A mesa de trabalho do Henrique Bispo

Olá! Meu nome é Henrique Bispo, tenho 28 anos e moro em Belo Horizonte (MG).

Atualmente trabalho como gerente de tecnologia para uma empresa do ramo educacional de São Paulo, onde coordeno uma pequena equipe e atuo diretamente no desenvolvimento do software também. Antes da pandemia eu morava em São Paulo e trabalhava presencialmente em outra empresa da região. Comecei a trabalhar remotamente ainda nesta mesma empresa, devido à pandemia mesmo, o que possibilitou me mudar para Belo Horizonte. Também trabalhei um tempo para empresas estrangeiras antes da atual, na qual já fui contratado remoto, pois não pretendo voltar a morar em São Paulo.

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Parece que o Nitter, front-end alternativo (entenda) e com mais privacidade do Twitter, subiu no telhado. Outras formas alternativas de acesso ao Twitter, como Fritter e Squawker, também pereceram.

Ainda existem algumas instâncias do Nitter de pé. Deve ser questão de tempo até elas caírem também.

O momento exige o reforço a um pedido que eu e muitos outros fazemos há anos: não publique somente em plataformas fechadas.

Instagram, Reddit, Twitter não são “praças públicas”, não são espaços democráticos. São locais privados, muitas vezes inacessíveis a quem não topa estar lá por qualquer motivo. Via nitter/GitHub, squawker/GitHub, Órbita.

Mihon, o sucessor direto do Tachiyomi, app do Android para ler mangás

Ícone do Mihon: caractere oriental na cor azul.

O encerramento do Tachiyomi, aplicativo de código aberto para Android usado para ler mangás, causou uma comoção. (Até ali no Órbita.)

O app saiu do ar em meados de janeiro, por pressão da Kakao Entertainment, braço editorial do conglomerado sul-coreano Kakao. Nas redes sociais, a empresa avisou que havia “coletado detalhes pessoais da maioria dos indivíduos envolvidos nesse projeto” e ameaçou tomar medidas legais contra o projeto e “forks” (derivados). (Que coisa feia, né? Parece coisa de mafioso.)

O comunicado do Tachiyomi, avisando do fim do projeto, veio quatro dias depois.

A boa notícia é que já existe um fork chamado Mihon. E um ativo: em poucas semanas no ar, já saiu pelo menos uma versão com correções e melhorias.

Esse é só um dos vários forks que surgiram desde que a celeuma com a Kakao Entertinament se acirrou. A mim, que não leio mangá, o Mihon pareceu o mais promissor. (Se discorda, comenta aí embaixo.)

Mihon / Android / Gratuito

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Um efeito colateral curioso da semana usando apenas Linux foi o tanto que meu computador contatou servidores externos.

Em um dia típico, o macOS faz até 9 mil requisições, a maioria tendo como destino domínios/servidores da Apple. (Não parece ser algo nefasto; são domínios de previsão do tempo e conexão com o iCloud, por exemplo.) Já o mini PC com Debian fez 3,3 mil no dia mais intenso de uso. Colhi os dados dos relatórios do NextDNS.

Outro recorte legal é o das conexões com o “GAFAM” (grupo que reúne Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft): no Debian, ~20% delas batem nos servidores dessas empresas. No macOS, +50%. (Ignore os números absolutos; peguei dados semanais para o Debian e mensais para o macOS, porque mal toquei no macOS semana passada.)

Significa que a Apple me “espiona”? Também, mas outra leitura possível é a de que, concomitante à espionagem, o macOS é um sistema mais “vivo”, ou seja, tem mais recursos que dependem de uma conexão à internet para funcionarem.

Atualização (15h05): Adicionei um “concomitante à espionagem” no último parágrafo. A redação anterior, como apontaram nos comentários, dava a entender que a outra leitura possível era de que a Apple não espiona os usuários.

Uma semana usando Linux

No final de 2023, descolei um mini PC para realizar experimentos diversos. Nesta semana, pus em prática um deles: usar (quase que) exclusivamente Linux.

Ao longo da semana, registrei as dificuldades, descobertas, curiosidades e tudo mais que achei relevante a fim de escrever um relato, como se fosse um diário. Este texto, no caso.

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Super Mario Run, o jogo mais subestimado da história da Nintendo?

por Fabio Bracht

Rosto do Mario, personagem da Nintendo, dentro de um ícone com fundo vermelho.

Eu sei, eu sei. Semana passada eu prometi que a Jogos integrais recomendaria jogos bacanas e saudáveis que talvez você não conhecesse. E agora eu estou aqui recomendando um jogo que basicamente todo mundo já ouviu falar.

O lance é que, apesar de ter tido um lançamento bastante popular em termos de mídia (foi, afinal, o primeiro jogo que a Nintendo lançou em uma plataforma de terceiros em toda a sua longa história), Super Mario Run passou batidíssimo por uma enorme parte das pessoas por uma questão controversa.

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O iOS 17.3, lançado nesta segunda (22), traz a Proteção de Dispositivo Roubado, uma opção que gera obstáculos (exigência de biometria e atraso de 1h) para alterar configurações sensíveis do celular e da conta Apple. O recurso vem desativado por padrão. Obrigado aos ladrões estadunidenses; é graças às ações deles, e não dos nossos, que a Apple se mexeu. O link ao lado traz detalhes e o passo a passo para ativar a novidade. Via Apple.

A mesa de trabalho do Wallyson Rodrigo

Como leitor assíduo do Manual e muito curioso para saber como funciona o espaço de trabalho de outras pessoas desde o início do regime de home office, decidi enviar umas fotos do meu setup e escritório que uso de segunda a sábado para trabalhar, estudar e me divertir um pouco.

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A Mozilla criou um “issue tracker”, batizado de Platform Tilt, para documentar “problemas técnicos nas principais plataformas de software que colocam o Firefox em desvantagem em relação ao navegador nativo”. Boa iniciativa para pressionar Apple, Google e Microsoft, que se aproveitam de suas plataformas para favorecerem Safari, Chrome e Edge, respectivamente. Via Mozilla (em inglês).

Heynote, um bloquinho de anotações para desenvolvedores

Ícone do Heynote, o nome do aplicativo em duas linhas, com fundos em tons diferentes de verde.

Sou um grande entusiasta dos bloquinhos de texto — não posso ver um que já fico alvoroçado. O Heynote traz como diferencial o foco em desenvolvedores.

Além do óbvio suporte às sintaxes de diversas linguagens de programação, o Heynote trabalha com blocos para dividir as anotações.

Aperte Ctrl + Enter para criar um novo bloco. A separação funciona também para a seleção do conteúdo, ou seja, um Ctrl + A seleciona apenas o conteúdo do bloco em foco.

Ah, também serve de calculadora “esperta”, do tipo que cria variáveis e faz pequenas conversões — parecida com aplicativos como Numi e Soulver.

Desenvolvido por Jonatan Heyman, o Heynote tem o código aberto.

Heynote / Linux, macOS e Windows / Gratuito

Resposta do Olhar Digital à análise de sites de tecnologia brasileiros

por Bruno Capozzi

Nota do editor: Na última quinta (18), recebi um e-mail do Bruno, editor-executivo do Olhar Digital, com a promessa de uma resposta, em breve, à análise de sites de tecnologia brasileiros que publiquei neste Manual no dia 12/1. Como ela veio em prosa, pedi autorização ao Bruno para publicá-la na íntegra aqui.

Primeiramente, obrigado pelas considerações e por entrar em contato conosco. Achei sua análise bastante interessante. Tomei a liberdade de escrever um texto corrido para responder suas questões.

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Uma análise (PDF) feita por pesquisadores alemães constatou aquilo que suspeitávamos: os resultados da pesquisa do Google (e do Bing e DuckDuckGo) estão piorando.

A análise é limitada a produtos/“reviews”, um tipo de conteúdo mais suscetível à manipulação pelo mecanismo de recompensa óbvio, links de afiliados. Ainda assim, é válida.

Fico pensando se um buscador com curadoria humana, que restrinja os resultados a fontes verificadas, já se faz necessário. (Ou se será, com a enxurrada de lixo de IA gerativa no horizonte.) Se sim, não deixa de ser uma regressão aos tempos pré-Google, quando dois caras da Universidade de Stanford alimentavam na unha um tal de “Jerry and David’s Guide to the World Wide Web”… Via 404 Media (em inglês).

Jogos integrais

por Fabio Bracht

O mercado de jogos, em especial o de jogos para celular, foi dominado por “junk food”: jogos que enganam os nossos sentidos e parecem deliciosos na primeira mordida, mas que não passam de um amontoado de calorias vazias que não nutre, que só consome o nosso tempo de vida.

Eles são raros, mas jogos que oferecem uma experiência genuinamente positiva ainda existem. São títulos que você termina e não deixam um retrogosto de tempo desperdiçado. São jogos que valem a pena, que deveriam ser mais divulgados e recomendados.

Ao contrário do que eu comparei com “junk food”, acima, eu chamo esses jogos de integrais.

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Holedown: O prazer de quicar bolinhas até o centro do universo

por Fabio Bracht

Ícone do “Holedown” para Android: ponta de um cabo branco com um rosto, contra fundo rosa.

Você mira nos blocos na parte de baixo da tela. Você atira suas bolinhas quicantes e torce pra dar tudo certo.

Quanto mais as bolinhas quicarem pela tela, mais blocos são destruídos e mais você avança. Com os cristais que surgem pelo caminho, é possível comprar melhorias entre uma tentativa e outra rumo ao fim do jogo. Sim, acredita que este é um jogo de celular que tem fim?!

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Talvez seja melhor manter os apps de mensagens separados

Todos os dias, faço uma curta peregrinação digital: passo por cinco ou seis aplicativos de mensagens para saber das novidades e responder pessoas. Seria ótimo se fosse um só, não?

Eu achava que sim, e mais gente — que sabe programar e/ou tem recursos — também. Embora os principais aplicativos de mensagens do mercado não trabalhem com rivais, soluções como Beeper, Texts e Element One conseguem, ainda que na base da gambiarra, juntar as mensagens do WhatsApp, Signal, Telegram e outros, todos sob um único ícone na tela do celular.

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