Xiaomi diz já ter vendido 26 milhões de smartphones no primeiro semestre de 2014

Números impressionantes da fabricante chinesa que, no final do ano passado, após uma pequena crise interna no Google, contratou o brasileiro Hugo Barra para liderar a expansão internacional. Na China, a Xiaomi vende mais que Apple e Samsung — e isso não é pouca coisa.

Sobreviventes do Orkut migram para a rede russa VK

“O número de inscrições do Brasil nos últimos dois dias aumentou em 2.000% e continua a crescer rapidamente” escreveu George Lobushkin, relações públicas da VK, em postagem no serviço russo.

A VK já tem quase 200 mil brasileiros e cerca de 20 comunidades em português –a maioria sobre futebol ou que fazem menção à condenada rede do Google, como a “Sobreviventes do Orkut”.

Correndo o risco de ser espionado pelos asseclas de Putin, fiz um perfil na VK. Visualmente, lembra mais o Orkut que o Facebook mesmo, ou esse último nos tempos pré-Linha do Tempo.

A VK é a maior rede social da Europa, com mais de 100 milhões de usuários. Um detalhe interessante é o player de música: dá para ouvir qualquer (ok, muita) coisa gratuitamente; basta usar a pesquisa e dar play.

Não seria a hora de olharmos a Mirtesnet com mais atenção? Não? Ok.

Fim da linha para TVs de plasma da Samsung

A Samsung anunciou que encerrará a produção de painéis de plasma em 30 de novembro desse ano.

A maioria dos comparativos de qualidade entre TVs, como do Wirecutter e Cnet, colocava modelos de plasma no topo da lista. O Wirecutter vai além: não recomenda um modelo específico de LCD por não ver nenhum que se destaque a ponto de merecer a honraria. Na página, os problemas dessa outra tecnologia em relação ao plasma são destacados: contraste menor, “borrões” em cenas de movimento e manutenção da qualidade quando não se está exatamente de frente à TV.

O fim da linha para as TVs de plasma da Samsung é o último prego no caixão da tecnologia. Ano passado ela já havia sofrido uma grande baixa com a saída desse mercado da Panasonic, até então referência. Entre as grandes, sobrou a LG, mas suas telas do tipo nunca foram tão bem cotadas.

Tanto Samsung, quanto Panasonic, alegam que a decisão foi tomada devido a “mudanças nas demandas do mercado” e, no caso da primeira, que passará a focar esforços em telas UltraHD e com tela curvada. Na prática, analistas dizem que é por outro motivo: painéis LCD são mais baratos e entregam margens de lucro maior. Há notícias, essas meio desencontradas, de que existem dificuldades técnicas de adaptação do plasma à resolução UltraHD (4K).

O mais curioso é que entre o público em geral é difícil encontrar fãs ardorosos do plasma. Uma boa parte dele, inclusive, evita telas do tipo devido ao estigma do “burn-in”, um problema das primeiras TVs do gênero que deixava marcados na tela elementos que ficassem estáticos por muito tempo — pense no logo das emissoras que fica no canto inferior direito, ou no placar dos jogos de futebol.

A série F8500, da Samsung, última de plasma da empresa, passou a valer bem mais do dia para a noite. Pena que por um motivo bem ruim.

RSA alerta sobre o Bolware — e o mundo descobre o boleto bancário

Mapa de incidência do Bolware.
Imagem: RSA Data Security.

A RSA Data Security emitiu alerta sobre um malware chamado Bolware.

Segundo a investigação, que é conduzida pela Polícia Federal do Brasil e o FBI, o Bolware pode ter comprometido quase meio milhão de boletos e gerado prejuízo na casa dos R$ 8,57 bilhões. Além de fraudar esses documentos, o malware ainda captura credenciais usadas para acessar sites. A RSA diz ter detectado quase 200 mil instâncias do Bolware em diferentes IPs, todos rodando Windows.

Tanto lá, quanto no post de Brian Krebs, por onde fiquei sabendo dessa notícia, chega a ser engraçado a tentativa deles de explicar o boleto. Do blog do Krebs:

Em pauta está o “boleto” (oficialmente “Boleto Bancario”), um método de pagamento popular no Brasil que é usado por consumidores e a maioria dos pagamentos B2B. Os brasileiros podem usar boletos para completar compras online através do site do seu banco, mas diferentemente de pagamentos com cartão de crédito — que podem ser contestados e revertidos –, os feitos via boletos não estão sujeitos a cobranças e só podem ser reembolsados via transferência bancária.

Enquanto os culpados não são identificados e o esquema, derrubado, a RSA recomenda a utilização de apps móveis para realizar o pagamento através da leitura do código de barras. O método usado pelo Bolware para comprometer boletos consiste em trocar o código numérico na hora do pagamento, mas ele é incapaz de modificar o código de barras.

Outra saída, essa indicada pela FEBABRAN, é recorrer ao DDA, ou débito direto autorizado. Nunca tinha ouvido falar disso. Parece uma boa, mas este site horrendo que explica o sistema com uma animação tosca feita em Flash não é o tipo de coisa que transmite segurança.

Status do Android 4.4 para a linha Razr, da Motorola

Paulo Higa:

Ao Tecnoblog, a Motorola afirma que RAZR D1, RAZR D3, RAZR i e RAZR HD eram smartphones “baseados na arquitetura anterior, que não seguiam o conceito do Android puro”, diferente dos atuais Moto E, Moto G e Moto X. Portanto, o processo levou mais tempo porque a Motorola ainda está trabalhando em “adaptações necessárias na interface do usuário” desses modelos.

As referidas modificações são um widget, uma tela de configurações rápidas e alguns ícones diferentes. É uma justificativa, mas… né? Talvez outros entraves internos da “arquitetura anterior” menos óbvios tenham contribuído para o atraso. O que importa é que, afinal, os donos dessa ótima geração de Android da Motorola (testei o RAZR D1 e gostei bastante) ganharão mais uma atualização.

Para crescer, Twitter produto e Twitter negócio precisam de harmonia

Dan Frommer, na Quartz:

O Twitter é uma ideia muito boa (e uma já bem sucedida) para não ter, algum dia, bilhões de usuários e bilhões de dólares em faturamento. O Facebook já tem mais de 1 bilhão de usuários móveis por mês; não há razão para que o Twitter, indiscutivelmente uma maneira melhor de receber notícias em seu smartphone, não alcance esse nivel com um produto melhor e bom marketing. O desafio será fazer o produto e o negócio trabalharem em harmonia, em uma escala muito maior do que acontece hoje. Dificultará isso o fato de que novos líderes, vários deles usuários recentes e casuais do Twitter, estão agora no comando.

Além das mudanças no comando do Twitter, o serviço continua experimentando: um botão “comprar” está em testes e deve aparecer logo em anúncios patrocinados, mais ou menos como o botão de instalação de apps que já existe.

Essa harmonia a que Frommer se refere, pelo menos para usuários de longa data, está bem distante de se concretizar. Uso bastante o Twitter, mas bem longe das ferramentas oficiais — no smartphone, Tweetbot; na web, Tweetdeck1. Quando volto ao Twitter web ou ao app oficial, é quase como se fossem serviços diferentes. A ânsia de gerar engajamento, de estimular ações artificialmente e conseguir novos usuários arruína consideravelmente a experiência.

  1. Tecnicamente o Tweetdeck também é uma “ferramenta oficial”, mas graças aos deuses das redes sociais ele se mantém bem distante da experiência de usuário do cliente web oficial, do twitter.com.

Um Slingshot nunca será Snapchat

Mills Baker, comparando o Slingshot ao Snapchat:

Um grupo de amigos e eu temos tentado criar o hábito de usar o Slingshot, que tem algumas interações magníficas, um design visual bacana e vários pequenos detalhes esplêndidos (acho os sons agradáveis), sem muito sucesso. Minha namorada apagou ele depois de alguns dias, não por que ela está cheia de apps em seu smarthone, mas porque ele [o Slingshot] a irritava ativamente com suas demandas.

“Por que eu usaria isso?”, ela me perguntou. Não tive resposta. Dizer a alguém que algo é divertido é, normalmente, evidência de que esse algo não é.

Uso bastante o Snapchat e dei uma chance ao Slingshot, que está aqui, instalado, desde que foi lançado. Até agora recebi cinco mensagens, e dessas, três continuam bloqueadas esperando que eu mande alguma para vê-las. A mecânica básica do app, que inverte a ordem do diálogo (reação antes da ação), é desestimulante. Ter a assinatura do Facebook não ajuda também.

No texto, Mills Baker ainda diz que o que guia o Snapchat é o desejo genuíno de naturalizar a comunicação multimidiática via smartphones, e que a apresentação do app e seus recursos foram todos criados com esse intuito em mente. Não colocaria a minha mão no fogo por isso (vá saber o que se passa no escritório do Snapchat); seja genuíno ou não, pelo menos ao usuário essa impressão se sustenta. O Snapchat é todo sobre descompromisso e desinibição.

Em janeiro de 2012, a política de uso de dados do Facebook não continha a palavra “pesquisa”

Ótimo achado de Kashmir Hill, da Forbes:

Críticos disseram que o Facebook deveria obter o “consentimento” [dos usuários] para um estudo desses — perguntar às pessoas se elas aceitariam ser parte de um estudo e então dizer a elas posteriormente o que estava sendo estudado. Defensores disseram, “Hey, o feed de notícias é manipulado o tempo todo. Qual a novidade?” Ambos apontaram que a “permissão” do Facebook veio da Política de Uso de Dados, que entre suas milhares de palavras informa as pessoas que suas informações podem ser usadas para “operações internas”, incluindo “pesquisa”. Entretanto, estávamos todos confiando no que a política de dados do Facebook diz hoje. Em janeiro de 2012, a política não dizia nada sobre usuários sendo potencialmente transformados em ratos de laboratório para terem um dia miserável em nome da ciência, nem que “pesquisa” era algo que poderia ocorrer na plataforma.

Ao final, uma citação bem clara de Pam Dixon, do Fórum Mundial da Privacidade, sobre o principal problema de toda essa polêmica envolvendo o estudo conduzido pelo Facebook:

“Eles na verdade fizeram um teste para ver se teria efeitos nocivos em seus usuários. Isso não é teste A/B. Eles não queriam apenas mudar o comportamento dos usuários, eles queriam mudar o humor deles.”

Vista 2.0

A Microsoft está basicamente “cheia” do Windows 8.x. Independentemente do quão usável ou funcional ele é ou não, [o sistema] se transformou no Vista 2.0 da Microsoft — algo de que a empresa precisa se distanciar, em termos de percepção. Nesse estágio, a Microsoft segue a todo vapor em direção ao Threshold e dará seu melhor para diferenciar esse sistema do Windows 8.

Mary Jo Foley, que tem boas fontes e costuma acertar em seus palpites, diz ainda que o Windows 8 receberá mais uma atualização, provavelmente sem muito alarde, e que a primeira demonstração pública do Threshold, codinome do próximo Windows, deve sair ainda em 2014.

BlackBerry Passport, o smartphone quadrado

O esquisito Passport, da BlackBerry.
Foto: Coco Currinder/Crackberry.

Não chega a ser inédito, mas ver um smartphone quadrado é sempre curioso. Antes do recém-anunciado Passport, da BlackBerry, a mesma empresa já havia concebido o Q10, com tela quadrada, e a Motorola o Flipout, nos primórdios do Android e do Motoblur (*bate na madeira*).

Após passar por apuros nos últimos anos e cogitar ser vendida, no último trimestre fiscal a BlackBerry teve um lucro tímido motivado por cortes agressivos em despesas recorrentes — o faturamento despencou 69% em relação ao trimestre anterior e continua sendo prioridade.

Além do Passport, a BlackBerry também anunciou o Classic, um smartphone com BB10 e teclado físico que lembra bastante o Bold, sucesso de vendas no passado, e o Z3, uma opção de baixo custo (~US$ 200) que, segundo o CEO John Chen, tem vendido melhor que o esperado na Indonésia. Até o fim do ano ele estará disponível em nove países, mas não há informações sobre o Brasil.

O Orkut vai acabar

Paulo Golgher, diretor de engenharia do Google, no blog do Orkut:

O Orkut será descontinuado no dia 30 de setembro de 2014. Até lá, não haverá impacto para os atuais usuários, para que a comunidade tenha tempo de lidar com a transição. Usuários podem exportar as informações do seu perfil, mensagens de comunidades e fotos usando o Google Takeout (disponível até setembro de 2016). A partir de hoje, novos usuários não podem criar novas contas no Orkut.

Dez anos depois de se tornar febre no Brasil (e praticamente só aqui), a rede social mais bem sucedida do Google fechará as portas.

Achei curioso e sintomático o anúncio do blog oficial sequer mencionar o Google+ — há apenas uma referência, genérica, junto a outros produtos como YouTube e Blogger. No primeiro acesso ao orkut.com, uma página de despedida do Orkut aparece. Entre as sugestões está “exportar álbuns de fotos para o Google+”, timidamente, sem aquele alarde que se via há poucos meses.

Como salvar as fotos do Orkut?

O Google oferece duas saídas. A primeira é migrar as fotos do Orkut para o Google+ usando esta ferramenta de exportação. A outra, salvar no seu PC através do Google Takeout. Essa contém, além disso, recados, depoimentos e comentários em comunidades.

Caso queira encerrar sua conta em definitivo, excluindo tudo antes do congelamento das comunidades, siga este link, clique em Ferramentas de dados, depois Excluir produtos e, finalmente, Remover Orkut. Isso pode ser feito mesmo depois de 30 de setembro.

Note que, depois do encerramento do Orkut, o Google manterá no ar um arquivo de todas as comunidades. Caso não queira ver suas publicações nesse arquivo, é preciso exclui-las individualmente antes do dia 30 de setembro ou encerrar sua conta — assim, seu nome será desvinculado dos posts nas comunidades.

O Olhar Digital tem outras informações sobre como proceder no apocalipse do Orkut.

Não consigo acessar o Orkut!

Tenho recebido comentários e pedidos de ajuda nesse sentido. Parece que o Google complicou o login no Orkut e várias pessoas estão com dificuldades para logar. O processo, segundo a empresa, é o seguinte:

  • Na parte superior direita dessa página, clique na foto do seu perfil.
  • Clique em Sair.
  • Acesse Orkut.com.
  • Faça login na conta do Google que você utilizou ao se cadastrar no Orkut.

Ou seja, é importante sair da sua Conta Google antes de acessar o Orkut. Eu não pude testar porque encerrei meu perfil no Orkut faz um tempão. Se alguém conseguiu assim ou tiver outra dica, deixe aí nos comentários.

Sem Orkut, Google+ enfraquecido…

Quando o Google tentava empurrar o Google+ aos usuários, lançou ferramenta de exportação, encheu o Orkut de pedidos para que os usuários migrassem, se empenhou para conquistar os que ainda estavam ativos no Orkut. Não tenho números, mas não espantaria saber que esse esforço não deu resultado — se esses remanescentes quisessem uma rede tecnicamente melhor, já teriam migrado para o Facebook antes.

A saída de Vic Gundotra afetou o Google+. O processo de desmantelamento, com a remoção ou diminuição das referências à rede nos resultados da busca do Google, foi o primeiro sinal. Passar em branco na Google I/O, outro. A não citação dela no comunicado do fim do Orkut, mais um. Será que o Google jogou a toalha de vez para redes sociais?

O experimento psicológico em larga escala do Facebook

William Hughes, no The A.V. Club:

Pesquisadores do Facebook publicaram um paper em que dizem terem manipulado o conteúdo visto por mais de 600 mil usuários em uma tentativa de determinar se isso poderia afetar seus estados emocionais. O paper, “Evidências experimentais de contágio emocional em larga escala através de redes sociais”, foi publicado no The Proceedings Of The National Academy Of Sciences. Ele mostra como os pesquisadores de dados do Facebook modificaram o algoritmo para determinar quais posts apareceriam nos no feed de notícias dos usuários — especificamente, os cientistas alteraram o número de termos positivos ou negativos vistos por usuários escolhidos anonimamente. O Facebook então analisou as publicações futuras desses usuários pelo período de uma semana para ver se elas respondiam com um aumento positivo ou negativo por conta própria, respondendo a questão de se os estados emocionais podem ser transmitidos por uma rede social. Resultado: eles podem! O que é uma boa notícia para os pesquisadores de dados do Facebook ansiosos por provar um ponto sobre psicologia moderna. [A notícia] é menos boa para as pessoas, que tiveram suas emoções manipuladas secretamente.

Dizer que o Facebook está sendo creepy é lugar comum, mas acho que eles conseguiram se superar. Isso é apavorante.

Há quem argumente que daria para fazer a mesma análise com uma abordagem de somente leitura, sem interferir no comportamento do feed e, em última instância, nas emoções das pessoas. Seria uma saída melhor, de fato. Mas da forma como foi conduzido, o estudo levanta questões maiores do que o ponto que procura validar: ele prova que o Facebook tem muito poder nas mãos, o poder de fazer que com a gente se sinta melhor ou pior.

Quão maluco é isso? Se o Facebook pode nos fazer mais felizes, por que não o faz? E se fizesse, isso seria de certa forma (de alguma forma) antiético?

Mais um (bom) motivo para diminuir o tempo gasto no feed de notícias — a receita, você já sabe.

Via Marco.org

Criminosos roubam iPhone e pedem a senha do iCloud à vítima

Juliana Carpanez, no UOL:

Durante a ação, chamou atenção a abordagem dos ladrões em relação à tecnologia. Os assaltantes pediram as senhas dos computadores, do iCloud (serviço de armazenamento em nuvem da Apple, que o criminoso chamou de “aiclôude”) e decidiram formatar o PC corporativo (“zerar” seu conteúdo) ainda dentro do carro.

Depois do sequestro, um dos comparsas alterou o perfil da vítima no WhatsApp, colocando sua própria foto – a imagem foi entregue à polícia, para ajudar na identificação. Segundo Marcos, a pessoa da foto dirigia o carro de onde saíram os outros dois assaltantes.

No iOS 7 a Apple implementou um mecanismo chamado Bloqueio de Ativação no Find My Phone que permite transformar o iPhone em um peso de papel remotamente, caso ele seja perdido ou tenha sido roubado. Mais detalhes aqui.

Essa novidade diminuiu a incidência de roubos de iPhones em algumas localidades. Segundo esta matéria do New York Times, em San Francisco a queda foi de 38%, em Londres, de 24% e em Nova York, 19%. Não localizei números relativos ao Brasil, mas pelo caso exposto acima é provável que o Bloqueio de Ativação também esteja surtindo efeito aqui — tanto que os ladrões já estão cientes do “problema”.

A próxima versão do Android, anunciada no início da semana, trará um recurso semelhante. A eficiência do método na prevenção de assaltos é indiscutível, e os casos de sucesso da sua aplicação podem aumentar o conhecimento acerca desse obstáculo no uso de aparelhos roubados. O que me leva a pensar: passar a senha do iCloud será o novo “não reaja ao assalto”?

Ainda bem que existem réplicas de R$ 300 para enganar o ladrão, né?

Buffer lança Daily, um “Tinder para notícias”

E é tão ruim quanto a descrição soa. Além de reduzir o nosso trabalho a uma curtida ou um descarte e fazer de tudo para tornar essa ação a mais trivial possível, ele nem mostra o conteúdo dos artigos por padrão; só aparecem título e uma imagem.

Essa descrição, aliás, é uma tendência no Vale do Silício. Apps que são “Tinder de [insira algum filão]” têm se proliferado: de cabeça, me recordo do Tinder para vagas de emprego e do Tinder para idosos. Pesquisando, a primeira página de resultados do Google traz coisas ainda mais bizarras, como Tinder para cachorros (!) e o Tinder para comprar roupas.

No Daily (o Tinder de notícias, não se perca!), as curtidas se convertem em compartilhamentos. O app é do Buffer, um sistema que facilita a publicação de conteúdo em redes sociais e dá estatísticas e dicas para otimizar seu alcance. O foco que muitos sites têm dado a manchetes e imagens de abertura apelativas ganha mais uma justificativa com o Daily — como se faltasse incentivos a esse comportamento.