O Twitter suspendeu a conta de Luciano Hang, empresário dono da Havan e negacionista da pandemia. No lugar do seu perfil aparece a mensagem de que ele foi suspensa por violar os termos de uso da rede social. Ao G1, porém, o Twitter informou que a suspensão se deu por ordem judicial. Em meados de 2021, outro perfil de Luciano no Twitter havia sido bloqueada, esta a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do inquérito das fake news.Em nota ao G1, a assessoria do empresário disse que a nova suspensão foi motivada pelo compartilhamento de um vídeo do neurocientista José Augusto Nasser falando sobre a vacinação de crianças. Via G1.
Post livre #300
Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Ele fecha na segunda-feira ao meio-dia.
A Apple passou o rodo nas cópias do Wordle que infestaram a App Store do iOS nos últimos dias — nenhuma delas do criador original do simpático joguinho. Embora, juridicamente, cópias de jogos sejam difíceis de se proteger, as diretrizes da App Store proíbem cópias descaradas na loja. Uma delas em especial, a de Zach Shakked, causou revolta por ele ficar se gabando do crescimento meteórico do jogo e da sua conta bancária — o clone cobrava uma assinatura anual de US$ 30. Via Ars Technica, Bloomberg (ambos em inglês).
Wordle, o original, não é aplicativo, é jogado no navegador. Acesse-o aqui.
Não é a primeira vez que um jogo sensação é seguido por um exército de cópias, mas é raro a Apple interferir de maneira tão rápida e ampla em casos do tipo. O mais infame talvez tenha sido o de Threes, de 2014, que apesar do pioneirismo, acabou desbancado em popularidade por incontáveis clones do tipo 2048 — a única diferença, uso de múltiplos de dois em vez de três.
É só o primeiro passo, mas um importante. A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 2270/21, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que impede a inclusão do Serpro e do Dataprev no Programa Nacional de Desestatização (PND), ou seja, de serem privatizados. O PL tramita em caráter conclusivo, ou seja, com deliberações apenas nas comissões, sem passar pelo plenário da Câmara. Via Telesíntese, Agência Câmara de Notícias.
Cerca de 80 agências de checagem de fatos do mundo inteiro — incluindo duas brasileiras, Aos Fatos e Lupa — enviaram uma carta aberta a Susan Wojcicki, CEO do YouTube, cobrando medidas mais assertivas no combate à desinformação na plataforma de vídeos do Google. (Leia a carta na íntegra.) O pedido se desdobra em quatro demandas:
- Exercer a transparência sobre como a desinformação trafega na plataforma e divulgar publicamente suas políticas para abordá-la;
- Concentrar-se em fornecer contexto em vez de excluir vídeos. Isto pode ser feito estabelecendo uma colaboração significativa e estruturada com organizações de verificação de fatos e investindo no trabalho delas;
- Agir contra infratores reincidentes que produzem conteúdo constantemente sinalizado como desinformação e impedir que seus vídeos sejam recomendados ou promovidos pelos algoritmos da empresa;
- Ampliar esses esforços a idiomas diferentes do inglês, e fornecer dados específicos de cada país e idioma, bem como serviços de transcrição eficazes.
As agências rejeitam o modo de atuação vigente, que gira em torno da exclusão ou não de vídeos, e esperam reunir-se com Susan em algum momento para debater o problema. Via Aos Fatos, Folha de S.Paulo, Lupa.
Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo
Uber enfrenta um concorrente improvável no Brasil: o app de táxi do governo (em inglês), por Charlotte Peet no Rest of World:
Martins Delcourt faz parte de um número crescente de brasileiros que estão abandonando a Uber em prol dos táxis, que agora estão ficando mais baratos e fáceis de encontrar. De acordo com a Sindicato dos Taxistas Autônomos da cidade do Rio, a demanda pelos serviços do Taxi.Rio, que agora opera em várias cidades do Brasil, aumentou em 60% no final de 2021. O Taxi.Rio ganhou cerca de 38.000 usuários mensais em 2021, de acordo com dados oficiais da prefeitura.
No aplicativo Taxi.Rio, a mordida que a prefeitura dá no faturamento dos motoristas é de 5%. Nos apps comerciais, a das empresas pode chegar a 30%.
É uma pena que esses apps sejam tão negligenciados. O Taxi.Rio, que agora pode ser usado por outras cidades interessadas na tecnologia e que parece ser dos melhores, tem uma nota baixíssima na App Store (2,8) e muitas reclamações ali e na Play Store. Baixei o URBS Taxi Curitiba (2,2 na App Store) e o estado é abismal. Não faz login nem completa o cadastro. Veja o estado do formulário de cadastro. É pedir muito um app minimamente funcional?
Uma década depois do último tablet que lançou no Brasil, o péssimo Xoom, a Motorola vai tentar outra vez. O novo modelo é o Moto Tab G70, com preço sugerido de R$ 2,4 mil (ou R$ 2,6 mil, com conexão móvel). Curiosa a escolha da marca (alusão ao Moto G). O espírito do tablet é de experimentação, tentando surfar a pandemia. “Não temos vergonha de não lançar mais nenhum modelo se esse não der certo, mas queremos experimentar esse mercado”, disse Thiago Masuchette, gerente de produtos da Motorola no Brasil. Via Estadão.
Demorei para experimentar o jogo sensação do momento, Wordle (ou sua versão em português do Brasil, Termo). É fascinante. Trata-se de uma nova abordagem ao velho jogo da forca. “Acho que as pessoas meio que gostam que exista essa coisa na internet que só é divertida”, disse Josh Wardle, criador do jogo, ao New York Times. Wardle criou o joguinho em seu tempo livre para divertir-se com sua esposa, Palak Shah.
Wordle e Termo me lembraram muito o manifesto da web lenta, ou slow web. O jogo não tem anúncios anúncios, criação de contas, notificações, nem mesmo tem app — você joga no navegador —, e só pode jogar uma vez por dia, porque só tem uma palavra/jogo disponível por dia. Até o compartilhamento dos resultados do jogo segue essa lógica, sem link ou qualquer chamada. Por mais coisas do tipo.
Enquanto o mundo contava os minutos para a virada de ano, o Telegram liberou a 12ª e última grande atualização de 2021, que trouxe como destaque elas: as reações. Em um ano cheio de novidades, as reações talvez tenham sido a mais legal.
O Telegram explica que as reações servem para “compartilhar sentimentos e feedback — sem a necessidade de escrever novas mensagens”. Desde que o recurso foi disponibilizado, passei a usá-lo todo dia e o ativei no canal do Manual e no grupo de apoiadores. As reações, de fato, cumprem bem essa função.
Aquelas mensagens curtas de concordância — “ok”, “blz”, “tá bom” — e de reações — “amei”, “que horrível” — podem ser substituídas pelos emojis. Já estava acostumado às reações no Signal, onde existem desde fevereiro de 2020, então não chegou a ser uma novidade, no sentido estrito do termo. Mas foi uma bem-vinda. Algumas estatísticas iniciais do Telegram evidenciam a popularidade das reações, a saber:
- São 11 reações possíveis.
- Em sete dias (30/12–5/1), +33 mil canais ganharam reações e +25 milhões de reações foram deixadas por leitores.
- Canal com mais reações é o do blogueiro Nekoglai (@nekogla1). Algumas de suas postagens têm +60 mil reações.
Ao contrário do Signal, que permite escolher qualquer emoji como reação, no Telegram eles são limitados a 11, todos animados. Cabe aos administradores de canais e grupos ativarem o recurso e escolherem quais podem ser usados.
O joinha (?) tem um apelo extra por ser ativável com dois toques rápidos na mensagem, mas o usuário pode alterar a sua reação rápida nas configurações do app.
E o WhatsApp? Desde agosto o Facebook/Meta vem testando reações no WhatsApp. (A ironia é que o Facebook foi quem popularizou as reações ao lançá-las na rede social homônima, em 2016.) A julgar pelo sucesso que fazem no Telegram, deve ser questão de tempo até as reações estarem em todos os lugares. Via @DicasTelegram/Telegram.
Moxie Marlinspike não é mais CEO do Signal. No anúncio, Moxie explicou que após uma década à frente do aplicativo, acha que chegou a hora de passar o bastão a outra pessoa — e que a estrutura atual da Fundação Signal, com 30 pessoas trabalhando, agora lhe permite isso. Enquanto buscam por um substituto, Brian Acton, que co-fundou o WhatsApp, será o CEO interino. Os dois, Moxie e Brian, seguem no conselho administrativo da fundação. Via Signal (em inglês).
Ajuste o brilho de monitores externos pelo teclado no macOS com estes aplicativos
Quem usa notebooks da Apple ligados a monitores externos deve ter percebido que controles de brilho e de volume do teclado não funcionam nesse cenário. É o tipo de coisa que deveria funcionar, mas não é o caso — pelo menos até você instalar um desses aplicativos.
Um deles é o Lunar. É cheio de comandos e funcionalidades que vão além dos controles de brilho e volume, mas boa parte delas fica atrás de um pagamento/assinatura, de US$ 20,30 (~R$ 115), que dá direito a um ano de atualizações. E talvez nem sejam tão necessárias. Felizmente, existe uma versão “lite”, que só o faz o básico, por um preço mais em conta (R$ 16,90 na App Store).
Outra opção, a que tenho usado, é o aplicativo de código aberto (e gratuito) MonitorControl. Ao contrário do Lunar, o MonitorControl praticamente não tem interface — só uma janela de configurações e um discreto ícone na menubar que combina com os nativos do macOS.
Qualquer que seja o app escolhido, é bom voltar a ter esse controle pelo teclado no monitor externo, especialmente naqueles que carecem do sensor de luminosidade e consequente ajuste automático do brilho (a maioria).
É hora de abandonar a popular crítica esquerdista de que as plataformas, como os parasitas, apenas se alimentam dos dados dos usuários e não fazem nada. Isso nos deixa de mãos atadas quando se trata de imaginar e articular políticas industriais e públicas progressistas. Não há problema em dizer que as plataformas fazem coisas grandes — mal feitas.
— Evgeny Morozov, pesquisador e escritor, no Twitter.
Lembra aquela máscara de proteção gamer da Razer, a Zephyr (anteriormente Project Hazel), anunciada na CES 2021? Ela foi lançada em agosto, por US$ 100, mas teve uma mudança importante no meio do caminho: seus filtros deixaram de ser referenciados pela empresa como “padrão N95/PFF2”. Agora, são apenas “filtros purificadores de ar”. Embora a Razer garanta que os filtros atingem o mesmo nível de proteção das PFF2, para receber a certificação toda a máscara precisa ser assim, o que não é o caso.
Em outra atualização, de dezembro, a Razer parou de se referir à Zephyr como um equipamento de proteção individual (EPI). Pelo Twitter, a empresa postou no último sábado (8) que “a Zephyr e a Zephyr Pro [com amplificadores de áudio] não são dispositivos médicos, respiradores, máscaras cirúrgicas ou equipamentos de proteção individual (EPI) e não são feitas para uso em ambientes clínicos ou hospitalares”.
É muito brilho (RGB) e pouca substância. Lamentável que uma empresa que não tem nada a ver com saúde e segurança individual tenha tentado surfar a onda da pandemia de maneira tão irresponsável. Via The Verge (em inglês).
O Ministério da Economia, por meio da Secretaria de Governo Digital (SGD), firmou um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa 109 bancos, para dar acesso a esses “em caráter de degustação experimental”, por 12 meses, à base de dados da identificação civil nacional para fins de validação biométrica e biográfica, “bem como a conexão da plataforma de autenticação gov.br e os bancos, permitindo assim a autenticação de cidadãos cadastrados nos bancos”.
Especialistas ouvidos pela Carta Capital criticaram a falta de clareza no texto do acordo. O receio é que o governo federal esteja concedendo acesso gratuito aos dados brutos dos cidadãos. Embora falte mesmo clareza, o objeto informa que a parceria visa ao “uso das APIs de Identidade Digital pelos Bancos”, descrição que lembra um bocado o DataValid, do Serpro, usado pela iniciativa privada com a mesma finalidade — e também alvo de críticas de alguns especialistas. Via Carta Capital.
Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas
Mineração de bitcoins está sendo banida em países do mundo todo — e ameaçando o futuro das criptomoedas (em inglês), por Shawn Tully na Fortune:
A repressão da China à mineração de bitcoin no ano passado, que culminou com uma proibição total em setembro, desencadeou uma diáspora de produtores em busca de novos lares. Muitos correram para as fontes renováveis dos países nórdicos, enquanto outros foram atrás do carvão e gás natural do Cazaquistão, Irã, Kosovo e da pequena Abcásia. No outono passado, mais de um quarto de todas as assinaturas de criptomoedas estavam sendo cunhadas no Cazaquistão e no Irã.
Mas, nos últimos meses, aqueles locais antes acolhedores começaram a expulsar mineradores em massa. Os recém-chegados estão consumindo quantidades gigantescas de eletricidade, criando déficits que estão espalhando apagões de Teerã a Almati. A tendência é especialmente ruim para os entusiastas que preveem que a indústria de bitcoin resolverá em breve seu problema de poluição pela operação majoritária com energias renováveis. Em uma nova reviravolta, os países escandinavos afirmam que não poderão atingir as metas de energia limpa se as criptomoedas estiverem ocupando uma parte enorme e crescente de seus recursos eólicos, energéticos e geotérmicos.
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