A máquina Amazon

por Benedict Evans

Quando você olha as grandes empresas de manufatura, fica claro que a máquina que faz a máquina é tão importante quanto a própria máquina. Há muito trabalho no iPhone, mas também há muito trabalho na máquina que pode fabricar mais de 200 milhões de iPhone em um ano. Da mesma forma, há um trabalho no Tesla Model 3, mas a Tesla ainda não construiu uma máquina que possa fabricar Model 3 de forma eficiente, confiável, rápida e com qualidade na escala da indústria automobilística. (mais…)

“Acho que criamos ferramentas que estão rasgando o tecido social de como a sociedade funciona. (…) Nada de discurso cívico, nada de cooperação; desinformação, desconfiança. E não se trata de um problema norte-americano — não é sobre os anúncios russos [que interferiram nas eleições presidenciais de 2016]. Este é o um problema global.”

Chamath Palihapitiya, ex-vice-presidente de crescimento de usuários do Facebook, contratado pela empresa em 2007, em fala a estudantes da Escola de Negócios da Universidade de Stanford. Veja o vídeo aqui.

Realidades aumentada e virtual: faltam apps e pé no chão de quem as promovem

Enquanto executivos da Qualcomm e de parceiros falavam à plateia de jornalistas no Snapdragon Summit, com frequência algum slide ao fundo exibia pessoas usando equipamentos de realidade aumentada ou virtual. Mesmo após os fracassos do Google Glass e dos Spectacles e a lentidão para engrenar dos headsets de realidade virtual, o entusiasmo e os investimentos da indústria nessas tecnologias não parecem ter diminuído. (mais…)

Uma olhada nos melhores smartphones que não são vendidos no Brasil

Entre trambolhos com o novíssimo Snapdragon 845, protótipos feitos pela própria Qualcomm para apresentar os recursos do seu chip recém-anunciado, havia uma bancada em formato de prancha — pois Havaí — com alguns smartphones da geração passada, com Snapdragon 835. Foi uma boa oportunidade de ver alguns dos melhores aparelhos atualmente à venda e que não chegaram (nem chegarão) ao Brasil. (mais…)

O que nossas mochilas e mesas de trabalho contam sobre nós?

Este texto foi publicado originalmente no PapodeHomem com o intuito de apresentar as seções de mochilas e mesas do trabalho a um público mais amplo. Com a ida do Manual do Usuário para a Gazeta do Povo, achei que ele seria uma boa maneira de apresentá-las aos novos leitores vindos do jornal e de convidar todos a mandarem suas mochilas e mesas para a seção. Obrigado!


Quando criei o Manual do Usuário, disse a mim mesmo e aos leitores que se tratava de um site de conteúdo sobre tecnologia. Olhando em retrospecto, parece-me, hoje, uma descrição equivocada. Sendo mais preciso, ele é um site que discute comportamentos e os impactos sociais desencadeados pela tecnologia. Isso vale muito para o macro (como apps como o Uber mudam a dinâmica das cidades?), mas também para o micro, para o individual (como as redes sociais se relacionam com a solidão?). Frequentemente, ao deparar-me com uma pauta, a pergunta que me faço é: como isso ajudará ou fará o leitor refletir? (mais…)

Post livre #104

Post livre: um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários. Ali, conversamos sobre quaisquer assuntos — de tecnologia a técnicas de meditação, tudo está valendo.

O maior problema do Snapchat foi ter escolhido mal os seus rivais

Quando o Snapchat se tornou uma febre no Brasil, eu estava no lugar e na hora certos. O ano era 2013 e o lugar, uma universidade pública repleta de gente jovem que descobre e antecipa tendências. Aderi ao Snapchat e tive bons momentos lá. Era difícil explicar, mas tentei. Se a explicação for insuficiente, confie em mim: era divertido. Nesta semana, o anúncio das reformulações no app do Snapchat confirmou que aquele app ingênuo, esquisito e intimista jamais voltará. Todos os indícios apontam para uma “facebookzação” do Snapchat. (mais…)

Chegou a hora de declarar a derrota da privacidade nos smartphones?

Pesquisadores da organização de pesquisas francesa Exodus Privacy e do Privacy Lab da Universidade de Yale divulgaram o resultado de uma análise de rastreadores (“trackers”) em aplicativos Android. Eles descobriram que 75% dos apps, ou três de cada quatro analisados, contem pelo menos um software do tipo embutido. (mais…)