Os parceiros do Manual também embarcaram na Black Friday. (Por “parceiros”, entenda gente legal que tem produtos com a nossa marca.) Aproveite os descontos:

  • Burocrata Carimbos: Carimbos do Manual com 10% de desconto.
  • Casatrês: Os dois livrinhos e o kit com ambos com 20% de desconto.
  • Kumori: Até 44% de desconto em produtos selecionados. (O deskmat lindão do Manual está esgotado!)
  • Quem borda um ponto: Todos os produtos com 20–40% de desconto e frete grátis acima de R$ 100 (cupom FRETEQUEMBORDA). (E lançamento do guardanapo de mesa.)

Saiu o elementary OS 8, distro Linux voltada a consumidores finais com uma pegada meio macOS. A nova versão traz suporte ao Wayland (ali chamado de “Sessão Segura”; não é o padrão, porém), melhor suporte a Flatpaks, Dock refeita e outras mudanças menores. / blog.elementary.io (em inglês)

Nos EUA, a editora HarperCollins está oferecendo US$ 2,5 mil a alguns autores em troca do licenciamento de suas obras para treinar IAs generativas por três anos. Os autores não estão contentes com a proposta. / pivot-to-ai.com (em inglês)

Não foram uma nem duas vezes que ouvi/li alguém se referindo a uma newsletter como “um Substack”. Em seu blog, Anil Dash pede para que não façamos isso:

O e-mail existe há anos, mas a razão pela qual o Substack quer que você chame seu trabalho criativo pelo nome da marca é porque eles controlam seu público e distribuição, e também querem possuir seu conteúdo e sua voz. / anildash.com (em inglês)

Além do “branding” em cima das newsletters, tenho a impressão de que a centralização que o Substack — com o processo de inscrição que se resume a um clique e o gerenciamento de todas elas na mesma tela — fomenta uma sensação de que sistemas alternativos são arcaicos, estranhos ou até perigosos.

“Por que este site quer que eu coloque meu e-mail aqui?”

A cartilha do Substack é a mesma do Spotify com os podcasts, do Medium e do Twitter para os blogs. Não à toa defini o Substack como “a maior ameaça às newsletters que já existiu” em abril de 2023.

Pode parecer que sim, mas eu não gosto de ser profeta do apocalipse, menos ainda de intimidar quem usa o Substack para disparar newsletters por qualquer motivo que seja. É gratuito e funciona! É, também, um campo minado, e se pudesse pedir alguma coisa, pediria cuidado para não cair na armadilha e se prender dentro de uma plataforma que, ao que tudo indica, cedo ou tarde se fechará para a “portabilidade” que é característica das newsletters.

O resultado das eleições estadunidenses criou um pequeno êxodo do X. O maior beneficiado tem sido o Bluesky, que bateu 20 milhões de usuários cadastrados na terça (19). / @samuel.bsky.team/Bluesky

O crescimento do fediverso sofre com as dores inerentes à descentralização. Ainda assim, serviços como o Mastodon também se beneficiaram da radicalização do dono do X. Segundo Eugen Rochko, criador do Mastodon, os downloads do app oficial aumentaram 47% no iOS e 17% no Android, as inscrições subiram 27% em comparação ao mês anterior (embora isso signifique ~90 mil novas contas) e o total de usuários ativos (MAU) nos vários servidores de Mastodon bateu 894 mil. / @Gargron@mastodon.social (em inglês)

Não parece pouco. É pouco. E… tudo bem? Nas palavras de Eugen:

O Mastodon (e o fediverso) provou ser uma plataforma de comunicação eficaz e confiável ao longo dos últimos 8 anos, e sem depender do capital de risco para sobreviver. O #fediverso é o futuro.

Half-Life 2 ganhou um tratamento de primeira da Valve em celebração dos 20 anos de seu lançamento, incluindo correções de falhas, melhorias gráficas, comentários dos desenvolvedores e até um documentário. / store.steampowered.com

O jogo, que custa ~R$ 32, está sendo distribuído de graça até terça (18). Difícil encontrar alguém que se interessa pelo tema que não o tenha ainda; se for o seu caso, aproveite. / store.steampowered.com

É o mesmo tratamento que a Valve deu ao Half-Life original, em 2023, na ocasião dos seus 25 anos. / half-life.com

Só é uma pena que o título não foi recompilado para sistemas de 64 bits, o que o torna incompatível com versões modernas do macOS.

Incompreensível que o Bluesky, que se apresenta como plataforma descentralizada, tenha sofrido com instabilidades e indisponibilidade nesta quinta (14) diante do dia de maior tráfego da sua história, graças a uma nova leva de refugiados do X. / theverge.com, @dholms.xyz/Bluesky (ambos em inglês)

Se fosse no Mastodon/ActivityPub, isso não teria acontecido.

O jornal britânico The Guardian e o espanhol La Vanguardia anunciaram, nesta semana, que deixarão de interagir no X, a rede social do bilionário, troll e futuro secretário de “eficiência governamental” (rs) dos EUA, Elon Musk. theguardian.com (em inglês), lavanguardia.com (em espanhol)

Os motivos, você deve imaginar, giram em torno dos níveis elevados de teorias da conspiração, desinformação e conteúdo perturbador na plataforma, parte do chorume disseminada pelo próprio Musk.

Este Manual abandonou o então Twitter em dezembro de 2022.

Passo por uma fase menos ~ativista, priorizando a sanidade mental no lugar de comprar qualquer briga. Sinal mais forte disso foi a mudança recente do grupo de assinantes do Manual do Signal para o WhatsApp, plataforma de outro sociopata do Vale do Silício.

(Relato do front: o pessoal está curtindo o Zap. O lance de comunidades é confuso, mas funciona. As conversas estão frenéticas.)

O que me leva à reflexão do permanecer fora do X. Para além do meu desprezo por Musk, não é como se estivesse perdendo alguma coisa ao ignorar o X. Deixar aquela plataforma, hoje, é uma decisão muito mais pragmática que ideológica.

Quando a plataforma voltou ao ar no Brasil, após um mês suspensa por determinação do STF, loguei no meu perfil pessoal para… sentir o clima. Pareceu-me terra arrasada: virais apelativos, anúncios de golpes dos mais variados tipos a cada dois posts, maluquices para todos os gostos.

Ignorar é a melhor arma de que dispomos na guerra por atenção. Dito isso, vale o registro de que até mesmo jornalistas, os últimos crackudos de Twitter, estão abandonando o barco. Já não era sem tempo.

E fica a pergunta: qual será o primeiro grande jornal brasileiro que fará tal movimento?

Comentário do Filipe Saraiva ao meu pensamento alto sobre o modelo de desenvolvimento do KDE Plasma:

Respondendo ao teu post utilizando meu chapéu de dev/ex-dev do KDE.

Acho que a diferença do KDE Plasma para outros projetos e essa sensação de “reforma eterna” é porque:

  1. O KDE é transparente mesmo;
  2. O KDE escuta e atende a sua base de usuários; e
  3. O Nate é um cara que quer mostrar o tanto de serviço que é feito e dar crédito pra todo mundo.

Quando fazemos um software, no geral ele atende a uma demanda nossa bem básica. Após a disponibilização vão chegando relatos de bugs, inconsistências, pedidos de novas funcionalidades… essa dinâmica no mundo do software livre é frenética em projetos com muitos usuários e desenvolvedores, portanto as vezes aquela coisinha minúscula que ninguém dá atenção alguém foi lá e corrigiu/modificou/adicionou, e isso gera conteúdo.

Outro ponto da “reforma eterna” é que o Plasma 6 é recente (fev/2024), então ele ainda está em uma fase de muitas mudanças, com muitos ports de coisas do KDE 5/Qt 5 para o Qt 6. Soma-se a isso o atual estado do desktop Linux que está desenvolvendo e implementando toda uma pilha nova de protocolos de vídeo (wayland), áudio (Pipewire), integração com o kernel (systemd) e outros, então sempre tem muito o que mover.

Resumindo, essa sensação é apenas o acompanhamento de um projeto grande, sadio, e que está em contínuo desenvolvimento. É a dinâmica de uma comunidade Linux funcionando em pleno vapor e carga máxima! :)

Eu amo que o primeiro assunto do novo grupo de assinantes no WhatsApp foi a exposição do número de telefone dos participantes. (Ou: como saber que você está entre leitores do Manual do Usuário sem que eles se identifiquem como leitores do Manual do Usuário.)