Tem sido difícil cobrir o Twitter sob o comando de Elon Musk. Num mesmo dia o serviço lança um recurso, a coisa sai do controle e, horas depois, o recurso é desativado.

Algumas coisas valem o registro, porém. Das últimas notícias, destaco a primeira reunião geral da empresa convocada por Musk, nesta quinta (10). Ele avisou que o Twitter pode sangrar bilhões de dólares em 2023 e que corre até o risco de ir à falência. A solução, diz, são as assinaturas pagas, que ele espera respondam por metade do faturamento do Twitter.

Momentos depois de terminada a reunião, mandou um e-mail aos funcionários dizendo que a “prioridade máxima” no momento é livrar a plataforma de robôs, spammers e trolls. Boa sorte com isso: executivos que lideravam áreas relacionadas a esse tema pediram demissão esta semana.

Há quem diga, a sério, que Musk está ativamente tentando destruir o Twitter por dentro. É uma hipótese meio descabida porque implica em torrar US$ 44 bilhões e comprometer as ações das duas outras empresas do magnata, Tesla e SpaceX. Apesar disso, é difícil imaginar uma gestão pior — e considere que o Twitter não tinha, nunca teve, na real, gestores exemplares. Via Platformer (em inglês).

O Google incluiu o Brasil nos testes de sistemas de pagamento alternativos na Play Store. Em paralelo, o Spotify lançou uma atualização do aplicativo para Android que permite ao usuário escolher pagar a assinatura pelo sistema próprio da Play Store ou direto ao Spotify — na segunda opção, o Google cobra uma taxa 4% menor. Via Android DevelopersGoogle, Spotify (todos em inglês).

A Asus lançou no Brasil a linha de celulares RoG Phone 6, com preços a partir de R$ 7 mil. São celulares “gamers”, com visual invocado e cheio de números enormes.

O que mais chama a atenção, porém, é que pelo segundo ano consecutivo o RoG Phone falha no “teste de durabilidade” do youtuber Zack Nelson: ele consegue dobrar o celular ao meio usando as próprias mãos. Bem gamer mesmo: chamativo e com cara de durão, mas super frágil por dentro. Via JerryRigEverything/YouTube (em inglês).

Criei minha própria VPN

O pessoal do marketing é muito bom em inventar novos nomes para coisas triviais. Lembro de “nuvem”, termo quase esotérico que, na prática e de modo bem simplificado, é só o computador de uma empresa que você consegue acessar via internet.

“VPN” é outro desses termos — embora, imagino, não tenha sido cunhado por um publicitário. Daria para explicar o que é uma VPN de inúmeras maneiras (uma tentativa com milhares de palavras). No modo bem resumido, VPN é um acesso direto e protegido do seu celular/computador a outro computador. “Virtual Private Network”, rede privada virtual, sacou?

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Surpreendendo absolutamente ninguém, os selos azuis de verificação do Twitter postos à venda por Elon Musk desencadearam um festival de paródias e situações esdrúxulas, do Mario da Nintendo fazendo um gesto obsceno a ex-presidentes norte-americanos postando barbaridades.

Nesta quarta (9), Musk disse que “o Twitter fará um monte de coisas estúpidas nos próximos meses”. Percebe-se. Fica a dúvida, porém: é necessário? Desejável, até? Via @elonmusk/Twitter (em inglês).

A FTX era a terceira maior exchange de criptomoedas, avaliada em US$ 32 bilhões, antes de implodir no início desta semana. Uma mutreta do seu fundador, Sam Bankman-Fried, envolvendo uma empresa-irmã, a Alameda Research, e o FTT, token emitido pela FTX, expôs a incapacidade da exchange em garantir o dinheiro investido, o que levou a uma corrida de investidores para sacarem o que tinham lá.

Piora. A Binance, maior exchange do mundo, se ofereceu para comprar a FTX e cobrir o prejuízo, mas voltou atrás após dar uma olhada na contabilidade.

A Sequoia, que injetou mais de US$ 200 milhões na FTX em 2021, entubou o prejuízo integral — a famosa firma de capital de risco do Vale do Silício reavaliou sua parte na FTX em US$ 0 (zero). O futuro da FTX é incerto. Via Bloomberg, Wall Street Journal, @sequoia/Twitter (todos em inglês).

Post livre #342

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A suíte de aplicativos gráficos Affinity, da Serif, chegou à segunda grande versão com muitas novidades, mantendo o modelo de compra única, marcando oposição à Adobe e seu modelo por assinatura. As licenças da suíte Affinity valem para as três plataformas em que os aplicativos estão disponíveis (iPadOS, macOS e Windows).

Para celebrar o lançamento, o pacote completo (Designer, Photo e Publisher) está com 40% de desconto, saindo a US$ 99,99. Via Serif.

Print do perfil @Twitter com o novo selo de verificação cinza/Oficial.
Imagem: @esthercrawford/Twitter.

O Twitter terá um segundo selo de verificação, disse Esther Crawford, diretora de produtos da empresa. Esse novo selo, cinza e com a palavra “Oficial” ao lado, não será vendido e herdará a função do selo original, azul: atestar a veracidade de um perfil na rede. Veja a imagem acima.

Nem todos os detentores do atual selo de verificação, que ainda não está à venda, serão elegíveis ao novo selo “Oficial”. Segundo fontes da newsletter Platformer, existem hoje cerca de 100 mil usuários do Twitter verificados/com o selo azul.

Comercializar o selo azul, a grande obsessão do novo dono do Twitter, cada vez mais parece uma estratégia para criar classes dentro da rede social. A promessa é de que os usuários pagantes tenham preferência no algoritmo, ou seja, tem maior exposição quem pode pagar. Via @esthercrawford/Twitter (em inglês).

Atualização (15h10): O Twitter chegou a distribuir o novo selo cinza “Oficial” a alguns perfis, mas Elon Musk já voltou atrás. Em resposta a uma crítica do youtuber Marques Brownlee, Musk disse que “acabou com aquilo [segundo selo]” e que “o selo azul será o grande diferenciador”.

Decidi reduzir o tamanho da nossa equipe em 13% e dispensar mais de 11 mil dos nossos talentosos funcionários. […] Quero assumir a responsabilidade por essas decisões e por como chegamos até aqui.

— Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciando uma demissão em massa.

Via Meta (em inglês).

O Zoom anunciou novos serviços voltados a empresas: e-mail e calendário. Com isso, aproxima a sua oferta à de rivais como Google e Microsoft. Como diferenciais, promete criptografia de ponta a ponta onde der e integração com o serviço de videochamadas que explodiu em popularidade na pandemia.

Outras novidades foram anunciadas no Zoomtopia, um evento próprio do Zoom, como o “Zoom Spots”, uma videochamada permanente para equipes, e o Zoom Team Chat, que reunirá numa interface familiar as conversas um a um e em grupo na plataforma. Via Zoom (2) (em inglês).

Em mais um capítulo da longeva série “não confie em grandes empresas”, duas fontes distintas afirmam que o Revue, serviço gratuito de newsletters do Twitter, será encerrado no fim deste ano. Pior: já existem sinais de abandono do serviço, segundo relatos em redes sociais. Via Platformer (em inglês), Núcleo.

Uma das principais promessas do mercado de NFT era a de que os artistas ganhariam comissões nas negociações do mercado secundário, ou seja, de vendas feitas após a inicial.

Só tem um problema: as comissões/royalties não estão previstas na blockchain e, dada essa discricionariedade, vários marketplaces passaram a isentar os negociadores da comissão ou torná-la opcional.

Para ilustrar a situação, na x2y2, um dos marketplaces que adotaram a comissão opcional, em apenas 18% das compras de outubro os criadores receberam comissão.

A OpenSea, maior marketplace de NFTs do mundo, está prestes a adotar uma política que banirá marketplaces rivais que não obrigam ao pagamento das comissões. Só que isso valerá apenas para novos NFTs. Os antigos estão num limbo e os artistas, com razão, impacientes com a situação. Via Decrypt (em inglês).

O Signal agora tem stories. Acho ótimo! Goste ou não, é um formato bastante popular e oferecê-lo é importante a um aplicativo que se contrapõe aos da Meta.

Provando que é possível fazer as coisas de um jeito melhor, os stories do Signal são criptografados de ponta a ponta e têm “opt-in”, ou seja, quem não quiser o recurso pode desabitá-lo com três toques, nas configurações.

Os stories estão disponíveis na versão 6 do Signal para Android e iOS, disponibilizada há pouco. Via Signal (em inglês).

⭐️ Black Friday na Insider: Em quais produtos você deveria investir

por Manual do Usuário

Chegou o mês mais aguardado pelos consumidores, o mês da famosa Black Friday! Como queremos manter os leitores do Manual do Usuário antenados com os melhores descontos, trouxemos as melhores oportunidades de Black November da nossa parceira Insider e uma seleção de alguns produtos que você deveria investir.

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