O seu azul é igual ao meu azul? Faça este teste e descubra. / ismy.blue
O Museu do Web Design preserva milhares de leiautes de sites e aplicativos antigos. Dica do Rafael. / webdesignmuseum.org
Ricardo Jurczyk Pinheiro, leitor deste Manual, está fazendo uma vaquinha para publicar o livro Redes no MSX: Teoria e Prática. / catarse.me
Zona Eleitoral: Prefeitura é um simulador de campanhas eleitorais para ensinar conceitos básicos das eleições brasileiras. Disponível a partir de hoje (7) para Android e já, já, para iOS também. / gamezonaeleitoral.com.br
Esta capinha/controle para iPhone chega na esteira da liberação de emuladores de video games na App Store. Lá fora, sai por US$ 19,99 na pré-venda. / bitmolab.com (em inglês)
A fonte Departure Mono é bem legal, mas o site dela… sensacional. / departuremono.com (em inglês)
Sucesso de vendas nos Estados Unidos e no Brasil1, A geração ansiosa, livro do psicólogo e professor da Universidade de Nova York, Jonathan Haidt, alega ter provas de que celulares modernos (“smartphones”) e redes sociais são responsáveis por “reconfigurar” o cérebro e destruir a saúde mental de crianças e adolescentes.
Os diversos modelos de iPhone já respondem por 40% das vendas da Trocafone, marketplace brasileiro de celulares usados. Em 2023, o percentual dos celulares da Apple era de 25%. / mobiletime.com.br
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A Samsung sentiu o bafo de rivais chinesas na corrida das TVs conectadas e anunciou que as suas contarão com 7 anos de atualizações para o Tizen, sistema operacional próprio que equipa as TVs. A nova política vale a partir de alguns modelos lançados em 2023. / businesskorea.co.kr (em inglês)
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A Autoridade Holandesa de Proteção de Dados aplicou uma multa de € 290 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão) à Uber na segunda (26), por transferir dados de motoristas europeus aos Estados Unidos sem os devidos cuidados com a privacidade. / oglobo.globo.com
“Seria legal ter alguns QR codes à mão para facilitar contatos presenciais”, pensei comigo dia desses. Por coincidência, no dia seguinte topei com o Add Eddie, um aplicativo que faz exatamente isso.
É possível criar QR codes para conexões Wi-Fi (já usei, bem útil!), aplicativos de mensagens, e-mail e sites. O app é simples, como era de se esperar, e funciona bem.
Há alguns aspectos que podem ser melhorados. Por exemplo, falta a interface clara e uma exibição em lista dos QR codes, para facilitar o acesso aos últimos da fila. O ícone é horrível, mas aí já entramos no terreno da subjetividade, né?
Troquei e-mails com o desenvolvedor, que pareceu-me bastante solícito. Fica a esperança de que essas e outras melhorias sejam implementadas em algum momento.
O Add Eddie é gratuito, com uma compra dentro do app opcional para liberar alguns recursos. (Até dia desses, a compra estava liberada gratuitamente.) Para Android e iOS.
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Novidades e atualizações
[Web] O Thunderbird lançou um web app de agendamento de eventos, similar ao Calendly. Chamado Appointment (parabéns pela criatividade, pessoal), por ora é acessível mediante convite. / blog.thunderbird.net (em inglês)
[CLI] O firebuilder é um app para o terminal que gera personalizações para o Firefox de modo fácil — se você não se intimida com a linha de comando, claro. / github.com (em inglês)
[Firefox] Uma simpática extensão que insere posts da sua instância do Mastodon nos resultados do DuckDuckGo. / tomcasavant.com (em inglês)
[Linux] Atualização grande, o Calligra Office 4.0 atualiza a suíte de apps de escritório do KDE para o Qt 6 e traz mudanças estéticas, com destaque para uma nova barra lateral. / carlschwan.eu (em inglês)
[iOS, iPadOS] Mudou tudo no Finalist 2, app que agrega agenda de contatos e lista de tarefas em uma interface diferentona. / finalist.works (em inglês)
[Android, iOS, macOS, Windows] O Evernote (lembra dele?) ganhou um novo motor de sincronização que, prometem os desenvolvedores, é três vezes mais rápido que o antigo. / evernote.com (em inglês)
[iOS, iPadOS] Woofly é um app completo para cuidar do seu cachorrinho. / woofly.app (em inglês)
[Linux, macOS, Windows] O Vivaldi 6.9 permite renomear abas, arrastar arquivos baixados a partir do painel e ganhou uma nova visualização de abas em outros dispositivos. Ah, e agora tem versão para PCs com chips ARM no Windows. / vivaldi.com (em inglês)
O Google iniciará, na próxima segunda (2/9), a construção de um centro de engenharia em São Paulo, dentro da Cidade Universitária da USP. A previsão é de que a obra fique pronta em 2026. / folha.uol.com.br
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Terça, 27/8
A Anatel espera implementar, ainda este ano, o programa “Origem Verificada”, que identificará “chamadores frequentes”, como bancos e operadoras, em ligações ao celular do consumidor. São dois objetivos: reduzir o incômodo e os golpes. / oglobo.globo.com
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Quarta, 28/8
Após ser preso no último sábado (24) ao desembarcar de seu avião na França, Pavel Durov, CEO do Telegram, foi solto após pagar fiança com a condição de não deixar o país, que o acusa de não colaborar com investigações criminais. / g1.globo.com
A Automattic anunciou a intenção de migrar mais de meio bilhão de blogs do Tumblr para a infraestutura do WordPress. Segundo a empresa, será “uma das maiores migrações técnicas da história da internet”. Sem prazo para conclusão. / automattic.com (em inglês)
O Bluesky liberou uma rodada de recursos “anti-tóxicos” aos usuários. Tem várias coisas legais, como remover o post de outro que o cita (“quoted”). / bsky.social (em inglês)
A Meta continua liberando, a conta gotas, a integração do Threads ao fediverso. Desta vez, respostas a posts de outros usuários vindas do fediverso passaram a ser visíveis a todos. / techcrunch.com (em inglês)
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Quinta, 29/8
Trabalhadores do Serpro entraram em greve nesta semana. Eles pedem reajuste salarial. / convergenciadigital.com.br
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Sexta, 30/8
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, mandou bloquear o acesso ao X (antigo Twitter) no Brasil após o empresário Elon Musk descumprir a determinação de indicar um representante legal no país. / g1.globo.com
A ANPD liberou a Meta para coletar dados dos usuários brasileiros para treinar IA, após a empresa adequar sua conduta, com mais transparência e uma maneira facilitada aos usuários de negar esse uso de seus dados. / gov.br
O Bye Bye Paywall junta um punhado de quebradores de paywall em um lugar só. Dica da Julia. / byebyepaywall.com
Pesquisadores analisaram o desequilíbrio na representação de organismos vivos nos emojis. A ditadura dos animais vertebrados é revoltante!! / washingtonpost.com (em inglês)
Desconhecia o montão de cursos que a ENAP oferece na Escola Virtual de Governo (EV.G). Todos gratuitos, online e com certificado. / escolavirtual.gov.br
Bacana demais esse projeto de tablet modular meio “cyberpunk” baseado em um Raspberry Pi 5, o pilet. Será que vira produto? / soulscircuit.com (em inglês)
Tudo sobre cores. Literalmente. Eu adoro esse canal e aprendi muita coisa sobre cores neste vídeo. / youtube.com/@juxtopposed (em inglês)
O mundo em 2010 era bem diferente. Na época, netbooks — notebookzinhos baratos e lentos — eram populares portas de acesso à digitalização. Parecia que todo mundo tinha um.
A Apple sofria pressão para surfar a onda dos netbooks. Em vez disso, o ainda vivo Steve Jobs apresentou o iPad — um celularzão barato e rápido.
Novas ondas da tecnologia de consumo geram novos hábitos, alguns deles estranhos. Quando a internet móvel em celulares se popularizou, por exemplo, muita gente achou divertido dizer ao mundo por onde passava em aplicativos como o Foursquare.
Embora os motivos para alguém não fazer isso sejam vários e óbvios e o Foursquare seja apenas uma sombra do que foi naqueles anos malucos, uma variação da prática continua muito viva e, para alguns, embrenhada no cotidiano.
Na newsletter de tecnologia da Bloomberg, Ellen Huet comentou a transformação do aplicativo Buscar, da Apple, em uma espécie de mini-rede social baseada em geolocalização.
Existem bons motivos para dividir com alguém a sua localização precisa e em tempo real, como combinamos de nos encontrarmos com alguém. O uso inicial era esse, explica Ellen, mas, hoje, ela diz que o compartilhamento “se transformou em um sinal de intimidade digital e confiança”. Para os mais novos, é ainda pior:
O hábito digital também se tornou mais popular entre as gerações mais jovens. Alguns na geração Z veem isso como um rito de amizade ou um marco indicando proximidade.
O Snapchat tem um recurso tão popular quanto o Buscar da Apple — ao menos nos Estados Unidos. A Meta, que oferece o mapa no WhatsApp, vem testando o recurso no Instagram, com uma abordagem menos utilitária, mais parecida com a do Snapchat.
Um pouco influenciado pela leitura (em andamento) de A geração ansiosa, em que Jonathan Haidt explica a fixação dos jovens pelo celular, em parte, pelo que chama de “segurismo”, um eufemismo bobo dele para a superproteção dos adultos, me peguei pensando se esse Big Brother com os amigos em um mapa digital não é mais um sintoma da solidão crônica que todos, independentemente da idade, enfrentamos nesses áridos anos 2020.
Sou Antônio Assis Brasil, tenho 33 anos, nascido, criado e morador de Porto Alegre (RS). Estudei ciência da computação e jornalismo. Hoje trabalho com marketing digital na Apoia.se.
O Google segue chapado de IA generativa. No lançamento da linha de celulares Pixel 9 — que vêm recheados de recursos que adulteram fotos com IA —, Isaac Reynolds, diretor de produto da câmera dos Pixel, disse que o lance do Google é gerar memórias, e não fotografias.
Os exemplos mostrados pelo The Verge de um desses recursos, o “Reimagine”, dão uma boa ideia de como uma “memória” pode se revelar um completo delírio — e ter implicações sérias no mundo real.
Embora o Google seja o mais entusiasmado com a adulteração de fotos, a overdose de pós-processamento não é de agora nem exclusiva dessa empresa.
Meu nome é Vitor Freitas, sou cofundador e CTO da Estuda.com, uma plataforma educacional que atua em todo Brasil. Também atuo como consultor para startups aqui da região.
O Simplenote, aplicativo de anotações da Automattic, é um dos favoritos da casa por ser leve, multiplataforma e oferecer um sistema de sincronização rápido e confiável. Ou assim o era.
Na noite do último domingo (18), o leitor Rick postou no Órbita o relato de um evento que ele bem classificou de “muito bizarro”:
Loguei no Simplenote na web e estava me preparando para anotar algumas coisa quando, do nada, minha nota desapareceu e logo em seguida assisti a uma nova nota ser criada e alguém anotando coisas em inglês. Eu fiquei de cara, desloguei e quando loguei novamente, as anotações continuaram, mas agora em esloveno. Acabei escrevendo uma mensagem e obtive resposta; a pessoa me perguntando como eu estava e que não estava nem aí com o que estava acontecendo, hahaha.
Outros usuários do Simplenote relataram a mesma situação no fórum de suporte. Passado algum tempo, a equipe do aplicativo publicou uma atualização no tópico reconhecendo o problema, que, segundo ela, só teria afetado usuários do Simplenote na web — apps para celulares e computadores, não.
No mesmo dia, Rick e outros usuários afetados pela falha receberam um e-mail explicando o que houve e quais medidas foram tomadas para mitigar a falha. Segundo o comunicado:
Semana passada, alguns códigos errados foram implementados, o que fez com que autorizações de login fossem ligadas às contas erradas.
Todas as contas afetadas tiveram os acessos redefinidos e sessões foram fechadas. Em seguida, as desculpas padrões para esse tipo de situação.
As anotações não são criptografadas em repouso [no servidor] devido a restrições do lado do servidor. Por esse motivo, recomendamos não usar o Simplenote para armazenar algo particularmente sensível.
Não que sirva de desculpa para um deslize grave como o dessa semana. Para alguns leitores, grave demais — eles disseram ter perdido a confiança no produto.
Está a pleno vapor a articulação para a “TV 3.0”, com previsão de lançamento já para 2026. No início de agosto, a Globo apresentou um protótipo, uma prévia do que esperar do novo salto tecnológico da TV aberta.
O Globo, jornal do grupo, deu a notícia. Entendi a proposta, mas para mim ela soou mais como uma ameaça:
A versão 3.0 da televisão digital vai permitir, através da conexão à internet, que o usuário participe de enquetes, votações e chats durante a exibição de novelas, programas e competições esportivas usando o controle remoto. Será possível ainda acessar funções especiais para comprar produtos exibidos na tela e enviar reações ao conteúdo, como ocorre nas redes sociais.
É raro uma lista de atrativos ser tão broxante. A parte que estimula alguma empolgação ficou mais para baixo:
[…] será possível assistir transmissões com resolução de até 8K, o dobro do atual 4K, e personalizar o áudio, isolando determinados ambientes como o barulho do público em um estádio, além de informações como horário, local e sobre a programação.
Assistir a um jogo de futebol sem os berros dos narradores e pitacos ruins dos comentaristas parece um sonho. Grande o bastante para trocar de TV? Hahaha, aí não.
Sentiu falta de algo? Ah sim, o fim do anonimato e a publicidade segmentada. No rodapé da notícia, Raymundo Barros, presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre e diretor de Estratégia e Tecnologia da Globo (ufa!) dá a má notícia:
[…] A TV 3.0 tem tecnologia para reconhecer individualmente cada usuário.
[Barros:] “A TV 3.0 vai tornar a relação personalizada e capaz de gerar interação. Com isso, vamos prover experiências de consumo cada vez mais personalizadas, sem abrir mão dos conteúdos que têm apelo massivo. A TV digital na versão 3.0 não abre mão de mídia de massa, mas cria espaço que pode e será ocupado por pequenos e médios empreendedores.”
A não-notícia da Folha de S.Paulo, que atribuiu supostos ilícitos à conduta do ministro do STF e ex-presidente do TSE, Alexandre de Moraes, no enfrentamento dos atos golpistas de 8 de janeiro, reverberou no governo federal.
Segundo o próprio jornal, Ricardo Capelli, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), “decidiu fazer uma licitação para contratar empresas nacionais que possuem aplicativos similares ao WhatsApp”.
O objetivo é nobre, mas a motivação carece de fundamento. Que pese o WhatsApp ser de uma empresa estadunidense e um software proprietário, ele usa o protocolo de criptografia do Signal, padrão ouro da área, sem histórico de brechas ou violações.
(Sempre é bom lembrar que criptografia de ponta a ponta não tem serventia quando uma das pontas é comprometida. Joesley Batista que o diga.)
O que me incomoda nessa proposta é ter como critério principal a nacionalidade do fornecedor. É preferível que seja uma empresa brasileira e poderia ser um requisito, mas o que mais beneficiaria a segurança e privacidade das comunicações seria a adoção de um protocolo aberto e confiável, como o Matrix.
O risco de responder sob pressão uma ameaça inexistente é trocar o WhatsApp por algo muito pior, mas com o selo “made in Brazil”. Quais as chances disso acontecer?
Dia desses conheci o installation-birthday. Se você conhece um pouco de inglês, já deve ter sacado para que ele serve: dizer a data da instalação do sistema operacional.
No caso do meu humilde servidor doméstico, um mini PC rodando Debian 12 “Bookworm”, a resposta ao comando é:
I: Installation date: 2024-03-22
Se não funcionar de primeira aí, é porque o pacote não está instalado. (No Debian “minimal”, sem ambiente gráfico, não veio… o que faz sentido, certo?) Nada que um apt install installation-birthday (ou o comando correspondente da sua distro) não resolva.
Você conhece outros comandos nessa linha? Se sim, conte para mim.