A Netflix detalhou o seu novo plano com anúncios/publicidade. Chega no dia 3 de novembro e custará R$ 18,90 por mês.

A qualidade de imagem é HD (720p) e o upgrade também vale para o plano básico, de R$ 25,90 e que, até agora, oferecia uma inaceitável resolução de 480p. Alguns títulos não estarão disponíveis e não será possível baixar séries e filmes para consumo offline.

A Netflix exibirá de 4 a 5 minutos de anúncios por hora, na forma de spots “de 15 ou 30 segundos, exibidos antes e durante as séries e os filmes”. Os anunciantes poderão segmentar o público por país e gênero do filme (ação, drama, romance, ficção científica), e terão a opção de impedir que eles apareçam em conteúdos “não têm a ver com a marca”, como cenas de nudez ou violência.

Meio caro, né? Será que cola? Via Netflix.

 

A maioria dos olhos estavam voltados aos novos computadores da linha Surface, mas a Microsoft, em um evento paralelo nesta quarta (12), o Ignite, anunciou um punhado de novidades em software:

  • Microsoft Designer, espécie de clone do Canva com a capacidade de gerar ilustrações graças ao DALL-E 2.
  • Abas colaborativas (Workspaces) no Edge.
  • Fase final da mudança de marca do Office, que passa a se chamar Microsoft 365, com direito a ícone novo e tudo.
  • Um novo aplicativo para empresas, Places, para gerenciar ambientes de trabalho híbridos, com escritório e home office.

Sobraram alguns no evento do Surface, todos focados em Apple: Fotos do iCloud integradas ao aplicativo Fotos do Windows 11 e Apple Music para Xbox, e, em 2023, aplicativos do Apple Music e do Apple TV para Windows serão lançados. Via Microsoft (2) (em inglês).

Em novembro de 2020, escrevi um perfil de Tibor Kaputa e sua coleção de aplicativos para Android, Simple Mobile Tools. Corta para 2022: Kaputa começou a vender um celular baseado nos aplicativos que criou.

Batizado Simple Phone, o aparelho virá com os aplicativos da SMT pré-instalados e uma implementação própria do Android, chamada SimpleOS e criada por uma tal de Good Phone Foundation. O sistema é “degoogled”, usa o microG para manter compatibilidade com aplicativos dependentes das APIs do Google e traz a F-Droid como loja de aplicativos.

O Simple Phone é um aparelho simples, com chip da MediaTek, suporte a redes 4G e dois anos de garantia. A pré-venda está aberta apenas na Europa. Não vai chacoalhar o mundo, mas é sempre bom mais alternativas ao duopólio Apple/Google.

Post livre #338

Toda semana, o Manual do Usuário publica o post livre, um post sem conteúdo, apenas para abrir os comentários e conversarmos sobre quaisquer assuntos. Os comentários fecham segunda-feira ao meio-dia.

A Rest of World publicou uma matéria detalhando a epidemia de spam no WhatsApp na Índia, maior mercado do aplicativo — são 550 milhões de usuários no país asiático. Usuários de lá relataram o recebimento de até dez mensagens não solicitadas por dia.

Fiquei intrigado. Já recebi/recebo mensagens do tipo — transacionais de empresas como Magazine Luiza e Mercado Livre e contatos não automatizados de funcionários de lojas e vendedores de planos de internet —, porém são raras. Sou sortudo ou é questão de tempo?

Ao que tudo indica, esse movimento na Índia está ligado à abertura da API na nuvem do WhatsApp e à necessidade da Meta de gerar mais receita com o WhatsApp, um aplicativo com bilhões de usuários e que, ao contrário dos outros do conglomerado, não veicula anúncios. E… bem, a Meta está ávida por dinheiro. Via Rest of World (em inglês).

A ressaca pós-pandemia do mercado de computadores bateu forte, com as vendas declinando 15% no terceiro trimestre deste ano. Há uma exceção, porém: a Apple.

Pela primeira vez, a Apple vendeu mais de 10 milhões de computadores em um trimestre. Enquanto todas as outras grandes fabricantes apresentaram quedas na casa dos dois dígitos, a Apple aumentou as vendas dos seus Macs em 40,2%.

Tudo bem que parte desse desempenho é mera compensação de gargalos logísticos que afetaram as vendas do primeiro trimestre. Ainda assim, é algo a ficar de olho. Via IDC (em inglês).

por Shūmiàn 书面

Uma das maiores empresas de telefonia celular tailandesas, a AIS, assinou um acordo de cooperação com a chinesa ZTE para criar um hub de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia 5G em Bangcoc, capital da Tailândia. As duas pretendem lançar tablets e smartphones conjuntamente, além de oferecer soluções para negócios e construir infraestrutura digital para a tecnologia 5G no país do sudeste asiático.

Pouco antes do anúncio do acordo, o The Japan Times publicou uma matéria sobre como as tecnologias disponibilizadas pela China na Rota da Seda Digital, sobretudo as de monitoramento com inteligência artificial, são temidas por ativistas e sindicalistas em países asiáticos: sob o argumento de aumentar a segurança pública, esse aparato seria usado para controle social, como é feito em locais politicamente sensíveis como Xinjiang e Tibete.

O Camboja, por exemplo, instalou aproximadamente 1.000 câmeras de vigilância fornecidas pela China na capital Phnom Penh, constrangendo a realização de manifestações na cidade e levantando debates sobre privacidade e transparência sobre os dados coletados.


A Shūmiàn 书面 é uma plataforma independente, que publica notícias e análises de política, economia, relações exteriores e sociedade da China. Receba a newsletter semanal, sem custo.

O pessoal do Feedbin lançou um aplicativo de podcasts para o iOS, o Airshow.

Com apenas 4 MB (!), ele traz uma abordagem bastante simplificada da experiência de ouvir podcasts. O objetivo, segundo os desenvolvedores, era criar um aplicativo “que tenha apenas os recursos necessários para ouvir e curtir os podcasts que você ama”.

Gostei do modo do modelo de organização, que separa as inscrições de favoritos (“bookmarks”). No segundo, o usuário pode salvar episódios avulsos de podcasts que não acompanha. E é só isso, ou seja, nada de etiquetas, pastas e outros arranjos mais complexos.

O Airshow é gratuito e oferece uma compra dentro do app (R$ 102,90/ano) para ativar a sincronia entre dispositivos — também exigida para notificar novos episódios. A depender do perfil de uso, como é o meu caso, é algo dispensável. Quem já tem uma assinatura do Feedbin ganha a sincronia do Airshow sem ter que pagar a mais. Via Feedbin (em inglês).

WeHashed: como a fintech Hash foi dos milhões às demissões

WeHashed: como a fintech Hash foi dos milhões às demissões, por Leandro Miguel Souza no Startups:

A história da Hash, fintech que surfou a onda de empolgação que tomou o cenário startupeiro do país nos últimos anos, causou impacto. A pergunta que ficou foi como uma startup que parecia tão promissora, que anunciou ter levantado portentosas rodadas de investimento (perto de US$ 60 milhões), chegou ao ponto de deixar de atender clientes, demitir sua força de trabalho e encerrar abruptamente suas operações? Como ela gastou tanto dinheiro?

Para tentar encontrar respostas, o Startups conversou com alguns ex-funcionários e fontes do mercado. E o que encontramos foi uma espécie de “cautionary tale” – um termo em inglês que não tem uma tradução específica em português, mas que indica uma história que serve de aviso para quem estiver interessado em ler e tirar suas conclusões.

A DappRadar, consultoria especializada em aplicações de blockchain, levantou alguns números intrigantes de duas startups de metaverso, a Decentraland e a The Sandbox: os picos de audiência diária nelas foram de 675 e 4.503 usuários, respectivamente. Elas são avaliadas em US$ 1,3 bilhão cada.

A contagem da DappRadar é meio estranha, só leva em conta usuários que transacionaram nas blockchains desses ambientes — a maioria não quer/não faz negócios, só está ali para interagir e socializar.

Ao Coinbase, porém, Sam Hamilton, diretor criativo da Decentraland, disse que a média de audiência diária do metaverso da startup é de 8 mil usuários. Pouco, né?

Sim, pouco, e talvez o cenário seja o mesmo em todos esses universos supostamente “revolucionários” de realidade virtual. O Horizon Worlds, metaverso líder da Meta (aquele do gráfico feião que nem os funcionários da Meta querem usar) tinha, em fevereiro, 300 mil usuários mensais. Via Coinbase (em inglês).

O melhor cliente de torrent (na minha modesta opinião) foi atualizado depois de um hiato de dois anos e meio.

Ainda em beta, o Transmission 4 traz muitas novidades. Destaque para as otimizações no código, que, em um teste de estresse com 25 mil torrents, apresentou um uso 50% menor de ciclos de CPU e 70% menos alocações de memória, e o suporte ao protocolo BitTorrent v2 e a torrents híbridos.

Para quem usa macOS, o Transmission 4 ganhou uma versão nativa para chips Apple e um novo ícone no padrão pós-Catalina.

Mesmo em beta, baixei aqui e pareceu-me bastante estável. Use-o por sua conta e risco. Não há previsão para o lançamento da versão estável. Clique aqui para o download e a lista completa de novidades.

Roupas pixeladas, trailer do filme do Mario e outros links legais

Todo sábado, um amontoado de links curiosos e/ou interessantes. Leia as edições anteriores.

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Pix deveria ser exemplo para WhatsApp e outros apps de mensagens

O Pix é um sucesso incontestável. Lançado em outubro de 2020 (começou a valer mesmo para a população dois meses depois, em 16 de novembro), o sistema de pagamentos instantâneos do Brasil caiu nas graças da população com a mesmo velocidade com que viabiliza transferências de valores sem custo às pessoas.

O Banco Central (Bacen), verdadeiro “pai do Pix”, mantém uma página atualizada em seu site mostrando a evolução do Pix segundo várias métricas.

É uma visão impressionante:

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O The Verge conseguiu uns memorandos internos da Meta, assinados por Vishal Shah, vice-presidente do metaverso da empresa, em que ele aborda um problema constrangedor: os funcionários que criam o Horizon Worlds, o ambiente virtual/metaverso da casa, pouco acessam o local.

É surreal. No segundo memorando, de 30 de setembro, Shah escreveu que a missão de todos na empresa é “apaixonar-se pelo Horizon Worlds”. E disse que vai responsabilizar os gerentes se a galera continuar ignorando o metaverso.

Em outro momento, Shah diz que o Horizon Worlds ainda não tem razão de existir:

Quero deixar isto bem claro. Estamos trabalhando em um produto que ainda não encontrou espaço no mercado. Se você está no Horizon, preciso que você abrace completamente a ambiguidade e a mudança.

Horizon Worlds, vale lembrar, é aquele aplicativo de realidade virtual que foi zoadaço mês passado depois que Mark Zuckerberg postou um print que parecia um jogo do Nintendo Wii de 2000 e bolinha. Via The Verge (em inglês).

Close no rosto sem expressão do avatar de Zuckerberg.
Imagem: @zuck/Facebook.