Ficar bem informado sem depender de redes sociais e do WhatsApp é possível. Veja como

Alguém pergunta como se informar por outras fontes que não sejam o Facebook. No Twitter, viraliza uma mensagem de um guru da extrema-direita perguntando se você “já cancelou sua assinatura na grande mídia”. (Sem surpresa, o nome do usuário contém um sapo e o endereço da rede social Gab.) Nunca tivemos tanto acesso à informação, o que por um lado é ótimo. Por outro, a avalanche de notícias, reportagens, mensagens no WhatsApp e posts em redes sociais vem com muito entulho no meio: boatos, informações não verificadas, erros intencionais cometidos para confundir e desunir.

Soa a chover no molhado um guia que apresente alternativas de informação a quem está condicionado a consegui-la apenas via feed do Facebook, timeline do Twitter e/ou grupos do WhatsApp. Elas sempre estiveram ali e continuam a existir: jornais, revistas, publicações sérias. Só que, às vezes, é preciso dizer o óbvio. Para reforçar, relembrar.

Não é só possível informar-se sem depender das redes sociais. É preferível que nos informemos por meios que têm algo a perder com erros e imprecisões, como os jornais, e que tenham motivações minimamente claras. Por mais que o seu amigo que sabe a verdade que a Globo não mostra insista que o Diário do Zapzap é onde está a informação confiável, isso está longe de ser verdade.

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O que tem na sua mochila, Gabriel Arruda

Foto de Gabriel Arruda. Gabriel é bacharel e mestre (área de Processamento de Língua Natural) em Sistemas de Informação, trabalha como cientista de dados no banco Itaú Unibanco. Leitor de longa data do blog, gosta da abordagem diferente do Manual do Usuário em relação à tecnologia. Escreve algumas coisas sobre ciência de dados em seu blog e está tentando engrenar um hobby de fotografia. Pode ser encontrado nas redes sociais como gdarruda: Instagram, Twitter, GitHub e LinkedIn.

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Post livre #161

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha no sábado, na hora do almoço.

Desculpe, Cora Rónai, mas você está errada quanto à privacidade na internet

Em sua coluna no jornal O Globo da última segunda-feira (11), Cora Rónai escreveu que “não há privacidade onde existe internet”. A declaração é problemática, pois uma falácia. Para muita gente — no Brasil, em 2015 já era mais da metade da população —, a internet está em todos os lugares. Se a lógica do texto valesse, não teríamos privacidade em lugar algum. E se não houvesse privacidade, estaríamos tacando pedras uns nos outros e fazendo valer, nas ruas, a Lei de Talião. Ou seja, a sociedade já teria colapsado.

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Uma olhada no Motorola One, o primeiro celular com Android One do Brasil

No Guia Prático #165, disse que o Motorola One havia sido um dos melhores produtos lançados no Brasil em 2018 mesmo sem nunca ter mexido em um. Sim, sim: sei que é o tipo de declaração arriscada. Em minha defesa, além de ter lido várias análises dele, seu grande destaque é ser parte do programa Android One, que garante atualizações regulares do Android por três anos. Qual smartphone Android recebe atualizações por tanto tempo? Pois é, nenhum — com exceção dos Pixel, do próprio Google. Agora, após passar duas semanas com um Motorola One, posso dizer com mais segurança que ele foi, sim, das melhores coisas que apareceram no nosso mercado ano passado. Não só: mesmo meses após ter sido lançado, ele ainda é uma compra recomendada.

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A ameaça do Spotify aos podcasts

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Foi com apreensão que soubemos, nessa semana, que o Spotify adquiriu duas startups de podcasts. A empresa, que abriu capital em 2018 e, no último trimestre, apresentou lucro operacional pela primeira vez em seus quase 11 anos de existência, pretende se tornar o centro gravitacional de um setor que, até agora, se comporta como uma extensa galáxia: descentralizada, em expansão e com infinitos arranjos e pontos que merecem a nossa atenção.

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