Novos preços e planos família no Fastmail

O Fastmail reformulou seus planos e agora tem preços em 20 moedas — incluindo o real brasileiro. Os novos planos são voltados a “indivíduos e famílias”, e contempla um, dois ou até seis usuários. Os antigos continuam existindo, só que agora na categoria “negócios”.

No Brasil, o antigo plano padrão, que dá direito a usar domínio próprio e oferecia 30 GB de espaço, custa R$ 24/mês. (Assinaturas anuais ou por mais tempo têm descontos.) Quem já é cliente será migrado aos novos planos e valores locais no fim do ano, mas já pode usufruir do espaço extra, de 50 GB.

O Fastmail é parceiro do clube de descontos para assinantes do Manual do Usuário e oferece 20% de desconto a quem assina o site por um ano.

A mesa de trabalho do Fábio Emilio Costa

Sou analista de performance e planejamento de capacidade focado em Linux para ambientes de alta plataforma no Serpro e atualmente trabalho em minha casa.

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Botão de “seguir” do Substack gera temor entre donos de newsletters

Eu gosto de estar certo (quem não gosta?), mas para algumas previsões eu gostaria de estar errado. Uma desse tipo, a de que o Substack é uma bomba-relógio, realizou-se mais cedo do que eu imaginava.

Em agosto de 2023, o Substack lançou uma novidade estranha: um botão para seguir (“follow”) pessoas na rede. Por que uma plataforma de newsletters, que por definição emprega esse recurso (a gente “segue” uma newsletter quando se inscreve nela), precisa ter um botão de “seguir”?

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Se Elon Musk retirar os bloqueios judiciais impostos pelo TSE a contas de lunáticos no X, antigo Twitter, e continuar achincalhando o ministro Alexandre de Moraes (resumo do Núcleo), não é maluquice imaginar um bloqueio do X no país. E… sinceramente, talvez seja uma boa? Seria um lixão a céu aberto a menos na internet brasileira.

Atualização (8/4, às 8h40): Na noite deste domingo (7), Alexandre de Moraes incluiu Musk como investigado no inquérito das fake news do STF e por possíveis crimes de obstrução à Justiça e incitação ao crime. Texto na íntegra.

Como as gigantes de tecnologia dão um jeitinho para coletar dados para IA

O New York Times publicou uma reportagem bombástica mostrando como, nos bastidores, as grandes empresas de IA dão um jeitinho (às vezes ilegal) de obter conteúdo para treinar seus grandes modelos de linguagem, base das IAs generativas.

A parte mais engraçada é o Google fazendo vista grossa para a OpenAI raspando 1 milhão de horas (!) de vídeos do YouTube para transcrever e alimentar o GPT-4 porque o próprio Google estava fazendo o mesmo para o Gemini. (A prática viola os termos de uso do YouTube.)

Detalhe: dois dias antes, o CEO do YouTube, Neal Mohan, disse à Bloomberg (sem paywall) que o uso de vídeos pela OpenAI para treinar a Sora seria contra as diretrizes da plataforma.

Quase ninguém liga se seu site não está nas redes sociais

Em março de 2024, fiz um experimento no Manual do Usuário: parei de distribuir o conteúdo do site em redes sociais e aplicativos de mensagens.

O resultado foi que… pouca coisa mudou.

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Deckset permite criar apresentações de slides escrevendo Markdown

Minha palestra ideal não tem slides. Quando isso não é uma opção ou desejável, tento ser o mais simples possível no desenho da apresentação. O aplicativo Deckset me permitiu ser simples sem ser simplório.

Ele vem com alguns modelos prontos e, o mais legal, trabalha com uma interface baseada em Markdown. Em outras palavras, dá para “montar” a apresentação no Bloco de Notas — digo, no Editor de Textos; é um app só para macOS e iOS.

Nunca fazer uma apresentação elegante foi tão fácil e agradável.

O app é pago, mas oferece um teste sem restrições de 14 dias.

Deckset / macOS, iOS e iPadOS / US$ 35 (macOS) ou R$ 14,90/mês (iOS/iPadOS)

Tiles

Tiles é uma exploração de como uma interface tangível poderia apresentar a audição de música como o processo sofisticado que deveria ser.

É meio que uma versão físico-digital daquele efeito “Cover Flow” do antigo iTunes.

A Amazon fez barulho na década passada quando abriu lojas físicas nos EUA com o Just Walk Out, que dispensava caixas humanos: o cliente apenas pegava as coisas nas prateleiras e o sistema (supostamente) inteligente detectava e cobrava direto no cartão, sem intervenção humana.

Acontece que, segundo o The Information, o tal “sistema automatizado” consistia em mais de 1 mil indianos monitorando e rotulando as compras remotamente. (Isso explica, por exemplo, por que algumas cobranças levavam horas para serem creditadas.)

A Amazon anunciou nesta terça (2) que vai acabar com o Just Walk Out. Em seu lugar, implementará outro sistema em que o próprio consumidor passará as compras por um leitor embutido no carrinho de compras.

“Inteligência artificial” segue sendo um eufemismo para terceirização de trabalho repetitivo para países pobres. Via The Information e Gizmodo (ambos em inglês).

Imagens no formato AVIF

Nesta terça (2) foi lançado o WordPress 6.5, nova versão do CMS que move este Manual. Entre um punhado de novidades dos famigerados blocos, a atualização trouxe suporte ao formato de imagens *.avif.

Faz algumas semanas que implementei o suporte a *.avif aqui, na base da gambiarra.

Tê-lo nativamente é ótimo, e me deu a segurança de, a partir de agora, trabalhar apenas com esse formato. Até então, enviava junto uma versão em *.png que servia de estepe, caso o navegador não saiba lidar com a imagem *.avif. Esse cenário é cada vez mais improvável. Em janeiro, o Edge da Microsoft passou a suportar *.avif — era o último grande navegador que não provia isso.

O *.avif, ou AV1 Image File Format, é um formato de imagem aberto (especificação, Wikipédia), livre de royalties, derivado do formato de vídeo AV1. Gera arquivos menores, com ou sem perdas, e tem vários recursos — HDR, três modos de profundidade de cores, até animações tipo GIFs animados. É gerido por um consórcio de gigantes da indústria e é bastante fomentado desde 2020 por um dos membros, a Netflix.

Se tudo correr bem, você não notará qualquer diferença ao acessar o Manual do Usuário. É uma mudança técnica, de bastidores, que comento aqui apenas pelo fator curiosidade — foi-se o tempo em que imagens digitais eram sinônimo de *.jpg e *.png.

Ah, dica: o Squoosh é um ótimo aplicativo web para converter e otimizar imagens em vários formatos, incluindo *.avif. Tenho usado ele para trabalhar as imagens publicadas aqui no site.

Instapaper 5.0 para Android ganha visual moderno

O pessoal do Instapaper se lembrou que tem um aplicativo para Android e resolveu atualizá-lo.

A nova versão, Instapaper 5.0, traz mudanças tardias na apresentação do aplicativo que alinham-na às das versões mais ativas — iOS e web. Até o leiaute para tablets recebeu carinho.

Um recurso que volta ao Android é o envio de artigos individuais ao Kindle. Note, porém, que esse recurso é somente para usuários pagantes do Instapaper Premium.

Segundo a equipe do Instapaper, a grande atualização desta terça (2) “é uma base forte sobre a qual continuaremos a melhorar o aplicativo Instapaper para Android”.

Instapaper 5.0 / Android / Freemium

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vinizinho’s projects

“Essa palavra está na bíblia?”, “um estudo das risadas de internet brasileiras” e “tradutor de nomes coreanos–brasileiros” são alguns dos grandes trabalhos do Vinizinho. Dica do Rodolfo.

O Artifact será vendido ao Yahoo. Em vez de agonizar como outras grandes aquisições do grupo (Delicious, Flickr, Tumblr…), o app de notícias será encerrado nos próximos meses e os dois co-fundadores, Kevin Systrom e Mike Krieger (ex-Instagram), servirão de consultores para a transição, leia-se: integrar a IA de recomendações personalizadas do Artifact ao Yahoo News. Como alguém disse por aí, o Yahoo comprou (por um valor não divulgado) um monte de código sem as pessoas que escreveram ele.

Em setembro de 2023, o Google anunciou o fim do Google Podcasts em prol do YouTube Music. Em algum momento depois disso, surgiu uma data exata para o encerramento: 2 de abril de 2024.

Acontece que essa data só vale para os Estados Unidos. Em um post no fórum de ajuda do Google para podcasters, datado de 18 de março, um funcionário da empresa, Cory Peter, explica que o encerramento do Google Podcasts no resto do mundo será em 24 de junho. Quem confia no app do Google para ouvir podcasts tem quase três meses para exportar suas inscrições para outro app.

A mesa de trabalho da Milena Giacomini

Olá, leitores e leitoras do Manual do Usuário. Sou Milena Giacomini, moro em Porto Alegre (RS), sou jornalista e trabalho como editora de redes sociais e comunidade no Núcleo Jornalismo. Tenho a honra de trabalhar com o Ghedin, que é colaborador do Núcleo e um excelente jornalista.

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