O WordPress.com da Automattic, braço comercial do WordPress, CMS de código aberto muito popular (e que faz funcionar este Manual do Usuário), simplificou a estrutura de planos pagos e deixou muita gente emparedada, como Anders Norén, que chamou a atenção para o problema em seu blog.

Antes, o WordPress.com oferecia cinco planos com preços e recursos variados. Agora, numa mudança abrupta e não comunicada previamente, tem apenas dois, o gratuito e o WordPress Pro (pago).

Problema: o preço do plano Pro é maior que o dos planos mais básicos, e o gratuito sofreu cortes significativos:

  • O espaço de armazenamento caiu de 3 GB para 500 MB; e
  • Foi imposto um teto para acessos mensais, de 10 mil visitas. (O plano Pro também tem um teto, de 100 mil visitas/mês.)

No Brasil, o plano Pro custa R$ 75 por mês e, o que é pior, é pago anualmente, o que significa que alguém interessado nos recursos precisa desembolsar R$ 900 de uma vez só. Pior ainda:

Dave Martin, CEO do WordPress.com, desculpou-se no Hacker News pelo que chamou de “péssimo trabalho” ao comunicar as mudanças.

Dave prometeu que usuários em planos não antigos não serão afetados pela mudança; que a Automattic tem por hábito ajustar preços por país, para que os valores sejam acessíveis dependendo do local; e que em breve o serviço terá “add-ons” pagos para recursos específicos, como mais espaço ou mais tráfego.

Mesmo com as promessas, fica um gostinho de retrocesso. Via Root Privilegies, Hacker News (ambos em inglês).

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) apresentou nesta quinta (31), no Senado, a versão final do projeto de lei 2630/2020, o PL das Fake News.

A nova redação trouxe algumas mudanças. O lobby de Meta/Facebook e Google (que irritou Orlando) surtiu efeito: o artigo 7º foi alterado e agora permite que dados dos usuários de redes sociais sejam processados por terceiros, mas exige que a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) seja respeitada.

Também houve flexibilizações nos prazos para a produção dos relatórios de transparência semestrais das plataformas, e mais detalhes da composição deles agora constam no texto.

Outros pontos polêmicos, como a imunidade parlamentar em redes sociais e a obrigação das plataformas de remunerarem o jornalismo profissional (uma demanda que as próprias empresas de mídia e associações setoriais acham ruim), foram mantidos.

Orlando Silva disse que espera que o PL seja votado no plenário da Câmara semana que vem. A atribuição de pautar a votação cabe ao presidente da casa, o deputado Arthur Lira (PL-AL). Via O Globo, Núcleo, Correio Brasiliense, @cdr_br/Twitter.

Uma falha na blockchain Ronin, usada pelo jogo Axie Infinity (ambos da empresa Sky Mavis), permitiu que alguém roubasse o equivalente a US$ 600 milhões (~R$ 3 bilhões) em criptomoedas de usuários do jogo.

O mais maluco: a Sky Mavis demorou seis dias para descobrir o rombo, e só se deu conta depois que um usuário/jogador tentou converter seu dinheirinho virtual em dinheiro de verdade e não conseguiu.

O hack envolve validadores e outros termos bem técnicos (o blog da Molly White traz uma boa explicação), mas o que importa é que esse caso evidencia que: 1) não existe sistema infalível, por mais que os entusiastas de blockchains pintem eles assim; e 2) a natureza da blockchain, onde as transações são imutáveis, impede que as transferências indevidas sejam revertidas.

A parte (mais ou menos) triste é que, ao contrário de outros criptoativos, Axie Infinity é uma espécie de trabalho em países periféricos, como Indonésia e Brasil. (Aqui no Manual tem um relato da Paula Gomes de como o jogo/trabalho funciona.) Ou seja, uma parte desse dinheiro era/seria gasta com despesas do dia a dia. Via Ronin, Molly White, Kotaku (todos em inglês).

Enquanto a galera fica implorando ao Twitter para adicionar o recurso de editar posts, o Mastodon chegou à versão 3.5 com essa e outras novidades.

A edição de posts ainda está desativada na interface web. Os desenvolvedores vão esperar que mais instâncias atualizem o sistema para a versão 3.5 antes de liberá-la. De qualquer forma, o trabalho pesado está pronto — é só questão de virar uma chave. Via Mastodon (em inglês).

Sabe quantas mensagens de áudio são enviadas no WhatsApp por dia? Sete bilhões. É uma escala insana. O dado foi revelado junto a uma série de melhorias no recurso — algumas delas já estão rolando, outras virão nas próximas semanas. Via WhatsApp.

O Washington Post descobriu que a Meta, que antes se chamava Facebook, pagou uma consultoria republicana para orquestrar uma campanha difamatória contra o TikTok nos Estados Unidos.

O jornal revisou e-mails trocados por funcionários da consultoria, a Targeted Victory, uma das mais poderosas e que tem o partido Republicano como um dos seus principais clientes.

Nas mensagens, funcionários bolavam abordagens para pintar o TikTok como uma ameaça às crianças norte-americanas e à sociedade e, ao mesmo tempo, insuflar um suposto risco do fato de ser um aplicativo de origem chinesa.

Em nenhum caso havia menção ao investimento feito pela Meta ou à empresa em si. Via Washington Post (em inglês).

A prefeitura do Rio de Janeiro lançou seu aplicativo de delivery para os restaurantes da cidade, o Valeu (Android, iOS). Ele já vinha sendo testado com um número limitado de restaurantes. Agora, o cadastro foi aberto a todos os estabelecimentos da cidade.

O Valeu traz alguns diferenciais em relação a aplicativos comerciais/privados, como iFood e Rappi:

  • Taxa zero para os restaurantes em pedidos de até R$ 100.
  • Remuneração aos entregadores de R$ 7 por pedido ou 2% para pedidos acima de R$ 100.
  • Listagem dos restaurantes apenas pelo critério geográfico (não é possível pagar para aparecer primeiro).

Por ora, o Valeu não terá entregadores independentes. A plataforma demanda que os restaurantes tenham seus próprios entregadores.

Segundo Pedro Paulo Carvalho Teixeira, secretário municipal de Fazenda e Planejamento, o credenciamento de entregadores está nos planos do Valeu, “mas mantendo a relação financeira com os entregadores com os comerciantes”. Via O Globo.

A Microsoft liberou uma atualização para o Windows 11 (KB5011563) que, entre outras coisas, facilita a definição de um navegador como padrão no sistema. Antes, no Windows 11, era preciso alterar o aplicativo/navegador padrão em cada formato de arquivo suportado; agora, em acréscimo ao sistema anterior, existe um botão que faz todo esse trabalho com apenas um clique. Via The Verge (em inglês).

O LinkedIn atualizou sua política global para pemitir a divulgação de vagas de emprego e processos seletivos que expressam preferência por pessoas e grupos historicamente desfavorecidos. A notícia foi dada com exclusividade ao Estadão por Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina.

Há dez dias (19), o LinkedIn excluiu uma vaga do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut) que dava preferência a candidatos negros e indígenas. O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e motivou reações de grandes empresas, como a Natura&Co, do Procon-SP e do Ministério Público Federal.

Países como o Brasil não consideram discriminação a oferta de vagas e processos seletivos que priorizem grupos minorizados. O tema consta na Lei de Cotas e é pacífico no Judiciário. Via Estadão, Nexo, Folha de S.Paulo.

O aplicativo oficial do Mastodon (o que é o Mastodon?) ganhou uma versão exclusiva para o iPadOS. (Antes, ele estava disponível apenas para iOS/iPhone.) No tablet, o aplicativo exibe um leiaute diferente, melhor adaptado à tela maior, e mais coisas ao mesmo tempo, como a coluna de tendências (“trendings”).

A versão para Android ainda não chegou, mas está a caminho. No Mastodon, Eugen “Gargron” Rochko, o alemão criador da rede social descentralizada, disse que o aplicativo para o sistema do Google chegará “em breve”. Via @Mastodon@mastodon.social, @Gargron@mastodon.social(ambos em inglês).

Confirmando rumores, nesta terça (29) a Sony anunciou novos planos para o PlayStation Plus, seu serviço de assinatura, a fim de concorrer com o Game Pass do Xbox/Microsoft. A nova oferta é composta por três planos:

  • PlayStation Plus Essential, que mantém os benefícios do atual PlayStation Plus, como dois jogos por mês e multiplayer online. Não haverá alteração no preço — no Brasil, a mensalidade é de R$ 34,90.
  • PlayStation Plus Extra, com tudo do Essential, mais ~400 jogos de PS4 e PS5 para download. No Brasil, a mensalidade será de R$ 52,90.
  • PlayStation Plus Premium, com tudo dos planos Essencial e Extra, mais 340 jogos de versões antigas do PlayStation, streaming na nuvem de jogos do PS original ao PS4 e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

O plano Premium só estará disponível em regiões onde o PlayStation Now existe, o que não é o caso do Brasil. Aqui, haverá um plano diferenciado, o PlayStation Plus Deluxe, com valor reduzido (R$ 59,90/mês) e os benefícios extras que não dependem do streaming — jogos clássicos para download e experimentação por tempo limitado de lançamentos.

Os novos planos do PlayStation Plus serão liberados gradualmente, por regiões, começando pela Ásia. Segundo a Sony, o plano é finalizar a liberação em todos os locais onde a rede PlayStation existe até “meados de 2022”. Via PlayStation.Blog.

Na última quinta-feira (24), a Uber anunciou um acordo com os aplicativos de táxis da cidade de Nova York. Todos eles, 14 mil táxis, serão integrados à plataforma da Uber e poderão ser chamados pelo aplicativo. Os preços do táxis na Uber serão similares às da categoria UberX, mas os taxistas poderão ver os valores de antemão e recusarem corridas sem prejuízo.

Em entrevista ao Wall Street Journal, Andrew Macdonald, diretor de mobilidade global da Uber, afirmou que o objetivo da empresa é ter todos os táxis do mundo em sua plataforma até 2025. “É certamente [um objetivo] ambicioso, mas acho que é possível”, disse.

Embora não seja uma novidade (a Uber já havia firmado acordos pontuais com taxistas em outros países), o acordo em Nova York marca uma guinada para a empresa que, por anos, polarizou disputas acirradas, às vezes violentas, com taxistas. Via Wall Street Journal (em inglês).

No ritmo do coração (ou CODA, no original em inglês) arrebatou a estatueta do Oscar de melhor filme. Um feito histórico: foi a primeira vez que um filme lançado no streaming levou a principal categoria da premiação norte-americana. Mas… de qual streaming?

Resposta curta? Do Apple TV+. Em muitos países, como os Estados Unidos, Austrália, Alemanha e França, No ritmo do coração só está disponível no streaming da Apple. Mas em outros, não. No Brasil, por exemplo, ele está disponível no Prime Video, da Amazon, e pode ser alugado na Apple e no Google.

Isso acontece porque o filme não foi feito originalmente para o serviço da Apple; ele foi comprado por US$ 25 milhões após estrear no Festival de Sundance, em 2021. Só que antes disso, os direitos de distribuição internacional já vinham sendo negociados, o que criou tal situação, já que reverter esses acordos é complexo e, em alguns casos, inviável. Via Variety (2) (em inglês).

Atualização (16h15): O post foi editado para esclarecer que, para todos os efeitos, No ritmo do coração é um original Apple TV+, mesmo não estando em exibição no streaming da Apple em alguns países, como no Brasil.

O Google liberou uma atualização emergencial do Chrome (versão 99.0.4844.84) a fim de corrigir uma falha grave do tipo “dia zero” descoberta na sexta-feira (26), código CVE-2022-1096. A falha atinge o motor JavaScript V8. Ao ser explorada (e segundo o Google, ela já está sendo), a falha pode travar o navegador e abrir brechas para a execução remota de códigos.

É a segunda vez em 2022 que o Google libera uma atualização de emergência devido a uma falha do tipo “zero dia” no Chrome. A outra, código CVE-2022-0609, foi corrigida em fevereiro.

O Telegram assinou um termo junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na sexta-feira (25), para integrar o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação no âmbito da Justiça Eleitoral.

Segundo o TSE, a parceria tem por objetivo “combater os conteúdos falsos relacionados à Justiça Eleitoral, ao sistema eletrônico de votação, ao processo eleitoral nas diferentes fases e aos atores nele envolvidos”. Clique aqui para ler o termo de adesão na íntegra.

O termo foi assinado por Alan Campos Elias Thomaz, representante legal contratado pelo Telegram no Brasil na semana passada como parte de uma determinação judicial. Via TSE.