Em seu blog oficial, o WhatsApp informou que, agora, grupos podem ter até 512 pessoas, o dobro do limite anterior (256).

O recurso vem com um asterisco: a ampliação não será disponibilizada de imediato no Brasil, graças a um compromisso que o WhatsApp firmou com o TSE de não alterar características do produto até o fim das eleições de outubro.

O público brasileiro poderá usufruir das outras duas novidades: as reações e envios de arquivos maiores, de até 2 GB. Antes, o tamanho máximo permitido era 100 MB. Via Blog do WhatsApp.

A cultura pop virou um oligopólio

Sou inerentemente cético em relação a grandes alegações a respeito de mudanças históricas. Publiquei recentemente um artigo mostrando que as pessoas superestimam o quanto a opinião pública mudou nos últimos 50 anos, por isso, naturalmente, estou atento a vieses similares aqui. Mas esta mudança não é ilusória. É grande, está acontecendo há décadas e em todos os lugares que se olha. Portanto, vamos ao fundo da questão.

[…]

O problema não é que a média tenha diminuído. O problema é que a diversidade diminuiu. Filmes, TV, música, livros e video games deveriam expandir a nossa consciência, levar a nossa imaginação a dar saltos e nos introduzir a novos mundos, histórias e sentimentos. Deveriam nos alienar às vezes, ou nos irritar, ou nos fazer pensar. Mas não são capazes de nada disso se apenas nos alimentam de sequências e “spinoffs”. É como comer miojo toda noites, para sempre: pode ser confortável, mas uma hora ou outra você ficará desnutrido(a).

O Google ampliou a política de remoção de informações de identificação pessoal dos resultados do seu buscador.

Agora, além de poder solicitar a remoção de dados bancários e tentativas de doxxing (divulgação de dados pessoais com o objetivo de atingir alguém), o Google permite que as pessoas solicitem a remoção de outros dados pessoais, como CPF, endereços físicos, número de telefone e e-mail, sem que haja risco iminente. Veja a lista completa.

Para fazer a solicitação, é preciso preencher um formulário e aguardar a análise do Google. Via Google (em inglês).

Dark kitchens, delivery e plataformas digitais

por Flávia Schiochet

Matéria produzida em parceria com a fogo baixo, uma newsletter independente sobre alimentação, culinária e gastronomia.

Toda produção em escala requer simplificação — otimizar processos, reduzir custos, diminuir variáveis, testar fluxos e tornar o processo mais ágil. Mas entre os pontos extremos do modo de produção — o artesanal e o industrial —, existem tantas configurações de capacidade produtiva quanto são variados os modelos de celular à venda; parecem a mesma coisa só porque têm o mesmo objetivo. Como em tudo, há ganhos e perdas ao escalonar a produção: ganha-se velocidade, mas perde-se o potencial de personalização.

(mais…)

Post livre #315

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

Estamos levando o Instagram a um lugar onde o vídeo é uma parte maior da experiência principal, onde o conteúdo é mais imersivo — ele ocupa mais espaço da tela —, onde uma parte maior do feed é de recomendações, coisas que você talvez ame, mas que ainda não conhece, e onde você tem mais controle sobre a experiência.

— Adam Mosseri, head do Instagram.

Mosseri deu a declaração acima ao anunciar um teste para o feed do Instagram que exibe fotos e vídeos que ocupam a tela inteira, bem parecido com o… TikTok.

Esse lugar aonde estão levando o Instagram é estranho e, sei lá, não parece um bom lugar. Via @mosseri/Twitter (em inglês).

Quando El Salvador adotou o bitcoin como moeda oficial, em setembro de 2021, ofereceu aos cidadãos uma carteira digital chamada Chivo para que eles transacionassem usando a criptomoeda.

Um estudo publicado recentemente pelo Birô Nacional de Pesquisa Econômica, grupo de Massachusetts, EUA, descobriu que a Chivo é um fiasco. Nas 1.800 residências consultadas, praticamente metade havia baixado o aplicativo, mas, desses, 61% já o abandonou. Quem manteve o app tem usado ele para transacionar dólares. Segundo o próprio Banco Central salvadorenho, em fevereiro, apenas 1,6% das transações no Chivo envolveram bitcoins. Via Rest of World (em inglês).

A Amazon anunciou o primeiro reajuste no preço do Prime no Brasil. A partir de 20 de maio, a mensalidade passará de R$ 9,90 para R$ 14,90 (+50,5%) e o plano anual, de R$ 89 para 119 (+33,7%). Para quem já é assinante, o reajuste do plano mensal começa a valer em 24 de junho.

O aumento, nota a Folha de S.Paulo, acontece em um momento de fragilidade da companhia, que reportou prejuízo de US$ 3,8 bilhões no último trimestre, o que fez as ações da empresa na Nasdaq caírem +10%. Via Folha de S.Paulo.

A Mozilla lançou, nesta terça (3), o Firefox 100. O número redondo ensejou algumas celebrações, mas o navegador em si traz poucas novidades.

Em computadores, a principal é o suporte a legendas no modo PIP. E em distribuições Linux com interface gráfica Gnome, o Firefox agora usa barras de rolagem no padrão do sistema.

Em celulares (Android; iOS em breve), o Firefox 100 traz novas maneiras de exibir e organizar… coisas. O histórico ganhou uma repaginada visual e um botão de pesquisa, e abas não visitadas há 14 dias ou mais agora ficam numa área à parte. Ah, e tem dois papéis de parede novos. Via Mozilla (em inglês).

Está rolando (até domingo, 8) a Feira do Livro da Unesp. O evento, mais uma vez virtual, reúne ~150 editoras que oferecem livros com no mínimo 50% de desconto. Há, também, uma programação cultural em paralelo. Via Unesp.

Um ano depois de anunciar recursos baseados em áudio ao vivo e suporte a podcasts, o Facebook vai desativá-los todos.

Você talvez não lembre ou sequer tenha notado, mas em abril de 2021, quando a febre do Clubhouse já havia esfriado e a Apple ensaiava uma reformulação do seu produto de podcasts em resposta ao crescimento do Spotify, o Facebook decidiu entrar na onda do áudio.

A Bloomberg descobriu que a Meta enviou um e-mail a parceiros avisando do encerramento das iniciativas, a saber:

  • Podcasts começarão a ser removidos a partir de 3 de junho.
  • Salas de conversa ao vivo serão integradas às lives, ou seja, será possível fazer lives apenas de áudio.
  • “Soundbites” será descontinuado.

Via O Globo.

China deve aliviar pressão regulatória sobre big techs locais

por Shūmiàn 书面

Nem mesmo os planos de trocar a bolsa de Nova York por Hong Kong parecem estar dando certo para a DiDi. Quase cinco meses depois de anunciado, o plano não saiu do papel.

De acordo com esta reportagem do SCMP, a companhia apertou o freio após receber uma sinalização de que não atende aos pré-requisitos para a abertura de capital. Isso só aconteceria, de acordo com pessoas próximas ao assunto, depois de a DiDi fazer uma série de retificações para atender por completo aos parâmetros solicitados pelo administrador do ciberespaço da China.

Por outro lado, o Wall Street Journal publicou na semana passada que Pequim deve dar um tempo nas punições a empresas de tecnologia, alvos de uma forte onda regulatória iniciada no ano passado.

De acordo com o veículo, as autoridades devem se sentar nas próximas semanas para conversar com representantes das principais big techs, numa tentativa de chegar a acordos em um momento em que a economia chinesa se encontra em dificuldades pelo cenário da Covid-19.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

A japonesa Square Enix vendeu seus três estúdios do Ocidente (Crystal Dynamics, Eidos Montreal e Square Enix Montreal), junto com +50 franquias, incluindo algumas famosas e boas de vendas, como Tomb Raider, Deus Ex e Legacy of Kain, à editora europeia Embracer.

O valor do negócio — US$ 300 milhões — chamou a atenção. No início do ano, a Microsoft desembolsou US$ 68,7 bilhões na Activision Blizzard e, um mês depois, a Sony levou a Bungie, estúdio de um jogo só, por US$ 3,6 bilhões.

Mais estranho ainda é a motivação da Square Enix.

No anúncio da venda ao mercado, a empresa justificou a venda como uma “adaptação às mudanças em curso no negócio global de entretenimento, estabelecendo uma alocação de recursos mais eficiente”. Até aí, tudo bem. “Além disso, a transação permite o lançamento de novos negócios ao avançarmos em investimentos em áreas que incluem blockchain, IA [inteligência artificial] e a nuvem”. Boa sorte com isso. Via Ars Technica (em inglês).

Como aumentar vida útil das roupas e ajudar a salvar o planeta

Como aumentar vida útil das roupas e ajudar a salvar o planeta, por Bel Jacobs na BBC News:

[…] Está ficando cada vez mais difícil ignorar os prejuízos sociais e ambientais causados pela fabricação de roupas.

As taxas de consumo de recursos naturais são estratosféricas, sem falar na poluição e nos níveis de resíduos, enquanto as cadeias de fornecimento globais são marcadas pela exploração. E o setor é ainda responsável por uma parcela que varia de 2 a 8% do total das emissões globais de gases do efeito estufa, dependendo do estudo consultado.

São fatos impressionantes, considerando que, até certo ponto, trata-se de uma indústria de produtos não essenciais. Muito poucas pessoas nas capitais consumidoras de moda ao redor do mundo realmente precisam de mais roupas. Mesmo assim, são produzidas cerca de 80 a 100 bilhões de peças de roupa por ano – e esta estimativa é conservadora.