter (que envio a assinantes):

Eu entendo a relutância de muitos (eu às vezes tenho isso) de usar o WhatsApp, mas seria interessante centralizar tudo em um único app (pra mim, no caso) com os grupos e contatos pessoais. O Telegram era mais fácil porque, ainda que não seja o meu app primário, ele concentra muitos robôs de serviços que eu uso, além de poder guardar conversas/anotações/listas de forma simples, coisa que o WhatsApp ainda não faz (de forma simples, faz mas de forma meio capenga). O Signal “ostracizou” ainda mais o grupo pra mim, porque não ter um app web/tablet dificulta muito pra mim de ler ou de me lembrar de ler o grupo. Não é nada demais, mas eu sinto que o Signal é uma barreira pra lembrar do grupo do Manual.

Estamos aqui para experimentar, por isso, à luz desses e outros comentários de assinantes que não estão no ou não curtiram o Signal, decidi migrar o grupo para o WhatsApp. Por alguns motivos:

  • Goste dele ou não, é o app mais usado no Brasil;
  • Apesar das investidas da Meta para transformá-lo em SAC 2.0 e cavalo de Troia para a inteligência artificial da empresa, a Meta AI, conversas entre indivíduos e em grupos ainda são criptografadas de ponta a ponta;
  • O recurso de comunidades é um pouco complexo, mas não para o público do Manual, que pode se beneficiar da organização;
  • Tenho revisto a minha política de boicote às big techs. Embora ainda priorize tecnologias que contornam as grandes do setor, por coerência não há problema em adotar o WhatsApp — já usamos/lido com Apple, Amazon, Oracle, Automattic… a lista é longa e inescapável, se quiser dialogar com um público mais amplo.

Antes de tomar essa decisão, perguntei aos três insatisfeitos (haha) das mensagens acima o que achavam do WhatsApp, hipótese que foi bem recebida.

Quem já apoia o Manual receberá, ainda hoje (11), o link de convite para o grupo no WhatsApp. Se você ainda não assina o projeto, faça isso agora para participar.

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Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

AirBattery: Um ícone de bateria para a barra de menus mais parrudo que o nativo: além do nível da do notebook, o AirBattery mostra a de outros dispositivos conectados. / macOS / lihaoyun6.github.io

Card Buddy: Este aplicativo ajuda a organizar/estruturar uma história arrastando cartões. / iOS, macOS / ussherpress.com

Getmobi: Este aplicativo promete fazer seu celular “responder” a palmas e assobios a fim de ser encontrado. Não testei. / Android / getmobi.ai

LXQt 2.1: O ambiente gráfico leve para Linux baseado no Qt ganhou, enfim, suporte ao Wayland. (Ainda é parcial.) / Linux / lxqt-project.org (em inglês)

Material Notes: Bons editores de texto simples nunca são demais. / Android / github.com/maelchiotti

SplitPro: Uma alternativa gratuita e de código aberto ao SplitWise — app para dividir despesas. / Web / splitpro.app (em inglês)

YAM Launcher: Lançador minimalista que lembra muito o Olauncher, porém com a opção de exibir a previsão do tempo. / Android / codeberg.org/ottoptj

Os números do Nintendo Switch são surpreendentes: as vendas cumulativas das três variantes do video game somam 146 milhões de unidades em 7,5 anos, com 127 milhões de jogadores ativos. O Venture Beat reuniu esses e outros números divulgados pela empresa. / venturebeat.com (em inglês)

A propósito, a Nintendo confirmou que o sucessor do Switch será compatível com toda a biblioteca de jogos dele. / videogameschronicle.com (em inglês)

É verdade que o arsenal que sites dispõem para se defenderem da pilhagem da OpenAI, Google e outras empresas de inteligência artificial é bem fraco. Ainda assim, chama a atenção o fato de que 99% de ~4 mil veículos jornalísticos brasileiros não fazerem o mínimo — bloquearem o acesso via robots.txt. / nucleo.jor.br

De acordo com Artur Coimbra, diretor de saída da Anatel, a investida da agência contra o telemarketing abusivo resultou em 162 bilhões de chamadas evitadas até outubro. Ele mesmo fez a conta: dá 797 chamadas por brasileiro. / convergenciadigital.com.br