A Apple tirou a semana para atualizar alguns computadores. Entre eles o Mac mini com chips M4 ou M4 Pro, anunciado nesta terça (29), com um novo visual que faz dele o menor computador que a empresa já lançou (2×12,7×12,7 cm, pouca coisa maior que um Apple TV). No Brasil, os preços começam em R$ 8 mil — e, finalmente, 16 GB de RAM passa a ser o mínimo nas linhas da Apple. / apple.com, youtube.com/@Apple (em inglês)

Quase dá para pensar em um desses como “portátil”, no sentido de levá-lo por aí para plugar em um monitor e teclado/mouse. (O peso também ajuda; é cerca de 50% mais leve que um MacBook Air.)

O descaso da Meta com a moderação de conteúdo é visível na Meta AI, inteligência artificial generativa que apareceu no WhatsApp e outras plataformas da empresa. / about.fb.com

A Folha de S.Paulo notou que ao ser questionada sobre o segundo turno da eleição para prefeito em São Paulo, a Meta AI fornece informações erradas e até sem sentido, como atribuir a liderança nas pesquisas a um candidato que não está na disputa. / folha.uol.com.br

Repliquei o experimento com os candidatos de Curitiba. A Meta AI começa a responder, mas no meio da “digitação” o texto some e é substituído por uma mensagem padrão, que direciona o usuário ao site do TSE. Veja o vídeo.

E pensar que a mesma Meta que libera uma IA que pode dar “respostas imprecisas ou inapropriadas” (palavras da empresa) a uma semana do segundo turno em várias capitais, em 2022 adiou em meses o lançamento das comunidades no Brasil para não zoar as eleições.

Meu primeiro contato com a Meta AI foi em um grupo de amigos no WhatsApp, que perguntaram o que ela sabia do “Rodrigo Ghedin”. Para a IA, sou “conhecido por sua participação em programas de debate e análise política” e tenho “uma longa trajetória profissional, tendo atuado em jornais, revistas e emissoras de televisão”. Nem eu sabia dessas coisas!

Caixa de som JBL Go 3 por R$ 179 (no Pix), FastShop / Monitor LG 27MP400-B (27 polegadas, Full HD) por R$ 649, Magalu / Fraldas Pampers Supersec (diversos tamanhos) por R$ 53, Carrefour / Teclado Baseus Creator Series por R$ 156 (cupom BRKEY18), AliExpress / Smartband Samsung Galaxy Fit3 por R$ 235, Magalu via AliExpress / Frigideira de cerâmica Hyllis/Home Goods (28 cm) por R$ 69, Magalu / Air fryer WAP (4l) por R$ 279, Amazon / Carregador de parede da Apple (20W) por R$ 129, Amazon

Compre 2 livros e ganhe 60% off no mais barato, Amazon / R$ 100 off em Artesanato, Amazon / Lavadora de roupas Samsung WW11T (11 kg, 127V por R$ 2.399, Amazon / Celular Moto g85 por R$ 1.609, Mercado Livre / Celular Galaxy S23 (256 GB) por R$ 2.573,10 (no Pix), Mercado Livre

Um estudo da Universidade de Sydney descobriu que trabalhar de pé não traz benefícios cardiovasculares e, pior, aumenta os riscos de problemas circulatórios. / sydney.edu.au (em inglês)

Passar o dia sentado tampouco ajuda, alertam os pesquisadores. Fora os comumente associados ao sedentarismo, descobri que existem problemas específicos da região glútea, como a “síndrome do bumbum morto”. / folha.uol.com.br

Os pesquisadores australianos — que descobriram que ficar o tempo todo de pé não é saudável — alertam para o real vilão: o sedentarismo.

Para quem passa o dia sentado na frente do computador, fazer pequenas pausas, caminhadas, descer e subir escadas mitigam os malefícios do sedentarismo. Em uma pesquisa anterior, o dr. Matthew Ahmadi, que liderou o estudo, descobriu que 6 minutos de exercícios intensos ou 30 minutos de moderados para intensos por dia diminui os riscos de doenças cardíacas mesmo em pessoas que passam mais de 11 horas diárias sentadas. / url.au.m.mimecastprotect.com (em inglês)

Após três anos fechado para novas contas gratuitas, o Write.as voltou a oferecê-las nesta sexta (18). O serviço é a instância principal do WriteFreely, um sistema de blogs de código aberto compatível com o protocolo ActivityPub. É dos mais simples — não substitui um WordPress da vida —, mas bom o bastante para quem só quer um espaço na web sem anúncios para escrever vez ou outra. / write.as (em inglês)

Os únicos pré-requisitos para usar o Write.as/WriteFreely são entender alguns termos em inglês, para navegar pela interface, e Markdown para formatar os posts — o editor visual é restrito aos planos pagos.

A Amazon, enfim, vai lançar um Kindle com tela colorida. O dispositivo, parte da linha totalmente renovada, vazou no site espanhol da loja. Tem previsão de lançamento para 30/10, por US$ 279,99 lá fora, ou 154,5% mais caro que o Kindle básico. Será que ver as capas dos livros e grifos em cores vale essa diferença? / theverge.com (em inglês)

Começaram a aparecer as primeiras impressões do Kindle Colorsoft no mundo anglófono. É, em resumo, um Kindle Paperwhite com tela colorida. / theverge.com (em inglês)

Dois trechos do do The Verge, assinado por David Pierce:

Em uma breve demonstração no evento de lançamento da Amazon, fiquei impressionado com a tela do Colorsoft. Não é uma tela de iPad, mas é nítida e brilhante o suficiente para fazer HQs se destacarem sem ficarem tão saturadas. A desvantagem mais óbvia é que, quando há uma imagem colorida na página, a tela pisca por inteiro quando você vira a página; [o responsável pelo Kindle na Amazon, Kevin] Keith diz que isso só acontece quando há uma imagem grande o bastante na tela, mas aconteceu comigo mesmo com algumas imagens bem pequenas. Mas essas imagens parecem boas!

E:

A maior vantagem de uma tela colorida até agora é que ela deixa a interface um pouco mais agradável. Sua tela inicial e biblioteca ficam melhores para navegar, agora que você pode ver as capas dos seus livros em cores. Também é um grande salto para a tela de bloqueio, que agora apresenta imagens de espera muito mais vibrantes enquanto [o Kindle] repousa em sua mesa de cabeceira. (Keith acha que uma galera “aesthetics” do BookTok vai adorar a tela colorida.) A única função realmente específica das cores é que agora você pode fazer destaques coloridos e depois procurá-los por cor no aplicativo Kindle no celular.

A propósito, a Apple atualizou o iPad mini com duas novas cores, 128 GB no modelo de entrada e um chip A17 Pro. Ainda não tem data de lançamento no Brasil, mas já tem preço sugerido: a partir de R$ 6 mil. / apple.com

O mercado de tecnologia empurra soluções capengas e baratas como substitutas às reais. Por que, por exemplo, falar com um ser humano no atendimento de empresas se robôs podem fazer o mesmo serviço custando menos, ainda que sejam piores?

A IA segue a mesma lógica.

Na quinta (10), tempestades solares “baixaram” a aurora boreal, trazendo o show de luzes natural a regiões onde ele não costuma ser visto. / g1.globo.com

No Threads, o perfil da Meta sugeriu, a quem perdeu o espetáculo, que “fizesse o seu próprio com [imagens artificiais d]a Meta AI”. O texto é acompanhado por algumas feitas pela IA. Um dos posts mais deprimentes da história dos posts ruins de marcas (todos) em redes sociais. / @meta@threads.net

O ClassicPress (lembra?) segue ativo. Após um novo fork do WordPress, o projeto agora tomou um rumo próprio, que começa a render frutos.

No blog deles, Tim Kaye está comentando o trabalho de modernização de bibliotecas JavaScript velhíssimas ainda em uso no WordPress. As atualizações deverão deixar o painel administrativo do ClassicPress mais ágil e adaptado a telas sensíveis a toques.

Tudo bem que o WordPress tem um legado gigantesco, que dificulta qualquer mudança, mas desconfio que o foco no editor de blocos Gutenberg, padrão desde 2018, não deixe espaço para… detalhes. / classicpress.net, classicpress.net (ambos em inglês)

Soube que Denise Tremura, a @detremura do Twitter, concorreu a uma vaga de vereadora em São José do Rio Preto (SP) no pleito do último domingo (6). / @jupa.bsky.social/Bluesky

Fazia muito tempo que não ouvia falar dela. Em meados da década passada, @detremura dominava os trending topics do Twitter com mobilizações do tipo “sdv” (segue de volta). Escrevi uma matéria a respeito em 2016.

Com apenas 173 votos, Denise fracassou em sua tentativa de ingressar na política. Talvez em 2028?

Líderes de plataformas sociais abertas na internet lançaram a Social Web Foundation com o objetivo de promover o fediverso — nesse contexto, o ecossistema de plataformas que adotam o protocolo ActivityPub. Boa sorte para explicar o que é “instância” e como usar o Mastodon! / socialwebfoundation.org (em inglês)

Entre as empresas apoiadoras há tanto as nativas do fediverso (Mastodon e Write.as) quanto comerciais (Medium, Automattic, Flipboard, até a Meta). Com o apoio da Ford Foundation, a Social Web Foundation nasce com US$ 1 milhão em apoio financeiro. / techcrunch.com (em inglês)

O nome da fundação e a insistência em tratar como sinônimos “fediverso” e “web social” incomodou tem incomodado algumas pessoas, que alegam que “web social” precede o ActivityPub, tendo blogs e mesmo as redes sociais comerciais como precursores. A crítica é válida. / bix.blog (em inglês)

Sugestão de Dave Winer: “Escolham outro nome mais humilde. Se algum dia [o ActivityPub] alcançar a utilidade da web, aí revisitamos o assunto.” / scripting.com (em inglês)

Sam Altman criou um blog com um texto intitulado “a era da inteligência” que, imagino, não foi revisado pelos marqueteiros da OpenAI. Não tanto por estar publicado em um domínio com o nome de Altman, mas mais porque é um texto medíocre, tão ruim e repleto de promessas grandiosas, vazias e/ou não verificáveis que acho que nem o ChatGPT seria capaz de gerar.

“É possível que tenhamos superinteligência em alguns milhares de dias (!)”, escreve Altman. “Alguns milhares de dias” significa uns bons anos em que ele poderá continuar engambelando meio mundo com uma IA que está longe de fazer qualquer coisa que promete. “Pode demorar mais, mas estou confiante de que chegaremos lá.” Opa, talvez demore um pouco mais, mas espere aí sentado que chegaremos lá. Um dia. Talvez. A gente vai se falando.

Vou te poupar de ler aquilo porque as +1 mil palavras podem ser resumidas em uma linha: “IA será revolucionária em breve, quero mais dinheiro.”

Como é possível tanta gente esperta não perceber que a maior “alucinação” expelida pela IA foi esse Sam Altman? / ia.samaltman.com (em inglês)

Em notas relacionadas:

  • OpenAI está se preparando para se livrar da parte sem fins lucrativos e assumir-se a empresa comum que é, sedenta por dinheiro e poder, e, no processo, dar a Altman um quinhão das ações. / reuters.com (em inglês)
  • Duas lideranças da OpenAI, Mira Murati (CTO) e Bob McGrew (CRO), e Barret Zoph (VP de pesquisa), anunciaram suas saídas da OpenAI. / cnbc.com, techcrunch.com (ambos em inglês)

Bastaram alguns dias no xilindró parisiense para que Pavel Durov mudasse o discurso sobre “nunca entregar dados dos usuários às autoridades”. Na segunda (23), o CEO do Telegram avisou em seu canal que “endereços IP e números de telefone de quem viola as nossas regras serão repassados às autoridades em resposta a pedidos legais válidos”.

Foi um dia vitorioso para os que ainda têm esperança na ressocialização da pena privativa de liberdade do sistema penal. / t.me/@durov (em inglês)

O wordfreq, projeto que monitora mudanças na linguagem da humanidade usando a web como referencial, parou de ser atualizado. Culpa das IAs generativas: “Acredito que ninguém tenha dados confiáveis do uso da linguagem por seres humanos pós-2021”, escreveu Robyn Speer, criadora do projeto.

“Então, eu não quero trabalhar em nada que possa ser confundido com IA generativa, ou que possa beneficiar a IA generativa. A OpenAI e o Google podem coletar seus malditos dados, e espero que eles tenham que pagar um preço muito alto por isso. Eles mesmos fizeram essa bagunça.” / github.com (em inglês)

As explosões de pagers e walkie-talkies no Líbano chocaram o mundo. Primeiro, por ainda ter quem use pagers em 2024. Segundo, pela insanidade de quem quer que tenha perpetrado esse ataque (Israel?). Além da covardia e das vítimas inocentes, o ataque inaugura uma era de medo de dispositivos cotidianos, um cenário que, até hoje, não preocupava ninguém, nem mesmo os donos de celulares Samsung no fatídico ano das baterias do Galaxy Note 7. (As pessoas ainda se lembram disso?)

“Transformar objetos do dia a dia em bombas é uma péssima ideia”, escreveu Andrew “bunnie” Huang, um doutor pelo MIT com um blog (e interesses) fascinantes e que tem experiência em fabricar baterias de íons de lítio. No texto, ele argumenta que “a erosão da confiança do público em coisas do dia a dia não vale [o uso dessas coisas como armas de guerra”, e que é isso que desencorajava, até agora, exércitos, agências de espionagem e grupos terroristas de adotarem a estratégia, não uma suposta dificuldade técnica — que, como ele explica, não existe. / bbc.com, bunniestudios.com (em inglês)