Notícias do dia (9/6/2021)

As notícias mais importantes do dia na editoria de tecnologia, atualizadas em tempo real.

17h39
Alguns dos recursos mais legais do macOS Monterey serão exclusivos dos Macs com chip M1/da Apple [MacRumors, em inglês]. Isso, mais o corte de alguns modelos de 2013 e 2014, sinalizam que a obsolescência dos Macs Intel será mais rápida do que se imaginava.

17h10
Poder de mercado de assistentes pessoais de Apple, Amazon e Google preocupa, dizem reguladores europeus [Época Negócios].

13h33
Banco Central alerta sobre risco de esquema de pirâmide dos “grupos de Pix” [Poder360].

13h30
Vivaldi 4 traz clientes de e-mail, calendário e RSS embutidos [em inglês]. “RSS” como destaque de uma atualização de aplicativo em 2021 é digno de nota!

11h22
Xiaomi lança Mi 11 (celular topo de linha) e Mi Band 6 no Brasil [Interfaces]. Foi-se o tempo que Xiaomi era sinônimo de produtos baratos, não? R$ 8 mil e R$ 700, respectivamente.

10h54
Bug ativado por um cliente da CDN Fastly causou a falha que derrubou boa parte da internet nesta terça (8) [em inglês].

10h49
El Salvador adota bitcoin como moeda oficial [CNBC, em inglês]. “Preços podem ser apresentados em bitcoin, tributos podem ser pagos com a criptomoeda e operações de câmbio em bitcoin não serão sujeitas ao imposto de renda.”

9h36
Pix terá mecanismo para devolução em caso de fraude ou falha [LABS].

Notícias do dia (8/6/2021)

As notícias mais importantes do dia na editoria de tecnologia, atualizadas em tempo real.

18h10
Áudio Espacial com Dolby Atmos e músicas lossless já estão disponíveis no Apple Music [Apple, em inglês]. A Apple criou uma playlist destacando músicas compatíveis com Áudio Espacial.

17h21
FBI planta celulares “criptografados” em quadrilhas e mais de 800 são presos em investigação mundial [G1]. Foram vendidos 12 mil aparelhos a 300 grupos criminosos em mais de 100 países durante 3 anos.

14h48
A versão web do ProtonMail ganhou uma repaginada no visual [em inglês].

14h28
A Sony lançou seus fones de ouvido in-ear WF-1000XM4, com cancelamento de ruído [The Verge, em inglês]. Lá fora, saem por US$ 279. No Brasil… não tem mais Sony.

10h30
Nubank levanta US$ 750 milhões em nova rodada de investimentos [TechCrunch, em inglês]. Nos últimos seis meses, a fintech saltou de 34 para 40 milhões de usuários. Objetivo da nova injeção de capital é continuar a expandir-se.

8h12
Com o iOS 15, o iPhone poderá ser encontrado pelo Buscar mesmo sem bateria ou após ser resetado [9to5Mac, em inglês]. Nesses estados, o celular vira uma espécie de AirTag. Pode ser desativado nas configurações.

7h46
Twitch, Pinterest, Reddit, Spotify e outros sites fora do ar devido a falha na CDN Fastly [TechCrunch, em inglês]. Lembra quando a internet era uma rede descentralizada? Acompanhe o status da Fastly nesta página.

Na página de recursos do iOS 15, uma menção ao nosso querido Brasil (tradução livre):

Filtragem de SMS para o Brasil
O [aplicativo] Mensagens traz inteligência no dispositivo que filtra mensagens SMS indesejadas, organizando-as nas pastas Promocional, Transacional e Lixo, mantendo assim a sua caixa de entrada limpa.

Atualização (17h40): O leitor Iago Macedo já instalou o iOS 15 Beta e tirou prints do aplicativo de mensagens com as novas pastas para o Brasil: tela das pastas e tela de opções.

A abertura da WWDC 2021 ficou dentro do esperado, com novas versões dos sistemas da Apple, a saber: iOS 15, iPadOS 15, watchOS 8 e macOS 12 Monterey. Abaixo, o tradicional comentário no calor do momento dos anúncios:

  • A oferta de aplicativos e serviços próprios é tão grande que deu à Apple o luxo de passar quase duas horas falando de integrações e benefícios que só dizem respeito a usuários mergulhados em seu ecossistema. Se você está nessa ao ponto de usar o iMessage para conversar com família e amigos, foi um prato cheio. Se não, sobraram algumas migalhas interessantes.
  • A maioria das novidades se espalha por todos os sistemas. Coisas como itens compartilháveis em apps como Fotos e Mensagens (Shared With You), experiências remotas pelo FaceTime (Share Play), configurações de notificações personalizáveis (Focus) e reconhecimento de escrita em imagens, por exemplo, estarão presentes no iOS 15, iPadOS 15 e macOS 12.
  • O iPadOS 15 mistura os widgets aos ícones da tela inicial e ganhou a Biblioteca de Apps, acessível pela Dock. A atualização mexe — mais uma vez — na multitarefa do tablet da Apple. Desta vez, pelo menos, haverá indicadores visuais para facilitar a descoberta e o uso desses recursos.
Tela inicial do iPadOS 15 com widgets misturados aos apps.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • O nome do novo macOS 12 é Monterey. Sua maior novidade exclusiva é a chegada do aplicativo Atalhos, já presente no iOS e iPadOS. Diz a Apple que o app é “o futuro da automação no macOS”.
  • O Safari foi redesenhado e está ainda mais discreto. Agora, a barra de endereços fica dentro da aba do site em foco. O navegador da Apple também ganha suporte a grupos de abas/sites e as versões do iOS/iPadOS, suporte a extensões. No iPhone, a barra de endereços vai para o rodapé da tela.
Print do novo Safari do macOS 12 Monterey, mostrando os grupos de abas.
Imagem: Apple/Divulgação.
  • Usuários pagantes do iCloud ganham um “upgrade” sem custo ao iCloud+, que dá direito a uma espécie de VPN/Tor nativo e máscaras para e-mail.
  • Boas novidades de privacidade, como uma linha do tempo (de até sete dias) de recursos do celular acessados pelos aplicativos, ocultação do IP/localização do usuário a sites no Safari e o bloqueio de pixels rastreadores em e-mails/newsletters no Mail.
  • ênfase, também, às novidades em saúde: será possível compartilhar dados biométricos com familiares e médicos e a Apple avisará quando algum dado monitorado apresentar variações preocupantes. Tudo muito bonito e útil, desde que você tenha grana para comprar um iPhone e um Apple Watch — no Brasil, esse kit versão básica (Apple Watch SE e iPhone SE) não sai por menos de R$ 4 mil.
  • A Siri passa a processar requisições de tarefas mais simples no próprio dispositivo, sem se conectar à internet. Além do fator privacidade, a mudança acelera um bocado o tempo de resposta.
  • O iOS 15 será compatível com o iPhone 6S, lançado em 2015. Aparentemente, os demais sistemas também chegarão aos mesmos dispositivos compatíveis com os sistemas de 2020.
  • As versões beta dos novos sistemas já estão disponíveis para desenvolvedores. Ao público, elas chegam em julho. E as versões finais, em algum dia do “outono” (primavera aqui no hemisfério Sul).

Mais coisas foram anunciadas — foi um evento cheio, com quase 2 horas de duração. Deixei escapar alguma interessante? Comente aí embaixo.

Notícias do dia (7/6/2021)

As notícias mais importantes do dia na editoria de tecnologia, atualizadas em tempo real.

18h23
Apple não consegue anular multa milionária do Procon-SP por FaceApp, no Migalhas.

18h20
Google é multado pela França em 220 milhões de euros por abuso em publicidade online, no Estadão (com paywall).

15h53
Apple anuncia iOS 15, iPadOS 15, watchOS 8, macOS 12 Monterey e várias novidades em privacidade (todos em inglês). Betas públicos em julho, versões finais na nossa (Sul) primavera. Meus comentários.

11h46
A apresentação de abertura da WWDC 2021, da Apple, começa às 14h. Deveremos ver novas versões do iOS e macOS.

10h21
Saída da LG impacta sell-in e produção de celulares no Brasil, revela IDC, no Mobile Time. Ocupar a lacuna deixada pela LG não será tarefa fácil.

9h11
YouTube Shorts chega ao Brasil, no blog do YouTube. Depois do Reels do Instagram, mais um competidor do TikTok começa a operar no país.

Leitores do Manual têm 15% de desconto no ingresso para o Sh*ft Festival 2021

por Manual do Usuário

Oferecimento:
Logo do Sh*ft Festival 2021.

No próximo dia 26, a partir das 14h, vai rolar o Sh*ft Festival 2021. A segunda edição será virtual, mas em vez de salas capengas no Zoom, ele será na Cidade da Mudança, um ambiente interativo criado especialmente para abrigar o evento. Ah, e leitor(a) do Manual do Usuário tem 15% de desconto na inscrição.

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Achados e perdidos #19

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Uma pequena vitória contra a Big Tech

Regra geral, quando a Big Tech decide mexer em seus serviços e produtos, só nos resta aceitar e nos adaptarmos à nova realidade ou desertar. Foi assim com as linhas do tempo algorítmicas das redes sociais, com as incontáveis reformulações de interfaces, com novos termos de uso que poucos se importaram em ler. Até que o WhatsApp tentou mudar a sua política de privacidade no início de 2021 e, para surpresa até dos críticos mais otimistas, perdeu.

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A Microsoft liberou a versão final do seu gerenciador de pacotes (Windows Package Manager) e da ferramenta de linha de comando, chamada winget. Para quem já usou sistemas *Unix, é o equivalente a gerenciadores como o Apt do Debian e o Homebrew. Ele vem pré-instalado a partir da build 1809 do Windows 10, mas pode ser baixado diretamente no GitHub.

Apesar da boa notícia, parece que o registro de apps na ferramenta, automatizado, é bastante suscetível a falhas e fraudes. No último fim de semana, ele foi inundado com nomes duplicados e registros incompletos. Tem que corrigir isso aí. Via Windows Command Line (em inglês) e Bleeping Computer (em inglês).

O WABetaInfo, site especializado em WhatsApp, descolou uma entrevista com Will Cathcart, CEO do WhatsApp, e Mark Zuckerberg. Na conversa, a dupla antecipou algumas novidades do aplicativo.

Nota-se uma grande ênfase em tornar o WhatsApp mais efêmero. Foram mencionados dois recursos do tipo que estão na boca do forno: um “modo desaparecimento”, que torna automático o desaparecimento de mensagens em sete dias em todas as conversas, e o “ver uma vez”, que exclui fotos e vídeos após serem visualizados uma vez. (O Signal já conta com esse recurso.)

Outra novidade confirmada é o suporte a múltiplos dispositivos sem depender do celular ligado e conectado à internet. O usuário poderá ter até quatro dispositivos conectados a sua conta e os testes devem começar dentro de dois meses. Zuckerberg disse que foi “um grande desafio técnico” conseguir sincronizar mensagens mesmo com o celular sem bateria, mas que eles conseguiram. Só fica a dúvida se esse novo arranjo aproximará o WhatsApp da infraestrutura do Facebook, dentro daquela promessa feita em março de 2019 de unificar todos os apps de mensagens da empresa e que já juntou as mensagens do Messenger e do Instagram. Via WABetaInfo (em inglês).

O Twitter lançou seu plano de assinatura paga, o Twitter Blue, na Austrália e no Canadá nesta quinta (3). Por US$ 2,99 (no Brasil, há indícios de que custará R$ 15,90), o usuário pagante tem acesso a um “desfazer” tuítes, organização por pastas de tuítes salvos, “Modo Leitor” para fios, cores diferentes no app e no ícone e suporte prioritário — embora, disse o Twitter ao The Verge, esse suporte não inclua reclamações de assédio e abusos. É bem provável que novos recursos apareçam no futuro, mas para uma estreia, achei os recursos bem tímidos para justificar a assinatura. Via Twitter, The Verge (em inglês).

Post livre #271

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no domingo à noite.

O blog do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu do ar nesta quarta (2). Nesse aspecto, Trump é gente como a gente e também abandona blogs dias depois de lançá-lo — o From the Desk of Donald J. Trump foi ao ar em 4 de maio. Um porta-voz explicou que o blog “era apenas um auxílio aos esforços mais amplos em que estamos trabalhando”. Acredita quem quiser. Via CNBC (em inglês).

Brincadeiras à parte, esse episódio reforça o papel que as redes sociais têm na amplificação de discursos extremistas. A relação de Trump e de outros populistas com redes como o Twitter é simbiótica. Em um blog, sem a atenção do equivalente a transeuntes digitais e sem as ferramentas embutidas de amplificação, é muito mais difícil ter o mesmo desempenho e, por consequência, manter a empolgação.