Samsung desenvolve SoC Exynos com antena LTE

Kif Leswing, no GigaOM:

Se você pegar um smartphone topo de linha da Samsung, como o Galaxy S5, ele terá um processador Qualcomm, mesmo a Samsung sendo uma das maiores e mais sofisticadas fabricantes de chips. Isso ocorre porque a Qualcomm é basicamente a única fabricante capaz de incluir uma antena LTE em seus SoCs. Mas isso muda agora, com o anúncio da Samsung de que seu novo chip Exynos ModAP vem com uma antena LTE embutida.

Esse Exynos ainda não tem o mesmo poder dos modelos tradicionais com apenas 3G. É um SoC com processador quad-core, capaz de suportar câmeras de até 8 mega pixels com gravação de vídeo em 1080p a 30 quadros por segundo. Mas é um passo, e um importante, para a Samsung não precisar mais recorrer à rival Qualcomm na fabricação dos seus melhores smartphones.

Satya Nadella redefine a Microsoft: menos burocracia, foco em produtividade e usuários

Satya Nadella, CEO da Microsoft.
Foto: Microsoft.

No recém-iniciado ano fiscal de 2015, o CEO da Microsoft Satya Nadella enviou um e-mail para todos os seus funcionários (também disponível na web, para qualquer um ler) no qual, em meio a muitos “nós vamos fazer isso e aquilo”, tenta especificar quais rumos a empresa tomará. É tempo de repensar o papel da Microsoft — mais uma vez.

Não faz muito tempo que o agora ex-CEO Steve Ballmer lançou o mantra “dispositivos e serviços” e tratou de simplificar o alto escalão dos seus comandados com a iniciativa Uma Microsoft. Nadella, CEO faz pouco tempo, resolveu mexer em tudo isso. Em termos bem resumidos, ele quer acelerar processos, diminuir a burocracia interna e focar em produtividade. (mais…)

Os melhores apps para Android, iOS e Windows Phone (junho/2014)

Atrasou um pouco, mas os melhores apps de junho chegaram! Neste mês tivemos um punhado de grandes apps chegando ao Windows Phone, nem todos exatamente bons, infelizmente. Na lista abaixo, tudo o que de melhor que pintou nas três principais plataformas móveis — a já citada da Microsoft, mais Android e iOS.

Os apps estão em ordem alfabética e misturados, sem divisão por sistema. Quando multiplataforma, trazem todos os respectivos links. Pronto? Então vamos lá. (mais…)

Agora o Google Maps informa distâncias independente de rotas

Medir distância no Google Maps agora é super simples.
Imagem: Google.

Daqueles recursos que você podia jurar que existiam, mas não, um desses para mim era a medição da distância entre dois pontos na versão web do Google Maps. Parece que isso existia como um recurso do Lab na versão antiga, mas na nova, sumiu. Tanto que não faz muito tempo fui tirar uma dúvida e… nada. No máximo, dava para fazer uma rota entre os pontos “A” e “B”, o que não é nada prático.

Desde ontem, porém, o recurso passou a existir. Basta clicar com o botão direito e, em seguida, Medir distância. Dá para colocar vários pontos no traçado, e esse não se limita a ruas — pode passar no meio das quadras, invadir rios e oceanos e tomar qualquer forma.

Via The Verge.

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.

O Grupia quer ocupar o espaço que será deixado pelas comunidades do Orkut

O Orkut foi um fenômeno no Brasil por muito tempo. Há quase três anos, porém, o Facebook o superou por aqui. De lá para cá a rede social do Google caiu no underground da Internet e resistiu como piada ou reduto daqueles mais apegados às comunidades, o trunfo ainda inigualado por outras redes sociais. Para ocupar essa lacuna, surge o Grupia.

A ideia de criar uma versão modernizada das comunidades do Orkut precede o anúncio do fim da rede, feito pelo Google no final do mês passado. Conversei com Felipe Felisberto, um dos quatro fundadores do Grupia, que revelou essa e outras curiosidades sobre o projeto: (mais…)

Acompanhe ao vivo a gravação do podcast do Manual do Usuário

Duas boas notícias, pessoal. A primeira é que após um breve hiato o nosso podcast voltará! A outra, é que agora será possível acompanhar a gravação ao vivo, mandar perguntas, interagir durante o papo.

A gravação do primeiro podcast do nosso retorno será hoje (10/7), às 21h40. Para acompanhá-la, é preciso ser assinante o Manual do Usuário — e esse é apenas um dos benefícios, além de viabilizar o funcionamento disso tudo aqui.

Nos vemos lá!

Xperia Z1 Compact começa a ser vendido nos EUA. E no Brasil?

É uma prática recorrente entre as fabricantes Android lançar versões “mini” dos seus topos de linha, mas o Xperia Z1 Compact, da Sony, tem uma característica que o diferencia dos demais: os mesmos componentes internos da versão maior. Enquanto LG e Samsung recorrem a processadores mais fracos, menos memória e câmeras pioradas, a Sony manteve os mesmos componentes do Xperia Z1 na versão Compact, com tela de 4,3 polegadas.

Só agora, seis meses depois de anunciá-lo, a Sony lançou o Xperia Z1 Compact nos EUA. Isso reacendeu a esperança de ver o modelo no Brasil porque… ora, por que não?

Então perguntei à assessoria da Sony se ele seria lançado por aqui e a resposta foi… “não”. Valeu a tentativa.

PCs e tablets invertem posições nos últimos relatórios de vendas

Don Clark, no Wall Street Journal:

A Gartner Inc. disse que as unidades de PCs entregues subiram 0,1% no período — basicamente empatadas com o mesmo período um ano atrás — pelo aumento das vendas em economias maduras, enquanto em outros lugares elas permaneceram estagnadas.

A [consultoria] rival IDC disse que as entregas de unidades globais diminuíram 1,7%, o que é bem melhor que as previsões preliminares da empresa de que haveria uma queda de 7,1% nas vendas nesse trimestre.

As três maiores fabricantes de PCs (Lenovo, HP e Dell) demonstraram aumentos consideráveis nas entregas em relação ao ano passado, disseram as duas consultorias.

Enquanto isso, nos tablets…  Adrian Kingsley-Hughes, na ZDnet:

Embora as entregas de notebooks PC no primeiro trimestre de 2014 tenham sido melhor que o esperado graças ao ciclo de atualização de PCs comerciais e à migração do Windows XP, as de tablets, com 56 milhões de unidades, representaram pela primeira vez uma queda anual, de acordo com a NPD.

A redução no interesse dos consumidores em tablets reflete o aumento em popularidade dos smartphones grandes, com telas de 5,5 polegadas. Até então, eram os tablets pequenos, com telas entre 7 e 8 polegadas, que impulsionavam as vendas do setor. Agora, as fabricantes esperam que os tablets maiores ganhem força.

Em relação aos notebooks, o Windows XP tem um papel bem importante nesses resultados, mas especialistas apontam, também, a contribuição dos Chromebooks, equipamentos baratos que rodam apenas o Chrome, nesse número inesperado. Desde o segundo trimestre de 2012 o segmento acumulava resultados negativos.

Xperia Z2 Tablet chega ao Brasil por R$ 2.599

https://www.youtube.com/watch?v=nSHMyAMdV8A

Parece um tablet bem legal (mais leve que o iPad Air e com receptor de TV digital FullSeg), mas é difícil justificar esse preço.

Os números não previram o resultado de Brasil vs. Alemanha

Nate Silver:

O preditor de partidas Soccer Power Index (ISP), que usa uma distribuição de Poisson para estimar a variedade de placares possíveis, deu à Alemanha apenas 0,022% de probabilidade (cerca de uma chance em 4500) de marcar sete ou mais gols. Da mesma forma, o SPI deu à Alemanha 0,025% de probabilidade (uma chance em 4000) de derrotar o Brasil por seis ou mais gols.

Nate ficou famoso por cravar previsões com base em números. A previsão do FiveThirtyEight para a semi-final era de 65% de chances do Brasil ganhar.

Mais uma vez o fator humano subverteu a lógica e a frieza dos números.

Na conclusão ele diz que o mercado de apostas ofereceu previsões mais certeiras, nesse caso, que os índices costumeiramente usados (ISO e ELO), além de alguns números que, como a ele, também me surpreenderam. Ou vai dizer que você sabia que o Brasil deu mais chutes a gol e teve mais posse de bola?

Brasil e Alemanha, em números.
Imagem: FIFA.

Estas impressoras da Epson custam o que valem — inclusive a tinta

Mário Nagano, falando das novas impressoras da Epson, L1300 e L1800:

Como já comentamos no review da Epson L200 — nosso palpite é que com a introdução da série L a Epson abandonou o modelo do Freebie Marketing, ou o mito do barbeador e das lâminas de barbear cujo modelo de negócios é baseado na ideia de vender um item por um preço muito baixo (ou mesmo distribuído de graça) com o objetivo de criar uma ampla base de consumo para um produto/serviço complementar. No caso das jato de tinta, vendendo cartuchos.

Assim, com a L1300/L1800 a Epson talvez não vai lucrar tanto com suprimentos (ou até vai já que pode compensar na quantidade), mas em contrapartida ela vai cobrar aquilo que ela acha que sua impressora realmente vale — e como a empresa não é nenhuma instituição filantrópica, não há muito o que se queixar nesse caso né?

Primeiras impressões do Moto E

Recebi ontem o Moto E, smartphone mais em conta da Motorola. Passarei uns dias usando ele, testando seus recursos, encontrando virtudes e falhas, para escrever uma análise bem detalhada. Antes, seguem as primeiras e rapidíssimas impressões do aparelho.

Atualização: O review completo, com fotos e vídeo, está disponível aqui.

Moto E recém-ligado.
Foto: Rodrigo Ghedin.

(mais…)

Entenda a “falha” do Flash/JSONP

O engenheiro do Google Michele Spagnuolo publicou uma prova de conceito chamada Rosetta Flash que permite a alterar a composição de arquivos no formato SWF, do Flash, para enviar requisições web a sites comprometidos e, com isso, obter cookies de autenticação. Na prática, essa técnica permite que se obtenha dados de login e outras informações sensíveis.

Como ele explica ao Ars Technica, não é bem uma falha que viabiliza esse cenário, mas sim a combinação de dois recursos: a conversão de código binário em caracteres alfanuméricos de arquivos do Flash e o JSONP, uma técnica de comunicação que viabiliza aos desenvolvedores a requisição de dados em diferentes servidores — prática desestimulada pelas brechas que abre e que, de outra forma, é impossível graças à política de mesma origem. Tanto que o essa operação já era conhecida pela comunidade de segurança da informação, e ignorada ante a falta de ferramentas públicas capazes de realizar aquela conversão em caracteres dos arquivos SWF.

Agora, não falta mais. Desde a publicação da prova de conceito alguns sites importantes afetados, como Twitter e Tumblr, consertaram os buracos em seus sistemas. A Adobe lançou uma atualização para o Flash que faz o mesmo do lado cliente, a versão 14.0.0.145, já disponível no site oficial. Quem usa o Chrome, ou o Internet Explorer 10 ou 11 no Windows 8 ou superior, deve esperar a atualização automática — o Flash bem embutido nesses navegadores. Para verificar qual a versão do Flash em uso no seu, visite esta página.

Quem ainda usa Flash?

Em maio desse ano o Google tornou padrão o player HTML5 do YouTube para usuários do Chrome, tornando desnecessário, salvo raras exceções, o plugin do Flash para ver vídeos ali. Há cada vez menos motivos para se ter o Flash instalado, e como os dispositivos móveis com Android e iOS provam, dá para viver bem sem ele.

Só que existem exceções. Perguntei, no Twitter, o que leva as pessoas a manterem o Flash ativado. Algumas respostas foram elucidativas, começando pela explicação do Micael sobre streaming ao vivo e vídeos que são exibidos com DRM:

https://twitter.com/micaelsilva/status/486657542354128896

https://twitter.com/micaelsilva/status/486657648222552064

https://twitter.com/micaelsilva/status/486658247093669888

Algumas outras aplicações dependentes do Flash ainda não têm substitutos, também. Adriano Brandão lembrou dos vídeos da Globo e de serviços de streaming de música, como Rdio e Deezer; Marcelo Carreira, dos sistemas de monitoramento de câmeras; e o Bruno Luiz, dos sites de vídeo indicados para o público adulto. E aqui, no Manual do Usuário, descobri que o WordPress exige o Flash no uploader de imagens.

Plugins só rodam se permitidos pelo usuário.Dependendo do seu perfil e equipamentos, dá para abolir o Flash. Não é tão simples, mas é possível. Um meio termo é a ativação por clique. Desse modo todos os plugins ficam desativados por padrão, mas podem ser trazidos à vida com um clique do usuário no elemento bloqueado. Dá, também, para definir exceções, domínios inteiros que ignoram essa opção e rodam plugins.

No Chrome, entre nas configurações, role a página até embaixo e clique no link “Configurações avançadas…” No tópico Privacidade, clique no botão Configurações de conteúdo… e, em Plug-ins, marque a opção Clique para reproduzir.