A Dell aproveitou a CES 2025 para anunciar uma mudança na nomenclatura dos seus computadores. Até aí, tudo bem. Só que se a intenção era simplificar, acho que… deu errado? São três linhas — Dell, Dell Pro e Dell Pro Max —, e cada uma comporta três padrões de qualidade — Premium, Plus e Base. (Se precisa de um infográfico para entender, não é simples.) Isso implica a existência futura de um notebook chamado Dell Pro Max 16 Premium (sim, ainda tem o tamanho da tela no nome dos notebooks). / dell.com (em inglês)
Notas
Entrou em vigor no Brasil, nesta segunda (16), um sistema que envia automaticamente a localização de celulares usados para acionar serviços de emergência — 190 (polícia), 192 (serviço médico), 193 (bombeiros) etc. Funciona em qualquer celular com Android 5.0 ou posterior e no iOS 18.2 em diante. / gov.br
Trata-se de um recurso “opt-out”, ou seja, ativado por padrão. O Google diz que é possível desativá-lo. No iOS, existe uma opção “Emergência e SOS” nas permissões de localização do sistema, mas não sei dizer se ela atinge o novo recurso brasileiro. / blog.google
Em 2024, os quase 260 mil editores da Wikipédia fizeram 81,9 milhões de edições em mais de 300 idiomas. Sem surpresa, o mais ativo foi o inglês. Por outro lado, chamou a minha atenção a ausência do português no top 10… / wikimediafoundation.org (em inglês)
O Raspberry Pi 500, um computador dentro de um teclado da empresa homônima, foi lançado junto a um monitor com as cores da marca. O Raspberry Pi Monitor tem 15,6″, resolução Full HD e, lá fora, sai por US$ 100. / raspberrypi.com (em inglês)
Não chega a ser um monitor super diferente, esse Raspberry Pi Monitor (tem um punhado de similares em lojas chinesas), mas não é como se os super diferentes não existissem.
Um curioso com que topei dia desses são os monitores retrô da Checkmate, que fazem alguns malabarismos para exibirem melhor sistemas operacionais concebidos quando os CRT (“de tubo”) reinavam. À venda apenas na Europa, porém. / checkmate1500plus.com (em inglês)
Saiu o Xfce 4.20, nova versão do ambiente gráfico para Linux que tem um ciclo de desenvolvimento bem lento — em média, uma nova versão a cada dois anos. Os links ao lado fazem um tour pelas novidades. / xfce.org, alexxcons.github.io (ambos em inglês)
Há “suporte experimental” ao Wayland, o (não tão) novo sistema gráfico do *Unix. Na prática, seu uso ainda não é aconselhado — há muitas arestas para serem aparadas e vários pacotes vitais ainda não funcionam em Wayland.
O fato das plataformas criadas em cima do ActivityPub, como o Mastodon, não terem fins lucrativos é visto como problema para uns, virtude para outros. Eu sou do time que considera virtude.
Caso em tela: o aplicativo Mammoth, que tinha um servidor próprio (moth.social) e havia lançado não faz muito tempo um serviço de assinatura paga para o fediverso, o sub.club, anunciou que está fechando as portas. O app será removido da App Store e o servidor e o sub.club serão encerrados no final de janeiro, a menos que alguém assuma o rojão. / @mammoth@moth.social (em inglês)
Ainda em seu voto, o ministro Dias Toffoli incluiu marketplaces, como Amazon, Mercado Livre e Shopee, às plataformas com responsabilidade sobre conteúdo de terceiros. Nesse caso, sobre a venda de produtos irregulares. / folha.uol.com.br
Em paralelo, Vicente Aquino, do Conselho Diretor da Anatel, justificou na recusa de um recurso da Amazon contra multa da agência pela venda de produtos não homologados, que “marketplaces não são meras vitrines virtuais, mas assumem papel ativo e indispensável na comercialização dos produtos”. / convergenciadigital.com.br
O ministro Dias Toffoli defendeu, nesta quinta (5), a inconstitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet. Ele relata um dos dois casos que estão sendo julgados a respeito da responsabilidade das plataformas digitais por conteúdos de terceiros. / folha.uol.com.br
É uma postura polêmica, provavelmente sem unanimidade na corte. Toffoli argumenta que, embora os conteúdos sejam de terceiros, as plataformas se beneficiam deles: “Ao recomendá-los ou impulsioná-los a um número indefinido de usuários, o provedor acaba se tornando corresponsável pela sua difusão.”
O Mastodon ganhou uma retrospectiva do ano, nos moldes daquela famigerada do Spotify. Por óbvio, é bem mais simples: mostra o aumento dos seguidores, post mais popular, total de posts e hashtag mais usada. (Para ver as de quem já tem, a hashtag é #wrapstodon.) Ela está sendo liberada aos poucos na instância principal (mastodon.social). / @Gargron@mastodon.social
Em outras instâncias, é preciso atualizá-la para as versões mais recentes de testes (alpha ou nightly) e colar uns códigos via linha de comando. O blog ao lado ensina o caminho das pedras. / blog.thms.uk (em inglês)
O GitHub criou um fundo de apoio à segurança em projetos de código aberto com o apoio de parceiros de peso, como American Express, Shopify e a empresa-mãe, a Microsoft. Até aí, tudo bem. Problema é que essas empresas bilionárias juntaram apenas US$ 1,25 milhão que serão investidos em 125 projetos (US$ 10 mil para cada, distribuídos em 3 etapas ao longo de 12 meses).
Vamos tirar o escorpião do bolso aí, galera. / convergenciadigital.com.br, resources.github.com (em inglês)