Uma falha crítica foi descoberta no Bloco de notas (CVE-2026-20841). Aquele editor outrora simples do Windows, que só exibia texto puro, sabe? Que a Microsoft maculou com Markdown (vetor desta falha), Copilot e sei lá mais o quê? Um invasor poderia colocar um link malicioso em um arquivo Markdown que, ao ser clicado pela vítima, executaria códigos remotamente. Uma correção foi disponibilizada pela Microsoft nas atualizações de rotina, liberadas nesta terça (10).

O protocolo Gemini (não confundir com a IA do Google) continua existindo. Neste domingo (8), ele ganhou um reforço e tanto em dispositivos da Apple com o lançamento do Lagrange, navegador para a “web pequena” (“small web”) que levou 4,5 anos para ficar pronto. Além do Gemini, o navegador também conversa com protocolos clássicos, como Gopher e Finger, e outros hobbistas. Gratuito, para iOS/iPadOS.

O CSS — linguagem que define a apresentação de uma página web — tem recebido muitas novidades nos últimos anos. Empolguei-me com uma delas, a função light-dark(), sem me dar conta de que o suporte universal dos navegadores é recente e, nessa, versões anteriores a 2024 podem não exibir as cores corretamente. (Notei com o meu iPad velho, que empacou no iOS 16.) Reverti o uso da light-dark(). Está tudo bem agora.

Tirinha. Personagem diz ao computador: “diga ‘estou vivo’”. Computador responde: “ESTOU VIVO”. Personagem diz: “meu deus.”
Tirinha: @inpc@go.mxtthxw.art.

Dos “estudos” da Anthropic que alegam que o Claude fez isso ou aquilo à Moltbook, uma “rede social de IAs” (o que, aparentemente, é mentira), é sempre a mesma história retratada na tirinha acima: pessoas mandando a IA se comportar de tal forma ficam chocadas quando a IA se comporta de tal forma.

A respeito da Moltbook e da sua base, o OpenClaw, limitarei-me a dar um conselho*: não use. A ferramenta escancara as portas da sua vida digital privada, com consequências imprevisíveis.

* Limito-me a isto porque, acho eu, a imprensa tem feito um enorme desserviço ao legitimar essa bobajada.

A maneira como o Signal é construído — com a privacidade das pessoas tendo prioridade — dificulta e retarda a liberação de recursos que outros apps já têm há tempos. Eles demoram, mas chegam. A última versão, já disponível, introduz as mensagens fixadas em conversas individuais e em grupos. Vale para Android, computadores e iOS.

Para mim, o NetNewsWire é o aplicativo perfeito para macOS. O NetNewsWire 7.0, lançado nesta terça (27), reforça essa distinção. A implementação do Liquid Glass é tão boa que o app ficou mais bonito (prints), e sem perder a sua identidade. Pontos extras para os menus sem ícones, mitigando um problema dos mais bobos do macOS 26 Tahoe. Fica agora a expectativa pela versão do iOS.

Em sua mensagem anual ao público, o CEO do YouTube, Neal Mohan diz que “a IA será uma dádiva para os criativos que estiverem prontos para se dedicar a ela” e que mais de um milhão de canais usaram IA para criar vídeos diariamente em dezembro. Ao mesmo tempo, promete medidas para “reduzir a disseminação de conteúdo de IA de baixa qualidade”. Parecem promessas contraditórias. Boa sorte para ele.

A nova versão do Nova Launcher, popular “launcher” para Android, trouxe uma novidade indesejada: rastreadores de publicidade de Meta e Google. No Exodus, plataforma de auditoria de apps sem fins lucrativos, dá para ver as mudanças da versão anterior (8.1.6) para a nova (8.2.4).

O Nova Launcher foi comprado pelos suecos da Instabridge alguns meses após o criador do launcher deixar a Branch, empresa que comprou o aplicativo em 2022 e fez a promessa de abrir seu código — o que nunca ocorreu. A Instabridge confirmou que está testando a inserção de publicidade no Nova Launcher e que não exibirá anúncios para quem tem o Nova Prime (versão paga).

O APOIA.se avisou, em mensagem enviada por e-mail (e só, aparentemente), o vazamento do nome completo, e-mail, endereço de entrega e identificadores internos de quem faz ou já fez apoios pela plataforma. A falha foi identificada no dia 6/1. A empresa afirmou que os dados vazados “não revelam diretamente quais campanhas você apoiou, seus interesses ou preferências”.

Mais uma vez o Google ameaça os 3 bilhões (!) de usuários do Gmail com recursos do Gemini (IA). Desta vez, a mudança é dramática: a caixa de entrada será “inteligente”, o que seria tentador se os modelos de IA fossem capazes de resumir certo e não fossem propensos a erros. Por ora, o novo Gmail está sendo liberado para estadunidenses que pagam os caros planos de IA do Google. A medida profilática é desativar todos os recursos de IA do Gmail: nas configurações, aba Geral, desmarque a opção Ativar os recursos inteligentes no Gmail, Chat e Meet. De nada!

Pessoas que usam um mouse da Logitech no macOS passaram algumas horas com as funcionalidades limitadas. Um certificado expirado dos apps Logitech Options+ e G HUB causou a confusão. A falha, ridícula, pelo menos serviu para as pessoas descobrirem utilitários alternativos melhores para este fim. (O melhor software, porém, é nenhum software; mouse bom se garante sem essas coisas, hehehe!)

Começamos o ano com duas novidades legais no Lerama, nosso índice/diretório de blogs e newsletters brasileiras:

  • A visualização padrão agora é em cartões em vez de lista (que, aliás, continua disponível). Desse modo, em especial com o seletor “Simplificado” ativado, dá para ver mais posts no mesmo espaço de tela.
  • O menu principal ganhou um novo link, o “Aleatório”. É isso mesmo que você está imaginando: clique nele para cair em um post aleatório das publicações do Lerama que saiu nos últimos 30 dias.

É possível que a escolha da pessoa do ano da revista Time, que nesta edição elegeu “os arquitetos da IA” (leia-se: CEOs de big techs da área), tenha sido feita por uma IA. Primeiro indício: apontar pessoas no plural (“os arquitetos da IA”) como a pessoa (singular) do ano. Segundo e mais forte indício: só alguém estúpido como uma IA elegeria essa galera tosca como pessoa(s) do ano.

A chegada de dezembro precipita uma inundação de “retrospectivas” das grandes plataformas de tecnologia, aquele período festivo em que iFood, Spotify, Apple Music… Google Maps (??) e sei lá mais quem esfregam na nossa cara o tanto de dados que coletam e, de quebra, ainda convencem muita gente a fazer propaganda de graça.

Não é obrigatório compartilhar, mas se quiser, pode. De qualquer maneira, recomenda-se paciência e, se possível, manter distância das redes sociais até 2026.

Há alguns meses, youtubers denunciaram intervenções não solicitadas do Google para “melhorar” seus vídeos com IA generativa. Parecia um teste; agora, é oficial.

Donos de canais podem desativar esse recurso no Studio: entre em Configurações, Canais, Configurações avançadas e desmarque as duas opções no tópico Melhorias na qualidade dos vídeos. Para quem assiste ao vídeo, a saída oferecida pelo Google é alterar a resolução nas configurações do próprio player.