A Samsung reuniu a imprensa em Nova York para anunciar a nova geração dos seus celulares dobráveis e acessórios.

Alguém que não conheça muito bem as versões antigas terá dificuldade em identificar o que há de novo nos Galaxy Z Flip 4 e Galaxy Z Fold 4 — em resumo, componentes internos atualizados, dobradiças menores e novas cores.

Além disso, a Samsung revelou o relógio Galaxy Watch 5, incluindo uma variação “Pro”, e os fones de ouvido Galaxy Buds 2 Pro, 15% menores que os anteriores e com suporte a áudio hi-fi de 24 bits.

Os preços no Brasil serão divulgados no fim do mês, mas não espere um afago dos sul-coreanos: lá fora, os celulares vieram com preços inalterados, o que significa US$ 999 no Galaxy Z Flip 4 e US$ 1,8 mil no Galaxy Z Fold 4. Via Samsung/YouTube e todos os sites de tecnologia do mundo, mas fique com o resumão do The Verge (em inglês).

Um caso ocorrido em São Paulo revela limites naquela dica de segurança, popular nos últimos meses, que consiste em ter um segundo celular com aplicativos bancários e deixá-lo sempre em casa.

Um homem foi sequestrado e, ao descobrirem a tática do segundo celular, os sequestradores obrigaram-no a revelar a localização da casa e orientá-los, por videochamada, na busca pelo aparelho.

Esse homem foi o segundo sequestrado pela quadrilha em menos de 24 horas. O primeiro havia caído em uma emboscada após combinar um encontro com uma mulher via aplicativo de relacionamento: ele combinou de buscá-la em casa e, quando tocou o interfone, foi rendido e levado a um cativeiro. Via SPTV.

Arquivo: Roubo/furto de celulares para limpar contas bancárias: Como se proteger?

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência

Fundador da Ricardo Eletro vira “coach” de vendas após deixar negócio à beira da falência, por Fernanda Guimarães e Lucas Agrela no Estadão:

No mês passado, mais de 6 mil pessoas aguardavam o início do evento “Explosão de Vendas”, que seria conduzido no YouTube por Ricardo Nunes, 52 anos, o fundador da Máquina de Vendas, a dona da Ricardo Eletro, varejista que dribla hoje repetidos pedidos de falência. Com um público inflamado no chat da plataforma, o curso, de três dias em modelo híbrido, começou com Nunes dizendo que seu objetivo era passar o melhor de sua experiência em 30 anos para “construir a segunda maior empresa de varejo desse País”.

Segundo fontes, o novo negócio de cursos e mentoria vem garantindo um bom dinheiro ao empresário. Procurado em múltiplas ocasiões pela reportagem, o empresário não deu entrevista.

Com 182 mil seguidores no Instagram, rede social que também utiliza para vender seus cursos, Nunes foi denunciado, em junho, por suspeita de sonegação da ordem de R$ 86 milhões. O empresário também já foi alvo de denúncias de lavagem de dinheiro e chegou a ser preso. “Ele mora nos Jardins, leva uma vida luxuosa e fica postando fotos em avião particular. Enquanto isso, mente sobre o que fez na empresa. Se ele hoje é bilionário, tirou esse dinheiro de algum lugar”, diz outra fonte ligada à Ricardo Eletro.

“Gamers ajudam a alimentar máquina de desinformação”, diz professor

por Matheus Santino

Jogos de aventura, de futebol ou de guerra? Independentemente do estilo favorito, alguns grupos de jogadores estão servindo como megafone de intolerância e perseguição. É o que diz Ivan Mussa, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e autor do artigo “Ódio ao jogo: cripto-fascismo e comunicação anti-lúdica na cultura dos videogames”, que investiga o uso de jogos para propagar o discurso da extrema direita.

Em conversa com a Agência Pública, Mussa explica como o fenômeno chegou no Brasil e aproximou a comunidade gamer ao bolsonarismo, transformando o grupo em um de seus principais aliados nas eleições de 2018.

Leia os principais trechos da entrevista:

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A Folha de S.Paulo contatou seis empresas responsáveis pelas maiores plataformas sociais no país: Meta (do trio Facebook, Instagram e WhatsApp), TikTok, Telegram, Twitter, Kwai e YouTube.

O jornal paulista queria saber detalhes dos preparativos para o período eleitoral. Entre outras perguntas, qual o tamanho da equipe de moderação que fala português do Brasil e investimentos feitos em pessoal na moderação e nos sistemas automatizados.

Telegram não respondeu. As demais tangenciaram e, embora tenham dado retorno, não responderam as perguntas diretamente.

Apenas o Twitter confirmou, ainda que de forma vaga, que durante as eleições dedica “mais esforços desses e de outros times, que incluem brasileiros, para monitorar as conversas”. Via Folha de S.Paulo.

O WhatsApp agora permite excluir mensagens para todos até 2 dias e 12 horas depois do envio. Bom!

Além disso, Mark Zuckerberg anunciou três novidades que chegarão em breve ao aplicativo, incluindo — finalmente — a opção de ocultar o status “Online”.

As outras duas são a saída de grupos “à francesa”, sem alertar todos os membros, e a proibição de prints em fotos que só podem ser visualizadas uma vez.

O prazo maior para excluir mensagens já está valendo. As três novidades anunciadas por Zuck, ainda não — e nem se sabe quando chegarão. Via @WhatsApp/Twitter, @zuck/Facebook, WABetaInfo (todos em inglês).

⭐️ Chega de presentes sem graça: Nossas sugestões para o Dia dos Pais

por Manual do Usuário

* Este é um post patrocinado. Leia o nosso compromisso ético.

O Dia dos Pais está chegando e aqui no Manual do Usuário, defendemos a ideia de presentear com algo útil que você gosta e também usaria. Isso conecta as gerações, pois é comum os pais olharem para os filhos buscando conexão com a atualidade e, vamos combinar, é legal compartilhar gostos com quem você ama.

Pensando nisso, separamos algumas sugestões de presentes com os nossos parceiros da Insider Store. Veja nossa seleção:

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A repercussão da compra da iRobot, dos robôs aspiradores de pó, pela Amazon, por US$ 1,7 bilhão, inclui analistas e gente da indústria desmerecendo o receio de que a Amazon esteja comprando um atalho para consolidar dados das residências dos consumidores.

Na newsletter de tecnologia da Bloomberg, por exemplo, o setorista de Amazon Brad Stone disse achar “a ideia de que a Amazon quer a ajuda do Roomba para mapear o interior da sua casa absurda: à Amazon não interessa saber onde você colocou seu sofá”.

No Twitter, Benedict Evans ecoou o sentimento:

O que me deixa mais perplexo em fios como este é a ideia de que alguém queira saber detalhes aleatórios e triviais da sua vida — que isso tenha qualquer valor econômico. “A Amazon quer saber onde sua mobília está!” Não, ela não quer, mas por que ela iria querer?

Talvez o co-fundador e atual CEO da iRobot nos ajude a entender? De uma entrevista dele à Reuters de 2017:

Há todo um ecossistema de coisas e serviços que uma casa inteligente pode entregar uma vez que você tenha um mapa detalhado da casa que o usuário tenha concordado em compartilhar.

Na época, a iRobot tinha acabado de tornar seus robôs Roomba compatíveis com a Alexa, da Amazon. Na entrevista, Angle ventilou a possibilidade de compartilhar os mapas da casa com as três gigantes de tecnologia — Amazon, Apple e Google —, um serviço que seria gratuito.

A vantagem à iRobot nesses arranjos, na avaliação do executivo, seria conectar os robôs Roomba ao maior número de outras empresas para torná-los mais úteis dentro de casa.

A reação foi bem negativa, o que levou Angle a uma tour de contenção de danos. Em outra entrevista, esta ao Mashable, o executivo bateu na tecla de que dados das casas só são enviados à nuvem e só seriam compartilhados com a anuência do usuário, mas também não descartou vendê-los no futuro: “Ainda não temos qualquer plano para a venda de dados.”

Talvez, afinal, a Amazon esteja sim interessada em saber onde você coloca seu sofá?

No final de maio, um pesquisador alertou que os navegadores e extensões do DuckDuckGo (DDG) deixavam de bloquear um domínio da Microsoft usado para monitorar conversões de anúncios. (A Microsoft é parceira do DuckDuckGo.)

A notícia gerou alguma revolta, em parte justificada. Por isso a atualização prometida pelo DDG na última sexta (5), de que seus navegadores e extensões serão atualizados nas próximas semanas para bloquear esse domínio da Microsoft, é bem-vinda.

Além disso, o DDG abriu sua lista de domínios usados para rastreamento que são bloqueados por padrão como uma forma de dar mais transparência ao projeto. Via DuckDuckGo (em inglês).

E-commerce é o novo banco

E-commerce é o novo banco, por Hugo Cilo na IstoÉ Dinheiro:

O executivo Tulio Oliveira, que comanda a fintech Mercado Pago, braço financeiro do maior site de classificados da América Latina, o Mercado Livre, vive uma espécie de crise de identidade profissional. Uma boa crise. À frente de um negócio que responde por 48% das receitas globais de US$ 2,6 bilhões da companhia no segundo trimestre, ele já não sabe se pilota um banco que tem um marketplace ou um marketplace que tem um banco. […]

O processo de bancarização do varejo ou de “varejização” dos bancos — a ordem dos fatores, neste caso, definitivamente não altera o produto — é um fenômeno que ultrapassa as fronteiras do Melicidade, sede do Mercado Livre, em Osasco (SP). Outras gigantes do e-commerce, como OLX, Magazine Luiza e Via (antiga Via Varejo, dona de Casas Bahia, Ponto e Extra.com.br) estão surfando na crista da onda dos serviços financeiros. A Lojas Renner tem a Realize, a Via tem o banQi, o Magazine Luiza tem o Magalu Pay, entre muitos outros. “O objetivo é garantir a inclusão financeira, criando conexão entre as lojas, o e-commerce e o marketplace”, disse André Calabró, CEO do banQi.

Outros jeitos de assistir a vídeos do YouTube

Não sei você, mas eu evito quanto posso o site e os aplicativos oficiais do YouTube. O algoritmo acerta? Sim, mas os riscos não compensam — tanto pelo lado ruim, ou seja, recomendações de vídeos esquisitos, quanto pelo menos ruim, quando você é tragado(a) por vídeos em sequência e só se dá conta após perder um tempão com bobagens.

Lá no YouTube (👀) já dei a dica do Invidious, um front-end alternativo mais leve, privado e sem a maioria dos problemas do front-end oficial.

Hoje, dou mais duas dicas: como rodar os vídeos em aplicativos desktop e como baixá-los para consumo offline. Além de evitar as recomendações do algoritmo, esses outros jeitos de assistir aos vídeos te livram da poluição visual e lerdeza do site do YouTube, dos anúncios e até mesmo do navegador.

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O novo avião turboélice da Embraer e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Após turistar no Apple Park, o ministro Fabio Faria e o presidente da Anatel, Carlos Manuel Baigorri, fizeram uma reunião no “metaverso” com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Constrangimentos à parte (cada passo do passeio do ministro pela Califórnia, basicamente), chamou-me a atenção o logo estampado nos óculos de realidade virtual usados pelo trio: Dual 360, uma empresa da qual nunca tinha ouvido falar.

A Dual 360, sem surpresa, é uma empresa de realidade virtual. Em seu site, cujo domínio está registrado em nome de Alan Augusto Morais, ela destaca “treinamentos corporativos” em duas áreas: simulações de vendas e atendimento, e de segurança. Há também uma menção à plataforma Seniors, que oferece soluções em realidade virtual a idosos.

A empresa dona da marca Dual 360, Folk Promoções Ltda, foi registrada em 2018, usa o CNPJ 17.325.293/0002-60 e está sediada na Bela Vista, em São Paulo.

Por que “a primeira reunião de um presidente da República no metaverso” teve a marca de uma empresa privada estampada? Isso, infelizmente, uma pesquisa rápida como a que eu fiz não é capaz de responder.

Na chamada, Bolsonaro voltou a acenar aos jovens e às mulheres, duas demografias que mais o rejeitam nas pesquisas eleitorais, e a espalhar mentiras, como a de que o Brasil está na vanguarda do 5G — outros países já têm a tecnologia há dois anos. Via @fabiofaria/Twitter.

Os ~sinais no Instagram de Jeff Bezos se fizeram entender nesta sexta (5): a Amazon anunciou a compra da iRobot, fabricante dos robôs aspiradores de pó Roomba, por US$ 1,7 bilhão em dinheiro. Ótima maneira da Amazon “conhecer” as casas dos consumidores e ainda mais dos seus hábitos. O negócio ainda depende da aprovação dos acionistas da iRobot e de órgãos reguladores. Via iRobot, CNBC, The Verge (todos em inglês).