2023
A Bending Spoons fechou os escritórios do Evernote nos EUA e Chile, demitiu funcionários desses locais e migrou toda a operação do aplicativo de anotações para a Europa. A Bending Spoons tem sede na Itália e comprou o Evernote, por uma soma não divulgada, em novembro de 2022. Em fevereiro, 129 funcionários do Evernote haviam sido demitidos. O número de demissões desta vez não foi divulgado.
O CEO da Bending Spoons, Francesco Patarnello, disse em nota que “nossos planos para o Evernote são mais ambiciosos do que nunca”, mas… né, demissões em massa seguidas não costumam inspirar muita confiança. Via Bending Spoons, SFGate (ambos em inglês).
A primeira multa aplicada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi a uma empresa de Vila Velha (ES), a Telekall, que ofereceu listas de contatos de WhatsApp para spam eleitoral a candidatos de Ubatuba e Campinas (ambas em SP), nas eleições municipais de 2020. Íntegra do relatório de instrução (PDF). No total, R$ 14,4 mil, mais uma advertência. Via Convergência Digital.
Threads não é para política nem jornalistas, diz executivo da Meta
Notícias e política não são bem-vindas no Threads, a rede social da Meta criada para ocupar o vácuo que o Twitter está deixando.
Na tarde desta sexta (7), Adam Mosseri, head do Instagram, respondeu a uma pergunta do editor do The Verge, Alex Heath.
Heath questionou se a Meta estava preparada para receber jornais e publicações noticiosas, já que, segundo ele, esse seria um pressuposto para competir com o Twitter.
Mosseri disse que, embora notícias e política sejam inevitáveis no Threads, é algo que a Meta “não incentivará”.
O 5G brasileiro completou um ano nesta quinta (6) com marcas interessantes: 184 municípios cobertos, 101 aparelhos compatíveis no varejo, 9.481 estações nas capitais (5 vezes a obrigação legal). Dados da Ookla apontam que a velocidade média de download no Brasil é de 446,91 Mbps e a de upload, 33,6 Mbps. Atualmente, 10,1 milhões de pessoas se conectam via 5G. Via Anatel.
O primeiro produto pago do Bluesky é o registro de domínios web (precisa de login), oferecido em parceria com a Namecheap. Faz sentido: domínios são a identidade e a verificação no protocolo AT, usado pelo Bluesky.
No mesmo dia, a empresa Bluesky anunciou uma rodada semente de US$ 8 milhões liderada pela Neo. O dinheiro será usado para o básico: expansão da equipe, despesas de infra e investimentos no protocolo AT e aplicativo oficial. Via Bluesky (2) (em inglês).
Mais um capítulo na guerra dos chips
A China vai restringir a exportação de matérias-primas necessárias para a fabricação de chips, especialmente gálio e germânio.
Segundo comunicado do Ministério do Comércio divulgado na segunda-feira (3), fornecedores desses materiais devem solicitar licenças de exportação às autoridades chinesas já a partir de agosto de 2023.
A jornalista Rebecca Choong Wilkins resumiu os pontos de maior interesse.
Como coloca o Asia Times, com a medida, Pequim espera ganhar tempo para aprimorar sua indústria, enquanto empresas estadunidenses, japonesas e europeias lidam com as consequências do fim do fornecimento dos materiais.
O TikTok lançou, no Brasil e na Indonésia, um streaming de música. O TikTok Music é mais barato que os concorrentes (R$ 16,90/mês) e conta com integração com o TikTok. É o segundo app do tipo da ByteDance. O anterior, Resso, será aposentado nesses dois mercados no dia 5 de setembro. Via TikTok.
Um advogado do Twitter enviou uma carta à Meta ameaçando processar a empresa pelo lançamento do Threads. Diz o texto que ex-funcionários do Twitter, contratados pela Meta, teriam desviado propriedade intelectual para criar a nova rede social.
Só que, segundo Andy Stone, diretor de comunicação da Meta, ninguém da equipe de engenharia do Threads já trabalhou no Twitter. Via Semafor (em inglês).
Atualização (7/7, às 8h30): A fonte anônima do Semafor agora tem nome e cargo. A nota foi atualizada.
Primeiras impressões do Threads
A Meta antecipou o lançamento do Threads, seu clone do Twitter, para a noite de quarta (5).
Após dar uma boa olhada no aplicativo, essas são as minhas primeiras impressões.
Onboarding
Cadastrar-se no Threads é bem fácil se você já tiver uma conta no Instagram. Literalmente um toque.
O Firefox 115, lançado nesta terça (4), é a última versão compatível com os Windows 7 e 8 e com o macOS 10.14 (Mojave) e anteriores. A Mozilla orienta quem ainda estiver nessas versões que use o Firefox ESR a fim de continuar recebendo atualizações críticas de segurança — até setembro de 2024. Via Mozilla (em inglês).
Threads aparece antes da hora com famosos, marcas e Marcos Mion pedindo POSITIVIDADE
A nova rede social da Meta, Threads, fez uma breve aparição antes da hora nesta quarta (5), na web. Ela deve ser liberada amanhã (quinta, 6), exceto na Europa, onde a mistura de dados entre Threads e Instagram é muito provavelmente ilegal.
A Meta concedeu acesso antecipado a famosos e marcas para criar burburinho e atrair geral. E parece ter funcionado: os posts que consegui ver antes dos perfis sumirem no site eram todos entusiasmados.
Marcos Mion estava radiante: pediu POSITIVIDADE!!! para que o Threads não vire um Twitter e alega ter emplacado a primeira “trend” do novo local — uma corrente mostrando os primeiros seguidores.
A julgar por esse vislumbre, é o Twitter mesmo que deve dançar com a nova concorrência. O visual do Threads é bem simples, agradável, leve, e, apesar de ser um produto da Meta, empresa que coaduna com extremistas e já ajudou a promover um genocídio, os primeiros habitantes compraram o discurso de que ali é um lugar melhor. O que, em relação ao Twitter de Musk, ele próprio um extremista, é verdade.
No que interessa, a conexão com o ActivityPub/fediverso, Adam Mosseri, head do Instagram na Meta, disse no Threads que isso está nos planos, mas que não houve tempo hábil para implementar a integração nesse primeiro momento.
Ao lado dos nomes de usuários, aparece um pequeno selo fazendo referência ao servidor/comunidade (threads.net). Quando se clica nele, uma mensagem informa que em breve será possível interagir com pessoas em instâncias do Mastodon — o nome é citado expressamente.
Depois de toda a celeuma no fediverso, é uma grande decepção.
O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu nesta terça (4) que a Meta precisa da autorização explícita dos usuários europeus para rastrear e processar dados pessoais para personalização de anúncios, rejeitando todos os artifícios e contorcionismos jurídicos que a empresa usava desde a entrada em vigor do GDPR — a lei de proteção a dados pessoais da UE —, em 2018, para sustentar suas práticas comerciais abusivas.
No TechCrunch, Natasha Lomas aproveitou o feriado nos Estados Unidos para pegar no pé de Zuckerberg e companhia: para os europeus, 4 de julho passa a ser o dia da independência — do capitalismo de vigilância norte-americano. Via TechCrunch, Fortune, noyb (todos em inglês).
Como desgraça pouca é bobagem, o Twitter avisou que em 30 dias vai fechar o TweetDeck para assinantes do Twitter Blue (R$ 42/mês) e começou a forçar a “nova” versão (em testes há dois anos), que é basicamente um Twitter web com colunas — bem pior que a antiga. Via @TwitterSupport/Twitter (em inglês).
O cara marca uma audiência com o presidente e daqui a pouco o presidente está sentado e o cara no celular, conversando com o cara que ele não marcou a audiência. Então, no meu gabinete não entra com celular, celular fica na portaria e nenhuma reunião eu permito celular.
— Luis Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil.
Será Lula leitor deste Manual do Usuário? Via @LulaOficial/YouTube.