Computadores do Planalto foram usados para editar páginas da Wikipédia

Alexandre Aragão e Alexandre Orrico, na Folha:

Onze computadores do governo federal foram usados para alterar páginas da Wikipédia, enciclopédia on-line cujos textos podem ser editados livremente, como as do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), do Movimento Passe Livre e do ex-governador José Serra (PSDB-SP).

Levantamento da Folha com os endereços de IP registrados em nome do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) e da Presidência da República mostra que artigos sofreram mudanças tanto para a inclusão de elogios e a retirada de críticas como para o inverso.

As edições, feitas entre 2008 e 2014, acabaram desfeitas por outros usuários, por infringirem regras de uso.

O fato de ser aberta a contribuições não é sinônimo de bagunça. Os editores e outros usuários corrigem os erros — embora nem sempre a definição de “erro” seja uma questão tão simples, binária.

Além do monitoramento de quem faz a Wikipédia, outros mecanismos podem ser usados. A tecnologia cria problemas, a tecnologia os resolve.

Nos Estados Unidos um script para Twitter causou alvoroço no início do mês. O @congressedits manda tweets automaticamente sempre que algum artigo da Wikipédia é editado por computadores do Congresso. Medida bem legal e que poderia (deveria) ser copiada aqui. Afinal, copiamos tanta coisa desnecessária (Hey? Sério?); custa nada copiar um negócio útil e que fará diferença no cenário político.

Oi é multada pelo Navegador, da Phorm. Antes tarde do que nunca?

A parceria da operadora Oi com a empresa Phorm, que tem sede em Londres, para utilização de uma ferramenta de identificação de preferência dos usuários na internet para fins publicitários está levantando dúvidas nos órgãos federais que avaliam ou monitoram o assunto. O tema está sob análise tanto do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) quanto do Ministério da Justiça […]

O parágrafo acima é de uma notícia de 2010, mas somente nesta semana a Oi foi multada em R$ 3,5 milhões por ferir os princípios da boa fé e transparência na oferta do Navegador, uma tecnologia da inglesa Phorm que monitora os hábitos de navegação do usuário de banda larga para construir perfis de consumo e vendê-los a empresas de publicidade.

A parceria entre Oi e Phorm terminou em março do ano passado. A Oi disse que recorrerá da multa.

Buscador do Baidu estreia no Brasil

Saulo Pereira Guimarães, na Exame:

Uma cerimônia realizada hoje em Brasília marcou o lançamento da versão brasileira do Baidu, serviço de buscas mais usado na China.

No evento, estiveram presentes a presidente Dilma Rousseff, o presidente chinês Xi Jinping e Robin Li, chefe executivo do Baidu – entre outros.

“Nossa entrada no mercado brasileiro servirá para torná-lo mais competitivo, impulsionando a inovação local e proporcionando mais e melhores opções para os brasileiros”, afirmou na cerimônia Johnson Hu, diretor de negócios internacionais do Baidu.

A versão localizada está em br.baidu.com. Estranhamente, baidu.com não redireciona automaticamente para o site brasileiro. Ele é limpo e bem direto, filtra resultados por imagens e vídeos, e traz um mecanismo que tenta adivinhar os termos enquanto são escritos e outro que parece uma espécie de ranking de notícias mais populares do momento. Do lado esquerdo flutuam links para o Postbar, uma espécie de fórum online sobre temas segmentados. Não fiz testes suficientes para ter uma noção da qualidade do algoritmo que retorna os resultados.

O buscador do Baidu é o maior produto da empresa chinesa. Líder na China, responde por 70% das pesquisas online feitas em seu país natal. Apesar de só agora trazer seu carro-chefe ao Brasil, a empresa Baidu atua por aqui há mais tempo.

Ano passado lançou diversos produtos, como antivírus, “otimizador” de PCs, o navegador Spark e um diretório de sites, o Hao123. A promoção deles tem sido agressiva, com publieditoriais em vários sites e a inclusão deles em instaladores de outros apps, tática no mínimo questionável e que até hoje rende críticas e comentários irritados de usuários afetados.

O lapso entre esses apps intrusivos e o buscador localizado talvez tenha uma razão de ser, como sugeriu o Emerson nesta nota do Tecnoblog no final do ano passado:

No evento [do início das operações no Brasil], a empresa justificou a aposta nestes aplicativos e a gratuidade de todos eles dizendo que, na fase inicial, a ideia é utilizá-los para conhecer melhor os hábitos dos usuários brasileiros. Exatamente como? Não disseram, mas dá para imaginar…

O lançamento em Brasília e com a presença dos presidentes do Brasil e da China me soa meio atípico. Ele faz parte dos esforços da China em difundir suas empresas de tecnologia no ocidente e em países orientais com fortes laços com esse lado do mundo. Em março, por exemplo, o presidente Xi Jinping fez visita à Coreia do Sul acompanhado dos CEOs do Baidu, Alibaba, Huawei e o chairman do Banco da China a fim de estreitar os lados em áreas como comércio, finanças, meio ambiente e assuntos diplomáticos.

O Baidu é mais um buscador que tenta derrubar a hegemonia do Google, que é especialmente alta no Brasil — diversos indicadores dão mais de 90% do mercado nacional ao serviço americano. E à luz das revelações de espionagem de Edward Snowden, feitas ano passado, o fato de ter sua sede em outro país que não os EUA parece um bônus interessante ao governo, mesmo ciente do histórico de interferências e censura do Partido Comunista da China na Internet do país.

Google sinalizará sites que usam tecnologias não suportadas, como Flash, nos resultados da busca

Do blog do Google para webmasters:

Um incômodo frequente para usuários da web é quando os sites exigem tecnologias do navegador que não são suportadas pelos seus dispositivos. Quando os usuários acessam páginas do tipo, eles podem ver nada além de um espaço em branco ou perder grandes porções do conteúdo da página.

A partir de hoje, indicaremos aos usuários do buscador quando nossos algoritmos detectarem que páginas que podem não funcionar em seus dispositivos. Por exemplo, o Adobe Flash não é suportado em dispositivo iOS e as versões 4.1 e posteriores do Android; uma página cujo conteúdo é formato na maioria por Flash será indicada assim:

Novas políticas para os resultados da busca.
Imagem: Google.

Quando escrevi sobre a última “falha” do Flash aproveitei para perguntar quando e onde o Flash ainda é utilizado. Esperava menos situações, mas uma coisa que me chamou a atenção foi que nenhum dos sites citados eram de conteúdo. São serviços multimídia, basicamente streaming de vídeo e música.

Com as técnicas e o suporte dos navegadores modernos a HTML5 e outras linguagens mais maleáveis, sobra pouca ou nenhuma justificativa para adotar em 2014 o Flash em, digamos, um site de cunho jornalístico. Paralelo a essa novidade, o Google anunciou duas fontes de recursos para auxiliar eventuais migrações, o Web Fundamentals e o Web Starter Kit.

O emprenho do Google em desestimular o uso dessas tecnologias é positivo, mais um passo para que, gradualmente, Flash, Java e outras tecnologias deem lugar a padrões mais avançados. A grande virada deverá ocorrer quando o Chrome para desktop abandonar o Flash, que há quatro anos vem integrado no navegador.

Fim do caderno Tec, da Folha

Vera Guimarães Martins, na Folha:

As três décadas de vida do caderno de tecnologia acabam nesta segunda. A Secretaria de Redação anunciou na sexta (11) que, a partir de 21 de julho, Tec deixará de existir como suplemento.

O conteúdo mais alentado e reflexivo, que circulava às segundas, será acomodado em duas páginas encartadas em Mercado, que já abrigava a cobertura factual diária do setor de tecnologia.

À exceção de Ronaldo Lemos, que segue no impresso, os demais colunistas e a seção de quadrinhos serão publicados só no site de Tec. Os cadernos especiais temáticos serão produzidos quando se revelarem comercialmente viáveis.

A decisão, segundo a Secretaria de Redação, se deve ao baixo retorno publicitário. Os anunciantes foram minguando nos últimos tempos e praticamente sumiram -na contramão do noticiário, da audiência digital e da importância econômica do setor de tecnologia, que dispararam em curva oposta.

Alguns dados de audiência da versão online do Tec também são citados. Não acompanhava a versão impressa do Tec e não sei se alguém sentirá falta — as reações que vi por aí seguem a linha “já tinha ido e esquecera de cair” –, mas é sempre ruim, para o todo, quando uma publicação grande da área some ou tem baixas, como é o caso.

Alguém quer um relógio inteligente?

Kevin Roose, na New York:

Apesar de todo o barulho em torno dos [gadgets] vestíveis, não está claro quem deveria estar comprando eles. Menos da metade dos entrevistados em uma recente pesquisa da Accenture disseram que considerariam comprar um relógio inteligente, e mesmo os analistas mais otimistas preveem apenas 20 milhões de relógios do tipo vendidos esse ano, número insignificante comparado aos das vendas de smartphones e tablets. O ceticismo do mercado talvez seja em função do quão cedo os primeiros relógios inteligentes saíram de cena (poucos duraram mais do que um ou dois anos antes de serem tiradas das prateleiras). Mas o mais provável é que os relógios inteligentes atuais continuam sendo gadgets misteriosos e de certa forma redundantes. Até os modelos mais sofisticados não fazem nada que um celular não consiga, exceto ficar confortavelmente no seu pulso. E o fator novidade ainda é alto. Os caras dos códigos do Vale do Silício podem apreciar a capacidade de pedir pizza a partir do próprio pulso (o que é, por sinal, um app real do Android Wear), mas o resto de nós não tem muita necessidade de outro dispositivo para carregar por aí, manter carregado e se preocupar em não quebrar.

Em certo sentido o ceticismo é parecido com o que acometeu o iPad, mas isso não garante que o Android Wear e outros relógios inteligentes terão o mesmo destino.

Instagram Direct e vídeos: as pessoas estão usando?

Quando surgiu, em 2010, o Instagram foi um sucesso imediato. Fácil de mexer, com filtros poderosos e focado em uma coisa, fotos. Esses e, talvez, outros fatores levaram à conquista de uma base de usuários grande e fiel.

Com o passar dos anos e após a aquisição pelo Facebook, eventualmente o Instagram buscou se diversificar. As maiores novidades foram o Instagram Direct, que restringe a exibição de uma foto ou vídeo a poucos contatos, e os vídeos de até 15 segundos, liberados na cola do sucesso do Vine, serviço do concorrente Twitter.

Como eles estão se saindo? Na Fortune, Jessi Hempel traçou um perfil do Instagram hoje. Lá pelo final, a matéria traz essa resposta:

O Instagram oferece um recurso que permite aos usuários tornarem suas contas privadas, e na medida em que novas levas de usuários entram no serviço, um pouco mais deles estão o usando. E em dezembro, o Instagram lançou um produto de mensagens privadas. A maior parte da imprensa de tecnologia foi rápida em descartá-lo, mas dados sugerem que ele está ganhando tração. De acordo com o Instagram, ao longo do mês passado 45 milhões de pessoas, ou cerca de 25% dos seus usuários, enviaram ou receberam mensagens diretas no serviço.

A empresa tem tido menos sucesso com seus vídeos de 15 segundos, lançados pouco depois que os vídeos do Vine, do Twitter, se tornaram populares. Embora [Kevin] Systrom diga que o Instagram está contente com eles, a empresa não divulga informações quantas pessoas estão publicando vídeos, e duas fontes próximas sugerem que eles têm sido decepcionantes. De certa forma, a bênção da empresa talvez seja sua maldição: ela construiu sua reputação ao permitir que seus usuários fizessem uma coisa extremamente rápida e incrivelmente bem.

Adidas lança bola de futebol inteligente

https://www.youtube.com/watch?v=VJwR4C9QjKM

Talvez este um daqueles momentos onde paramos e nos perguntamos se fomos longe demais.

A miCoach Smart Ball sincroniza com o iPhone via Bluetooth e mensura a força, distância e os giros dos chutes, colocando tudo isso em gráficos e ajudando o atleta de fim de semana a melhorar suas habilidades. Como tem bateria, precisa ser recarregada. Sim, você recarrega… uma bola.

O que mais chama a atenção é que a Adidas direciona essa bola inteligente a jogadores de fim de semana, não aos profissionais. Na matéria do Engadget, Christian DiBenedetto, diretor de inovações sênior da Adidas, vislumbra um futuro onde bolas do tipo serão usadas em jogos profissionais, fornecendo dados em tempo real para deleite de torcedores e técnicos.

Digg Deeper

A volta do Digg é uma das coisas mais legais da web nos últimos anos. A Betaworks, atual dona e responsável por ressuscitar o sistema, continua adicionando recursos legais à plataforma. Primeiro, um agregador de feeds; hoje, o Digg Deeper.

O Digg Deeper é baseado na tecnologia do News.me, outro produto da Betaworks que foi descontinuado com a compra do Digg. Nesse retorno, ele analisa os links compartilhados por seus contatos no Twitter e faz uma curadoria automatizada dos mais relevantes, exibindo alertas na página inicial do Digg, por e-mail ou pelo app para iOS.

Essa curadoria é o grande barato da coisa, e o que o distancia de outras soluções, como a integração com Twitter do Safari, navegador da Apple. Do anúncio:

O ingrediente mágico é a forma como analisamos seu feed do Twitter para determinar o volume certo de alertas. Por exemplo, um componente do algoritmo mensura a atividade acerca de cada link no seu feed. Se você segue zilhões de contas que estão linkando para centenas de posts por dia, você pode receber um alerta se cinco amigos compartilharem o mesmo link. Mas se você segue apenas algumas contas, poderá receber um alerta quando apenas dois amigos compartilharem aquele link.

Nesse sentido ele se parece muito com o Fever, um agregador de feeds — a explicação do Paulo, que usa o Fever, é bem boa.

Samsung desenvolve SoC Exynos com antena LTE

Kif Leswing, no GigaOM:

Se você pegar um smartphone topo de linha da Samsung, como o Galaxy S5, ele terá um processador Qualcomm, mesmo a Samsung sendo uma das maiores e mais sofisticadas fabricantes de chips. Isso ocorre porque a Qualcomm é basicamente a única fabricante capaz de incluir uma antena LTE em seus SoCs. Mas isso muda agora, com o anúncio da Samsung de que seu novo chip Exynos ModAP vem com uma antena LTE embutida.

Esse Exynos ainda não tem o mesmo poder dos modelos tradicionais com apenas 3G. É um SoC com processador quad-core, capaz de suportar câmeras de até 8 mega pixels com gravação de vídeo em 1080p a 30 quadros por segundo. Mas é um passo, e um importante, para a Samsung não precisar mais recorrer à rival Qualcomm na fabricação dos seus melhores smartphones.

LG apresenta o KizON, um gadget vestível para monitorar crianças

Kaylene Hong, no The Next Web:

O KizON é projetado principalmente para pais monitorarem a localização de seus filhos em idade pré-escolar e no Ensino Fundamental. Usando GPS e Wi-Fi, a pulseira consegue fornecer informações de localização em tempo real a um smartphone, de modo que os pais saibam onde seus filhos estão.

O KizON também tem um botão “Discagem Em Um Passo”, que permite aos pais entrarem em contato com seus filhos facilmente. Se a criança não atender a ligação de quaisquer números pré-definidos em 10 segundos, o KizON completa automaticamente a chamada para que o pai consiga ouvir o que se passa através do microfone embutido. As crianças também podem discar para um número pré-configurado caso precisem falar com um adulto.

É uma variante interessante dentro da tendência de gadgets vestíveis e, junto a eventuais dispositivos que miram o público idoso, tem hoje mais aplicação prática do que as soluções generalistas, como as que usam Android Wear.

Não sou pai e talvez isso limite o meu julgamento a ponto de suscitar tal debate, mas me chama a atenção esse monitoramento precoce, especialmente o microfone que entra em ação mesmo contra a vontade da criança. Para as novinhas, nada muito grave, mas crianças no Ensino Fundamental me parecem já ter alguma vida própria e a percepção de, com esse trambolho no pulso, estarem sendo monitoradas.

Andar com o KizON não poderia, de alguma forma, naturalizar ou relativizar a ideia de vigilância constante  nessas crianças e, por consequência, diminuir a importância que a privacidade teria quando chegarem na fase adulta?

As pesquisas em redes sociais financiadas pela Darpa

Ben Quinn e James Ball, no Guardian:

Pouco antes da controvérsia do Facebook emergir, a Darpa publicou uma longa lista de projetos financiados sob o programa SMISC (Comunicação Estratégica em Mídia Social), incluindo links para os resumos e papers completos.

A lista de projetos inclui um estudo sobre como os ativistas do movimento Occupy usaram o Twitter, bem como um apanhado de pesquisas de monitoramento de memes na Internet e algumas sobre a compreensão de como o comportamento de influência (curtir, seguir, retuitar) acontece em um grupo de plataformas de mídias sociais como Pinterest, Twitter, Kickstarter, Digg e Reddit.

A reportagem faz uma boa recapitulação de projetos fascinantes (e meio assustadores) da Darpa e especifica alguns dos divulgados nessa lista. Desses, destaque para dois: um, com a participação do Facebook, que analisou como as pessoas assimilavam e consumiam informações no Twitter. Outro, sobre o espalhamento de informações no Twitter, por incitar comportamentos através da interação direta em vez de apenas observar os pesquisados.

Pesquisas do gênero não são novidade, nem nada do outro mundo. No Brasil, nomes como Alex Primo e Gabriela Zago há anos analisam comportamentos em redes sociais, especialmente no Twitter, e escrevem artigos a respeito. Só que no caso das pesquisas financiadas pela Darpa, há um ingrediente extra que pode azedar a mistura: a finalidade.

Pode parecer roteiro de filme B dos anos 1980, mas suspeitas reforçadas pelos vazamentos de Edward Snowden, ano passado, apontam que as agências de inteligência podem estar usando os resultados dessas pesquisas para propaganda governamental, propagação da desinformação e outras práticas questionáveis.

PCs e tablets invertem posições nos últimos relatórios de vendas

Don Clark, no Wall Street Journal:

A Gartner Inc. disse que as unidades de PCs entregues subiram 0,1% no período — basicamente empatadas com o mesmo período um ano atrás — pelo aumento das vendas em economias maduras, enquanto em outros lugares elas permaneceram estagnadas.

A [consultoria] rival IDC disse que as entregas de unidades globais diminuíram 1,7%, o que é bem melhor que as previsões preliminares da empresa de que haveria uma queda de 7,1% nas vendas nesse trimestre.

As três maiores fabricantes de PCs (Lenovo, HP e Dell) demonstraram aumentos consideráveis nas entregas em relação ao ano passado, disseram as duas consultorias.

Enquanto isso, nos tablets…  Adrian Kingsley-Hughes, na ZDnet:

Embora as entregas de notebooks PC no primeiro trimestre de 2014 tenham sido melhor que o esperado graças ao ciclo de atualização de PCs comerciais e à migração do Windows XP, as de tablets, com 56 milhões de unidades, representaram pela primeira vez uma queda anual, de acordo com a NPD.

A redução no interesse dos consumidores em tablets reflete o aumento em popularidade dos smartphones grandes, com telas de 5,5 polegadas. Até então, eram os tablets pequenos, com telas entre 7 e 8 polegadas, que impulsionavam as vendas do setor. Agora, as fabricantes esperam que os tablets maiores ganhem força.

Em relação aos notebooks, o Windows XP tem um papel bem importante nesses resultados, mas especialistas apontam, também, a contribuição dos Chromebooks, equipamentos baratos que rodam apenas o Chrome, nesse número inesperado. Desde o segundo trimestre de 2012 o segmento acumulava resultados negativos.

Xperia Z2 Tablet chega ao Brasil por R$ 2.599

https://www.youtube.com/watch?v=nSHMyAMdV8A

Parece um tablet bem legal (mais leve que o iPad Air e com receptor de TV digital FullSeg), mas é difícil justificar esse preço.

Os números não previram o resultado de Brasil vs. Alemanha

Nate Silver:

O preditor de partidas Soccer Power Index (ISP), que usa uma distribuição de Poisson para estimar a variedade de placares possíveis, deu à Alemanha apenas 0,022% de probabilidade (cerca de uma chance em 4500) de marcar sete ou mais gols. Da mesma forma, o SPI deu à Alemanha 0,025% de probabilidade (uma chance em 4000) de derrotar o Brasil por seis ou mais gols.

Nate ficou famoso por cravar previsões com base em números. A previsão do FiveThirtyEight para a semi-final era de 65% de chances do Brasil ganhar.

Mais uma vez o fator humano subverteu a lógica e a frieza dos números.

Na conclusão ele diz que o mercado de apostas ofereceu previsões mais certeiras, nesse caso, que os índices costumeiramente usados (ISO e ELO), além de alguns números que, como a ele, também me surpreenderam. Ou vai dizer que você sabia que o Brasil deu mais chutes a gol e teve mais posse de bola?

Brasil e Alemanha, em números.
Imagem: FIFA.