Meu iPhone quebrado

por Joanne McNeil

O dia em que me mudei para o Brooklyn foi o dia em que quebrei a tela do meu iPhone. Estava tentando pegar as chaves na bolsa enquanto um grupo de estudantes esperava na porta para que um amigo a abrisse para eles. Destrancando a porta meio lesada devido ao jetlag, segurei-a aberta para cada um deles enquanto equilibrava a minha bolsa com a outra mão. Depois que o último entrou no prédio, parei a porta com o pé enquanto tentava redistribuir o peso de meus pertences. Meu iPhone deslizou para fora do bolso de trás, caindo direto no concreto.

(mais…)

Na quarta temporada, “Black Mirror” parece preso dentro de um episódio de “Black Mirror”

Já li mais de uma vez gente recomendando não começar Black Mirror pelo começo, ou seja, pelo primeiro episódio da primeira temporada. Tecnicamente, não há prejuízo: todo episódio contém uma história independente com personagens que jamais aparecerão em outro e cada um é hermeticamente fechado, com começo, meio e fim.

(mais…)

Gear Sport, o relógio inteligente para esportistas da Samsung

Em 2013, quando smartwatches (ou relógios inteligentes) surgiram, eles prometiam nos livrar do vício do smartphone e, quando fosse impossível ignorar as notificações, tornar o ato de olhá-las menos rude. A categoria falhou nesses dois objetivos, mas encontrou utilidades mais humildes e virou um acessório considerado por uma pequena parcela dos consumidores — o que já é um grande mérito se lembrarmos de outras investidas recentes da indústria de tecnologia que tiveram um final pior, como o Google Glass e as TVs 3D.

(mais…)

Post Livre #108

No primeiro post livre do ano, nada muda: continuamos com os comentários abertos para conversarmos sobre quaisquer assuntos, até a noite de domingo.

As três últimas grandes dores de cabeça relacionadas à segurança digital — WannaCry, Meltdown e Spectre — têm algo em comum: softwares antivírus são inúteis para proteger o usuário de ataques baseados nelas.

No caso da falha Meltdown, os antivírus podem, na realidade, atrapalhar: como a atualização da Microsoft mexe no kernel do Windows, uma parte sensível e super restrita, alguns impedem a sua aplicação. Isso levou a Microsoft a segurar a distribuição da correção em sistemas com antivírus incompatíveis, a fim de evitar problemas ainda maiores como as famigeradas telas azuis de morte.

Não me entenda mal, não estou dizendo que antivírus são dispensáveis. (Talvez sejam, talvez não, mas não é esse o debate agora.) A questão é os vetores de ataque e as falhas dos sistemas deixaram de ser pontuais, logo, a prevenção e a mitigação também precisam mudar. Ou, como disse Zeynep Tufeck, segurança digital deve estrutural tanto quanto possível.

Desde 2009, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, se propõe um desafio anual. Ele já aprendeu mandarim, leu 25 livros, correu 365 milhas, criou um assistente virtual e comeu apenas os animais que ele próprio abateu. Em 2018, corre o risco de, pela primeira vez, não cumprir o objetivo estabelecido, pois dificílimo. Do seu anúncio:

O mundo parece ansioso e dividido e o Facebook tem muito trabalho a fazer — seja protegendo a nossa comunidade de abusos e do ódio, defendendo-a contra interferências de países ou garantindo que o tempo gasto no Facebook seja um tempo bem gasto.

Meu desafio pessoal para 2018 é focar em corrigir essas importantes questões.

Boa sorte.

Mais abaixo, ele diz:

Com a ascensão de um pequeno número de grandes empresas de tecnologia — e governos usando tecnologia para vigiar seus cidadãos —, muitas pessoas acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder em vez de descentralizá-lo.

“Muitas pessoas acreditam”. Ele não?

Meltdown: como mitigar a falha dos processadores Intel

O ano de 2018 começou agitado para… bem, todos nós. Duas falhas gravíssimas em processadores foram descobertas. A Spectre atinge produtos da Intel, AMD e ARM e ainda não tem remédios; a Meltdown, que alcança quase todos os processadores da Intel lançados desde 1995, também não tem solução no momento, mas atualizações em sistemas operacionais e navegadores web já lançadas mitigam parcialmente seus efeitos. Veja o que fazer.

Entenda: Falhas graves em processadores afetam bilhões de dispositivos

(mais…)

5 dias longe do Facebook: o que a rede social faz para trazê-lo de volta?

No primeiro dia do recesso que tive no jornal, abri o bloqueador de conteúdo que uso1 e coloquei esta regra:

https?://+([^:/]+.)?facebook.com[:/]

Traduzindo, ela bloqueia o acesso a qualquer site que tenha “facebook.com” na URL. Como o aplicativo sincroniza as regras entre todos os meus dispositivos, na prática o que fiz foi me trancar para fora do Facebook por cinco dias.

(mais…)