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Usuários do Instagram estão se deparando com um pedido no app para criarem outra conta. Não é um dilema novo. Há alguns anos, a rede do Facebook (que agora se chama Meta) criou o recurso “Melhores amigos”, para restringir stories a pequenos grupos. A mensagem diz: “Mantenha contato com um grupo menor de amigos”, uma admissão do fracasso do Instagram em… ajudar a manter contato com um grupo menor de amigos.

O pedido institucionaliza um fenômeno espontâneo na rede, o das contas “finsta”, de “fake insta”, ou “Instagram falso”, que adolescentes criavam para poderem se expressar sem o escrutínio de muita gente, só para os amigos mais próximos.

Ao tentar ser tudo — rede social de contatos próximos, loja virtual, vitrine de celebridades, clone do TikTok, plataforma de marcas pessoais etc. —, o Instagram perde a sua identidade. É uma dor que redes focadas, como o HalloApp, podem remediar, mas que talvez seja mais fácil criar outra conta no mesmo Instagram. Via Wall Street Journal (em inglês).

A Microsoft começou a testar um botão único para alterar o navegador padrão do Windows 11 — o Edge. Desde o lançamento do sistema, era necessário clicar em vários botões para alterar o navegador padrão para diversos formatos de arquivos, uma piora considerável em relação às versões anteriores do sistema. A Microsoft chegou a desabilitar aplicativos de terceiros que facilitavam o processo, como o EdgeDeflector.

Ainda não se sabe quando o novo botão será disponibilizado na versão estável do Windows 11. Via The Verge (em inglês), Windows Central (em inglês).

Achados e perdidos #45

Todo sábado, pego uns links que acumulei ao longo da semana e que, embora curiosos e/ou interessantes, não renderam nem notinhas, e os publico num compilado que chamo de “achados e perdidos”. É um conteúdo mais leve, curto, quase lúdico — a cara do fim de semana.

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Print de dois stories lado a lado, com os nomes dos autores ocultados, mostrando a cartinha da Samsung. Destaque para os trechos: “[…] a Samsung te presenteia” e “Aproveite tudo em seu novo Galaxy Z Flip 3.”
Imagens: Instagram/Reprodução.
O Natal chegou mais cedo para um grupo de jornalistas, blogueiros e youtubers brasileiros que cobrem tecnologia. Mais uma vez, a Samsung enviou um celular caríssimo de presente — prática vexatória denunciada pelo Manual do Usuário em 2020.

Desta vez, o presente é um Galaxy Z Flip 3, celular dobrável vendido na loja da Samsung por R$ 7 mil, ou um Galaxy Z Fold 3, de R$ 12,8 mil. O Manual encontrou posts nas redes sociais de quatro agraciados com o mimo da Samsung. Dois deles publicaram uma carta que acompanha o produto, em que a Samsung explicita que se trata de um presente (imagens acima).

É provável que outros pipoquem a partir de amanhã, quando muitos que estavam no Havaí, cobrindo o Snapdragon Summit, evento da Qualcomm, retornam ao Brasil.

Receber um presente tão caro de uma empresa que está (ou deveria estar) sob escrutínio, em reviews de produtos e na cobertura do dia a dia, põe em xeque a isenção do jornalista/blogueiro/youtuber. A única coisa a se fazer nessa situação é recusar o presente. Ano passado, apenas 1 (um) de 54 presenteados devolveu o Galaxy S20 Ultra de R$ 8 mil.

Para entender como a Samsung gasta quase meio milhão de reais por ano para comprar a simpatia da imprensa, leia a reportagem.

O Signal lançou um programa de apoio recorrente (assinatura) para se sustentar. São três planos e, ao se tornar um apoiador, o(a) usuário(a) ganha um distintivo para exibir no app. Em reais, os planos custam R$ 15, 50 e 100 por mês. Via Signal (em inglês).

O grande espelho de software livre e outros projetos do C3SL

Se você está no Brasil e usa Linux, é bem provável que já tenha se deparado com um domínio da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o c3sl.ufpr.br, ao atualizar seu sistema ou aplicativos. Trata-se do espelho do Centro de Computação Científica e Software Livre (C3SL), um grupo de pesquisa do pessoal da Informática da UFPR.

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O Twitter de Jack Dorsey

Jack Dorsey estava lá quando tudo começou. Um dos quatro co-fundadores do Twitter, reza a lenda que a ideia embrionária do que viria a ser o Twitter saiu da sua cabeça. De qualquer modo, coube a ele a honra de publicar o primeiro post da rede social, 15 anos atrás. “just setting up my twttr”, ou “configurando meu twttr”, ainda usando a marca esquisita, sem vogais, dos primórdios do Twitter.

Nesta segunda (29), em outro post no Twitter, Jack anunciou seu afastamento do cargo de CEO, com efeito imediato, e sua saída do conselho administrativo da empresa que criou a partir de maio de 2022, quando seu mandato vence.

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A Square, empresa de pagamentos do Jack Dorsey, ex-CEO do Twitter, mudou de nome e agora se chama Block, de “blockchain”, para refletir suas ambições, hoje maiores que as maquininhas de cartão de crédito. Semana cheia para Jack. Via Square/Block (em inglês).

Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença do Tidal no rol de apps da Square/Block, o streaming musical que já foi um dia do Jay-Z. A aquisição se deu em março deste ano, por ~US$ 300 milhões. Via New York Times (em inglês).

O Facebook lança no Brasil, nesta quinta (2), o Facebook Protect, programa de proteção adicional a usuários e administradores de páginas mais suscetíveis a ataques — em especial, gente envolvida com eleições.

Os principais aspectos do programa são:

  • Forçar a adoção da autenticação em dois fatores;
  • Dar maior atenção a tentativas de invasão dessas contas; e
  • Garantir a autenticidade de quem posta em páginas.

Não tem como se candidatar a ele; é o Facebook quem determina perfis elegíveis e envia uma notificação/convite para o Facebook Protect. Via Uol Tilt, Facebook.

Lembrete: autenticação em dois fatores não é exclusividade dessa iniciativa, está disponível para todos os usuários. É, de longe, a melhor medida que alguém pode fazer para proteger sua conta. Veja como ativá-la no Facebook.

Post livre #297

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.