Monitores diferentes: Checkmate e Raspberry Pi Monitor

O Raspberry Pi 500, um computador dentro de um teclado da empresa homônima, foi lançado junto a um monitor com as cores da marca. O Raspberry Pi Monitor tem 15,6″, resolução Full HD e, lá fora, sai por US$ 100. / raspberrypi.com (em inglês)

Não chega a ser um monitor super diferente, esse Raspberry Pi Monitor (tem um punhado de similares em lojas chinesas), mas não é como se os super diferentes não existissem.

Um curioso com que topei dia desses são os monitores retrô da Checkmate, que fazem alguns malabarismos para exibirem melhor sistemas operacionais concebidos quando os CRT (“de tubo”) reinavam. À venda apenas na Europa, porém. / checkmate1500plus.com (em inglês)

Saiu o Xfce 4.20, nova versão do ambiente gráfico…

Saiu o Xfce 4.20, nova versão do ambiente gráfico para Linux que tem um ciclo de desenvolvimento bem lento — em média, uma nova versão a cada dois anos. Os links ao lado fazem um tour pelas novidades. / xfce.org, alexxcons.github.io (ambos em inglês)

Há “suporte experimental” ao Wayland, o (não tão) novo sistema gráfico do *Unix. Na prática, seu uso ainda não é aconselhado — há muitas arestas para serem aparadas e vários pacotes vitais ainda não funcionam em Wayland.

Mammoth, moth.social e sub.club serão encerrados

O fato das plataformas criadas em cima do ActivityPub, como o Mastodon, não terem fins lucrativos é visto como problema para uns, virtude para outros. Eu sou do time que considera virtude.

Caso em tela: o aplicativo Mammoth, que tinha um servidor próprio (moth.social) e havia lançado não faz muito tempo um serviço de assinatura paga para o fediverso, o sub.club, anunciou que está fechando as portas. O app será removido da App Store e o servidor e o sub.club serão encerrados no final de janeiro, a menos que alguém assuma o rojão. / @mammoth@moth.social (em inglês)

A mesa de trabalho da Débora QM

Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.

Me chamo Débora, sou gaúcha, mas moro em São Paulo há quase 8 anos. Sou publicitária e trabalho em regime de home office desde a pandemia, embora tenha trocado de empresas nesse meio tempo. Priorizo demais o home office.

Ao longo desses anos trabalhando de casa, fui fazendo pequenos upgrades até chegar no que hoje acho que é o setup ideal pra mim.

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Apps novos e atualizados

Atualizações de apps importantes e novidades que podem ganhar um espaço no celular ou computador.

PeerTube: O “YouTube do fediverso” agora tem aplicativos para celulares. / Android, iOS / framablog.org (em inglês)

Picview: Acho que é o meu fluxo de trabalho que me faz não sentir falta de um visualizador de imagens simples e rápido, nos moldes do Irfanview do Windows. Se não for o seu caso, o Picview se propõe a cumprir esse papel. / macOS / picview.chitaner.com

PlantsCompanion: Aplicativo simples e gratuito para seguir os cronogramas de rega e adubagem de plantinhas. Totalmente gratuito. / iOS / apps.apple.com

Unexpected Keyboard: Um teclado virtual para desenvolvedores — ou qualquer pessoa que goste de ter acesso rápido a caracteres especiais. / Android / github.com/Julow (em inglês)

Vincular ao Celular: A Microsoft começou a liberar o recurso de compartilhar arquivos, sem fios, entre um iPhone e computadores rodando Windows 10 ou 11 — parecido com o AirDrop entre dispositivos Apple. / iOS, Windows / blogs.windows.com (em inglês)

WhatsApp: Três novidades para ligações/videochamadas: ligações em grupo seletivas (escolha os participantes antes de ligar), efeitos de realidade aumentada, e nova aba “Ligações” e resolução aprimorada no app para computadores. / Android, iOS, macOS, Windows / blog.whatsapp.com

Descobri “Tiny Glade” (Linux, Windows) há pouco e estou… 

Descobri Tiny Glade (Linux, Windows) há pouco e estou encantado. (Logo eu, que nem jogo.) É um joguinho de construções com gráficos adoráveis, trilha sonora que tem tudo a ver com a ambientação, criado por um casal sueco. (Um vídeo deles jogando uma versão demo.) No Steam, ~R$ 47. / pouncelight.games, store.steampowered.com

SingleFile salva páginas web em um arquivo

Ícone da SingleFile: folhinha azul com uma seta para baixo em um círculo amarelo.

O meu rol de extensões no navegador é bem enxuto, e a maioria delas roda em segundo plano; são do tipo “configure e esqueça”. A SingleFile é uma exceção.

A função dessa extensão é salvar páginas web. “Ok, mas o próprio navegador já faz isso”, você pode pensar. Sim, mas a SingleFile faz de um jeito melhor.

Como o nome entrega, ela salva a página toda em apenas um arquivo. Diferente do navegador, que salva um arquivo *.html e um diretório cheio de outros arquivos.

Além disso, a SingleFile tem alguns truques avançados:

  • Gera resultados mais fiéis, graças a algumas técnicas pouco ortodoxas no processo de cópia da página web, como converter imagens para o formato *.svg.
  • Permite salvar múltiplas abas de uma vez só. (Clique com o botão direito do mouse no ícone para acessar essas opções.)
  • Oferece a opção de anotar e comentar as páginas antes de salvá-las. (Esta opção também está no menu do botão direito.)

O mais legal? É uma extensão gratuita e praticamente universal, com versões para os principais navegadores do mercado, incluindo o Safari (iOS e macOS) e o Firefox para Android.

E se você for do tipo que vive na linha de comando, há uma ferramenta do tipo disponível.

Links para instalar: Chrome, Edge, Firefox, Firefox (Android), Safari.

Paulo Freire na era digital

Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, tornou-se assunto espinhoso no Brasil nos últimos anos. Seu nome é gasolina em discussões inflamadas nas redes sociais que transbordam para embates políticos no mundo real — ou vice-versa.

Ao lado de outras quimeras da polarização entre direita e esquerda, como comunismo, ideologia de gênero e meritocracia, o pensamento de Paulo Freire é discutido com paixão por gente que, ao que tudo indica, nunca sequer folheou um de seus livros. Ou, se sim, de duas, uma: não os entendeu, ou serviu-lhe a carapuça.

Ainda que evite embates (virtuais ou não), às vezes eles são inevitáveis. Num desses, dei-me conta de que nunca havia lido o autor, de quem o meu conhecimento se limitava à batida frase invocada em várias das contendas que envolvem seu nome:

Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.

O que é curioso, dado que a frase não consta em Pedagogia do oprimido, de 1974, em que ele trata do assunto.

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Entrevista com Ludmila Primo, da newsletter Meus Discos, Meus Livros

Nota do editor: Uma série de entrevistas com pessoas que mantêm newsletters presentes no diretório de newsletters brasileiras. Leia as outras entrevistas.

Qual é a sua newsletter?

Meus Discos, Meus Livros.

Fale um pouco de você, Ludmila.

Olá, me chamo Ludmila e não vou usar esse espaço para falar o que faço profissionalmente, que é como comumente as pessoas se descrevem. Eu sou uma mulher de 36 anos num eterno aprender a ser gente. E a leitura, a música e a escrita são meios que me ajudam nessa jornada de entender o que se é.

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WP Engine consegue liminar contra Automattic e Matt Mullenweg

A Justiça da Califórnia concedeu uma liminar que obriga a Automattic e o CEO, Matt Mullenweg, a reverterem todas as ações infligidas contra a WP Engine desde setembro, quando Matt deflagrou uma guerra comercial contra a rival. / storage.courtlistener.com (PDF), wptavern.com (ambos em inglês)

A Automattic e Mullenweg têm 72 horas, a partir da publicação da decisão, para:

  1. Restaurar o acesso da WP Engine e seus funcionários aos sistemas do WordPress.org;
  2. Restaurar o acesso da WP Engine ao plugin Advanced Custom Fields (ACF); e
  3. Remover a declaração obrigatória de ausência de vínculo com a WP Engine da tela de login do WordPress.org;
  4. Remover os dados de clientes da WP Engine do site WP Engine Tracker.

Segundo a 404 Media, Mullenweg pediu para ter sua conta excluída do Post Status Slack, uma comunidade de ferramentas de código aberto para WordPress. / 404media.co (em inglês)

Antes de sair, ele teria escrito:

É difícil imaginar querer continuar trabalhando no WordPress depois disso. Estou farto e enojado por ser legalmente obrigado a fornecer mão de obra gratuita a uma organização tão parasitária e exploradora como a WP  Engine. Espero que todos vocês consigam o que você e a WP Engine queriam.

O julgamento do processo ainda não tem data para acontecer.

Sora, vídeos gerados por IA e seu uso na publicidade brasileira

A OpenAI liberou o Sora, IA generativa de vídeos, para assinantes do ChatGPT Plus (US$ 20/mês) e ChatGPT Pro (US$ 200/mês). Marques Brownlee tem um bom vídeo a respeito — ele teve acesso antecipado ao sistema. / openai.com, youtube.com/@mkbhd (ambos em inglês)

Não é loucura imaginar vídeos “falsos” do Sora sendo usados em produções profissionais. Digo isso porque sem o Sora, imagens e vídeos feitos com outras IAs já estão aparecendo na TV.

Algumas semanas atrás, estranhamos (aqui em casa) um comercial da Unifael. As peças mostram fotos pra lá de estranhas de supostos alunos. Não há qualquer sinalização do uso de IA generativa. / youtube.com/@UNIFAEL, youtube.com/@UNIFAEL

Nesta segunda (9), vi um comercial curtinho na TV da Ligga (Copel Telecom pós-privatização) que me chamou a atenção. A peça não está no YouTube da empresa, mas há outra, publicada há um mês, feita com imagens geradas por IA. (O aviso aparece aos 29 segundos do vídeo). / youtube.com/@liggavc